IMAGINE 2026: congresso do HCFMUSP segue relevante para a atualização em radiologia

O IMAGINE 2026 está em realização neste momento, entre os dias 25 e 27 de março, em formato híbrido, reunindo a 24ª edição do Congresso de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCFMUSP. Ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e ao Instituto de Radiologia, o encontro ocupa um espaço próprio no calendário da especialidade por combinar ensino, discussão clínica e observação crítica da prática radiológica contemporânea.
Há congressos que se destacam pelo porte. O IMAGINE mantém sua importância por um motivo mais substantivo: ele traduz a radiologia como atividade médica em movimento, atravessada por revisão de protocolos, debate entre subespecialidades, refinamento interpretativo e contato permanente com a produção científica. Isso se percebe com clareza quando o evento está acontecendo, com auditórios simultâneos, temas paralelos e uma agenda que alterna fundamentos, casos complexos e tecnologia aplicada.
Nesta edição, a programação oficial reforça esse perfil. O congresso foi estruturado com mais de 100 horas de conteúdo científico atualizado, participação de especialistas, discussões clínicas e exposição tecnológica, num desenho que favorece tanto a revisão de temas consolidados quanto a leitura crítica de assuntos em amadurecimento.
Para a radiologia, esse tipo de ambiente importa porque o conhecimento não avança apenas por acúmulo de informação. Ele avança quando diferentes experiências clínicas se encontram, quando critérios são tensionados, quando o método é discutido com honestidade e quando a novidade tecnológica deixa de ser discurso e passa a ser examinada em termos de utilidade real.
Informações importantes sobre o IMAGINE 2026
- XXIV Congresso de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCFMUSP.
- Realização de 25 a 27 de março de 2026.
- Formato híbrido, com participação presencial e online.
- Evento vinculado ao HCFMUSP, à USP e ao InRad.
- Programação com mais de 100 horas de conteúdo científico atualizado.
- Agenda com discussões clínicas, sessões por subespecialidade e exposição tecnológica.
- Temas da edição incluem cabeça e pescoço, radiologia intervencionista, ultrassonografia, mama, oncologia, musculoesquelético, tórax, cardiovascular, medicina nuclear, emergência, pediatria e imagem gastrointestinal.
- O congresso oferece certificado de participação.
- O conteúdo fica disponível por 3 meses para os inscritos, conforme informação oficial do evento.
- Endereço presencial divulgado: InRad, Rua Dr. Ovídio Pires de Campos, 75, Portaria 01, Cerqueira César, São Paulo.
Links úteis do IMAGINE 2026
- Site oficial do IMAGINE 2026
- Programação oficial em PDF
- Painel do participante
- Página do evento no calendário do CBR
- Página institucional do InRad HCFMUSP
- Inscrição presencial
- Inscrição híbrida
- Inscrição online
Por que o IMAGINE mantém relevância científica e institucional?
O IMAGINE não é apenas mais um congresso de atualização. Seu vínculo com o HCFMUSP e com o InRad dá ao evento uma base acadêmica e assistencial que pesa na forma como os temas são escolhidos e discutidos. O InRad se apresenta institucionalmente como um centro voltado a ensino, pesquisa e assistência em diagnóstico e terapêutica por imagem, e esse tripé ajuda a entender o perfil do congresso.
Esse contexto faz diferença. Quando um encontro nasce dentro de uma instituição universitária com forte atividade assistencial, a programação tende a escapar do excesso de generalidades. A pauta se aproxima do que realmente desafia o radiologista no cotidiano: seleção de método, construção do raciocínio, qualidade técnica do exame, padronização de relatório, comunicação com a equipe clínica e limites de interpretação.
Também por isso o IMAGINE segue relevante no calendário da radiologia brasileira. Ele funciona como ponto de contato entre a formação acadêmica, a prática de alta complexidade e a educação continuada. Não depende de um apelo de novidade para justificar sua presença. O que sustenta sua permanência é a capacidade de reunir conteúdo de densidade clínica num formato acessível a especialistas, residentes e profissionais de diferentes regiões.
O que a edição de 2026 mostra em tempo real
O recorte da programação de 2026 deixa isso bastante claro. No primeiro dia, o congresso percorreu áreas como cabeça e pescoço, radiologia intervencionista, ultrassonografia geral, mama, radioterapia e neurorradiologia, com temas que vão de protocolos avançados e ablação de lesões tireoidianas à revisão do novo ACR BI-RADS, correlação rádio-patológica e usos atuais da inteligência artificial em radioterapia e imagem mamária.
Na agenda intermediária do evento, o desenho permanece amplo e tecnicamente exigente. A programação desta quinta-feira distribui sessões em oncologia, musculoesquelético, tórax, cardiovascular e medicina nuclear. Há espaço para discussão de casos em PACS e tumor boards, ao lado de assuntos muito concretos da prática, como nódulos pulmonares, hemoptise, alterações pós-operatórias, tumores cardíacos, PET PSMA e terapia com radiofármacos.
O encerramento mantém a mesma lógica. A sexta-feira traz módulos de emergência, pediatria, ultrassonografia ginecológica e obstétrica, ultrassonografia vascular e imagem gastrointestinal, com foco em situações em que o laudo não pode ser apenas tecnicamente correto, mas clinicamente útil. É um detalhe que diz muito sobre a proposta do congresso.
Ao lado da programação científica, a exposição tecnológica compõe outro eixo importante da edição. Em radiologia, acompanhar a evolução de softwares, equipamentos e fluxos de trabalho tem valor quando isso é feito com senso crítico, observando maturidade de uso, aplicabilidade clínica e impacto real sobre a tomada de decisão. Congresso sério serve justamente para isso.
O que esse desenho sinaliza para a radiologia?
A leitura mais interessante do IMAGINE 2026 talvez esteja menos na variedade dos temas e mais no modo como eles se organizam. A radiologia aparece aqui como especialidade cada vez mais subespecializada, mais conectada à clínica e mais exigida em termos de precisão comunicacional. Não basta reconhecer o achado. É preciso enquadrá-lo, hierarquizá-lo e dizer algo útil sobre ele.
Outro ponto evidente é a convivência entre temas clássicos e agendas emergentes. Protocolos, sistemas de classificação, correlação anatomorradiológica e discussão de casos continuam ocupando o centro do congresso. Ao mesmo tempo, inteligência artificial, novas aplicações terapêuticas e técnicas avançadas entram na programação sem serem tratadas como efeito de vitrine. Isso é saudável. A especialidade amadurece quando consegue discutir tecnologia sem perder o lastro clínico.
Também chama atenção a presença de sessões que aproximam imagem, oncologia, cirurgia, urgência e medicina nuclear. Esse cruzamento não é acessório. Ele reflete uma realidade conhecida de qualquer serviço estruturado: a radiologia deixou há muito de ser atividade isolada e passou a participar de decisões cada vez mais integradas, em que contexto clínico, tempo de resposta, qualidade técnica e clareza do relatório andam juntos.
Atualização contínua como responsabilidade técnica
Em radiologia, atualização e estudo contínuo não são um adorno intelectual. Fazem parte da responsabilidade técnica. A especialidade muda com rapidez suficiente para tornar insuficiente a confiança exclusiva na experiência acumulada. Diretrizes são revistas, classificações são ajustadas, protocolos ganham novas camadas de refinamento e a própria linguagem do laudo acompanha mudanças na prática clínica.
Congressos como o IMAGINE têm valor justamente porque oferecem mais do que acervo de aulas. Eles expõem o profissional a divergências legítimas, a casos ambíguos, a limites dos métodos e ao raciocínio de quem lida com temas específicos em profundidade. Esse tipo de troca acelera o amadurecimento interpretativo e ajuda a separar o que é consenso do que ainda está em construção.
Há um ganho adicional, menos visível e talvez mais importante. O contato com fóruns científicos preserva a radiologia do automatismo. Recoloca o exame dentro da medicina, obriga a revisar hábitos, testa convicções e melhora o julgamento. Em diagnóstico por imagem, isso tem peso direto sobre qualidade assistencial.
Presença científica como parte do compromisso profissional
A STAR Telerradiologia compartilha esse entendimento de forma estrutural. Seu corpo clínico é formado por radiologistas ativos em congressos, jornadas e eventos científicos da especialidade, em sintonia com a evolução permanente da radiologia e com os debates que ajudam a consolidar prática diagnóstica séria, discussão por subespecialidade e atualização tecnicamente responsável.
Esse compromisso não se resume à busca por novidade. Ele passa por revisão constante de repertório, leitura crítica do que emerge na literatura, contato com consensos e diretrizes, e presença nos espaços em que a especialidade discute seus próprios limites. Em telerradiologia, onde consistência interpretativa, clareza de comunicação e segurança técnica são centrais, isso não é periférico. É parte do trabalho.
Em radiologia, manter contato permanente com a produção científica, com a troca entre especialistas e com os grandes fóruns da especialidade é parte do compromisso com uma prática diagnóstica mais sólida, atualizada e tecnicamente responsável.
Referências
IMAGINE 2026. Página oficial do XXIV Congresso de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do HCFMUSP.
IMAGINE 2026. Programação oficial do congresso.
Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Calendário de eventos: IMAGINE 2026.
InRad HCFMUSP. Página institucional do Instituto de Radiologia.
InRad HCFMUSP. Departamento de Radiologia e Oncologia.
InRad HCFMUSP. InRadiando, centro de treinamento e ações de educação continuada.