Em um momento de restrições e isolamentos, o cuidado com os pacientes apresenta novos desafios. Neste caminho, a Telemedicina está revolucionando o atendimento médico e reduzindo significativamente o impacto do coronavírus. 

Dois artigos, publicados na revista Telemedicine and e-Health, destacaram a eficácia do uso da Telemedicina para controle da proliferação do Covid-19 e no apoio ao atendimento relacionado à saúde mental dos pacientes.

 

Atendimento Telemedicina Coronavírus 

 

Atendimento especializado por Telemedicina em casos leves do novo Coronavírus 


O primeiro estudo de caso, Implications for Online Management: Two Cases with COVID-19, apresenta a utilização de formulários e monitoramentos digitais de pacientes em observação para tratar casos leves do coronavírus. Ou seja, por medidas de quarentena, o paciente que apresenta sintomas leves é tratado remotamente em casa. Este método foi desenvolvido por pesquisadores em Wuhan, na China. Aliás, se mostrou muito útil para aliviar a escassez de recursos médicos.

Ainda no artigo apresentado pela Telemedicine and e-Health, seu editor-chefe, Charles Doarn, afirmou: “Entre o final de 2019 e início de 2020, Wuhan já começava a atender pacientes remotamente pelo que acabara sendo conhecido como Covid-19. Enquanto a pandemia atingira todo o mundo, esse grupo de pesquisadores na China implementou o atendimento médico com auxílio da Telemedicina.” Por fim, conclui que: “Tais ferramentas se mostraram muito úteis e devem ser enxergadas como um exemplo eficaz a ser seguido.”

O grupo para atendimento médico era formado por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos e enfermeiros especialistas, alguns em reabilitação e psicologia. Além disso, os pacientes que eram atendidos remotamente, descreviam os sintomas através de formulários on-line, ao menos duas vezes por dia.

Da mesma forma, um grupo para bate-papo foi realizado on-line para facilitar a comunicação dos enfermeiros com os pacientes. Ou seja, orientações sobre a quarentena, sobre a desinfecção e, inclusive, sobre a dieta, eram realizadas e supervisionadas a distância.

Finalmente, o plano de reabilitação, formado por especialistas em psicologia, incentivava os pacientes a permanecerem otimistas. Isto é, mostrar a esses pacientes que eles não estavam sozinhos durante a quarentena era tão importante para sua motivação quanto recuperação.

 

Pronto atendimento Telemedicina saúde mental coronavírus

 

Pronto atendimento por Telemedicina em casos de saúde mental oriundos da pandemia do coronavírus


O segundo estudo de caso,  The Role of Telehealth in Reducing the Mental Health Burden from COVID-19, de Xiaoyun Zhou e co-autores, apresenta evidências substanciais que apoiam a eficácia da Telemedicina no atendimento a distância de casos de depressão, ansiedade e transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) durante a pandemia de coronavírus.

Além disso, a pesquisa observou os principais fatores que contribuem para o aumento do estresse durante a pandemia, sendo eles:

– medo de exposição;

– isolamento;

– perda de renda;

– limite de autonomia; 

– ausência de cura para a infecção por coronavírus.

Os autores do estudo afirmam que: “Embora o isolamento possa alcançar seus objetivos, ele reduz o apoio social de familiares e amigos, causando solidão e risco de agravamento de sintomas de ansiedade e depressão. Esses sintomas, não sendo tratados ou atendidos imediatamente, podem ter efeitos contrários à saúde da população, exigindo o aumento de custos para gerenciamento de casos de doenças mentais.”

Também, segundo o estudo, os profissionais clínicos e não clínicos envolvidos ao controle da pandemia, correm o risco de apresentarem os mesmos sintomas psicológicos, pois além do aumento da jornada de trabalho, têm alto risco de exposição ao vírus. “Isso também pode levar ao estresse, ansiedade e esgotamento, dentre outros sintomas depressivos, e até mesmo à necessidade de licença do trabalho. Portanto, tendo impacto negativo na prestação de serviços ao sistema de saúde durante a pandemia.”

Em suma, os autores enfatizam o apoio à saúde mental, especialmente através da Telemedicina, para auxiliar o bem-estar psicológico de toda população. Mary Ann Liebert, presidente e CEO da editora da Telemedicine and e-Health, conclui o estudo com a seguinte observação: “A Telemedicina está crescendo exponencialmente em todas as instituições de saúde. Os gestores de serviços de saúde estão se preparando para isso.”

 

Discussão


Já era hora de a Telemedicina ser assunto indispensável para atualização do conhecimento de médicos, gestores e profissionais da Medicina. 

Tão recente na literatura médica, a Telemedicina abrange serviços de saúde, educação, administrativos e informações médicas que são transmitidas por longas distâncias e, hoje, auxiliam especialmente no combate intensivo ao coronavírus.

 

Por fim, não deixe de ler nosso artigo sobre a Telemedicina, onde abordamos seu conceito, especialidades, benefícios e regulamentação.

 


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