O escore de cálcio é uma das formas de avaliar o risco de doença arterial coronariana (DAC), através da tomografia computadorizada (TC) e por softwares de pós-processamento de imagem que avaliam a calcificação das artérias coronárias (CAC).

Existem muitas formas de quantificar o escore de CAC por TC de baixa dose, como através do método de Agatston (1990) [1].

Esse método é uma ferramenta semiautomatizada que é capaz de calcular um escore com base na extensão da calcificação da artéria coronária detectada em TC de tórax e cardíaco, além de permitir a estratificação de risco precoce, pois os pacientes com um alto escore de Agatston (> 160) têm um risco aumentado para um evento cardíaco adverso maior (MACE) [1, 2].

escore de cálcio - imagem 1 escore de cálcio - imagem 2

Como calcular o escore de cálcio


O cálculo é baseado na pontuação de densidade ponderada atribuída ao valor mais alto de atenuação (UH) multiplicado pela área do ponto de calcificação.

Após a identificação de locais de CAC, o software gera uma tabela de dados com o Agatston score, o valor em escore da massa da calcificação, o volume da calcificação, a densidade máxima e mínima da calcificação em UH.

Os valores de referência para a pontuação adquirida através da densidade ponderada atribuída ao maior valor de atenuação (UH) são:

  • 130-199 UH: 1
  • 200-299 UH: 2
  • 300-399 UH: 3
  • 400+ UH: 4

Após multiplicar a pontuação da densidade atribuída ao maior valor de atenuação pela área da calcificação, é possível obter o escore de cálcio de uma área específica. A soma de todas de todos os escores de cálcio de todas as áreas calculadas gera o valor do escore de cálcio total que refere à probabilidade de DAC. Valores de referência abaixo:

  • Sem evidências de DAC: 0
  • Mínima: 1-10
  • Média: 11-100
  • Moderada: 101-400
  • Severa: >400

 


 

Leia também:

 


 

Referências

[1] A.S. Agatston, W.R. Janowitz, F.J. Hildner, et al. Quantification of coronary artery calcium using ultrafast
computed tomography, J. Am. Coll. Cardiol. 15 (1990) 827–832. https://doi.org/10.1016/0735-1097(90)90282-t.

[2] P.O. Neves, J. Andrade, H. Monção, Coronary artery calcium score: current status, Radiol Bras. 50
(2017) 182–189. https://doi.org/10.1590/0100-3984.2015.0235.

 


 

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