Radiologistas que trabalham em turno noturno tendem a cometer mais erros do que seus colegas do turno diurno, de acordo com estudos recentes. Os erros ocorreram a uma taxa de até 3,7 %, em comparação com até 2% do turno diurno, relataram os especialistas em imagem da Mayo Clinic.

Já havia uma tendência para tais achados em avaliações anteriores, feitas até então apenas com residentes. Mesmo com uma menor intensidade de trabalho nos períodos noturnos, observou-se uma maior taxa de erro. Estas descobertas têm implicações para o cuidado com o paciente e medidas para garantia de qualidade se fazem necessárias.

Patel et al. atribuíram aos médicos assistentes a tarefa de revisar os estudos de tomografia computadorizada realizados entre julho de 2014 e junho de 2018. Estes registraram as discrepâncias que, de certa forma, alteraram os cuidados agudos ou de acompanhamento dos pacientes. Observaram então quais erros ocorreram durante o dia (entre 7h e 18h) e comparou-os com o horário noturno (entre 18 e 7h).

Foram avaliadas 10.090 tomografias da Mayo Clinic. Cerca de 2% dos estudos do turno diurno apresentaram erros, contra 3% do turno noturno. Esse número foi para 3,7% quando se avaliava os exames feitos na segunda metade do turno noturno, em comparação com 2,5% na primeira metade.

Sendo assim, postula-se que o horário de sono desalinhado dos radiologistas possa contribuir para sua queda de performance. Logo, se a precisão diagnóstica reduzida durante horários noturnos tem como causa o desalinhamento circadiano e fadiga, tal fenômeno tende a ocorrer com todos os profissionais da área (sejam residentes ou os radiologistas mais experientes), independente de sua experiência ou expertise.

Uma ação que pode ser interessante diante desse fato, seria a adoção de segundas assinaturas nos relatórios, com consequente aumento da qualidade.

Fonte: Radiology Business


 

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