A radiografia é um método de imagem utilizado para produzir imagens de estruturas internas do corpo. É popularmente conhecida como Raio X, apesar de não ser o nome oficial do tipo de exame. Na verdade, os raios X são pequenas doses de radiação ionizante usadas para produzir as imagens de exames de radiografia, mamografia, densitometria e também de exames de tomografia computadorizada.

A radiografia é o método mais antigo e mais aplicado para diagnóstico por imagem dentro da Medicina. Através dela, pode-se, por exemplo, diagnosticar ossos fraturados, tumores e corpos estranhos, dentre outras inúmeras aplicações.

Alguns tipos específicos de radiografias necessitam da utilização de meio de contraste à base de iodo ou bário, administrados por via intravenosa ou via oral, em geral. O objetivo é permitir a visualização de determinados órgãos ou estruturas internas, como vasos sanguíneos, sistema coletor, cólon e outros. No entanto, a maior parte das radiografias não demanda a utilização de meio de contraste.

Além das radiografias estáticas, há a possibilidade de se obter imagens de vídeo em tempo real de radiografia, o que é chamado de videofluoroscopia, ou simplesmente de escopia. O equipamento é o mesmo da radiografia, mas operado em modo escopia. Este modo é utilizado para guiar procedimentos cirúrgicos e intervencionistas, tais como cirurgias ortopédicas, cateterismo coronariano e biópsias ósseas.

Índice

 

 

Subtipos de exames de Radiografia


raio x tipos de exame

Exames de radiografia podem ajudar os médicos a diagnosticar ossos fraturados, lesões em articulações, dores abdominais, artrite, câncer, cáries dentárias. Podem ser utilizados para localizar algum eventual objeto que uma criança engoliu por engano, para detectar pneumonia, tuberculose ou afecção pulmonar da COVID-19.

Alguns subtipos de radiografia são:

  • Radiografia de tórax
  • Radiografia de articulações (joelho, ombro, tornozelo, por exemplo)
  • Radiografia de abdome
  • Radiografia da coluna
  • Radiografia de ossos longos
  • Radiografia de arcos costais
  • Radiologia odontológica
  • Urografia excretora
  • Uretrocistografia miccional
  • Fistulografia
  • Galactografia
  • Histerossalpingografia
  • Deglutograma
  • Videodefecografia
  • Esofagograma

↑ voltar ao índice.

A radiação do Raio X faz mal ou pode causar câncer?


imagem de raios x na mesa

Se um corpo é exposto à radiação em excesso, há sim maior risco de desenvolvimento câncer. Porém, a quantidade de radiação em um exame de radiografia é muito pequena para causar um câncer. São necessárias centenas de radiografias para aumentar essa probabilidade.

Além disso, vale destacar que já somos expostos diariamente a fontes naturais de radiação ionizante. A exposição à radiação cósmica e aos isótopos naturais podem ser significativas, especialmente nas grandes altitudes. Em um voo de avião transcontinental nos EUA, por exemplo, estamos expostos a 0,01 a 0,03 mSvs. Uma pessoa que vive em Denver ou Colorado, nos EUA, é exposta anualmente a mais que 10 mSv. A título de comparação, numa radiografia de tórax, uma pessoa adulta é exposta a 0,1 mSv.

 


O sievert (Sv) é a unidade usada para dar uma avaliação do impacto da radiação ionizante sobre os seres humanos. É a unidade do Sistema Internacional de Unidades da dose equivalente e dose eficaz, e que leva em conta os efeitos biológicos em tecidos vivos, produzidos pela radiação absorvida.

Fonte: Wikipedia


↑ voltar ao índice.

 

Exposição à radiação: o benefício vale o risco?


utilizando epis de radiologia

Em síntese, um raio X nada mais é do que uma forma de energia, como a luz ou as ondas de rádio. Porém, os raios X têm energia suficiente para atravessar o corpo, sendo parcialmente absorvidos por ossos, tecidos moles e órgãos de maneira diferente, o que permite que os raios que atingem  o outro lado formem uma imagem onde é possível distinguir essas estruturas. Dessa forma, o médico radiologista pode analisar a imagem e diagnosticar eventuais alterações, obtendo informações valiosas sobre sua saúde.

Métodos como a ultrassonografia e a ressonância magnética não utilizam radiação ionizante, entretanto não analisam as estruturas da mesma forma, e muitas vezes não podem ser utilizados para diagnosticar a patologia que se suspeita. Por essa razão, quando o exame de radiografia é necessário, o benefício certamente ultrapassa o risco.

↑ voltar ao índice.

 

Crianças podem fazer exames de radiografia?


criança raio x

Podem fazer e existem vários subtipos de exames de radiografia para a faixa etária pediátrica. Nestes casos,  os parâmetros técnicos são adaptados para empregar uma quantidade menor de radiação ionizante, uma vez que a quantidade de tecidos corpóreos que o raio X precisa ultrapassar costuma ser menor.

Quando é necessária a presença de um acompanhante na sala de exame, este pode fazer uso de um avental de chumbo para evitar a exposição desnecessária à radiação.

↑ voltar ao índice.

 

Grávidas podem fazer exames de radiografia?


gravida nao pode fazer radiografia raio x

Em qualquer circunstância, é importante que a paciente notifique seu médico quanto até mesmo a uma possível gravidez. Isso porque, quando ela está grávida, o médico seleciona cuidadosamente os exames e medicamentos para evitar qualquer risco ao desenvolvimento do bebê.

Em geral, as radiografias devem ser evitadas em grávidas por aumentarem o risco de aborto, anomalias congênitas e retardo do crescimento fetal.

A indicação de radiografias na gravidez deve pesar os riscos e benefícios, considerando os eventuais benefícios diagnósticos para a gestante, e a disponibilidade de exames alternativos inócuos ao feto, tais como ultrassonografia e ressonância magnética. O médico radiologista é o profissional mais preparado para verificar o melhor método diagnóstico para garantir a segurança da gestante e do feto

Deve-se levar em conta a idade gestacional, a condição física da paciente e distúrbios gestacionais associados, e caso a realização do exame esteja sendo considerada, é possível estimar a dose de radiação absorvida pelo feto com base no protocolo de exame planejado – doses de radiação inferiores a 50 mGy tem menor risco.

Caso se opte pela realização do exame, alguns cuidados devem ser tomados, tais como o uso de protetores de chumbo sobre o abdome e colimação do feixe de raio X para a área de interesse.

↑ voltar ao índice.

 

Como funciona um exame de radiografia?


exame de densitometria ossea raios x

Em geral, para radiografias sem contraste não há nenhuma preparação em especial, enquanto exames com uso de meio de contraste por via oral ou intravenoso podem demandar jejum, preparo intestinal ou outros cuidados pré-exame.

É importante sempre remover jóias, óculos ou qualquer objeto metálico antes da realização do exame, pois eles se sobrepõe às imagens das estruturas do corpo, impossibilitando sua avaliação e, por vezes, impedindo que algum diagnóstico seja feito.

Cada subtipo de radiografia é feita com um protocolo específico, variando desde a quantidade de radiação a ser aplicada até a posição do paciente. O técnico pode produzir imagens em diferentes ângulos, pode solicitar ao paciente que prenda a respiração para não borrar a imagem e pode usar travesseiros ou sacos de areia específicos, de acordo com cada protocolo. Ainda em alguns casos, pode ser administrado o material de contraste, via intravenosa ou via oral, para melhor visualização da área examinada.

Basicamente, o tubo de raio X emite um feixe de radiação que passa pelo corpo, sendo parcialmente absorvido de forma diferente por cada estrutura: ossos absorvem mais, músculos e gordura absorvem menos, por exemplo. Os raios X não absorvidos atingem um receptor (o chassi radiográfico), gerando a imagem tal como ocorre com o filme em uma máquina fotográfica. A diferenciação dos tecidos se baseia nessa diferença de absorção do raio X.

A duração do exame de Raio X vai depender da sua complexidade, podendo levar mais de uma hora para alguns tipos de radiografia contrastada, ou apenas alguns segundos, como para radiografia de tórax.

↑ voltar ao índice.

 

Como são realizados os Laudos dos exames de radiografia?


Telemedicina Radiológica raio x

As radiografias são realizadas por técnicos em radiologia, e são laudadas por médicos radiologistas, que são médicos especializados em diagnóstico por imagem.

Os médicos radiologistas analisam e interpretam as imagens obtidas, emitindo um relatório por escrito que contém sua impressão sobre o exame: o laudo.

Os médicos radiologistas podem emitir os laudos trabalhando localmente ou a distância, o que é chamado de Telerradiologia. A STAR Telerradiologia é a empresa de telerradiologia que mais se destaca no cenário nacional, com foco no paciente e na qualidade dos laudos emitidos por sua equipe formada por médicos radiologistas  especializados em todas as subáreas da Radiologia.


Telerradiologia é o nome dado para a prática da radiologia a distância e é uma especialidade da telemedicina. Ela possibilita que médicos radiologistas possam interpretar e elaborar laudos de exames médicos através da internet.

Leia mais no artigo “Telerradiologia: o que é, como funciona, regulamentação e tipos de exame


↑ voltar ao índice.

 

Curiosidade: breve história do Raio X


primeiro raio x da história

Em 1985, o raio X foi  descoberto pelo físico alemão Wilhelm Konrad Röntgen. Ele investigava os efeitos dos feixes de elétrons em descargas elétricas com gases rarefeitos. E assim, Röntgen descobriu um efeito surpreendente: uma tela, revestida com um material fluorescente fora do tubo de descarga, brilhava mesmo quando estava protegida da luz ultravioleta da descarga gasosa. Em outras palavras, a radiação do tubo, que passava pelo ar, fazia com que a tela ficasse fluorescente.

Desde então, Röntgen mostrou que toda radiação responsável pela luminosidade da tela, se originava a partir do ponto onde o feixe de elétrons atingia a parede do vidro do tubo de descarga. Também que, objetos opacos, quando colocados entre o tubo e a tela, mostravam-se transparentes a partir da radiação.

Por fim, Röntgen fez a primeira radiografia produzindo uma imagem fotográfica dos ossos de uma mão. A descoberta dos chamados Raios Röntgen foi vista como uma grande descoberta científica mundial, impulsionou o estudo do mundo atômico e foi a base para o desenvolvimento da Radiologia como conhecemos hoje.

↑ voltar ao índice.

 

Referências


  • Ziessman, H. A., O’Malley, J. P., & Thrall, J. H. (2014). Medicina nuclear. Elsevier Brasil.
  • Techy, A. (2006). A importância da fotografia na medicina. Revista Brasileira de Reumatologia46(3), 207-209.
  • Yaffe, M. J., & Rowlands, J. A. (1997). X-ray detectors for digital radiography. Physics in Medicine & Biology42(1), 1.
  • Wernick, M. N., Wirjadi, O., Chapman, D., Zhong, Z., Galatsanos, N. P., Yang, Y., … & Muehleman, C. (2003). Multiple-image radiography. Physics in Medicine & Biology48(23), 3875.
  • Oliveira, M. L., & Khoury, H. (2003). Influência do procedimento radiográfico na dose de entrada na pele de pacientes em raios X pediátricos. Radiologia Brasileira36(2), 105-109.
  • Vilhena, M. A. D. S. (2014). Gravidez e radiologia: fim do mito (Doctoral dissertation).
  • Lima, A. A. D., Carvalho, A. C. P., & Azevedo, A. C. P. D. (2004). Avaliação dos padrões de dose em radiologia pediátrica. Radiologia Brasileira37(4), 279-282.
  • Hallikainen, D. (1996). History of panoramic radiography. Acta radiologica37(3), 441-445.
  • Francisco, F. C., Maymone, W., Carvalho, A. C. P., Francisco, V. F. M., & Francisco, M. C. (2005). Radiologia: 110 anos de história. Rev Imagem24, 281-6.

 

 


Leia também


 

 

Acompanhe as principais notícias e informações relacionadas ao Diagnóstico por Imagem. Assine nossa newsletter: