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Sobre Dr. Virginio Rubin

Médico (FCM-UNICAMP), radiologista musculoesquelético (HC-FMUSP) com MBA em Administração, Negócios e Marketing (FGV). Diretor Clínico da STAR Telerradiologia e coordenador no ICESP-HCFMUSP.
CRM-SP 140.585

5 passos para montar o planejamento estratégico da clínica

É pouco comum que os cursos de medicina das universidades brasileiras trabalhem questões voltadas à administração, o que dificulta o trabalho dos médicos que se tornam líderes ou diretores de estabelecimentos de saúde quando precisam fazer o planejamento estratégico de sua clínica ou serviço de imagem, por exemplo.

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Pensando em ajudar, elaboramos um passo a passo de como fazer um plano estratégico de qualidade e eficiente. Confira!


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1. Defina as diretrizes organizacionais

A primeira coisa que deve ser feita ao iniciar um trabalho de planejamento estratégico é a definição das diretrizes organizacionais, que são a missão, a visão e os valores da clínica ou instituição.

A missão deve dizer, em poucas palavras, o principal objetivo do seu negócio. Já a visão é uma meta que se deve cumprir em um período predeterminado. Os valores, por sua vez, são os princípios éticos e morais que devem nortear o seu negócio, para que a missão e a visão possam ser cumpridas. Os valores são essenciais nos momentos de crise, quando podem nortear a tomada de decisões.

2. Faça uma análise do ambiente interno

Na análise do ambiente interno, você deve mapear os pontos fortes e os pontos fracos da sua clínica ou serviço. Tal análise pode ser feita juntamente aos colaboradores do estabelecimento, para que nada seja esquecido.

O atendimento prestado aos pacientes, a estrutura física, o comprometimento e a motivação dos profissionais que fazem parte de sua equipe, e o tempo de espera nas filas. Tudo isso pode ser avaliado como um ponto forte ou ponto fraco da empresa.

3. Faça uma análise do ambiente externo

Da mesma forma que acontece com o ambiente interno, o ambiente externo também deve ser analisado. Nessa etapa, portanto, você terá que identificar as ameaças e oportunidades que fatores externos à clínica podem proporcionar ao seu negócio.

A economia local e nacional, fatores relacionados à politica e ao governo, mudanças na legislação, perfil dos pacientes da comunidade, entre outros fatores, são exemplos de ameaças ou oportunidades que você deve identificar.

4. Crie uma matriz SWOT

A matriz SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats) — ou FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameças), como é conhecida no Brasil — consiste no cruzamento da sua análise interna com a análise externa, ou seja, pontos fortes e pontos fracos devem ser cruzados com ameaças e oportunidades.

A partir dessa relação, você poderá traçar estratégias que possibilitem que as forças sejam potencializadas e as fraquezas sejam corrigidas. O mesmo deve ocorrer com as oportunidades, que devem ter estratégias que permitam seu aproveitamento total, e com as ameaças, que devem ser prevenidas ou remediadas.

5. Organize os planos de ação

A última etapa do planejamento estratégico da clínica é a organização dos planos de ação de estratégias.

Para isso, você deve esmiuçar cada uma das estratégias geradas com a matriz SWOT, elaborando uma tabela que diga quais são os recursos físicos, financeiros e humanos necessários para a realização de cada uma delas, bem como estabelecer uma meta que deverá ser cumprida.

Neste conteúdo você aprendeu a fazer um planejamento estratégico para sua clínica. Além disso, é importante considerar a eficiência dos processos do seu centro de imagem, não é mesmo?


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E então, tudo certo para colocar nosso tutorial em prática e fazer o planejamento estratégico da clínica? Nós temos certeza de que você fará um excelente trabalho. E, no caso de ter ficado com alguma dúvida, deixe um comentário no espaço abaixo!

A importância do atendimento humanizado na área da saúde

Ao chegar em um consultório ou hospital, o paciente encontra-se em uma posição de insegurança e fragilidade que requer cuidados tanto com sua saúde, quanto com seu psicológico. Por isso, é fundamental que ele receba um atendimento humanizado para que a sua experiência, seja a mais confortável possível.

O atendimento humanizado não reflete apenas na experiência do paciente. Mas, na instituição como um todo, visto que, quem atende de forma humanizada é mais indicado e recomendado. Além disso, a instituição de saúde presta um atendimento humanizado, tende a tratar seus colaboradores da mesma forma.

Confira a seguir, 4 importantes benefícios do atendimento humanizado:

 

O atendimento humanizado tange questões éticas


profissionalismo

Atender bem o paciente, trazendo conforto e o tratamento adequado, é a premissa básica para qualquer profissional da saúde. Tratar as pessoas com a dignidade e a atenção que elas merecem não é apenas a missão principal da humanização, mas também, um ponto fulcral da ética profissional.

 

O atendimento humanizado traz benefícios para a marca


atendimento humanizado favorece a marca

Mesmo com investimentos em publicidade e comunicação externa, a indicação por terceiros (o popular “boca a boca“) ainda é a forma principal de escolher um médico, hospital ou laboratório. Ao tratar seus pacientes de maneira diferenciada, o estabelecimento ganha a confiança deles, ampliando e reforçando a imagem da sua marca positivamente. Outro ponto que deve ser levado em consideração é que, com a ascensão das redes sociais, as pessoas conseguem fazer críticas e avaliações com mais visibilidade. Então, procure sempre prestar um atendimento humanizado para ter uma imagem favorável.

 

O atendimento humanizado fideliza


atendimento humanizado fideliza

Atender bem é o grande passo para ganhar de vez a preferência das pessoas. Nesse ponto, vale ressaltar o que faz a diferença no atendimento humanizado: a capacidade de ouvir o paciente, respeitar suas dificuldades e amparar sempre que preciso. Lembre-se: o paciente, quando é bem atendido, volta e recomenda o serviço para outras pessoas.

 

O atendimento humanizado amplia a eficiência do tratamento


atendimento humanizado cura

Por último e mais importante, quando focado nas reais necessidades do paciente, o atendimento humanizado pode contribuir no processo de cura e de recuperação.

Nesse contexto, a inclusão de elementos como reflexão e apoio espiritual, por exemplo, tal como a discussão de versículos sobre oração, pode ser benéfica. Muitos pacientes encontram conforto e força na fé e na espiritualidade, o que, por sua vez, pode influenciar positivamente sua saúde mental e seu bem-estar geral.

Os pacientes respondem melhor aos procedimentos clínicos e se mantêm com a saúde mental fortalecida, fatores que são muito importantes para a melhoria do estado de saúde como um todo.

 

Conclusão


É importante que todos os colaboradores façam parte dos treinamentos de atendimento humanizado, afinal, a experiência do paciente não se resume apenas ao atendimento médico.

Há todo um percurso dentro da organização e, por onde o paciente passa, é fundamental que ele receba todo o cuidado e atenção que ele precisa.

 

 


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Biossegurança na Radiologia: o que é e quais são os EPIs?

Biossegurança na radiologia é um conjunto de ações e de EPIs que visa prevenir e proteger os profissionais e os pacientes dos riscos inerentes às atividades que envolvam radiação.

A presença de radiação ionizante dos equipamentos de diagnóstico por imagem e de substâncias radioativas usadas para a realização dos exames expõe os profissionais que atuam nesse setor a riscos.

Caso não sejam utilizados EPIs ou tomadas medidas de biossegurança, estes riscos tornam-se perigosos por serem “imperceptíveis” até que seus efeitos apareçam.

A radiação ionizante em pequenas doses é indolor, incolor, veloz.

Assim, não deixando sequelas visíveis e necessitando de um período de latência para o desenvolvimento de sintomas.

Essas características podem fazer com que os próprios profissionais negligenciem os riscos aos quais estão expostos.

E, consequentemente, não se preocupem com a biossegurança na radiologia.

Portanto, neste conteúdo, buscamos elucidar esse tema.

 

Quem e quando deve-se utilizar os EPIs?

médicos analisando exame

Vale reforçar que o uso dos EPIs e a biossegurança não se aplicam exclusivamente a profissionais de saúde ou a pacientes.

Devem ser usados todas as vezes em que qualquer pessoa — seja ela profissional, paciente ou acompanhante de paciente — estiver exposta à radiação, e na condição de que o uso do EPI não interfira na qualidade do exame.

A qualidade do exame torna-se prioridade a partir do momento em que um exame de má qualidade pressupõe a realização de outro.

Se isso ocorrer, o paciente e o profissional serão expostos a uma dupla dose de radiação.

 

Quais EPIs são importantes à biossegurança na radiologia?

mamografia com epis à biossegurança na radiologia

Os riscos presentes nas clínicas de radiologia sem biossegurança são silenciosos e podem ocasionar problemas no longo prazo.

A exposição contínua sem o uso de EPIs tem o poder de alterar o DNA das células humanas.

Também existe a possibilidade de causar câncer ou outras complicações, como infertilidade, catarata e eritema.

Isso porque o sistema reprodutor, olhos, tireóide e medula óssea são os órgãos mais sensíveis à radiação.

A evolução tecnológica caminha no sentido de melhorar não somente a qualidade da imagem dos equipamentos de diagnóstico por imagem, mas também a biossegurança dos profissionais e pacientes expostos através de um conjunto de ações e de EPIs.

Os novos equipamentos são fabricados para realizarem exames com cada vez menos radiação ionizante.

Entretanto, os cuidados com a biossegurança e o uso de EPIs por parte dos profissionais não podem ser deixados de lado.

Por isso, elaboramos uma lista dos EPIs necessários nas salas de exames de imagem para melhorar a biossegurança na radiologia.

 

1. Aventais de chumbo

Os aventais são produzidos em diferentes tamanhos e formatos.

O objetivo é proteger a região torácica e abdominal dos raios ionizantes.

Devem sempre ser utilizados pelos profissionais e acompanhantes nas salas de exames.

Para os pacientes, são utilizados quando outras regiões do corpo estão sendo avaliadas, evitando, assim, uma exposição desnecessária.

 

2. Protetores de tireóide

Os protetores de tireóide são colocados como colares, quando a sua utilização não atrapalha a realização do exame necessário.

É usado com a finalidade de proteger essa glândula, que é um órgão muito sensível à radiação.

3. Óculos plumbíferos

O termo plumbífero refere-se ao que contém chumbo.

Dessa forma, os óculos plumbíferos são feitos a partir de uma mistura de chumbo com vidro.

O que garante perfeita visibilidade, além de proteção contra os riscos da radiação, pois a absorvem.

Sabe-se que o uso dos óculos é bastante negligenciado, todavia muitos alertas já foram publicados sobre os radiologistas estarem mais expostos do que se imagina.

Portanto, para reforçar a biossegurança na radiologia, não deixe de garantir o uso dos óculos durante a realização de exames.

 

4. Protetor de gônadas

Assim como os olhos e a tireóide, os órgãos do aparelho reprodutor feminino ou masculino também são mais sensíveis à radiação.

Portanto, o uso de protetores nessas regiões, quando não interferem na qualidade do exame, deve ser incentivado.

 

3 dicas para reduzir a glosa médica em clínicas e hospitais

3 dicas para reduzir a glosa médica em clínicas e hospitais

A glosa médica é um termo bem conhecido pelos gestores e administradores de clínicas e hospitais, sendo definida pela recusa de pagamento, por parte das operadoras de saúde, de medicamentos, procedimentos e outros gastos provenientes do paciente para o prestador de serviço.

A presença de um elevado índice de glosa na instituição é prejudicial tanto para quem presta o serviço quanto para os planos de saúde. Dessa forma, reforça-se a importância da atenção de todos os envolvidos nesse burocrático processo, tendo como objetivo a redução de não conformidades que levam a não cobertura dos gastos.

Sabendo da rotina estressante dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, cabe aos gestores elaborarem estratégias que reduzam o preenchimento incorreto e/ou incompleto dos documentos relacionados à assistência — que são as principais causas das glosas.

Separamos no post de hoje 3 ótimas dicas que levam à redução da glosa médica nas clínicas e hospitais. Leia a seguir!

1. Eduque a sua equipe

Um simples esquecimento do carimbo ou um pequeno erro de preenchimento devido a uma desatenção ao realizar as atividades administrativas por parte dos médicos pode causar um grande transtorno na hora do acerto de contas entre prestadores e convênios. Essas são situações evitáveis e possíveis de serem reduzidas a partir de um contínuo trabalho de educação interna que reforce, com a equipe assistencial, a importância do correto e completo registro.

2. Ofereça subsídios para melhorar a qualidade dos registros

De nada adianta ensinar a sua equipe se ela não possuir instrumentos que permitam agir com maior correção dentro das condições de trabalho dos serviços de saúde. É necessário que as clínicas e hospitais invistam em melhores meios, a fim de que os profissionais possam realizar com qualidade não só a assistência direta, mas também os registros pertinentes.

Informatize os prontuários

Os sistemas eletrônicos são hoje os grandes aliados dos prestadores de serviços de saúde, sejam eles de pequeno, médio ou grande porte. Isso porque é conhecido o fato de os processos manuais serem passíveis de maior quantidade de erros, sem contar a praticidade permitida por meio de sistemas de preenchimento automático ou inserção de dados com maior agilidade.

Integre sistemas

A existência de diferentes setores nos hospitais e também de diferentes unidades de uma clínica gera um fluxo de informações que nem sempre é organizado e bem delineado. Dessa forma, ocorre a perda de tempo e o favorecimento ao erro uma vez que não seja possível aproveitar informações de diferentes áreas e unidades. Otimize os dados compilando-os num único sistema de acesso geral.

Um exemplo disso é o trabalho que vem sendo realizado pela STAR Telerradiologia, que é pioneira em integração de sistemas utilizando protocolo HL7, permitindo que os laudos que sua equipe de radiologistas emitem remotamente possam ser acessados pelos médicos solicitantes e pessoal de apoio diretamente no RIS/HIS local dos hospitais e serviços de imagem.

Crie mecanismos de regulação

A própria integração possui em si um caráter regulador ao utilizar ferramentas de controles automáticos, como invalidar cartões inseridos com numeração errada ou a não conclusão de cadastro incompleto. Além disso, é possível criar um sistema de conferência eletrônica, que seja capaz de sinalizar as não conformidades presentes nas prescrições de acordo com os critérios preestabelecidos por cada operador de saúde, usando como base de dados os regulamentos de cada convênio.

3. Fortaleça a auditoria interna para a redução da glosa médica

Capacitar os profissionais deste setor e mantê-los atuantes com eficiência são pontos que favorecem o cumprimento das exigências dos planos de saúde e evitam que os erros saiam da instituição e gerem glosas médicas.

O acúmulo de glosas representa a ausência de pagamentos de procedimentos já realizados, ou seja, o não recebimento por um gasto que o prestador já obteve, sendo um grande custo para a instituição. Portanto, o investimento na auditoria interna representa também uma redução de custos no que diz respeito a todo o planejamento financeiro da empresa.

Além disso, o setor é capaz de desenvolver um mecanismo de feedback para toda a equipe, proporcionando a educação continuada e concretizando, assim, um contínuo trabalho de redução de glosas médicas.

Concluímos, então, que a conciliação de investimentos em tecnologia e capacitação pode ser a chave que sua clínica ou hospital necessitam para a redução da tão temida glosa médica.

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