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Glossário de telerradiologia e radiologia
336 termos usados no dia a dia da telerradiologia e do diagnóstico por imagem: sistemas e integração, exames e técnica, achados e classificações, laudo, gestão, regulação e as gírias que circulam nas salas de laudo.
Para radiologistas, gestores de serviços de imagem, equipes de TI, tecnólogos e médicos solicitantes. Cada termo traz uma definição curta, os termos relacionados e, quando existe, o guia completo da Enciclopédia.
Conteúdo produzido conforme a Política Editorial e revisado de acordo com a política de Revisão Médica. Encontrou um erro ou sentiu falta de um termo? Veja a Política de Correções.
A
Abdome total
Exame que avalia o abdome superior e a pelve no mesmo estudo. Na tomografia, cobre do diafragma à sínfise púbica; no ultrassom, inclui fígado, vesícula, vias biliares, pâncreas, baço, rins, bexiga e, conforme o protocolo, órgãos pélvicos.
Ver também: Tomografia computadorizada, Ultrassonografia
Accession number
Número de acesso: identificador único que o RIS atribui a cada pedido de exame. É gravado no cabeçalho DICOM e liga as imagens no PACS ao laudo, à guia e ao faturamento. Um accession errado pode fazer o laudo cair no exame de outro paciente.
Ver também: RIS, Modality Worklist (MWL), Cabeçalho DICOM
Achado crítico
Achado de imagem que representa risco imediato à vida ou exige conduta urgente, como hemorragia intracraniana, pneumotórax hipertensivo, dissecção de aorta ou embolia pulmonar. Deve ser comunicado diretamente ao médico responsável, com registro de quem recebeu a informação e quando.
Ver também: Comunicação de resultado crítico, Valor de pânico, Laudo de urgência
Achado incidental
Alteração encontrada no exame sem relação com a indicação clínica, como um nódulo de adrenal visto numa TC feita por cálculo renal. Muitos têm recomendações de conduta padronizadas, como as do ACR para achados incidentais.
Ver também: Incidentaloma, Fleischner, ACR
ACR
American College of Radiology, entidade norte-americana de radiologia. Publica os sistemas RADS (BI-RADS, TI-RADS, LI-RADS, PI-RADS, Lung-RADS, O-RADS), os critérios de adequação de exames (ACR Appropriateness Criteria) e programas de acreditação e de revisão por pares.
Ver também: RADS, RADPEER, CBR
Acreditação
Certificação de que um serviço de saúde cumpre padrões de qualidade e segurança, concedida por entidade independente após avaliação, como a ONA, a Joint Commission e o PADI, específico para diagnóstico por imagem.
Ver também: ONA, Joint Commission (JCI), PADI
ADC
Mapa de coeficiente de difusão aparente, calculado a partir da sequência de difusão na ressonância. A restrição verdadeira à difusão aparece com hipersinal na difusão e hipossinal no ADC, padrão típico do AVC isquêmico agudo e de abscessos.
Ver também: Difusão (DWI), Restrição à difusão, Ressonância magnética
Adendo
Complemento acrescentado a um laudo já liberado, sem apagar o texto original. Registra informação nova, comparação com exame que chegou depois ou esclarecimento solicitado, com data, hora e médico responsável. Também chamado de addendum.
Ver também: Retificação de laudo, Rastreabilidade
AE Title
Application Entity Title: nome que identifica cada equipamento ou sistema numa rede DICOM, como o tomógrafo, o PACS ou a estação de laudo. Junto com o IP e a porta, precisa ser configurado dos dois lados para que os exames sejam enviados. Erro de AE Title é uma das causas mais comuns de exame que não chega.
Ver também: DICOM, Porta DICOM, Exame parado
ALARA
Sigla de As Low As Reasonably Achievable (tão baixo quanto razoavelmente exequível). É o princípio de otimização da radioproteção: usar a menor dose de radiação capaz de gerar uma imagem com qualidade diagnóstica.
Ver também: Radioproteção, Dose de radiação, Nível de referência em diagnóstico (NRD)
Anecoico
Termo de ultrassom para estrutura sem ecos internos, que aparece preta na tela. É o aspecto típico de conteúdo líquido, como cistos simples, bexiga cheia e vesícula biliar.
Ver também: Ecogenicidade, Ultrassonografia
Angio
Abreviação informal de angiotomografia, angiorressonância ou angiografia, conforme o contexto. “Pede uma angio de crânio.”
Ver também: Angiotomografia (angio-TC), Angiorressonância (angio-RM), Angiografia
Angiografia
Estudo dos vasos sanguíneos com injeção de contraste por cateter, sob fluoroscopia, geralmente com subtração digital (DSA). Além de diagnóstica, é a base de vários procedimentos da radiologia intervencionista.
Ver também: Radiologia intervencionista, Angiotomografia (angio-TC), Fluoroscopia
Angiorressonância
angio-RM
Estudo dos vasos por ressonância magnética. Pode ser feito sem contraste, com técnicas como TOF e phase contrast, ou com gadolínio. Muito usada para artérias intracranianas, cervicais e renais.
Ver também: TOF, Gadolínio, Ressonância magnética
Angiotomografia
angio-TC
Tomografia com injeção rápida de contraste iodado e aquisição no momento em que o contraste passa pelos vasos de interesse. Usada para embolia pulmonar, dissecção de aorta, AVC, aneurismas e coronárias.
Ver também: Bolus tracking, Contraste iodado, Triplo descarte
Anonimização
Remoção irreversível dos dados que identificam o paciente, no cabeçalho DICOM e em textos gravados na própria imagem. Usada para ensino, pesquisa e treinamento de IA. Pela LGPD, dado anonimizado deixa de ser dado pessoal, o que não acontece com dado apenas pseudonimizado.
Ver também: Pseudonimização, LGPD, Cabeçalho DICOM
ANPD
Autoridade Nacional de Proteção de Dados, órgão que fiscaliza o cumprimento da LGPD. Pode aplicar advertências e multas a hospitais, clínicas e empresas de telerradiologia que tratem dados de forma irregular.
Ver também: LGPD, Dado pessoal sensível, Encarregado (DPO)
ANS
Agência Nacional de Saúde Suplementar, que regula os planos de saúde. Define o Rol de Procedimentos de cobertura obrigatória e o padrão TISS de troca de informações entre prestadores e operadoras.
Anvisa
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Na radiologia, define os requisitos sanitários e de proteção radiológica dos serviços de imagem, hoje pela RDC nº 611/2022 e suas instruções normativas.
Ver também: RDC 611/2022, Radioproteção, Controle de qualidade
Arco cirúrgico
arco em C
Equipamento de fluoroscopia móvel em formato de C, usado no centro cirúrgico e em procedimentos para obter imagens em tempo real.
Ver também: Fluoroscopia, Radiologia intervencionista
Artefato
Qualquer elemento da imagem que não corresponde à anatomia real. Pode vir do paciente (movimento, metal), do equipamento ou da técnica (endurecimento de feixe, volume parcial, aliasing). Saber reconhecer artefatos evita falsos diagnósticos.
Ver também: Artefato de movimento, Artefato metálico, Endurecimento de feixe, Volume parcial
Artefato de movimento
Borramento ou duplicação de estruturas causado por movimento do paciente, da respiração ou do coração durante a aquisição. É mais frequente na ressonância, por ser um exame longo.
Ver também: Artefato, Gating cardíaco
Artefato metálico
Estrias e perda de sinal causadas por próteses, clipes, obturações e outros metais. Na TC aparece como raias claras e escuras; na RM, como áreas de distorção ou ausência de sinal. Algoritmos de redução de artefato metálico (MAR) atenuam o problema.
Ver também: Artefato, Tomografia computadorizada, Dupla energia (TC dual energy)
ASPECTS
Alberta Stroke Program Early CT Score: escore de 0 a 10 aplicado à TC de crânio sem contraste no AVC isquêmico do território da artéria cerebral média. Cada uma das dez regiões com sinais precoces de isquemia subtrai 1 ponto. Notas baixas indicam área extensa e pesam na decisão sobre trombectomia.
Ver também: Código AVC (protocolo AVC), TC de crânio
Assinatura digital
Assinatura eletrônica feita com certificado digital ICP-Brasil, que garante autoria e integridade do laudo. Qualquer alteração depois da assinatura invalida o documento, por isso correções são feitas por adendo ou retificação.
Ver também: Certificado digital, ICP-Brasil, Adendo
Atenuação
Redução da intensidade do feixe de raios X ao atravessar os tecidos. Tecidos densos, como o osso, atenuam mais e aparecem claros. Na TC, a atenuação é medida em unidades Hounsfield.
Ver também: Unidade Hounsfield (UH), Densidade (hiperdenso, hipodenso, isodenso)
Ateromatose
Presença de placas de gordura e cálcio na parede das artérias, frequentemente descrita em laudos de radiografia, tomografia e ultrassom com Doppler.
Ver também: Escore de cálcio, Doppler
Auditoria de laudos
Revisão sistemática de uma amostra de laudos por outro radiologista para medir concordância, discrepâncias e pontos de melhoria. É um dos pilares de qualidade de um serviço de telerradiologia.
Ver também: Peer review, Discrepância, RADPEER
Autorização prévia
Aprovação que a operadora de saúde dá antes da realização de determinados exames, geralmente os de alta complexidade. Exame feito sem autorização costuma ser glosado.
Ver também: Glosa, Guia SP/SADT, ANS
B
Backlog
Acúmulo de exames aguardando laudo. Quando o backlog cresce, o tempo de entrega estoura e os exames urgentes ficam escondidos na fila.
Ver também: Fila de laudos, Fila estourada, TAT (tempo de entrega do laudo)
Backup
Cópia de segurança das imagens e laudos, armazenada em outro local. Em serviços de imagem, é parte obrigatória do plano de continuidade, junto com a recuperação de desastres.
Ver também: Disaster recovery, PACS, VNA
Balanceamento de carga
Distribuição automática dos exames entre os radiologistas disponíveis, levando em conta prioridade, subespecialidade e volume em fila. Evita que um médico fique sobrecarregado enquanto outro está ocioso.
Ver também: Fila de laudos, Distribuição por subespecialidade
Banda
largura de banda
Capacidade de transmissão de dados da conexão. Define quanto tempo um exame leva para chegar à telerradiologia: uma TC com mil imagens pode passar de 500 MB sem compressão. A banda de upload é a que mais pesa na unidade que faz o exame.
Ver também: Upload, Compressão de imagem, Latência
Bater chapa
Expressão popular para fazer uma radiografia, herdada da época do filme. “Vou bater uma chapa do tórax.”
Ver também: Chapa, Radiografia (raio X)
BI-RADS
Breast Imaging Reporting and Data System: sistema do ACR que padroniza laudos de mamografia, ultrassom e ressonância das mamas. Vai da categoria 0 (inconclusivo, precisa de exame complementar) à 6 (câncer já comprovado por biópsia), e cada categoria tem uma conduta associada.
Ver também: RADS, Mamografia, ACR
Bobina
Antena de radiofrequência da ressonância que recebe o sinal do corpo. Há bobinas específicas para crânio, joelho, mama, coluna e outras regiões; a escolha certa melhora muito a qualidade da imagem.
Ver também: Ressonância magnética, Relação sinal-ruído (SNR)
Body
Jargão para a radiologia de tórax e abdome. “Radiologista body” é o subespecialista que lauda essas regiões.
Ver também: Subespecialista, Neuro, MSK
Bolus
Injeção rápida de um volume de contraste, feita geralmente por bomba injetora, para que o contraste chegue concentrado aos vasos no momento da aquisição.
Ver também: Bolus tracking, Contraste iodado, Angiotomografia (angio-TC)
Bolus tracking
Técnica de TC que monitora a chegada do contraste a uma região de interesse e dispara a aquisição automaticamente quando a densidade passa de um limite. Garante a fase arterial no momento certo.
Ver também: Bolus, ROI, Fases do contraste
Bosniak
Classificação de cistos renais nas categorias I, II, IIF, III e IV, conforme a complexidade e o risco de malignidade. A versão de 2019 incorporou critérios de ressonância. Orienta se o cisto é ignorado, acompanhado ou operado.
C
C-ECHO
Comando DICOM usado para testar a comunicação entre dois sistemas, uma espécie de “ping” da radiologia. É o primeiro teste na configuração de um equipamento novo.
Ver também: DICOM, AE Title, Porta DICOM
C-FIND
Comando DICOM de consulta: pergunta a outro sistema quais exames ele tem para um paciente ou período. É usado, por exemplo, para buscar exames anteriores.
Ver também: C-MOVE, Pré-busca (prefetching), DICOM
C-MOVE
Comando DICOM que pede a um sistema que envie exames para outro destino. Costuma vir depois do C-FIND, para trazer o exame encontrado.
Ver também: C-FIND, C-STORE, DICOM
C-STORE
Comando DICOM de envio e armazenamento de imagens. É o que a modalidade usa para mandar o exame ao PACS ou à telerradiologia.
Ver também: DICOM, PACS, Modalidade
Cabeçalho DICOM
Parte do arquivo DICOM com os metadados do exame: nome e ID do paciente, data, modalidade, parâmetros técnicos, accession number e identificadores únicos. Cada informação fica numa tag numerada.
Ver também: DICOM, Accession number, UID
CAD
Computer-Aided Detection/Diagnosis: software que marca possíveis alterações para o radiologista revisar, como microcalcificações na mamografia. É a geração anterior às ferramentas de inteligência artificial atuais.
Ver também: Inteligência artificial (IA) em radiologia, Mamografia
Calibração de monitor
Ajuste do monitor de laudo para seguir a curva de exibição padrão DICOM (GSDF, Parte 14), garantindo que a mesma imagem apareça com o mesmo contraste em qualquer tela calibrada. Monitores diagnósticos fazem isso com sensores próprios.
Ver também: Monitor diagnóstico, GSDF, Luminância
Capacidade diagnóstica
Quantidade de exames que um serviço consegue laudar dentro do prazo, considerando médicos disponíveis, subespecialidades e horários. Quando a demanda passa da capacidade, o tempo de entrega sobe.
Ver também: Produtividade, Backlog, Retaguarda radiológica
Captação
Termo de medicina nuclear para o acúmulo do radiofármaco em um órgão ou lesão. Captação aumentada (hipercaptação) pode indicar maior atividade metabólica, como em tumores e inflamações.
Ver também: SUV, Cintilografia, PET-CT
CBHPM
Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, publicada pela AMB. Define portes e referências de remuneração dos procedimentos, incluindo os de diagnóstico por imagem, e é usada em negociações com operadoras.
CBR
Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem, entidade que representa a especialidade. Concede o título de especialista em convênio com a AMB, publica recomendações técnicas e mantém o PADI.
Ver também: PADI, Título de especialista, RQE
CD do paciente
Mídia entregue ao paciente com as imagens do exame em formato DICOM, normalmente com um visualizador embutido e o arquivo DICOMDIR. Vem sendo substituído por links de portal na nuvem.
Ver também: DICOMDIR, Portal de resultados, Visualizador DICOM
Centro de diagnóstico por imagem
Estabelecimento dedicado à realização de exames de imagem, independente ou dentro de um hospital. Muitos usam telerradiologia para cobrir horários ou subespecialidades.
Ver também: Retaguarda radiológica, Telerradiologia
Certificado digital
Documento eletrônico que comprova a identidade de uma pessoa ou empresa. No modelo A1 fica instalado no computador; no A3, em token, cartão ou na nuvem. Para assinar laudos, usa-se o certificado ICP-Brasil do médico.
Ver também: Assinatura digital, ICP-Brasil
CFM
Conselho Federal de Medicina, que normatiza a prática médica no Brasil. A telerradiologia é regida pela Resolução CFM nº 2.107/2014.
Ver também: Resolução CFM nº 2.107/2014, CRM, Resolução CFM nº 2.314/2022
Chapa
Nome popular da radiografia, do tempo em que a imagem era revelada em filme. Ainda é usado por pacientes e médicos: “trouxe a chapa?”.
Ver também: Bater chapa, Radiografia (raio X), Filme
CID
Classificação Internacional de Doenças, publicada pela OMS. O código CID aparece no pedido médico e nas guias e, em algumas operadoras, é exigido para autorizar o exame.
Ver também: Indicação clínica, Guia SP/SADT
Cinti
Abreviação informal de cintilografia.
Ver também: Cintilografia
Cintilografia
Exame de medicina nuclear que forma imagens a partir da radiação emitida por um radiofármaco administrado ao paciente. Avalia função, como nas cintilografias óssea, de tireoide, miocárdica e renal.
Ver também: Medicina nuclear, Radiofármaco, SPECT
CNES
Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Todo serviço de imagem precisa estar cadastrado, com equipamentos e profissionais, para funcionar regularmente e faturar no SUS e com operadoras.
Ver também: Responsável técnico, Anvisa
Cobertura 24/7
Disponibilidade de laudos todos os dias, 24 horas, inclusive madrugadas, fins de semana e feriados. Em hospitais com pronto-socorro, é condição para as linhas de cuidado de urgência.
Ver também: Plantão, Nighthawk, Retaguarda radiológica
Código AVC
protocolo AVC
Fluxo de atendimento acelerado para suspeita de AVC, em que a TC de crânio, e muitas vezes a angio-TC, precisam ser feitas e laudadas em minutos para decidir trombólise ou trombectomia. É o exemplo clássico de linha de cuidado tempo-dependente.
Ver também: Tempo porta-agulha, ASPECTS, Linha de cuidado tempo-dependente
Colimação
Limitação do feixe de raios X à área de interesse. Reduz a dose no paciente e a radiação espalhada, o que melhora o contraste da imagem.
Ver também: Radioproteção, ALARA
Comparação com exames anteriores
Análise do exame atual lado a lado com os anteriores do paciente. Mostra se uma lesão é nova, cresceu ou está estável e muitas vezes muda a conclusão do laudo. Por isso a telerradiologia precisa ter acesso aos exames prévios.
Ver também: Pré-busca (prefetching), Laudo evolutivo
Compressão de imagem
Redução do tamanho dos arquivos para armazenar e transmitir mais rápido. A compressão sem perda (lossless) preserva todos os dados; a com perda (lossy) descarta parte da informação e, para uso diagnóstico, só deve ser usada em níveis validados para cada tipo de exame.
Ver também: JPEG 2000, Banda (largura de banda)
Comunicação de resultado crítico
Processo pelo qual o radiologista avisa o médico responsável sobre um achado crítico por um canal direto, como o telefone, e registra no laudo com quem falou e quando. É exigido por acreditações e protocolos de segurança do paciente.
Ver também: Achado crítico, Rastreabilidade, Acreditação
Conclusão
impressão diagnóstica
Parte final do laudo que resume os achados relevantes e responde à pergunta clínica. É o trecho que o médico solicitante lê primeiro, por isso deve ser objetivo.
Ver também: Laudo, Recomendação
Consolidação
Achado pulmonar em que o ar dos alvéolos é substituído por líquido, células ou outro material, deixando a área opaca e escondendo os vasos. É típica de pneumonia, mas não exclusiva dela.
Ver também: Vidro fosco, Radiografia (raio X)
Contrastar
Jargão para administrar contraste ou fazer a fase contrastada do exame. “Vai precisar contrastar.”
Ver também: Exame contrastado, TC sem
Contraste baritado
Contraste à base de sulfato de bário, ingerido ou administrado por via retal, usado em exames do trato gastrointestinal, como seriografia e enema opaco.
Ver também: Exame contrastado, Fluoroscopia
Contraste iodado
Meio de contraste à base de iodo usado na tomografia, na angiografia e em alguns exames radiológicos. Exige atenção à função renal e ao histórico de reações.
Ver também: Lesão renal aguda pós-contraste, Reação ao contraste, Extravasamento de contraste
Contraste ultrassonográfico
Contraste feito de microbolhas de gás, injetado na veia para avaliar o realce de lesões no ultrassom, sobretudo no fígado. Não contém iodo nem gadolínio.
Ver também: Ultrassonografia, Realce
Controle de qualidade
Conjunto de testes periódicos que verificam se os equipamentos de imagem funcionam dentro das especificações, como testes de aceitação, de constância e de desempenho. É exigido pela RDC 611/2022.
Ver também: Testes de constância, Físico médico, RDC 611/2022
Copia e cola
Crítica ao laudo feito a partir de modelo sem a devida adaptação ao exame, que às vezes descreve órgão já retirado ou lateralidade errada. É uma das fontes clássicas de erro de laudo.
Ver também: Máscara de laudo, Laudo estruturado, Discrepância
Correlacionar clinicamente
Frase muito usada no fim de laudos para indicar que o achado depende do contexto clínico. Usada sem critério, vira clichê que devolve a decisão ao solicitante sem orientar a conduta.
Ver também: Hedging, Recomendação
Corte
Cada imagem de uma “fatia” do corpo na tomografia ou na ressonância. Os cortes podem ser axiais, coronais ou sagitais.
Ver também: Espessura de corte, MPR (reconstrução multiplanar)
CR
radiografia computadorizada
Tecnologia de radiografia digital em que a imagem é registrada numa placa de fósforo e depois lida por um digitalizador. Foi a transição entre o filme e a radiografia digital direta (DR).
Ver também: DR (radiografia digital direta), Radiografia (raio X)
Credenciamento médico
Validação de documentos, registro no CRM, título de especialista e experiência de um médico antes de ele começar a laudar para um serviço. Em telerradiologia, inclui conferir a habilitação para cada subespecialidade.
Ver também: RQE, Subespecialista
Criptografia
Codificação dos dados para que só quem tem a chave consiga lê-los. Em telerradiologia, protege os exames na transmissão (TLS, VPN) e no armazenamento.
CRM
Conselho Regional de Medicina. O médico precisa estar inscrito no CRM, e as empresas de telerradiologia também se registram no conselho, com um diretor técnico médico responsável.
Ver também: CFM, Diretor técnico, RQE
CTDIvol
Índice de dose volumétrico da TC, em miligray (mGy). Mostra a intensidade de radiação usada por aquele protocolo e aparece no relatório de dose do exame. Não é a dose efetiva do paciente.
Ver também: DLP, Dose de radiação, Nível de referência em diagnóstico (NRD)
D
Dado pessoal sensível
Categoria da LGPD que inclui dados de saúde, como exames de imagem e laudos. Seu tratamento exige bases legais específicas e cuidados de segurança reforçados.
Ver também: LGPD, Anonimização, ANPD
DDR
radiografia digital dinâmica
Técnica que adquire uma sequência de radiografias em baixa dose, formando um “vídeo” do movimento de estruturas como o diafragma e as articulações.
Ver também: Radiografia (raio X), DR (radiografia digital direta)
Densidade
hiperdenso, hipodenso, isodenso
Termos de tomografia e radiografia que comparam a atenuação de uma estrutura com a do tecido vizinho. Hiperdenso é mais claro (sangue agudo, cálcio), hipodenso é mais escuro (líquido, gordura, edema) e isodenso tem a mesma densidade.
Ver também: Unidade Hounsfield (UH), Atenuação
Densito
Abreviação informal de densitometria óssea.
Ver também: Densitometria óssea
Densitometria óssea
Exame de baixa dose (DXA) que mede a densidade mineral óssea, em geral na coluna lombar e no fêmur. É o exame de referência para o diagnóstico de osteoporose, interpretado pelos escores T e Z.
DICOM
Digital Imaging and Communications in Medicine: padrão internacional que define o formato dos arquivos de imagem médica e como os sistemas trocam esses arquivos. É o que permite que um tomógrafo de um fabricante envie exames para o PACS de outro.
Ver também: Cabeçalho DICOM, PACS, DICOMweb
DICOMDIR
Arquivo índice gravado em CDs e pendrives de exames, que lista os pacientes, estudos e séries contidos na mídia.
Ver também: CD do paciente, DICOM
DICOMweb
Conjunto de serviços DICOM sobre a web (HTTP), com consulta (QIDO-RS), recuperação (WADO-RS) e envio (STOW-RS). Facilita visualizadores no navegador e a integração com sistemas em nuvem.
Ver também: QIDO-RS, WADO, STOW-RS, Visualizador zero-footprint
Difusão
DWI
Sequência de ressonância que mede a movimentação das moléculas de água nos tecidos. É a sequência mais sensível para AVC isquêmico agudo e também ajuda na avaliação de tumores e abscessos.
Ver também: ADC, Restrição à difusão, Sequência
Diretor técnico
Médico responsável legal e técnico pelo serviço perante o CRM. Em serviços de radiologia e de telerradiologia, deve ter título de especialista na área registrado no conselho.
Ver também: Responsável técnico, RQE, CRM
Disaster recovery
Plano de recuperação de desastres: como o serviço volta a funcionar e recupera as imagens após falha grave, ataque hacker ou perda do datacenter. Define prazos de retorno e a perda máxima de dados aceitável.
Ver também: Backup, Redundância, Uptime
Discrepância
Diferença entre a interpretação de um laudo e a de um revisor. É classificada pela relevância clínica, de menor (sem impacto) a maior (que poderia mudar a conduta). A taxa de discrepância é um indicador de qualidade.
Ver também: Peer review, RADPEER, Auditoria de laudos
Distribuição por subespecialidade
Roteamento de cada exame para o radiologista da área correspondente, como neuro para RM de crânio e MSK para RM de joelho. É o que viabiliza laudos subespecializados em escala.
Ver também: Subespecialista, Balanceamento de carga
DLP
Produto dose-comprimento da tomografia, em mGy·cm. Multiplica o CTDIvol pela extensão escaneada e é usado para estimar a dose efetiva e comparar com os níveis de referência.
Ver também: CTDIvol, Dose efetiva, Nível de referência em diagnóstico (NRD)
Dobrar plantão
Emendar dois plantões seguidos. Prática comum e uma das causas de fadiga, que aumenta o risco de erro de laudo.
Ver também: Plantão, Fadiga do radiologista
Doppler
Modo do ultrassom que avalia o fluxo sanguíneo pela mudança de frequência das ondas refletidas pelas hemácias. Mostra direção, velocidade e resistência do fluxo, em cores ou em gráfico espectral.
Ver também: Ultrassonografia, Índice de resistividade
Dose de radiação
Quantidade de radiação recebida pelo paciente em um exame. Há várias grandezas: dose absorvida (gray), dose efetiva (sievert) e índices do equipamento, como CTDIvol e DLP.
Ver também: Dose efetiva, Gray (Gy), Sievert (Sv), ALARA
Dose efetiva
Grandeza, em milisievert (mSv), que estima o risco da radiação para o corpo todo considerando a sensibilidade de cada órgão. Permite comparar exames diferentes, como uma radiografia de tórax e uma TC de abdome.
Ver também: Sievert (Sv), Dose de radiação
Dosímetro
Dispositivo usado pelos profissionais expostos à radiação para medir a dose que recebem. A leitura periódica faz parte do programa de proteção radiológica do serviço.
Ver também: Radioproteção, Supervisor de proteção radiológica
DR
radiografia digital direta
Radiografia digital em que um detector converte os raios X em imagem sem placa intermediária. É mais rápida que o CR e permite doses menores.
Ver também: CR (radiografia computadorizada), Radiografia (raio X)
Dupla energia
TC dual energy
Tomografia que adquire os dados com dois níveis de energia de raios X. Permite separar materiais, criar mapas de iodo, reduzir artefatos e identificar, por exemplo, cristais de ácido úrico na gota.
Ver também: Tomografia computadorizada, Artefato metálico
Dupla leitura
Interpretação do mesmo exame por dois radiologistas independentes. É padrão em programas de rastreamento mamográfico de vários países e é usada em exames de maior risco.
Ver também: Segunda leitura, Peer review
E
Ecogenicidade
Capacidade de um tecido de refletir o ultrassom. Hiperecogênico é mais claro (gordura, cálcio, fibrose), hipoecogênico é mais escuro, isoecogênico é igual ao tecido de referência e anecoico não tem ecos.
Ver também: Anecoico, Ultrassonografia
Efeito de massa
Deslocamento ou compressão de estruturas vizinhas por uma lesão ou coleção, como o desvio da linha média causado por um hematoma cerebral.
Ver também: Lesão expansiva, TC de crânio
Elastografia
Técnica de ultrassom ou de ressonância que mede a rigidez dos tecidos. É muito usada para estimar fibrose hepática e para caracterizar nódulos de mama e de tireoide.
Ver também: Ultrassonografia
Encarregado
DPO
Pessoa indicada pela empresa para ser o canal de comunicação com os titulares de dados e com a ANPD, conforme a LGPD.
Endurecimento de feixe
Artefato de TC causado pela absorção preferencial dos raios X de baixa energia ao atravessar estruturas densas. Gera faixas escuras entre ossos, comuns na fossa posterior do crânio.
Ver também: Artefato, Tomografia computadorizada
Erro perceptivo
Erro em que a alteração está visível no exame, mas não é percebida pelo radiologista. É o tipo mais comum de erro em radiologia. O erro cognitivo é quando a alteração é vista, mas interpretada de forma incorreta.
Ver também: Satisfação de busca, Discrepância, Fadiga do radiologista
Escore de cálcio
Medida da quantidade de cálcio nas artérias coronárias por tomografia sem contraste, em geral pelo método de Agatston. Ajuda a estimar o risco cardiovascular.
Ver também: Tomografia computadorizada, Gating cardíaco
Espessura de corte
Espessura da fatia representada em cada imagem de TC ou RM. Cortes finos mostram mais detalhes e permitem boas reconstruções; cortes grossos têm menos ruído e menos imagens para ler.
Ver também: Corte, MPR (reconstrução multiplanar), Ruído
Estação de laudo
Computador do radiologista com monitores diagnósticos, visualizador de imagens e sistema de laudo. Também chamada de workstation.
Ver também: Monitor diagnóstico, Visualizador DICOM, Reconhecimento de voz
Estudo
No modelo DICOM, conjunto de séries de imagens de um mesmo exame. A hierarquia é paciente, estudo, série e imagem (instância). Cada estudo tem um identificador único, o Study Instance UID.
Ver também: Série, UID, Instância
Exame contrastado
Exame realizado com meio de contraste para destacar vasos, órgãos ou lesões. O contraste pode ser iodado, gadolínio, bário ou microbolhas, conforme o método.
Ver também: Contraste iodado, Gadolínio, Fases do contraste
Exame parado
Exame que foi feito, mas não aparece na fila de laudo, geralmente por falha de envio, erro de cadastro ou de integração. Precisa ser localizado e reenviado pelo suporte.
Ver também: AE Title, Fila de laudos, Suporte técnico
Exames de imagem
Conjunto de métodos que geram imagens do corpo para diagnóstico: radiografia, tomografia, ressonância, ultrassom, mamografia, densitometria e medicina nuclear.
Ver também: Modalidade, Radiologia
Extravasamento de contraste
Saída do contraste da veia para os tecidos ao redor durante a injeção. Na maioria dos casos é leve, mas grandes volumes podem causar lesão local e exigem acompanhamento.
Ver também: Contraste iodado, Bolus
F
Fadiga do radiologista
Queda de atenção causada por longas jornadas, volume alto e plantões noturnos. Está associada a aumento de erros de percepção e de interpretação.
Ver também: Dobrar plantão, Erro perceptivo, Satisfação de busca
Fases do contraste
Momentos de aquisição após a injeção do contraste: arterial (artérias e lesões hipervasculares), portal ou venosa (fígado e vísceras), de equilíbrio e tardia ou excretora (vias urinárias). Cada protocolo escolhe as fases conforme a pergunta clínica.
Ver também: Washout, Bolus tracking, Protocolo de exame
FAST
Focused Assessment with Sonography for Trauma: ultrassom rápido feito à beira do leito no trauma para procurar líquido livre no abdome e no pericárdio.
Ver também: Ultrassonografia, Politrauma (pan-TC)
Fazekas
Escala de 0 a 3 que gradua as alterações da substância branca cerebral de provável origem microvascular vistas na sequência FLAIR da ressonância.
Ver também: FLAIR, Neurorradiologia
Fellow
Médico em formação de subespecialidade após a residência (fellowship), como neurorradiologia, mama ou musculoesquelético.
Ver também: Subespecialista, R1, R2, R3, Staff
FHIR
Fast Healthcare Interoperability Resources: padrão moderno da HL7 para troca de dados de saúde por APIs web. Vem sendo adotado para integrar pedidos, laudos e prontuário.
Ver também: HL7, Interoperabilidade
Fila de laudos
Lista de exames aguardando interpretação no sistema do radiologista, ordenada por prioridade e horário de chegada. Também chamada de worklist do radiologista.
Ver também: Backlog, Prioridade do exame, Balanceamento de carga
Fila estourada
Situação em que o volume de exames pendentes passou da capacidade dos médicos de plantão e os prazos começam a ser descumpridos.
Ver também: Backlog, Fila de laudos, Capacidade diagnóstica
Fila zerada
Quando todos os exames pendentes foram laudados. “Zerar a fila” é a meta de fim de plantão.
Ver também: Fila de laudos, Backlog, Zerar a fila
Filme
Suporte em que as imagens eram reveladas antes da era digital. Hoje, “imprimir filme” significa imprimir as imagens digitais em filme ou papel, prática cada vez menos usada.
Ver também: Chapa, CD do paciente
Físico médico
Profissional responsável pelos testes de controle de qualidade dos equipamentos, pelo cálculo e otimização de doses e pelo apoio técnico à proteção radiológica.
Ver também: Controle de qualidade, Supervisor de proteção radiológica
FLAIR
Sequência de ressonância ponderada em T2 que anula o sinal do líquor. Destaca lesões próximas aos ventrículos e ao córtex, como as da esclerose múltipla.
Ver também: T1 e T2, Sequência, Fazekas
Fleischner
Sociedade Fleischner, que publica as recomendações mais usadas para o seguimento de nódulos pulmonares encontrados incidentalmente na TC, conforme tamanho, tipo e risco do paciente.
Ver também: Nódulo pulmonar, Lung-RADS, Achado incidental
Fluoroscopia
Radiografia contínua em tempo real, exibida em vídeo. Usada em exames contrastados do trato digestivo, procedimentos intervencionistas e cirurgias.
Ver também: Arco cirúrgico (arco em C), Angiografia
FOV
Field of view: campo de visão, a área do corpo representada na imagem. Um FOV menor aumenta o detalhe, mas pode deixar estruturas importantes de fora.
Ver também: Matriz, Resolução espacial
Fusão de imagens
Sobreposição de imagens de métodos diferentes, como PET e TC, para juntar informação funcional e anatômica no mesmo exame.
Ver também: PET-CT, Medicina nuclear
G
Gadolínio
Elemento usado nos contrastes de ressonância magnética. É seguro na grande maioria dos pacientes; em insuficiência renal grave exige cuidado pelo risco de fibrose sistêmica nefrogênica.
Ver também: Ressonância magnética, Realce, TFG
Gateway DICOM
Equipamento ou software instalado na unidade que recebe os exames das modalidades e os envia de forma segura e organizada para a telerradiologia ou para a nuvem. Também chamado de roteador DICOM ou edge server.
Ver também: DICOM, VPN, PACS em nuvem
Gating cardíaco
Sincronização da aquisição com o eletrocardiograma para obter imagens do coração parado em uma fase do ciclo. Essencial na angio-TC de coronárias e na RM cardíaca.
Ver também: Escore de cálcio, Artefato de movimento
Glosa
Recusa total ou parcial do pagamento de um procedimento pela operadora de saúde, por erro na guia, falta de autorização, código incorreto ou divergência de documentação.
Ver também: TISS, Autorização prévia, Guia SP/SADT
Go-live
Dia em que a integração com a telerradiologia entra em produção e os exames reais passam a ser enviados para laudo. Antes dele vêm a implantação e a homologação.
Ver também: Implantação (onboarding), Homologação
Governança clínica
Estrutura de papéis, regras e indicadores que garante que as decisões clínicas de um serviço sigam padrões de qualidade e segurança, com responsáveis definidos.
Ver também: Auditoria de laudos, Indicadores (KPIs)
Gray
Gy
Unidade de dose absorvida de radiação: energia depositada por quilograma de tecido. Nos exames diagnósticos usa-se o miligray (mGy).
Ver também: Dose de radiação, Sievert (Sv)
GSDF
Grayscale Standard Display Function, definida na Parte 14 do padrão DICOM. É a curva que faz o monitor exibir os tons de cinza de forma perceptualmente uniforme.
Ver também: Calibração de monitor, Monitor diagnóstico
Guarda de exames
Prazo e forma de armazenamento de imagens e laudos. O laudo integra o prontuário, que deve ser guardado por no mínimo 20 anos a partir do último registro (Lei nº 13.787/2018). Para as imagens, os serviços seguem normas e recomendações específicas.
Guia SP/SADT
Guia do padrão TISS usada para solicitar e cobrar serviços profissionais e de apoio diagnóstico e terapêutico, como os exames de imagem.
H
Hanging protocol
Configuração que define como as imagens são distribuídas nos monitores quando o radiologista abre um exame: quais séries, em que ordem e ao lado de quais exames anteriores. Economiza tempo a cada laudo.
Ver também: Estação de laudo, Visualizador DICOM
Hedging
Linguagem evasiva no laudo, como “não se pode excluir” e “a critério clínico”, usada para evitar uma conclusão. Em excesso, deixa o solicitante sem orientação.
Ver também: Correlacionar clinicamente, Conclusão (impressão diagnóstica)
Hipersinal e hipossinal
Termos de ressonância magnética. Hipersinal é uma área mais clara que o tecido de referência na sequência analisada; hipossinal, mais escura. O significado depende da sequência (T1, T2, difusão).
Ver também: T1 e T2, Difusão (DWI)
HIS
Hospital Information System: sistema de gestão hospitalar que concentra cadastro, internação, prontuário, faturamento e estoque. Integra-se ao RIS e ao PACS.
Ver também: RIS, PACS, Prontuário eletrônico (PEP)
HL7
Health Level Seven: família de padrões para troca de mensagens entre sistemas de saúde, como pedidos de exame e resultados de laudo. A versão 2 ainda é a mais usada na integração entre HIS e RIS.
Ver também: FHIR, Interoperabilidade, RIS
Home reporting
Modelo em que o radiologista lauda de casa, com estação e monitores diagnósticos, conectado ao sistema da telerradiologia por conexão segura.
Ver também: Telerradiologia, Estação de laudo, VPN
Homologação
Fase de testes da integração, com exames reais ou de teste, para validar envio, recebimento, identificação do paciente e devolução do laudo antes do go-live.
Ver também: Go-live, Implantação (onboarding)
I
ICP-Brasil
Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, que regula os certificados digitais com validade jurídica no país. É a base da assinatura digital de laudos.
Ver também: Certificado digital, Assinatura digital
IHE
Integrating the Healthcare Enterprise: iniciativa que define perfis de uso combinado de padrões como DICOM e HL7, por exemplo para o fluxo de agendamento, aquisição e laudo e para o compartilhamento de imagens entre instituições (XDS-I).
Implantação
onboarding
Etapa de início do serviço de telerradiologia: levantamento dos equipamentos, configuração da integração, cadastro de protocolos e prioridades, treinamento da equipe local e homologação.
Ver também: Homologação, Go-live, Integração PACS/RIS
Incidência
Direção em que o feixe de raios X atravessa o corpo na radiografia, como PA, AP, perfil e oblíqua. Cada exame tem incidências padronizadas.
Ver também: Radiografia (raio X)
Incidentaloma
Apelido da lesão descoberta por acaso num exame feito por outro motivo, muito comum em adrenal, tireoide, rim e hipófise.
Ver também: Achado incidental
Indicação clínica
Informação do médico solicitante sobre o motivo do exame e a suspeita diagnóstica. Indicação ausente ou vaga é uma das principais causas de laudo pouco útil.
Ver também: Laudo, Protocolo de exame
Indicadores
KPIs
Métricas que acompanham o desempenho de um serviço de imagem, como tempo de entrega do laudo, taxa de discrepância, taxa de retificação, volume por modalidade e cumprimento de SLA.
Ver também: TAT (tempo de entrega do laudo), SLA, Taxa de retificação
Índice de resistividade
Medida do Doppler que relaciona as velocidades de pico sistólico e diastólica final de uma artéria. É usado, por exemplo, na avaliação de rins transplantados e da circulação fetal.
Ver também: Doppler
Instância
No DICOM, cada objeto individual dentro de uma série, normalmente uma imagem. É identificada pelo SOP Instance UID.
Ver também: Série, Estudo, UID
Integração PACS/RIS
Conexão entre o sistema de imagens e o sistema de gestão do serviço, para que pedidos, imagens e laudos circulem sem digitação manual e sem troca de paciente.
Ver também: PACS, RIS, Modality Worklist (MWL)
Inteligência artificial (IA) em radiologia
Algoritmos, em geral de aprendizado profundo, que detectam, medem ou priorizam achados em exames de imagem, como nódulos pulmonares, hemorragia intracraniana e fraturas. Funcionam como apoio ao radiologista, que continua responsável pelo laudo.
Ver também: Triagem por IA, CAD
Interoperabilidade
Capacidade de sistemas diferentes trocarem e usarem informações entre si, como PACS, RIS e prontuário de fabricantes distintos.
J
Janela
Ajuste de brilho (nível) e contraste (largura) usado para ver a tomografia. A mesma imagem é analisada em janela de pulmão, de mediastino, óssea ou cerebral, cada uma destacando tecidos diferentes. Em inglês, window/level.
Ver também: Unidade Hounsfield (UH), Tomografia computadorizada
Joint Commission
JCI
Organização internacional de acreditação de hospitais. Seus padrões incluem requisitos para a radiologia, como a identificação correta do paciente e a comunicação de resultados críticos.
Ver também: Acreditação, ONA, Comunicação de resultado crítico
JPEG 2000
Formato de compressão de imagem suportado pelo DICOM, nas versões com e sem perda. Muito usado para reduzir o tamanho dos exames na transmissão.
Ver também: Compressão de imagem, DICOM
K
kV
quilovoltagem
Tensão aplicada ao tubo de raios X, que define a energia do feixe e sua capacidade de atravessar os tecidos. Influencia o contraste da imagem e a dose.
Ver também: mAs, Dose de radiação
L
Latência
Tempo de resposta da rede entre dois pontos. Latência alta deixa lenta a abertura de exames em visualizadores remotos, mesmo com boa largura de banda.
Ver também: Banda (largura de banda), Pré-busca (prefetching)
Laudista
Termo informal para o médico que emite laudos. Às vezes é usado de forma pejorativa, para quem só lauda, sem contato com o paciente ou com a equipe.
Ver também: Radiologista, Telerradiologia
Laudo
Documento médico que descreve e interpreta um exame de imagem. Costuma ter identificação, indicação clínica, técnica, achados, conclusão e, quando necessário, recomendações. Emitir laudo de exame de imagem é ato privativo do médico.
Ver também: Conclusão (impressão diagnóstica), Laudo estruturado, Lei do Ato Médico
Laudo a distância
Laudo emitido por um médico que não está no local onde o exame foi feito, com as imagens transmitidas pela internet. É o núcleo da telerradiologia e segue a Resolução CFM nº 2.107/2014.
Ver também: Telerradiologia, Telelaudo
Laudo de corredor
Opinião informal dada sem análise completa do exame, no corredor ou por mensagem. Não tem valor de laudo e pode induzir a erro.
Ver também: Laudo preliminar, Segunda leitura
Laudo de urgência
Laudo emitido com prioridade para pacientes de pronto-socorro, UTI e internados graves, com prazo curto definido em contrato.
Ver também: Prioridade do exame, Achado crítico, SLA
Laudo estruturado
Laudo organizado em campos padronizados por tipo de exame, com terminologia e classificações definidas. Reduz omissões, facilita a leitura pelo solicitante e permite extrair dados.
Ver também: Máscara de laudo, RADS
Laudo evolutivo
Laudo que compara o exame atual com os anteriores e descreve a evolução das lesões: aumento, redução ou estabilidade. É comum em oncologia, com critérios como o RECIST.
Ver também: Comparação com exames anteriores, RECIST
Laudo preliminar
Interpretação inicial, às vezes feita por residente ou plantonista, liberada para orientar condutas urgentes antes do laudo definitivo. Diferenças entre os dois devem ser comunicadas ao solicitante.
Ver também: Laudo de urgência, Discrepância, Wet read
Lei do Ato Médico
Lei nº 12.842/2013, que define as atividades privativas do médico, entre elas a emissão de laudos de exames de imagem.
Lei nº 14.510/2022
telessaúde
Lei que autoriza e disciplina a prática da telessaúde em todo o território nacional, incluindo a telemedicina, e mantém a regulamentação ética com os conselhos profissionais.
Ver também: Telemedicina, Resolução CFM nº 2.314/2022
Lesão expansiva
Lesão que ocupa espaço e pode deslocar ou comprimir estruturas vizinhas. O termo descreve o comportamento da lesão, não se ela é benigna ou maligna.
Ver também: Efeito de massa
Lesão renal aguda pós-contraste
Piora da função renal nos dias seguintes a um exame com contraste iodado. O risco é maior em pacientes com filtração glomerular muito reduzida. Antes era chamada de nefropatia induzida por contraste.
Ver também: Contraste iodado, TFG
Levantamento radiométrico
Medição dos níveis de radiação nas salas e nas áreas ao redor dos equipamentos, para confirmar que as blindagens protegem profissionais e público.
Ver também: Radioproteção, Físico médico
LGPD
Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018). Exames e laudos são dados pessoais sensíveis, e a telerradiologia precisa de contrato, controle de acesso, registro de operações e segurança compatíveis.
Ver também: Dado pessoal sensível, ANPD, Anonimização
LI-RADS
Liver Imaging Reporting and Data System: sistema do ACR para classificar lesões hepáticas em pacientes com risco de carcinoma hepatocelular, de LR-1 (benigna) a LR-5 (definitivamente carcinoma), além das categorias LR-M e LR-TIV.
Ver também: RADS, Washout, Fases do contraste
Linha de cuidado tempo-dependente
Fluxo assistencial em que o tempo até o diagnóstico define o desfecho, como AVC, infarto, sepse e trauma. Exige laudos de imagem em minutos.
Ver também: Código AVC (protocolo AVC), Laudo de urgência, Tempo porta-agulha
Luminância
Brilho do monitor, medido em candelas por metro quadrado (cd/m²). Monitores diagnósticos têm luminância alta e estável, verificada nos controles de qualidade.
Ver também: Monitor diagnóstico, Calibração de monitor
Lung-RADS
Sistema do ACR que padroniza os laudos da TC de baixa dose no rastreamento de câncer de pulmão, com categorias que definem o intervalo de seguimento ou a necessidade de investigação.
Ver também: TC de baixa dose, Fleischner, RADS
M
Mamo
Abreviação informal de mamografia.
Ver também: Mamografia
Mamografia
Radiografia das mamas, com compressão e baixa dose, usada no rastreamento e no diagnóstico do câncer de mama. Os achados são classificados pelo BI-RADS.
Ver também: BI-RADS, Tomossíntese
mAs
Produto da corrente do tubo (miliampère) pelo tempo de exposição (segundos). Define a quantidade de raios X produzida: mais mAs reduz o ruído, mas aumenta a dose.
Ver também: kV (quilovoltagem), Ruído, Dose de radiação
Máscara de laudo
Modelo pré-escrito de laudo, normal ou com alterações frequentes, que o radiologista adapta a cada exame. Acelera o trabalho, mas exige revisão para não virar copia e cola.
Ver também: Laudo estruturado, Copia e cola
Matriz
Número de pixels que formam a imagem, como 512 × 512 na tomografia. Com o mesmo campo de visão, matriz maior significa pixels menores e mais detalhe.
Ver também: Pixel e voxel, FOV, Resolução espacial
Medicina nuclear
Especialidade que usa radiofármacos para obter imagens funcionais e fazer tratamentos. Inclui as cintilografias, o SPECT e o PET-CT.
Ver também: Cintilografia, PET-CT, Radiofármaco
MIP e MinIP
Projeções de intensidade máxima (MIP) e mínima (MinIP). A MIP destaca estruturas mais densas, como vasos contrastados e nódulos pulmonares; a MinIP destaca estruturas com ar, como as vias aéreas.
Ver também: MPR (reconstrução multiplanar), Pós-processamento
Modalidade
Tipo de equipamento ou método de imagem. No DICOM, cada um tem um código: CR e DX (radiografia), CT (tomografia), MR (ressonância), US (ultrassom), MG (mamografia), NM (medicina nuclear), PT (PET) e XA (angiografia), entre outros.
Ver também: DICOM, Exames de imagem
Modality Worklist
MWL
Serviço DICOM que envia à modalidade a lista de pacientes agendados com os dados já preenchidos. Evita a digitação no console do equipamento, origem de muitos erros de identificação.
Ver também: Accession number, RIS, Integração PACS/RIS
Monitor diagnóstico
Monitor médico de alta resolução e luminância, calibrado no padrão DICOM, usado para laudar. A mamografia exige resolução maior (tipicamente 5 megapixels) do que a tomografia e a ressonância.
Ver também: Calibração de monitor, Luminância, Estação de laudo
MPR
reconstrução multiplanar
Reformatação das imagens adquiridas em um plano para outros planos, como coronal, sagital ou oblíquo. Depende de cortes finos e é rotina na leitura da tomografia.
Ver também: Pós-processamento, Espessura de corte, MIP e MinIP
MSK
Abreviação de musculoesquelético, do inglês musculoskeletal. “Radiologista MSK” é o subespecialista em ossos, articulações e partes moles.
Ver também: Subespecialista, Body, Neuro
Multidetectores
TC multislice
Tomógrafo com várias fileiras de detectores, que adquire muitos cortes por rotação. Permite exames rápidos, cortes finos e reconstruções em qualquer plano.
Ver também: Tomografia computadorizada, Tomógrafo
N
Neuro
Jargão para neurorradiologia ou para o neurorradiologista. “Manda para o neuro.”
Ver também: Neurorradiologia, Subespecialista
Neurorradiologia
Subespecialidade da radiologia dedicada ao sistema nervoso central, à coluna e, em muitos serviços, à cabeça e pescoço.
Ver também: Subespecialista, Neuro
Nighthawk
Termo em inglês para a cobertura noturna de laudos por telerradiologia, muitas vezes com radiologistas em fuso horário diurno. No Brasil, é a retaguarda da madrugada.
Ver também: Plantão, Retaguarda radiológica, Cobertura 24/7
Nível de referência em diagnóstico
NRD
Valor de dose típico para cada tipo de exame, usado para identificar protocolos com dose acima do esperado. Não é um limite de dose para o paciente.
Ver também: CTDIvol, DLP, ALARA
Nódulo pulmonar
Opacidade arredondada de até 3 cm no pulmão. É classificado em sólido, subsólido ou em vidro fosco, e o seguimento depende do tamanho, do aspecto e do risco do paciente.
Ver também: Fleischner, Lung-RADS, Achado incidental
O
O-RADS
Ovarian-Adnexal Reporting and Data System: sistema do ACR para classificar lesões de ovário e anexos no ultrassom e na ressonância por risco de malignidade.
Ver também: RADS, Ultrassonografia
OIT
classificação
Classificação Internacional de Radiografias de Pneumoconioses da Organização Internacional do Trabalho. Padroniza a leitura de radiografias de tórax de trabalhadores expostos a poeiras como sílica e asbesto.
Ver também: Radiografia (raio X)
ONA
Organização Nacional de Acreditação, que certifica hospitais e serviços de saúde no Brasil em três níveis. Inclui requisitos para os serviços de diagnóstico por imagem.
Ver também: Acreditação, Joint Commission (JCI), PADI
Overcall e undercall
Overcall é valorizar demais um achado ou apontar algo que não existe; undercall é deixar de valorizar ou de descrever algo relevante. Os dois são analisados na revisão por pares.
Ver também: Discrepância, Peer review
Overread
Revisão de um exame já interpretado por outro médico, como o laudo do residente revisado pelo staff ou um exame revisado por subespecialista.
Ver também: Segunda leitura, Dupla leitura
P
PACS
Picture Archiving and Communication System: sistema que recebe, armazena, organiza e distribui as imagens dos exames. É onde o radiologista abre o exame para laudar.
Ver também: DICOM, RIS, VNA, PACS em nuvem
PACS em nuvem
PACS hospedado em datacenter externo e acessado pela internet. Dispensa servidores locais e facilita a telerradiologia, mas depende de boa conexão e de controles de segurança.
Ver também: PACS, Gateway DICOM, Visualizador zero-footprint
PADI
Programa de Acreditação em Diagnóstico por Imagem do CBR. Avalia requisitos de qualidade e segurança dos serviços de imagem, incluindo os que atuam com telerradiologia.
Ver também: CBR, Acreditação
Peer review
Revisão por pares: radiologistas avaliam laudos de colegas para medir discrepâncias e orientar melhorias, sem caráter punitivo.
Ver também: RADPEER, Discrepância, Auditoria de laudos
Pegar plantão
Assumir um turno de plantão, presencial ou remoto. “Peguei o plantão da noite.”
Ver também: Plantão, Dobrar plantão
Perfusão
Técnica de TC ou RM que mede o fluxo de sangue no tecido após a injeção de contraste. No AVC, ajuda a separar o tecido já infartado da área que ainda pode ser salva (penumbra).
Ver também: Código AVC (protocolo AVC), Angiotomografia (angio-TC)
PET-CT
Exame que combina a tomografia por emissão de pósitrons, que mostra o metabolismo após a injeção de radiofármaco (geralmente FDG), com a tomografia, que mostra a anatomia. É muito usado em oncologia.
Ver também: SUV, Fusão de imagens, Medicina nuclear
PI-RADS
Prostate Imaging Reporting and Data System: sistema que classifica de 1 a 5 a probabilidade de câncer de próstata clinicamente significativo na ressonância multiparamétrica.
Ver também: RADS, Ressonância magnética
Pitch
Na TC helicoidal, relação entre o avanço da mesa por rotação e a largura do feixe. Pitch maior deixa o exame mais rápido e com menos dose, com alguma perda de qualidade.
Ver também: Tomografia computadorizada, Multidetectores (TC multislice)
Pixel e voxel
Pixel é o menor ponto da imagem bidimensional; voxel é o seu equivalente em volume, que inclui a espessura do corte. O tamanho do voxel define o detalhe possível.
Ver também: Matriz, Espessura de corte
Plantão
Turno de trabalho do radiologista, presencial ou remoto, com horário e tipos de exame definidos. Em telerradiologia, os plantões cobrem noites, fins de semana e feriados.
Ver também: Sobreaviso, Cobertura 24/7, Pegar plantão
Politrauma
pan-TC
Tomografia de corpo inteiro, do crânio à pelve, feita no paciente com trauma grave para identificar todas as lesões de uma vez. Também chamada de body scan ou whole-body CT.
Ver também: FAST, Laudo de urgência
Porta DICOM
Porta de rede em que um sistema recebe conexões DICOM. As mais usadas são a 104 e a 11112.
Portal de resultados
Site ou aplicativo onde pacientes e médicos acessam laudos e imagens pela internet, substituindo CDs e impressões.
Ver também: CD do paciente, Visualizador zero-footprint
Pós-processamento
Manipulação das imagens depois da aquisição para gerar reconstruções multiplanares e 3D, MIP, medidas volumétricas, mapas de perfusão e outros produtos.
Ver também: MPR (reconstrução multiplanar), MIP e MinIP, Volume rendering (3D)
Pré-busca
prefetching
Envio automático dos exames anteriores do paciente para o sistema do radiologista antes de ele abrir o exame atual. Garante a comparação sem espera.
Ver também: Comparação com exames anteriores, C-FIND
Pré-laudo
Rascunho do laudo feito por residente, por outro médico ou por ferramenta de IA, revisado e assinado depois pelo radiologista responsável.
Ver também: Laudo preliminar, Overread
Prioridade do exame
Classificação que define a ordem de laudo, como emergência, urgência, internado e eletivo, cada uma com prazo próprio. Prioridade marcada errada é causa comum de atraso em exames graves.
Ver também: Fila de laudos, STAT, SLA
Produtividade
Volume de exames laudados por radiologista em um período, muitas vezes ponderado pela complexidade de cada exame. Deve ser acompanhada junto com indicadores de qualidade.
Ver também: Indicadores (KPIs), Capacidade diagnóstica
Prontuário eletrônico
PEP
Registro eletrônico do atendimento do paciente. O laudo integra o prontuário e, quando os sistemas estão integrados, aparece automaticamente para o médico assistente.
Ver também: HIS, Interoperabilidade
Protocolo de exame
Conjunto de parâmetros técnicos de cada exame: sequências ou fases, espessura de corte, uso de contraste e reconstruções. Protocolo inadequado para a pergunta clínica limita o laudo.
Ver também: Fases do contraste, Sequência
Pseudonimização
Substituição dos dados identificadores por um código, mantendo em separado a chave que permite reidentificar o paciente. Pela LGPD, dado pseudonimizado continua sendo dado pessoal.
Ver também: Anonimização, LGPD
Q
R
R1, R2, R3
Forma de identificar o residente pelo ano da residência médica. A residência em radiologia e diagnóstico por imagem dura três anos, e há programas de complementação (R4) em áreas específicas.
Radiofármaco
Substância com um componente radioativo administrada ao paciente nos exames e tratamentos de medicina nuclear. O mais usado no PET é o FDG.
Ver também: Medicina nuclear, PET-CT, Cintilografia
Radiografia
raio X
Imagem formada pelos raios X que atravessam o corpo e chegam ao detector. É o exame de imagem mais realizado e o de maior volume em telerradiologia.
Ver também: CR (radiografia computadorizada), DR (radiografia digital direta), Incidência
Radiologia
Especialidade médica que usa métodos de imagem para diagnóstico e para guiar procedimentos. No Brasil, o nome oficial é radiologia e diagnóstico por imagem.
Ver também: Radiologista, Exames de imagem
Radiologia intervencionista
Área que realiza procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem, como biópsias, drenagens, embolizações e angioplastias.
Ver também: Angiografia, Fluoroscopia
Radiologia odontológica
Exames de imagem dos dentes e da face, como radiografias intraorais, panorâmica e tomografia de feixe cônico (cone beam).
Ver também: Tomografia cone beam (CBCT)
Radiologista
Médico especialista em radiologia e diagnóstico por imagem, responsável por interpretar os exames e emitir os laudos.
Ver também: Subespecialista, Laudo, RQE
Radioproteção
Conjunto de medidas para proteger pacientes, profissionais e público dos efeitos da radiação ionizante. Baseia-se nos princípios de justificação, otimização (ALARA) e limitação de dose.
Ver também: ALARA, Dosímetro, RDC 611/2022
RADPEER
Programa de revisão por pares do ACR, em que o revisor dá uma nota à interpretação original conforme a concordância e o impacto clínico de eventuais discrepâncias.
Ver também: Peer review, Discrepância, ACR
RADS
Família de sistemas de laudo e classificação (Reporting and Data Systems) que padronizam o vocabulário e ligam cada categoria a uma conduta, como BI-RADS, TI-RADS, PI-RADS, LI-RADS, Lung-RADS e O-RADS.
Ver também: BI-RADS, TI-RADS, PI-RADS, LI-RADS
Rastreabilidade
Capacidade de reconstruir todo o caminho de um exame: quem o realizou, quando foi enviado, quem acessou, quem laudou, quando o laudo foi liberado e se houve alterações.
Ver também: Adendo, LGPD, Assinatura digital
Rastreamento
Realização de exames em pessoas sem sintomas para detectar doenças precocemente, como a mamografia para câncer de mama e a TC de baixa dose para câncer de pulmão em grupos de risco.
Ver também: Mamografia, TC de baixa dose
RDC 611/2022
Resolução da Anvisa que estabelece os requisitos sanitários para a organização e o funcionamento de serviços de radiologia diagnóstica ou intervencionista e regulamenta o controle das exposições médicas. Consolidou as regras da RDC 330/2019, que já havia substituído a antiga Portaria SVS/MS nº 453/1998.
Ver também: Anvisa, Radioproteção, Controle de qualidade
Reação ao contraste
Efeito adverso após a administração de contraste. A maioria das reações é leve, como náusea e urticária; reações graves são raras e exigem equipe e material de emergência no serviço.
Ver também: Contraste iodado, Gadolínio
Realce
Aumento da densidade (TC) ou do sinal (RM) de um tecido ou lesão após o contraste. O padrão de realce ajuda a diferenciar lesões benignas e malignas.
Ver também: Fases do contraste, Washout
RECIST
Response Evaluation Criteria in Solid Tumors: critérios que padronizam a medida de lesões tumorais para avaliar a resposta ao tratamento em oncologia.
Ver também: Laudo evolutivo
Recomendação
Parte do laudo que sugere o próximo passo, como exame complementar, seguimento em determinado prazo ou correlação com um teste específico. Deve ser objetiva e, quando possível, baseada em diretrizes.
Ver também: Conclusão (impressão diagnóstica), Fleischner
Reconhecimento de voz
Software que transcreve o ditado do radiologista diretamente no laudo. Acelera a emissão, mas exige revisão atenta para evitar erros de transcrição.
Ver também: Estação de laudo, Laudo
Reconstrução iterativa
Método de reconstrução das imagens de TC que reduz o ruído e permite exames com menos dose do que a reconstrução tradicional (retroprojeção filtrada).
Ver também: Ruído, Dose de radiação
Reconvocação
Chamada do paciente para repetir ou complementar o exame por falha técnica ou necessidade de imagens adicionais. Taxa alta de reconvocação indica problemas de protocolo ou de execução.
Ver também: Protocolo de exame, Indicadores (KPIs)
Redundância
Duplicação de componentes críticos, como links de internet, servidores e armazenamento, para que uma falha isolada não interrompa o serviço.
Ver também: Uptime, Disaster recovery
Relação sinal-ruído
SNR
Medida da qualidade da imagem que compara o sinal útil com o ruído. Na ressonância, depende do campo magnético, da bobina e dos parâmetros da sequência.
Ver também: Ruído, Bobina, Tesla (T)
Resolução CFM nº 2.107/2014
Norma do Conselho Federal de Medicina que define e regulamenta a telerradiologia no Brasil. Trata da responsabilidade médica, dos requisitos técnicos de transmissão e visualização e das obrigações das empresas que prestam o serviço.
Ver também: Telerradiologia, CFM, Laudo a distância
Resolução CFM nº 2.314/2022
Resolução do CFM que define e regulamenta a telemedicina como forma de serviço médico mediado por tecnologias de comunicação.
Ver também: Telemedicina, Lei nº 14.510/2022 (telessaúde)
Resolução espacial
Capacidade de distinguir duas estruturas pequenas e próximas como separadas. Depende do equipamento, da matriz, do FOV e da espessura de corte.
Responsável técnico
Profissional legalmente responsável por um serviço perante os órgãos reguladores. Na radiologia há o responsável técnico médico e, para a proteção radiológica, o supervisor de proteção radiológica.
Ver também: Diretor técnico, Supervisor de proteção radiológica
Resso
Abreviação informal de ressonância magnética.
Ver também: Ressonância magnética
Ressonância magnética
Exame que usa campo magnético forte e ondas de radiofrequência, sem radiação ionizante, para gerar imagens detalhadas das partes moles, como cérebro, medula, articulações e órgãos pélvicos.
Ver também: Tesla (T), Sequência, Gadolínio
Restrição à difusão
Achado de ressonância em que a água se movimenta menos que o normal no tecido. Aparece com hipersinal na difusão e hipossinal no mapa ADC; é típico de isquemia aguda, abscesso e tumores muito celulares.
Ver também: Difusão (DWI), ADC
Retaguarda radiológica
Cobertura de laudos por telerradiologia que complementa a equipe local, seja em horários sem radiologista presencial, em picos de demanda ou em subespecialidades que o serviço não tem.
Ver também: Plantão, Nighthawk, Capacidade diagnóstica
Retificação de laudo
Correção de um laudo já liberado por erro de conteúdo, como lateralidade, medida ou achado não descrito. A versão anterior deve ficar registrada, e o solicitante deve ser avisado quando a mudança for relevante.
Ver também: Adendo, Taxa de retificação, Rastreabilidade
RIS
Radiology Information System: sistema de gestão do serviço de imagem, que cuida de agendamento, cadastro, worklist, laudos, entrega de resultados e faturamento.
Ver também: PACS, HIS, Modality Worklist (MWL)
ROI
Region of interest: área desenhada sobre a imagem para medir densidade, sinal, captação ou dimensões.
Ver também: Unidade Hounsfield (UH), SUV
RQE
Registro de Qualificação de Especialista no CRM. Comprova que o médico tem uma especialidade reconhecida, como radiologia e diagnóstico por imagem, e permite que ele se anuncie como especialista.
Ver também: Título de especialista, CRM
Ruído
Variação aleatória que dá aspecto granulado à imagem e pode esconder lesões sutis. Diminui com mais dose ou mais tempo de aquisição e com técnicas de reconstrução.
Ver também: Relação sinal-ruído (SNR), mAs, Reconstrução iterativa
RX
Abreviação de radiografia ou raio X, usada em pedidos e prontuários: RX de tórax, RX de joelho.
Ver também: Radiografia (raio X), Chapa
S
SADT
Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico: termo usado no faturamento para exames e procedimentos complementares, como os de imagem.
Ver também: Guia SP/SADT, TISS
Satisfação de busca
Viés em que o radiologista, ao encontrar uma alteração, para de procurar e deixa passar outra. É uma das causas mais estudadas de erro em radiologia.
Ver também: Erro perceptivo, Fadiga do radiologista
Segunda leitura
Nova interpretação de um exame por outro radiologista, geralmente subespecialista, para confirmar ou rever o laudo. Também chamada de segunda opinião.
Ver também: Dupla leitura, Overread, Subespecialista
Sequência
Na ressonância, cada conjunto de parâmetros que gera um tipo de contraste entre os tecidos, como T1, T2, FLAIR, difusão, STIR e gradiente. Um exame de RM é composto por várias sequências.
Ver também: T1 e T2, FLAIR, Difusão (DWI), STIR
Série
Conjunto de imagens de um estudo adquiridas com os mesmos parâmetros, como uma sequência de RM ou uma fase de TC.
Sievert
Sv
Unidade da dose efetiva, que considera o tipo de radiação e a sensibilidade de cada órgão. Nos exames diagnósticos usa-se o milisievert (mSv).
Ver também: Dose efetiva, Gray (Gy)
SLA
Service Level Agreement: acordo de nível de serviço que define em contrato os prazos de entrega de laudo por prioridade e modalidade, a disponibilidade do sistema e o tempo de resposta do suporte.
Ver também: TAT (tempo de entrega do laudo), Prioridade do exame, Indicadores (KPIs)
Sobreaviso
Regime em que o médico não está em atividade, mas fica disponível para ser acionado em caso de exame urgente, dentro de um tempo combinado.
Ver também: Plantão
SPECT
Tomografia computadorizada por emissão de fóton único: técnica de medicina nuclear que gera imagens em cortes a partir de radiofármacos. Muito usada na cintilografia de perfusão miocárdica.
Ver também: Cintilografia, Medicina nuclear
Staff
Médico assistente já formado que supervisiona residentes e assina os laudos em serviços de ensino.
Ver também: R1, R2, R3, Fellow, Overread
STAT
Do latim statim (imediatamente): marcação de exame com prioridade máxima, para laudo imediato.
Ver também: Prioridade do exame, Laudo de urgência
STIR
Sequência de ressonância com supressão de gordura muito sensível a edema, útil em lesões ósseas, musculares e da medula óssea.
Ver também: Sequência, T1 e T2
STOW-RS
Serviço DICOMweb de envio e armazenamento de imagens por HTTP, equivalente web do C-STORE.
Subespecialista
Radiologista com formação adicional em uma área específica, como neurorradiologia, mama, musculoesquelético, tórax, abdome, cabeça e pescoço, pediatria ou medicina nuclear. Laudos subespecializados tendem a ter menos discrepâncias em exames complexos.
Ver também: Distribuição por subespecialidade, Fellow, Segunda leitura
Supervisor de proteção radiológica
Profissional responsável pelo programa de proteção radiológica do serviço, exigido pela regulamentação sanitária.
Ver também: Radioproteção, Físico médico, Dosímetro
Suporte técnico
Equipe que resolve problemas de envio, integração, acesso e sistema. Em telerradiologia, precisa funcionar nos mesmos horários da cobertura de laudos.
Ver também: Exame parado, SLA
SUV
Standardized Uptake Value: medida semiquantitativa da captação do radiofármaco no PET. Ajuda a comparar lesões e a avaliar a resposta ao tratamento.
Ver também: PET-CT, ROI, Captação
SWI
Susceptibility Weighted Imaging: sequência de ressonância muito sensível a sangue, calcificações e depósitos de ferro, útil em micro-hemorragias e na lesão axonal difusa.
Ver também: Sequência, Ressonância magnética
T
T-score
Resultado da densitometria que compara a densidade óssea do paciente com a de adultos jovens. Valores iguais ou abaixo de −2,5 definem osteoporose em mulheres na pós-menopausa e em homens a partir de 50 anos.
Ver também: Densitometria óssea, Z-score
T1 e T2
Ponderações básicas da ressonância. Em T1, a gordura é clara e a água é escura, o que favorece a anatomia e o realce por contraste; em T2, a água é clara, o que destaca edema e líquido.
Ver também: Sequência, FLAIR, Hipersinal e hipossinal
TAT
tempo de entrega do laudo
Turnaround time: tempo entre a chegada do exame (ou o fim da aquisição) e a liberação do laudo. É o indicador mais acompanhado em telerradiologia e a base dos SLAs.
Ver também: SLA, Indicadores (KPIs)
Taxa de retificação
Percentual de laudos corrigidos após a liberação. É um indicador de qualidade e deve ser analisado junto com o tipo de erro corrigido.
Ver também: Retificação de laudo, Indicadores (KPIs)
TC de baixa dose
Tomografia de tórax com dose bem menor que a convencional, usada no rastreamento de câncer de pulmão em pessoas de alto risco, como fumantes e ex-fumantes de longa data.
Ver também: Lung-RADS, Rastreamento
TC de crânio
Tomografia da cabeça, geralmente sem contraste, primeira escolha na suspeita de AVC, no trauma cranioencefálico e na cefaleia súbita intensa.
Ver também: Código AVC (protocolo AVC), ASPECTS
TC sem
Forma abreviada de pedir ou citar uma tomografia sem contraste. “Pede uma TC de crânio sem.”
Ver também: Contrastar, TC de crânio
Técnico e tecnólogo em radiologia
Profissionais que operam os equipamentos e realizam os exames. O técnico tem formação de nível médio técnico e o tecnólogo, de nível superior; ambos são registrados no sistema CONTER/CRTR.
Ver também: Radiologista, Protocolo de exame
Telediagnóstico
Emissão de laudos e pareceres a distância com base em exames transmitidos eletronicamente. Inclui a telerradiologia, a telecardiologia (como o eletrocardiograma) e outras áreas.
Ver também: Telerradiologia, Telemedicina
Telelaudo
Nome usado para o laudo emitido a distância. Na radiologia, é sinônimo de laudo de telerradiologia.
Ver também: Laudo a distância, Telerradiologia
Telemedicina
Exercício da medicina mediado por tecnologias de comunicação, incluindo teleconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teleinterconsulta.
Ver também: Telerradiologia, Resolução CFM nº 2.314/2022, Lei nº 14.510/2022 (telessaúde)
Telerradiologia
Exercício da radiologia a distância: os exames são feitos em uma unidade e transmitidos para que radiologistas em outro local os interpretem e emitam o laudo. No Brasil, é regulamentada pela Resolução CFM nº 2.107/2014.
Ver também: Laudo a distância, Resolução CFM nº 2.107/2014, Retaguarda radiológica
Tempo porta-agulha
Tempo entre a chegada do paciente com AVC isquêmico ao hospital e o início da trombólise. As diretrizes recomendam até 60 minutos, com a TC feita em até 25 minutos e interpretada em até 45 minutos da chegada.
Ver também: Código AVC (protocolo AVC), Linha de cuidado tempo-dependente
Terceirização de laudos
Contratação de uma empresa externa, geralmente de telerradiologia, para emitir os laudos de um serviço, no todo ou em parte.
Ver também: Telerradiologia, Retaguarda radiológica
Tesla
T
Unidade de intensidade do campo magnético. Os aparelhos de ressonância clínicos mais comuns têm 1,5 T ou 3 T; campos maiores oferecem mais sinal, mas também mais artefatos em algumas situações.
Ver também: Ressonância magnética, Relação sinal-ruído (SNR)
Testes de constância
Testes de controle de qualidade feitos em intervalos curtos, como diários ou semanais, para verificar se o equipamento mantém o desempenho medido na aceitação.
Ver também: Controle de qualidade, Físico médico
TFG
Taxa de filtração glomerular, que estima a função dos rins. É consultada antes de exames com contraste iodado ou gadolínio em pacientes de risco.
Ver também: Lesão renal aguda pós-contraste, Gadolínio
TI-RADS
Sistema que classifica nódulos de tireoide no ultrassom por pontos, conforme composição, ecogenicidade, forma, margens e focos ecogênicos. A versão do ACR (TR1 a TR5) define quando puncionar ou acompanhar.
Ver também: RADS, Ultrassonografia
TISS
Troca de Informações na Saúde Suplementar: padrão obrigatório da ANS para a troca de dados entre prestadores e operadoras, incluindo guias, faturamento e autorizações.
Ver também: TUSS, Guia SP/SADT, ANS
Título de especialista
Certificado que comprova a especialidade médica, obtido por residência credenciada ou por prova da sociedade da especialidade. Na radiologia, a prova é do CBR em convênio com a AMB.
TLS
Transport Layer Security: protocolo de criptografia que protege dados em trânsito na internet. É usado no envio de exames e no acesso a visualizadores e portais.
Ver também: Criptografia, VPN
TOF
Time of flight: técnica de angiorressonância que mostra os vasos pelo fluxo do sangue, sem contraste. Muito usada para as artérias intracranianas.
Ver também: Angiorressonância (angio-RM)
Tomo
Abreviação informal de tomografia. “Já fez a tomo?”
Ver também: Tomografia computadorizada
Tomografia computadorizada
Exame que usa raios X emitidos por um tubo que gira ao redor do paciente para gerar imagens em cortes. É rápida e central na urgência, no trauma e na avaliação do pulmão e do abdome.
Ver também: Unidade Hounsfield (UH), Multidetectores (TC multislice), Contraste iodado
Tomografia cone beam
CBCT
Tomografia de feixe cônico, com aparelho compacto e dose menor que a TC convencional, usada principalmente em odontologia e em exames da face, dos ouvidos e dos seios da face.
Ver também: Radiologia odontológica, Tomografia computadorizada
Tomógrafo
Equipamento de tomografia computadorizada, composto por gantry, tubo de raios X, detectores e mesa.
Ver também: Tomografia computadorizada, Multidetectores (TC multislice)
Tomossíntese
Mamografia em que o tubo faz várias exposições em ângulos diferentes, gerando cortes finos da mama. Reduz a sobreposição de tecidos e também é chamada de mamografia 3D.
Ver também: Mamografia, BI-RADS
Triagem por IA
Uso de algoritmos para identificar exames com achados possivelmente graves, como hemorragia intracraniana ou embolia pulmonar, e subir esses exames na fila de laudos.
Ver também: Inteligência artificial (IA) em radiologia, Prioridade do exame
Triplo descarte
Angiotomografia de tórax planejada para avaliar, num único exame, embolia pulmonar, dissecção de aorta e doença coronariana em pacientes com dor torácica. Em inglês, triple rule-out.
Ver também: Angiotomografia (angio-TC), Gating cardíaco
TUSS
Terminologia Unificada da Saúde Suplementar: tabela de códigos e nomes de procedimentos usada no padrão TISS, incluindo os exames de imagem.
U
UID
Unique Identifier: identificador único global usado no DICOM para estudos, séries e imagens, como o Study Instance UID. Dois exames nunca devem ter o mesmo UID.
Ver também: Estudo, Série, Instância
Ultra
Forma informal de chamar o ultrassom, assim como USG. Já “eco” costuma significar ecocardiograma.
Ver também: Ultrassonografia
Ultrassonografia
Exame que forma imagens a partir de ondas sonoras de alta frequência refletidas pelos tecidos, sem radiação ionizante. Depende muito de quem executa, o que limita o laudo a distância feito só a partir de imagens estáticas.
Ver também: Doppler, Ecogenicidade, Elastografia
Unidade Hounsfield
UH
Escala de densidade da tomografia em que a água vale 0 e o ar, −1000. A gordura fica em torno de −100 e o osso, acima de algumas centenas. Ajuda a caracterizar lesões.
Ver também: Atenuação, Densidade (hiperdenso, hipodenso, isodenso), Janela
Upload
Envio de dados da rede local para a internet. Na telerradiologia, a velocidade de upload da unidade que faz o exame é o que define o tempo de transmissão.
Ver também: Banda (largura de banda), Gateway DICOM
Uptime
Percentual de tempo em que um sistema fica disponível. Contratos de telerradiologia costumam definir uma meta de disponibilidade no SLA.
Ver também: SLA, Redundância
V
Valor de pânico
Expressão herdada do laboratório para resultado que exige aviso imediato. Na radiologia, equivale ao achado crítico.
Ver também: Achado crítico, Comunicação de resultado crítico
Vendor lock-in
Dependência de um fornecedor que torna cara ou difícil a troca de sistema, por exemplo quando as imagens ficam em formato proprietário.
Ver também: VNA, Interoperabilidade
Vidro fosco
Aumento leve da densidade do pulmão na TC que não apaga os vasos, como uma névoa. Aparece em infecções virais, como a COVID-19, em edema, inflamações e algumas neoplasias.
Ver também: Consolidação, Nódulo pulmonar
Visualizador DICOM
Software para abrir e manipular imagens DICOM, com ferramentas de janela, medidas, reconstruções e comparação. Também chamado de viewer.
Ver também: Visualizador zero-footprint, Estação de laudo
Visualizador zero-footprint
Visualizador que roda direto no navegador, sem instalar nada no computador. Facilita o acesso de médicos solicitantes e pacientes às imagens.
Ver também: Visualizador DICOM, DICOMweb, Portal de resultados
VNA
Vendor Neutral Archive: arquivo de imagens independente de fabricante, que centraliza exames de vários PACS e departamentos num formato padrão. Facilita trocar de PACS sem perder o histórico.
Ver também: PACS, Vendor lock-in
Volume parcial
Artefato em que estruturas pequenas ou finas, contidas só em parte no voxel, aparecem com densidade intermediária. Pode simular ou esconder lesões pequenas.
Ver também: Artefato, Espessura de corte
Volume rendering
3D
Reconstrução tridimensional a partir dos dados da TC ou da RM, útil no planejamento cirúrgico, no estudo de vasos e em fraturas complexas.
Ver também: Pós-processamento, MPR (reconstrução multiplanar)
VPN
Rede privada virtual: túnel criptografado entre a unidade e a telerradiologia, usado para transmitir exames e acessar sistemas com segurança.
Ver também: Criptografia, Gateway DICOM
W
WADO
Web Access to DICOM Objects: serviço para recuperar imagens DICOM pela web. A versão WADO-RS faz parte do DICOMweb.
Ver também: DICOMweb, Visualizador zero-footprint
Washout
Perda do contraste de uma lesão nas fases tardias depois de realçar na fase arterial. É um critério importante para carcinoma hepatocelular no LI-RADS e na caracterização de outras lesões.
Ver também: Fases do contraste, LI-RADS, Realce
Wet read
Leitura preliminar rápida de um exame para orientar a conduta imediata, antes do laudo final. A expressão vem da época dos filmes, lidos ainda molhados da revelação.
Ver também: Laudo preliminar
X
XDS-I
Perfil do IHE para compartilhar imagens e laudos entre instituições diferentes por meio de um registro comum, permitindo que um hospital consulte exames feitos em outro.
Ver também: IHE, Interoperabilidade
Z
Z-score
Resultado da densitometria que compara a densidade óssea do paciente com a de pessoas da mesma idade e sexo. É usado em crianças, em mulheres antes da menopausa e em homens jovens.
Ver também: Densitometria óssea, T-score
Zerar a fila
Laudar todos os exames pendentes. Meta de fim de plantão e sinal de que a capacidade está dando conta da demanda.
Ver também: Fila zerada, Backlog
Nenhum termo encontrado. Tente outra palavra ou sugira um termo.
PERGUNTAS FREQUENTES
Dúvidas comuns sobre os termos da telerradiologia
Laudos com radiologistas subespecialistas
A STAR emite laudos a distância para hospitais, clínicas e centros de imagem, com subespecialistas em tórax, abdome, neurorradiologia, musculoesquelético, mama, cardiologia e medicina nuclear.
CONTINUE EXPLORANDO