Patologia, estudo das doenças, causas e efeitos. Descubra informações sobre diagnósticos, sintomas e patologias diversas.

Dor de cabeça (cefaleia)

A dor de cabeça, ou cefaleia, é uma condição prevalente que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Existem diversos tipos, cada um com suas causas específicas, que podem ir desde fatores de estresse até condições médicas subjacentes.

Este artigo visa explorar as causas mais comuns, os tipos, os métodos de diagnóstico e algumas opções de tratamento disponíveis, proporcionando uma compreensão abrangente dessa condição complexa e multifacetada.

 

Tipos de dor de cabeça

Cefaleias primárias e secundárias constituem as duas categorias principais de dor de cabeça.

As cefaleias primárias incluem a enxaqueca, a cefaleia tensional e a cefaleia em salvas.

A enxaqueca se manifesta por meio de uma dor pulsátil ou latejante, de moderada a acentuada intensidade, normalmente unilateral, que pode ser acompanhada de outros sintomas como náusea, fotofobia, fonofobia e, em alguns casos, aura visual.

A cefaleia tensional, o tipo mais prevalente, caracteriza-se por uma dor de leve a moderada intensidade, em pressão, que afeta ambos os lados da cabeça e muitas vezes se associa a tensão muscular

As cefaleias em salvas são menos comuns, mas notáveis por sua dor extremamente intensa, periorbitária, que pode ser acompanhada de lacrimejamento ou congestão nasal.

As cefaleias secundárias resultam de uma condição médica subjacente, como infecção, distúrbio vascular ou lesão intracraniana. As infecções, como a meningite, podem causar dores intensas e requerem atenção médica imediata. Distúrbios vasculares, como o acidente vascular cerebral hemorrágico, também podem manifestar-se por dores de cabeça de grande intensidade, rebaixamento do nível de consciência e outros sintomas neurológicos. Lesões intracranianas podem levar a dores de cabeça, associadas a crises epilépticas e sintomas focais e devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

 

Causas comuns

mulher sentindo dor de cabeça

Fatores desencadeantes variam amplamente e podem ser ambientais, comportamentais ou biológicos.

Alimentos e bebidas, como café, chocolate, queijo envelhecido e bebidas alcoólicas, são conhecidos por desencadear episódios em algumas pessoas.

O estresse é um gatilho comum e pode levar a cefaleias tensionais ou exacerbar a frequência e intensidade das enxaquecas.

Alterações hormonais, particularmente em mulheres, são frequentemente associadas a variações na incidência de enxaqueca.

Fatores ambientais, como mudanças de altitude, privação ou alterações no padrão do sono também podem influenciar a ocorrência de dores de cabeça.

O uso excessivo de dispositivos eletrônicos, com suas telas brilhantes e a necessidade de foco visual prolongado, tem sido cada vez mais reconhecido como um fator contribuinte.

A desidratação é outro gatilho potencial, muitas vezes negligenciado, que pode facilmente ser mitigado pela ingestão adequada de líquidos. Reconhecer e entender os gatilhos individuais é um passo crucial na prevenção das dores de cabeça.

 

Diagnóstico

O diagnóstico inicia-se com uma avaliação clínica detalhada.

Médicos começam geralmente com um histórico médico completo e um exame físico e neurológico

Questionários específicos podem ser utilizados para identificar o tipo da dor e entender a frequência e a gravidade dos episódios.

Exames de imagem complementares, como a ressonância magnética ou a tomografia computadorizada, podem ser solicitados caso haja suspeita de condições secundárias.

Testes laboratoriais podem ser realizados na suspeita de infecções. Avaliações oftalmológicas podem ser necessárias quando há sintomas visuais associados ou para excluir o aumento da pressão intracraniana.

O acompanhamento regular é essencial para avaliar a evolução dos sintomas e acompanhar a resposta ao tratamento.

 

Tratamento

paciente tomando remedio para cefaléia

O tratamento da cefaleia é personalizado conforme o tipo e a causa da dor.

Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios são comumente prescritos para alívio imediato da dor.

Terapias preventivas, como alguns medicamentos beta-bloqueadores, antidepressivos e anticonvulsivantes, podem ser indicados para enxaquecas frequentes ou graves.

Técnicas de relaxamento demonstram eficácia no manejo da dor e na redução da frequência das dores.

Mudanças no estilo de vida são recomendadas como parte do tratamento.

A prática regular de exercícios físicos contribui para a redução do estresse e melhora a qualidade do sono, fatores importantes no cuidado da dor.

Uma dieta balanceada, evitando alimentos desencadeantes, é aconselhada, bem como uma hidratação adequada deve ser mantida.

A educação do paciente sobre a condição e o autocuidado é um componente vital do tratamento, permitindo que os indivíduos gerenciem melhor sua condição e a qualidade de vida.

A prática de meditação pode auxiliar na redução do estresse, um gatilho comum para muitos tipos de dores.

Técnicas de respiração profunda e relaxamento progressivo dos músculos também são recomendadas para aliviar a tensão.

A acupuntura tem ganhado reconhecimento como uma terapia complementar na gestão da dor.

A massoterapia é outra abordagem alternativa que pode proporcionar alívio, especialmente para dores associadas à tensão muscular.

Estas abordagens, juntamente com a compreensão aprofundada dos mecanismos subjacentes à dor de cabeça, estão ampliando o espectro de opções terapêuticas disponíveis, oferecendo novos caminhos para o alívio e melhor modulação da dor.

 

Impacto psicossocial

A cefaleia tem um impacto significativo na qualidade de vida do indivíduo.

Uma dor crônica pode levar a alterações de humor, ansiedade e até mesmo depressão.

A capacidade de trabalho e a produtividade podem ser afetadas, resultando em absenteísmo e diminuição do desempenho profissional.

Relacionamentos pessoais também podem sofrer, já que a dor constante afeta o humor e a disposição para atividades sociais.

 

Impacto econômico

sem trabalhar por conta da dor de cabeça

O impacto econômico das dores de cabeça é substancial, afetando tanto os sistemas de saúde quanto a produtividade econômica.

Os custos diretos incluem despesas médicas com consultas, exames, tratamentos e medicamentos.

Custos indiretos surgem devido à perda de dias de trabalho e menor produtividade.

A dor crônica pode levar a um ciclo de incapacidade e desemprego, aumentando a dependência de benefícios sociais e serviços de saúde.

Investimentos em programas de prevenção, educação e tratamento podem reduzir esses custos a longo prazo.

A adoção de políticas de trabalho flexíveis pode acomodar as necessidades de indivíduos afetados e manter a produtividade.

 

Educação e conscientização

A educação é um pilar fundamental na gestão da saúde.

Informar os pacientes sobre os diferentes tipos e seus possíveis gatilhos pode capacitar o indivíduo a gerir melhor sua condição.

Programas de educação em saúde podem ensinar estratégias de prevenção e técnicas de autocuidado, e assim aumentar a compreensão e o apoio daqueles que apresentam essa condição.

Campanhas de saúde pública são essenciais para desmistificar as dores de cabeça, promovem a identificação precoce e o tratamento adequado, evitando a progressão para condições crônicas.

 

Mieloma múltiplo: o que é, sintomas, tratamento e papel da radiologia

O mieloma múltiplo é uma forma de câncer hematológico que afeta as células plasmáticas, um tipo de célula do sistema imunológico responsável pela produção de anticorpos.

É uma doença complexa e multifacetada, que requer uma compreensão abrangente para um diagnóstico e tratamento eficazes.

Neste artigo, exploraremos em detalhes o que é o mieloma múltiplo, suas possíveis causas e os sintomas que podem surgir.

Além disso, discutiremos o papel fundamental da radiologia no diagnóstico preciso e no seguimento dessa condição, destacando como as técnicas de imagem desempenham um papel essencial na detecção e monitoramento da progressão da doença.

Continue lendo para entender mais sobre o assunto!

 

O que é o mieloma múltiplo?

O mieloma múltiplo é uma forma de câncer de células plasmáticas que afeta a medula óssea.

Ele é caracterizado pela produção excessiva de células plasmáticas anormais, conhecidas como plasmócitos, que podem formar tumores nos ossos e, menos frequentemente, também em tecidos de partes moles.

 

O que causa o mieloma múltiplo?

A causa exata do mieloma múltiplo ainda é desconhecida.

Sabe-se que é uma doença causada pela transformação maligna de células plasmáticas, que são uma subclasse de células brancas do sangue (glóbulos brancos) responsáveis pela produção de anticorpos.

Alguns fatores de risco para o desenvolvimento do mieloma múltiplo incluem idade avançada, raça negra, sexo masculino, história familiar da doença e exposição a radiação ionizante.

Alguns estudos também sugerem que a exposição a determinadas substâncias químicas e a infecções virais podem aumentar o risco de desenvolver a doença.

 

Quais os sintomas do mieloma múltiplo?

mulher com dor na coluna, sintoma de mieloma múltiplo

Os sintomas do mieloma múltiplo podem variar de pessoa para pessoa e podem incluir:

  • Dor óssea: a dor óssea é um sintoma comum do mieloma múltiplo, especialmente nas costas, no pescoço, na caixa torácica e nas pernas.
  • Fraqueza: a fraqueza muscular pode ocorrer devido a dor e ao enfraquecimento dos ossos.
  • Infecções: as células plasmáticas anormais podem afetar a capacidade do sistema imunológico de combater as infecções.
  • Anemia: a anemia é uma condição na qual há uma quantidade insuficiente de glóbulos vermelhos no sangue, o que pode causar fadiga, tontura e outros sintomas.
  • Inchaço: o inchaço pode ocorrer devido à acumulação de proteínas anormais (imunoglobulinas) nos rins.
  • Fraqueza: a fraqueza pode ocorrer devido à dor e ao enfraquecimento dos ossos.
  • Problemas urinários: como aumento de frequência e dor ao urinar, devido ao acúmulo de proteínas anormais nos rins.
  • Pele amarelada, olhos e urina escura.
  • Pode haver também perda de peso, fadiga, e outros sintomas como insônia, dor de cabeça, perda de apetite.

É importante notar que esses sintomas podem ser causados por outras condições além do mieloma múltiplo, e somente um médico pode fazer um diagnóstico preciso.

 

Qual o papel da radiologia no diagnóstico e seguimento?

exame de imagem para detectar Mieloma múltiplo

A radiologia desempenha um papel importante no diagnóstico e monitoramento do mieloma múltiplo.

As técnicas de imagem mais comumente utilizadas incluem a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM).

Na TC, as lesões ósseas são facilmente visíveis devido à sua alta densidade, e podem ser usadas para identificar a extensão da doença.

Já a RM é especialmente útil para visualizar os tumores nos ossos e a extensão da doença, e pode ser usada para avaliar a resposta ao tratamento.

Recentemente, o exame de RM de corpo inteiro (ou corpo total) passou a ter papel de destaque no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com mieloma múltiplo, com a utilização do Sistema de Avaliação e Diagnóstico da Resposta ao Mieloma Múltiplo (MY-RADS).

Além disso, a densitometria óssea, ou exame de densidade óssea, também pode ser utilizada para avaliar a densidade óssea e monitorar o risco de possíveis fraturas.

É importante notar que, além de avaliar as lesões ósseas, a radiologia também pode ser usada para avaliar a presença de lesões extramedulares, ou seja, lesões que afetam partes moles.

Para essa finalidade, a RM também tem papel de destaque.

Em resumo, a radiologia desempenha um papel importante no diagnóstico e monitoramento do mieloma múltiplo, fornecendo informações valiosas sobre a extensão da doença e a resposta ao tratamento.

 

Como é o tratamento do mieloma múltiplo?

tratamento de Mieloma múltiplo

O tratamento do mieloma múltiplo pode incluir uma combinação de terapias, incluindo:

  • Quimioterapia: medicamentos são administrados para matar as células cancerígenas.
  • Terapia alvo: medicamentos que atacam especificamente as células cancerígenas sem danificar as células normais.
  • Radioterapia: uso de radiação para matar as células cancerígenas.
  • Transplante de células-tronco: é uma opção para pacientes com mieloma múltiplo avançado, onde é feito uma limpeza da medula óssea com quimioterapia ou radioterapia para depois injetar células saudáveis.
  • Terapia biológica: uso de anticorpos monoclonais para atacar as células cancerígenas.
  • Tratamentos sintomáticos: para aliviar os sintomas da doença, como a dor óssea, a fraqueza e a fadiga.
  • Cirurgia: em alguns casos, pode ser necessário realizar cirurgia para aliviar a dor óssea causada pelo mieloma múltiplo.

O tratamento será determinado pelo médico de acordo com as características do paciente, estágio da doença, entre outros.

Acompanhamento médico regular é essencial para avaliar o progresso do tratamento e fazer ajustes, se necessário.

 

Câncer de próstata: o que é, sintomas e tratamento

O câncer de próstata é um dos tipos mais comuns de câncer em homens e é responsável por uma parcela significativa das mortes por câncer em todo o mundo.

Ele se desenvolve na próstata, uma glândula do tamanho de uma noz que faz parte do sistema reprodutivo masculino.

Embora a maioria dos casos seja tratável, muitos homens não sabem o suficiente sobre a doença ou seus sintomas para procurar ajuda médica precocemente.

Neste artigo, vamos discutir o que é, o que causa a doença, seus sintomas, diagnóstico, tratamento e como a radiologia pode ajudar a identificar e acompanhar a progressão da doença.

 

O que é o câncer de próstata?

O câncer de próstata é uma doença oncológica em que as células da próstata se multiplicam de maneira anormal e formam um tumor.

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga em homens e é responsável por produzir parte do líquido seminal.

O câncer de próstata é um dos tipos mais comuns de câncer em homens, especialmente após os 50 anos de idade.

Se não tratado, o câncer pode se espalhar para outras partes do corpo, como os ossos e fígado.

 

O que causa o câncer de próstata?

A causa exata não é conhecida, mas há alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doença, incluindo:

  • Idade: o risco aumenta à medida que envelhecemos;
  • Histórico familiar: se um parente próximo teve câncer de próstata, o risco pode ser maior;
  • Raça: homens negros têm um risco mais alto de desenvolver câncer de próstata;
  • Dieta rica em gordura animal;
  • Exposição a produtos químicos tóxicos, como fumos de cigarro.

No entanto, a presença de fatores de risco não significa necessariamente que um indivíduo desenvolverá câncer de próstata.

 

Quais os sintomas do câncer de próstata?

anamnese sobre cancer de prostata

Os sintomas inicialmente podem ser discretos ou até mesmo ausentes, mas à medida que a doença progride, os sintomas podem incluir:

  • Dificuldade ou dor ao urinar
  • Aumento da frequência de urinar, especialmente à noite
  • Sangue na urina ou no sêmen
  • Dor ou desconforto na região pélvica, pernas ou quadris
  • Ereções dolorosas ou disfunção erétil.

É importante destacar que estes sintomas também podem ser causados por outras condições, como infecções da próstata ou hiperplasia prostática benigna.

Por isso, é importante consultar um médico para uma avaliação precisa.

 

Como é feito o diagnóstico do câncer de próstata?

O diagnóstico geralmente envolve uma combinação de testes, incluindo:

  • Exame de toque retal: o médico verifica a próstata em busca de nódulos ou outras anormalidades.
  • Antígeno Prostático Específico (PSA): um exame de sangue que mede os níveis de PSA, uma proteína produzida pela próstata. Elevados níveis de PSA podem indicar câncer de próstata, mas também podem ser causados por outras condições, como inflamação da próstata ou hiperplasia prostática benigna.
  • Biópsia da próstata: o médico remove uma pequena amostra de tecido da próstata para exame em um laboratório. Este exame é o único capaz de confirmar o diagnóstico de câncer de próstata.
  • Exames de imagem, como ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC), podem ser realizados para avaliar o tamanho e a extensão do tumor e identificar possíveis metástases.

O diagnóstico preciso é importante para planejar o tratamento adequado.

Além disso, é importante lembrar que alguns casos de câncer de próstata são assintomáticos e podem ser detectados por meio de exames de rotina ou exames de prevenção.

 

Qual o papel da radiologia no diagnóstico e seguimento do câncer de próstata?

exame de imagem para detectar cancer de prostata

A radiologia desempenha um papel importante no diagnóstico e seguimento do câncer de próstata.

Alguns dos exames de imagem utilizados incluem:

  • Ressonância magnética (RM) da próstata: pode ser útil para avaliar o tamanho e a estrutura da próstata, além de identificar locais de possíveis tumores para serem biopsiados. Além disso, a RM de corpo inteiro pode ser utilizada para pesquisa de metástases a distância.
  • Tomografia computadorizada (TC) da próstata: pode ser usada para avaliar a extensão do câncer e identificar possíveis metástases.
  • PET/CT: pode ser utilizado para avaliar a disseminação do câncer para outras partes do corpo.
  • Cintilografia óssea: pode ser usada para detectar metástases ósseas.

Estes exames de imagem podem ser usados para monitorar a resposta ao tratamento e avaliar o progresso da doença ao longo do tempo.

Eles também são importantes para avaliar o risco de recidiva após o tratamento e planejar futuras estratégias de tratamento.

É importante destacar que o papel da radiologia é complementar ao da avaliação clínica, que inclui o exame físico e os exames de sangue, entre outros.

 

Como é feito o tratamento do câncer de próstata?

O tratamento depende de diversos fatores, incluindo a idade do paciente, o estágio da doença e a saúde geral.

Algumas opções de tratamento incluem:

  • Cirurgia: a prostatectomia radical é a cirurgia mais comum para o tratamento do câncer de próstata. Ela remove a próstata e parte dos tecidos adjacentes.
  • Radioterapia: pode ser usada como tratamento principal ou como complemento à cirurgia. A radioterapia pode ser externa ou interna (braquiterapia).
  • Terapia hormonal: a terapia hormonal busca reduzir a produção de testosterona, que é um dos principais estimulantes do crescimento das células cancerígenas.
  • Quimioterapia: é usada para tratar casos avançados de câncer de próstata.
  • Vigilância ativa: pode ser uma opção para pacientes com câncer de próstata inicial e de baixo risco, que não apresentam sintomas.

Cada tratamento tem seus riscos e benefícios, e é importante discutir com o médico qual é a melhor opção para cada caso individual.

A decisão deve ser baseada nas informações obtidas durante a avaliação clínica e na análise dos resultados dos exames realizados.

 

Perguntas frequentes

[sc_fs_multi_faq headline-0=”h3″ question-0=”Quais são os primeiros sinais de câncer de próstata?” answer-0=”Os sintomas do câncer de próstata inicialmente podem ser discretos ou até mesmo ausentes, mas à medida que a doença progride, os sintomas podem incluir: dificuldade ou dor ao urinar, aumento da frequência de urinar – especialmente à noite, sangue na urina ou no sêmen, dor ou desconforto na região pélvica, pernas ou quadris, ereções dolorosas ou disfunção erétil.” image-0=”” headline-1=”h3″ question-1=”O que o câncer de próstata provoca?” answer-1=”Se não for tratado precocemente, o câncer de próstata pode se espalhar para outras partes do corpo, como os ossos, e causar complicações graves, como fraturas ósseas e problemas neurológicos. Por isso, é importante que os homens fiquem atentos aos sintomas e procurem um médico se perceberem alguma mudança em sua saúde. ” image-1=”” count=”2″ html=”true” css_class=””]

Recidiva tumoral: o que é, sintomas e tipos

Recidiva é a recorrência de um câncer.

O tempo para que ocorra uma recidiva é incerto, ela pode ser em meses ou até mesmo anos.

Essa é uma preocupação dos pacientes que passaram por um tratamento oncológico e dos seus médicos.

Quer saber mais?

Então continue lendo este artigo para descobrir mais sobre esse assunto.

 

O que é recidiva?

Recidiva é o diagnóstico de câncer após o seu tratamento, em que por algum período de tempo não se detectou mais as células cancerosas.

Esse câncer pode retornar na mesma região do corpo onde apareceu na primeira vez ou em outro lugar do corpo.

Mesmo quando o tumor é encontrado em uma região diferente do organismo, ele continua tendo o mesmo tipo de células que foi tratado pela primeira vez.

Por exemplo, o câncer de próstata, que pode retornar para a pelve do homem, mesmo após a cirurgia para remoção da próstata também pode ser detectado nos ossos.

Logo, seja de qualquer uma das duas formas a doença irá receber o nome de recidiva de câncer de próstata.

E nesse caso, o câncer que surgiu nos ossos irá receber um tratamento guiado para câncer de próstata.

Porém, é necessário sempre a avaliação do especialista para investigar se aquelas células são de fato uma recidiva ou uma nova neoplasia.

É importante pontuar que há certos tipos de câncer que costumam apresentar volta nos chamados padrões típicos.

Por isso é importante conversar com seu médico para poder saber mais detalhes e tirar suas dúvidas.

 

Quais são os sintomas de uma recidiva?

paciente com sintomas de recidiva

Os sintomas podem ser os mais diversos.

Como a parte do corpo que é afetada pode não ser a mesma, os sintomas podem ser completamente diferentes.

Por exemplo, os sintomas da recidiva de um linfoma podem ser como apareceram na primeira vez.

Pode acontecer de aparecer um aumento dos linfonodos (ínguas ou caroços), aumento do baço, febre, coceira, perda de peso e suor noturno.

Ou podem ser diferentes como de um câncer de mama, em que o sintoma na recidiva pode ser uma falta de ar por um derrame pleural.

Por isso é importante que os pacientes mantenham o acompanhamento médico mesmo após o término do tratamento, pois o médico estará atento aos mais diferentes sintomas que podem surgir.

 

Quais são os tipos de recidiva?

É importante pontuar que existem alguns tipos de recidiva.

Vamos explicar para que você possa entendê-las melhor:

  • Recidiva à distância: nesse caso pode significar que o câncer retornou em uma outra parte do corpo. Local diferente de onde surgiu em primeiro lugar, pode aparecer no fígado, pulmões, cérebro, ossos e outros;
  • Recidiva local: é quando ele retorna no mesmo local onde apareceu a primeira vez;
  • Recidiva regional: esse é o tipo de câncer que costuma voltar nos linfonodos que ficam próximos à região de onde surgiu o câncer pela primeira vez.

Caso aconteça novamente o câncer, seu médico e sua equipe irão saber como orientá-lo e qual tratamento prosseguir.

 

Até quando o acompanhamento deve ser feito após ter um câncer?

acompanhamento medico apos cancer

Após o término do tratamento de um câncer, seja ele com quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, é necessário continuar acompanhando com a equipe de oncologia.

Cada tipo de câncer apresenta um protocolo de acompanhamento após o término do seu tratamento.

Eles costumam ser com intervalos mais curtos nos primeiros meses e vão espaçando com o passar do tempo.

No acompanhamento os médicos costumam pedir alguns exames que podem ser laboratoriais ou de imagem.

Os exames de imagem são comparados com os exames anteriores, por isso é importante manter o controle com a mesma equipe e fazer os exames no mesmo local.

 

Fibrose Pulmonar: o que é, sintomas e tratamento

A fibrose pulmonar é uma daquelas doenças que nem sempre chamam atenção no início. Tosse seca, falta de ar ao subir escadas, um cansaço estranho que não combina com a idade ou com o estilo de vida. Para muitos, isso pode parecer apenas um sintoma passageiro. Mas, em alguns casos, é o sinal de que algo muito mais sério está acontecendo: o pulmão está se tornando rígido, dificultando a entrada de oxigênio no corpo.

O problema? Esse endurecimento do tecido pulmonar é irreversível. Uma vez que a fibrose se instala, não há como desfazer o dano já causado. O que resta é desacelerar o processo e tentar melhorar a qualidade de vida do paciente. Mas por que isso acontece? E, mais importante, existe tratamento? Vamos mergulhar nesse assunto.

 

O que é a fibrose pulmonar?

A fibrose pulmonar é o resultado de um processo inflamatório crônico que leva à formação de tecido cicatricial (fibrose) nos pulmões. Esse tecido substitui o tecido saudável, tornando os pulmões menos elásticos e mais rígidos. O resultado? A respiração se torna mais difícil, porque os pulmões não conseguem se expandir e contrair como deveriam.

Diferente de infecções respiratórias comuns, essa condição não tem uma causa única e pode estar associada a vários fatores. Entre eles:

  • Doenças autoimunes, como artrite reumatoide e esclerodermia.
  • Exposição a substâncias tóxicas, como poeira de sílica, amianto e mofo.
  • Infecções pulmonares de repetição, que podem causar inflamações persistentes.
  • Uso de certos medicamentos, como alguns quimioterápicos e antibióticos.
  • Predisposição genética, o que significa que algumas famílias podem ter maior risco.

Mas o mais frustrante de tudo isso é que, em muitos casos, a causa é desconhecida. Quando isso acontece, os médicos chamam a doença de fibrose pulmonar idiopática (FPI)—ou seja, uma fibrose pulmonar sem uma explicação aparente.

 

Sintomas: quando suspeitar da doença?

No começo, os sinais da fibrose pulmonar podem ser sutis. É aquela tosse seca que aparece sem motivo e não vai embora. Ou o fôlego curto que antes só surgia em exercícios intensos, mas que agora atrapalha até caminhadas leves. Aos poucos, os sintomas se tornam mais evidentes:

  • Falta de ar progressiva, que começa aos poucos e vai piorando com o tempo.
  • Tosse seca e persistente, sem secreção e sem causa aparente.
  • Fadiga constante, mesmo sem esforço excessivo.
  • Dedos em baqueta de tambor, um sinal clássico de doenças pulmonares crônicas, onde as pontas dos dedos ficam arredondadas e as unhas curvadas.
  • Perda de peso e fraqueza, porque o corpo começa a gastar mais energia para compensar a baixa oxigenação.

Infelizmente, quando os sintomas ficam muito evidentes, a doença já pode estar em um estágio avançado. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

 

Como é feito o diagnóstico?

O caminho até o diagnóstico da fibrose pulmonar não é tão simples. Como os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças respiratórias, muitos pacientes passam meses (ou até anos!) sem uma resposta definitiva.

Os exames mais usados para identificar a doença incluem:

  1. Tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) – Esse é o exame-chave para detectar a fibrose, pois mostra detalhes da cicatrização nos pulmões.
  2. Provas de função pulmonar – Testes que medem a capacidade respiratória e confirmam a rigidez do pulmão.
  3. Oximetria e gasometria arterial – Avaliam os níveis de oxigênio no sangue, que podem estar baixos.
  4. Biópsia pulmonar – Em alguns casos, pode ser necessária para confirmar o diagnóstico, especialmente quando a tomografia não é conclusiva.

Muitas vezes, o médico também investiga doenças associadas, como artrite reumatoide e esclerodermia, para entender se a fibrose é consequência de outra condição.

 

Existe tratamento para fibrose pulmonar?

Agora vem a pergunta que todo paciente (e todo médico) gostaria de responder com um simples “sim”. Mas a realidade é mais complexa. A fibrose pulmonar não tem cura, porque o tecido cicatricial formado nos pulmões é permanente. O que a medicina pode fazer é retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas.

Os tratamentos mais usados incluem:

  • Medicamentos antifibróticos, como o pirfenidona e o nintedanibe, que ajudam a desacelerar a progressão da doença.
  • Oxigenoterapia, para melhorar a oferta de oxigênio ao corpo.
  • Reabilitação pulmonar, um programa que inclui exercícios físicos, fisioterapia e orientações para melhorar a qualidade de vida.
  • Transplante de pulmão, indicado para alguns pacientes em estágio avançado da doença.

E aqui vale um alerta: muitos pacientes tentam tratamentos alternativos ou remédios naturais na esperança de reverter a fibrose. Infelizmente, até o momento, não há evidências científicas de que esses métodos funcionem.

 

Qual é a expectativa de vida de quem tem fibrose pulmonar?

A resposta depende de muitos fatores, como a causa da fibrose, a velocidade de progressão da doença e o acesso ao tratamento. Em casos de fibrose pulmonar idiopática, por exemplo, a expectativa de vida costuma girar em torno de 3 a 5 anos após o diagnóstico, mas isso não é uma regra fixa. Algumas pessoas vivem muito mais tempo, especialmente se o diagnóstico for precoce e o tratamento bem conduzido.

Além disso, é importante lembrar que o curso da doença não é linear. Algumas pessoas experimentam uma progressão lenta ao longo dos anos, enquanto outras podem ter pioras súbitas, chamadas de exacerbações agudas—situações em que a fibrose avança rapidamente e a capacidade respiratória despenca.

Ateromatose: o que é, sintomas, como prevenir e o que fazer?

Ateromatose é um termo que aparece frequentemente em relatórios médicos, mas nem todo mundo entende de fato o que ele significa ou quais são as suas implicações. Então, vamos começar do básico: ateromatose é uma condição que envolve o acúmulo de placas de gordura, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias, o que pode levar a sérios problemas de saúde, como infarto e AVC. Mas, antes de qualquer coisa, vamos entender melhor como ela se desenvolve e o que você pode fazer para preveni-la.

 

O que é Ateromatose?

A ateromatose, muitas vezes chamada de aterosclerose, é uma condição que afeta as artérias do corpo humano. Essencialmente, é o processo de formação de ateromas, ou placas de gordura, que se acumulam nas paredes internas das artérias. E essa acumulação, ao longo do tempo, pode causar o estreitamento ou até mesmo a obstrução completa dos vasos sanguíneos. Em outras palavras, é como se as artérias ficassem “entupidas” por dentro.

No início, essas placas podem ser pequenas e não causar sintomas óbvios. Contudo, à medida que elas crescem, o fluxo de sangue é reduzido e a parede da artéria pode se tornar menos flexível – um problema que leva a uma menor capacidade de circulação de sangue para os tecidos e órgãos. Pode parecer complicado, mas pense nas artérias como encanamentos de água: se o cano estiver entupido, a água não flui direito, certo?

Agora, você deve estar se perguntando: de onde vêm essas placas? A resposta é múltipla. Elas podem se formar devido ao acúmulo de colesterol, resíduos celulares, cálcio e até produtos de inflamação.

 

Principais causas e fatores de risco

Embora a ateromatose possa ocorrer em qualquer pessoa, há certos fatores que aumentam o risco de desenvolvê-la. Alguns desses fatores são modificáveis, enquanto outros não podem ser alterados. Vamos listar alguns dos principais:

  • Idade e sexo: Homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 têm um risco maior.
  • Colesterol alto: Altos níveis de colesterol LDL (o “ruim”) podem acelerar a formação das placas.
  • Hipertensão: A pressão alta danifica as paredes das artérias, facilitando o acúmulo de placas.
  • Fumo: Os produtos químicos do cigarro causam danos ao revestimento das artérias, promovendo a ateromatose.
  • Diabetes: Níveis elevados de glicose no sangue aumentam o risco de aterosclerose.
  • Estilo de vida sedentário e dieta inadequada: Falta de atividade física e excesso de gorduras saturadas na alimentação são grandes contribuintes.

Curiosamente, a genética também desempenha um papel relevante. Ou seja, se você tem histórico familiar de doenças cardíacas ou AVC, seu risco de desenvolver ateromatose pode ser maior.

 

ilustração de um homem com doença cardíaca como ateromatose

 

Sintomas e diagnóstico

Ateromatose é traiçoeira: ela pode se desenvolver silenciosamente por anos, sem sintomas óbvios. Isso porque as placas geralmente se acumulam lentamente, e os sintomas só aparecem quando o estreitamento das artérias é suficientemente severo para reduzir o fluxo sanguíneo. Mas, eventualmente, os sinais podem aparecer e, quando isso acontece, eles podem variar de acordo com a artéria afetada.

  • No coração: Pode causar dor no peito (angina) ou até mesmo um ataque cardíaco.
  • No cérebro: A redução do fluxo sanguíneo pode resultar em sintomas de AVC, como fraqueza súbita, dificuldade de fala ou perda de visão.
  • Nos membros: Pode haver dor, cãibras ou até claudicação intermitente, que é a dor ao caminhar devido à má circulação.

Para diagnosticar a ateromatose, médicos geralmente usam exames de imagem, como ultrassom Doppler, angiografia, tomografia ou ressonância magnética. Além disso, exames de sangue para avaliar o colesterol e a glicose também são comuns.

 

Tratamento e controle

Não existe uma “cura mágica” para a ateromatose, mas há várias abordagens para controlá-la e prevenir complicações. O tratamento pode envolver tanto mudanças de estilo de vida quanto medicamentos. Vou te contar como:

  1. Mudanças no estilo de vida: Esta é a base de qualquer tratamento de ateromatose. Isso inclui:
    • Adotar uma dieta saudável para o coração (a boa gastronomia rica em frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis).
    • Fazer exercícios regularmente, pelo menos 150 minutos por semana.
    • Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool.
  2. Medicamentos: Quando as mudanças de estilo de vida não são suficientes, medicamentos são frequentemente necessários. Estes podem incluir:
    • Estatinas para baixar o colesterol.
    • Medicamentos para controlar a pressão arterial.
    • Anticoagulantes para evitar a formação de coágulos.
  3. Procedimentos cirúrgicos: Em casos mais graves, onde há risco iminente de obstrução ou danos ao tecido, podem ser necessárias intervenções como angioplastia (uso de balão e stent para desobstruir a artéria) ou cirurgia de revascularização.

 

Prevenção: o que pode ser feito?

A melhor estratégia contra a ateromatose é a prevenção, e isso começa cedo. O que significa, na prática, cuidar da saúde cardiovascular antes mesmo dos problemas surgirem. Não precisa ser radical, basta incorporar algumas atitudes no dia a dia.

  • Monitore sua saúde regularmente: Faça exames de colesterol e glicose de tempos em tempos, especialmente se você estiver no grupo de risco.
  • Mantenha um peso saudável: O excesso de peso está associado a um risco maior de ateromatose, por isso, tente manter seu IMC dentro da faixa recomendada.
  • Controle o estresse: Parece algo clichê, mas o estresse crônico pode contribuir para o aumento da pressão arterial e dos níveis de colesterol.

Enfim, adotar um estilo de vida mais saudável não é apenas uma questão de evitar ateromatose, mas também de promover uma melhor qualidade de vida em geral. E se você já estiver lidando com ateromatose, lembre-se de que a colaboração com seu médico é essencial para gerenciar a condição de maneira eficaz e segura.

Fraturas ósseas: classificações, diagnóstico e tratamento

O conceito de fratura é a perda da continuidade óssea. Em outras palavras, qualquer quebra ou rachadura no osso é uma fratura.

Na maioria das vezes, essas são o resultado de traumas aplicados aos ossos.

Há, entretanto, algumas nuances que fogem do lugar comum da ideia de que fraturas são causadas por uma força excessiva sobre o osso.

Neoplasias e outras condições clínicas podem levar a fratura de ossos mesmo com forças de baixa intensidade.

Já outras características como o estado da cobertura de pele no local da fratura podem mudar completamente sua forma de tratamento.

Ficou interessado em conhecer mais sobre o assunto? Então continue lendo este conteúdo!

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O que é

fratura óssea no pé


Fraturas traumáticas são mais usuais, por isso, são a primeira imagem que nos vem à cabeça quando pensamos em um “osso quebrado”, com vários de nós possuindo inclusive experiências pessoais na infância ou mesmo na idade adulta de um dedo ou osso do antebraço fraturado.

O trauma é a causa mais comum de fraturas ósseas, ocorrendo pela ação de uma força que excede a carga de falha do osso.

Além das traumáticas, uma fratura pode surgir de ossos enfraquecidos submetidos a forças de estresse habituais. No local de neoplasias ou até mesmo após uso de medicamentos, por exemplo, a carga imposta por atividades do dia-a-dia podem ser suficientes para fraturar o osso.

Assim a definição, nos livros especializados, de fraturas como a perda de solução de continuidade de um osso é um conceito muito amplo, e que não nos dá muitas informações. Surgem então as classificações e subclassificações, com o objetivo de que a nomenclatura das fraturas ósseas permita mais prontamente, entender a localização, extensão, características e até mesmo as suas causas.

Vamos detalhar algumas dessas classificações, como a região do osso envolvido, características dos traços de fraturas, e outras importantes características para definição de conduta como a distinção de fraturas abertas e fechadas, e por fim, resumidamente passar pela classificação das fraturas atraumáticas que nos dizem muito sobre a causa subjacente.

 

Classificações e subclassificações

imobilizando uma fratura


As fraturas de ossos longos podem acometer qualquer uma das três principais regiões do osso:

  • nas epífises: porções mais próximas às extremidades e às articulações;
  • nas metáfises: região intermediária entre a epífise e a diáfise. Trata-se da porção mais vascularizada dos ossos;
  • nas diáfises: corpo ósseo.

É possível classificar uma fratura de acordo com a morfologia da lesão:

  • Fraturas simples (com traço em espiral, transverso ou oblíquo);
  • Fraturas em cunha;
  • Fraturas multifragmentadas.

O acometimento das articulações também deve ser estudado sempre que o traço de fratura atinge ou encontra-se centrado nas epífises.

Determinar se a fratura é extra-articular, parcialmente articular (quando apesar do traço de fratura atingir a superfície articular, ainda há conexão da epífise articular com o restante do osso) ou completamente articular tem implicações na definição do tratamento da fratura.

 

Fraturas abertas e fechadas

Fratura fechada é quando a pele sobre a fratura encontra-se íntegra, enquanto uma aberta é quando a pele se rompe e o osso fica exposto.

Apesar de simples, esse conceito é definidor de conduta pela maior chance de infecção, associada às fraturas abertas.

O tratamento cirúrgico muitas vezes é imperativo, com condutas variando de cobertura do sítio de fratura com tecidos adjacentes à região exposta, até mesmo a reparos vasculares devido ao dano de partes moles associado.

Para todas as fraturas abertas associa-se tratamento antibiótico. Definir onde o trauma ocorreu pode mudar ainda o espectro de cobertura desse tratamento, com traumas na zona rural necessitando de cobertura contra germes anaeróbios.

 

Fraturas atraumáticas

Vimos que a maior parte das fraturas ocorrem por meio de traumas de alta energia que ultrapassam a capacidade de suportar cargas e absorver energia do osso.

Aquelas fraturas que ocorrem devido a traumas de baixa energia servem como um alerta sobre alguma condição subjacente que enfraqueceu o osso a esse ponto de susceptibilidade.

Alterações metabólicas, a mais comum delas representada pela osteoporose, distúrbios da homeostase mineral óssea, doenças do colágeno e ainda efeitos adversos de medicamentos, sobretudo glicocorticoides, são as causas mais encontradas para esse enfraquecimento.

Fraturas por estresse são um segundo grupo de fraturas atraumáticas que ocorrem como consequência de uma pressão frequente e repetitiva em determinada região óssea. Esse tipo é mais comum em atletas e, na maioria das vezes, atinge os membros inferiores como a tíbia e os metatarsos.

 

Sinais e sintomas

mulher com sintoma de fratura óssea


As fraturas são, de uma maneira geral, bem percebidas pelos pacientes com o contexto do trauma, seguido de dor intensa no local, perda da função do osso afetado, o que depende da região envolvida, acompanhadas ou não de deformidades regionais causadas pelo osso deslocado da sua posição habitual.

Ao notar que algum osso sofreu uma fratura, é essencial imobilizar o membro lesionado. Essa ação evita que o quadro se agrave, além de ajudar a diminuir a dor na região.

Caso a fratura seja exposta, o ideal é cobrir o local com um pano limpo e levar o paciente, o mais rápido possível, para o hospital. Esse tipo de lesão envolve maior risco de contaminação e requer, assim, cuidados extras e imediatos.

 

Diagnóstico


Para diagnóstico definitivo de uma fratura é realizada uma avaliação ortopédica.

Além da integridade óssea, será pesquisada a associação da fratura com disfunções neurovasculares e investigar sinais de lesão de tecidos moles e rupturas na pele da área da lesão.

O ortopedista ditará ainda a necessidade de exames complementares, como radiografias, tomografias ou ainda ressonâncias magnéticas.

 

Tratamento

tratamento de fratura com aparelho de ilizarovs


Além do alívio da dor, o tratamento definitivo das fraturas envolve a sua redução.

Esse termo é utilizado para o ato de realocar o osso em sua posição habitual, o que pode ser feito por meio de uma cirurgia (redução cruenta ou aberta) ou pela manipulação da região sem necessidade de incisões na pele (redução incruenta ou fechada).

A região afetada invariavelmente requer algum período de imobilização que pode variar bastante dependendo do local da fratura.

Há vários tipos de imobilização que podem ser usados nesse período do tratamento, entre elas encontram-se os famosos aparelhos gessados, imobilizando as articulações adjacentes ao traço de fratura.

As imobilizações cirúrgicas podem utilizar fixadores externos, como os fixadores circulares Ilizarov e os fixadores internos pautados no uso de placas e parafusos que fazem a fixação do osso.

Por fim, a fim de restaurar os movimentos do paciente é imprescindível a realização de fisioterapia conforme indicação médica.

O tempo de recuperação total de uma fratura tende a variar bastante e depender de uma série de fatores como a idade do paciente, o osso afetado, tipo de fratura, comorbidades  e capacidade de recuperação individual.

Guia sobre as principais Sequelas da COVID-19

Mais de um ano depois do aparecimento do vírus SARS-Cov-2, suas sequelas ainda continuam sendo estudadas pelos cientistas, para que se entenda da melhor forma suas relações com os tipos específicos de pacientes. Além do vírus protótipo “original”, desenvolveram-se também ao longo desse tempo as chamadas variantes, que por sua vez podem estar relacionadas à diferentes sequelas da COVID-19, mais ou menos graves em relação às inicialmente conhecidas.

A doença desencadeada pelo novo coronavírus pode deixar sequelas leves ou graves, de curto ou longo prazo, transitórias ou permanentes, enfim, há uma grande variação em seu espectro. A falta de ar e o cansaço, entre outros fatores, são umas das principais queixas por parte dos infectados.

 

Pacientes com sequelas da COVID-19

paciente com sequelas da covid-19


Na região parisiense, o hospital Foch sentiu-se responsável em criar um setor que fosse especializado justamente no atendimento dos pacientes que ainda têm de conviver com as sequelas da doença desenvolvida pela COVID-19. O chefe da unidade relatou que o aparecimento dos primeiros casos começou logo depois do fim do primeiro lockdown no mês de maio.

O Dr Nicolas Barizien, revelou: “O impacto causado pelo vírus na vida desses pacientes é real, pois sua qualidade de vida diminui. Simples movimentos podem fazer com que esses pacientes sintam falta de ar“. As mulheres com faixa etária entre 25 e 60 anos (grupo com vida ativa), têm sido um grupo especialmente afetado pelas sequelas. Muitas vezes, os pacientes afetados nem mesmo estão acima do peso ou  pertencem a algum outro grupo de risco.

Um grande incômodo que reside na comunidade científica é não poder propor uma solução definitiva, em determinados casos, para os pacientes, restando como alternativa, tentar, de alguma forma, aliviar os sintomas dos mesmos.

 

Sintomas das sequelas da COVID-19


Foi necessário um tempo até que se pudesse iniciar os estudos em centros que foram feitos especialmente para consultas da síndrome pós-COVID.

Apesar do perfil ser bastante similar entre esses pacientes, notam-se relatos bastante distintos de alguma mudança que ocorreu em suas vidas após a doença. Por exemplo, o caso de Véronique Le Thiec, em que a mulher ficou doente em março, época que relatou ter perdido o paladar e o olfato. Depois de 9 meses, já tendo passado a fase mais crítica da doença, ela ainda não sente gosto, nem cheiro. Ela diz que o sintoma apareceu de repente e que pensou que logo voltaria ao normal. No entanto, não foi isso o que aconteceu. Em outubro, Véronique foi contaminada novamente e esses sintomas se intensificaram. Outros pacientes relataram sentir também insônia, cansaço e problemas digestivos.

Segundo Nicholas Barizien, médico do hospital Folch, há diferentes centros nacionais tratando das síndromes pós-covid e listando todos os sintomas que atrapalham a vida dos pacientes (tosse, falta de ar, “pressão no peito”, refluxo, diarreia, dores na cabeça, etc). Falaremos de forma um pouco mais específica desses sintomas refratários / sequelas abaixo.

 

Tipos de sequelas da COVID-19

médica falando sobre sequelas da covid-19


As sequelas mais conhecidas são aquelas que provocam danos respiratórios. No entanto, existem uma série de sequelas que podem ser resultantes da doença. Exemplos:

  • Sequelas neurológicas
  • Sequelas pulmonares
  • Sequelas cardíacas
  • Sequelas renais
  • Sequelas vasculares
  • Sequelas gastrointestinais

 

Sequelas neurológicas e danos cerebrais

Uma das sequelas que se tem visto é em relação aos danos cerebrais, causados pelas complicações do vírus no organismo.

Um estudo feito em abril de 2020, que reuniu pesquisas da UFRJ, instituto D’OR e da Queen’s University, revelou que a COVID-19 pode afetar o sistema nervoso central. Sendo assim, a longo prazo, o funcionamento do cérebro pode acabar sendo prejudicado.

O estudo foi publicado na revista Trends in Neurosciences do grupo Cell com objetivo de fazer um alerta para a comunidade científica sobre a importância de realizar um acompanhamento dos pacientes infectados com o vírus, mesmo que eles já tenham se recuperado de todos os sintomas respiratórios. E, na França também conseguiu-se identificar alguns sintomas pós-covid nos pacientes, tais como desorientação, confusão mental, perda de memória e agitação.

Exames de imagem também evidenciaram algumas alterações neurológicas que podem estar relacionadas ao vírus, como por exemplo a encefalite, uma inflamação cerebral.

No longo prazo, o acometimento neurológico ou sequelas do mesmo podem favorecer, por exemplo, o aparecimento de Alzheimer, Parkinson e outros distúrbios neurodegenerativos. Por isso, se faz tão necessário o acompanhamento dos pacientes que já contraíram a doença.

Vale ressaltar aqui que um dos sintomas mais comuns, que é a perda de olfato, pode ser um indício de que o vírus atingiu o sistema nervoso central (neurológic0). É importante ficar atento aos sinais não usuais da COVID-19, aqueles além das manifestações respiratórias.

Já é conhecido que, durante a infecção pela COVID-19, o paciente tem uma resposta inflamatória que vai aumentando de acordo com a severidade da doença. No mesmo contexto, o paciente pode acabar seguindo um caminho de aumento da tendência à coagulação sanguínea. Por conseguinte, o cérebro passa a ter então uma maior chance de suas veias serem obstruídas por coágulos, o que também causa danos no tecido cerebral.

 

Sequelas pulmonares

O pulmão é um dos alvos favoritos do vírus e, por isso, tende a ter uma demora maior para se recuperar.

As alterações pulmonares após a inflamação gerada pelo vírus podem persistir por semanas a meses. Desse modo, o pulmão pode ter sua função comprometida. Quando as “marcas” deixadas pela COVID-19 são irreversíveis, pode ser que tenha se instalado a fibrose pulmonar. A consequência disso é uma redução da capacidade pulmonar permanente.

Há diversos graus em que isso pode acontecer, desde sintomas leves sem manifestação nos exames de imagem, até sintomas mais graves com alterações nos exames de imagem. Pacientes que necessitam de internação hospitalar durante a doença e tem pneumonia (infecção dos pulmões), quanto mais grave esta é, maior a chance do desenvolvimento de sequelas pulmonares.

 

Sequelas cardíacas e renais

No coração um dos problemas médicos relatados na COVID-19 é a miocardite.

A miocardite consiste na inflamação do tecido muscular do coração. Portanto, seus efeitos acabam comprometendo a função da musculatura cardíaca e, por conseguinte, o bombeamento de sangue para o corpo. Assim, sequela como fibrose da musculatura cardíaca pode ocorrer.

O desafio principal é fazer a identificação dessa condição (miocardite). Isso porque tal manifestação é silenciosa, com sintomas não específicos. No primeiro sinal mais direto que o paciente apresentar, pode ser que a miocardite já esteja em um grau mais avançado, debilitando bastante a condição do paciente.

Ainda é cedo para falar sobre o assunto, mas já existem relatos de pessoas que apresentaram insuficiência cardíaca depois que tiveram miocardite. O risco é ainda maior quando há alguma condição pré-existente no coração.

E quanto aos rins. Estima-se que 40% dos pacientes que passam pela UTI durante a internação sofrem algum tipo de insuficiência renal. Eventualmente, podem precisar de hemodiálise. A recuperação completa pode demorar meses. Sequelas com perda da função renal podem impactar a vida do paciente para sempre. Fibrose do parênquima renal e hidronefrose (dilatação dos cálices renais) são condições sequelares que podem ocorrer.

 

Sequelas vasculares

Uma complicação importante que tem sido observada em casos de pacientes mais graves com COVID-19 é a ocorrência de AVC’s (acidente vascular cerebral; isquemia cerebral).

A presença do vírus deixa o sangue com uma maior tendência à coagulação. Desse modo, um fator sanguíneo utilizado para auxiliar no diagnóstico de tromboses, o dímero-D, acabou virando uma importante ferramenta no manejo do paciente com COVID-19. Quando esse marcador se encontra alto, é possível que o paciente esteja desenvolvendo ou já tenha desenvolvido uma trombose, tornando o quadro mais grave.

Em um estado trombogênico, o paciente tem uma maior chance de obstrução dos vasos sanguíneos nos diversos órgãos do corpo, incluindo o cérebro, onde pode gerar o AVC. A depender do vaso sanguíneo e área cerebral que foi acometida, o paciente pode desenvolver uma sequela específica relacionada com a área acometida.

Outras consequências seriam embolia pulmonar, renal e necrose das extremidades.

 

Sequelas gastrointestinais

Uma das condições que se pode observar nos pacientes diagnosticados com COVID-19 é o aparecimento de alguns sintomas gastrointestinais.

A falta de apetite, dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia são sintomas que são conhecidos na fase aguda da doença, mas que podem se prolongar dependendo do grau de agressão do vírus no trato gastrointestinal ou em alguns órgãos sólidos relacionados com a digestão (como fígado e pâncreas).

A depender da agressão, pode ser que ocorra lesão permanente destes órgãos, com perda da função dos mesmos, e consequente alteração do hábito intestinal habitual do paciente.

Um dos alertas a serem feitos aqui é que usar medicamentos pode acabar tratando alguns sintomas como também provocar o aparecimento de outros, já que as medicações podem causar uma agressão aos órgãos do trato digestivo.

Para saber se esses sintomas gastrointestinais são sinais da COVID-19, deve-se ficar atento ao estado geral da saúde do paciente. Uma análise prévia indicando se esses fatores já existiam ou se houve algo que desencadeou acaba se fazendo necessária.

 

Sobre os tratamentos para as sequelas de Covid-19

exercicios pos covid-19


Algumas sequelas causadas pela COVID-19 podem causar sintomas e serem irreversíveis. Entretanto, algumas delas podem ser assintomáticas ou mesmo causar alguns sintomas que podem ser atenuados com determinados tratamentos. Tratamentos estes que podem ser medicamentosos e não medicamentosos, como por exemplo relacionados aos hábitos de vida, fisioterapia, e etc. O tratamento vai depender do órgão acometido e do grau de limitação do paciente. Deve sempre ser realizado sob orientação médica.

Até os dias atuais, muitas pesquisas vêm sendo realizadas para que uma resposta mais clara sobre essas condições surja. Enquanto isso, a recomendação geral que se faz é que as pessoas se mantenham ativas, se possível que realizem alguns exercícios físicos, tudo sob orientação médica. Isso fará com que o condicionamento físico e mental de cada indivíduo acabe sendo melhorado, depois dele ter contraído a doença.

 

Conclusão


Vimos nesse artigo algumas das principais sequelas da COVID-19 no corpo humano.

Esse conteúdo tem o intuito de informar um pouco mais sobre a doença e como ela tem agido de maneira diferente em cada tipo de paciente.

O trabalho para conclusão de estudos e diagnósticos precisos ainda é grande, no entanto, aos poucos vem sendo notado cada vez mais conteúdos que agregam esse tema.

Acometimento Pulmonar pela COVID-19

O acometimento pulmonar é uma das principais sequelas da COVID-19, visto que o aparelho respiratório é o principal acometido pela doença.

O vírus, detectado na China em dezembro de 2019, foi descrito como causador de uma infecção pulmonar e em pouco tempo a doença se disseminou para outros países.

Em março de 2020 a Organização Mundial de Saúde declarou pandemia causada pelo vírus da COVID-19.

O número de mortes ultrapassa a casa dos milhões e a gravidade da doença tem deixado sequelas consideráveis nas pessoas.

Esse conteúdo tem como objetivo fazer uma abordagem de fatores clínicos e informações relevantes sobre o assunto até o momento.

 

Quais são as manifestações clínicas da COVID-19?

manifestacoes cardiacas covid-19

A maioria dos casos são assintomáticos ou com sintomas leves (respiratórios altos), sem nenhuma evidência de pneumonia mais séria ou algo relacionado.

Alguns dos sintomas em casos leves são febre, tosse, fraqueza, dor no corpo, coriza, dentre outros.

A minoria dos pacientes desenvolve a forma mais grave da doença, apresentando sinais e sintomas mais fortes relacionados com a infecção pulmonar, como por exemplo, dispneia e baixa saturação de oxigênio no sangue.

Alguns casos, geralmente de indivíduos rotulados como “grupos de risco”, reagem a doença de forma mais crítica, evoluindo mais rapidamente e com maior facilidade para falência respiratória, choque cardiovascular e insuficiência renal.

Dentre os principais sintomas gerais da COVID-19, estão:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Fadiga;
  • Anorexia;
  • Dispneia;
  • Mialgia;
  • Dor na garganta;
  • Náusea;
  • Tontura;
  • Diarreia;
  • Cefaleia;
  • Vômitos;
  • Dores abdominais;

Esses são sintomas comuns a doenças respiratórias virais em geral.

A mialgia, dor de garganta, náuseas, vômitos e diarreia podem ser representativas também, de outro tipo de infecção viral.

O período médio de incubação da COVID-19 fica em torno de 4 a 5 dias, podendo chegar até 14 dias.

Há diversos testes para detecção do vírus, o principal é o RT-PCR, que rastreia o RNA viral em coletas de secreções.

 

O que é acomentimento pulmonar?exame de acometimento pulmonar

Ainda que a COVID-19 não acometa apenas o sistema respiratório, um dos principais sinais de que a doença pode se tornar um pouco mais séria é o comprometimento dos pulmões (ou acomentimento pulmonar).

Acometimento pulmonar é a perda da capacidade de oxigenar o sangue, com consequente “falta de ar”.

Sendo assim, com um pulmão comprometido pela COVID-19, o paciente tende a aumentar sua frequência respiratória, na tentativa de compensar a “perda” tecidual funcional pulmonar.

Quando há um comprometimento do pulmão pela COVID-19 acima de 50% do seu volume, já é um sinal de alerta.

Ou seja, um indicativo de que a doença pode ter uma apresentação mais grave.

No entanto isso não é uma regra geral, visto que a relação de gravidade varia de paciente para paciente.

Pacientes com menor comprometimento pulmonar tendem a se recuperar mais rapidamente.

O diagnóstico do acometimento pulmonar não pode ficar dependente apenas das imagens de raio X e de tomografia. É preciso ir além.

Um dos argumentos para esse raciocínio é que quando os exames de imagem são solicitados em um estágio inicial da doença, podem ter aspecto normal, ou seja, sem evidência de lesão pulmonar causada pelo vírus.

Nessa fase, pode ser que já haja uma lesão pulmonar em um nível micro tal que ainda não há expressão nos exames de imagem.

Portanto, o mais indicado é correlacionar as imagens com o quadro clínico do paciente, para que assim se possa alcançar o melhor diagnóstico para o paciente.

É interessante ter em mente que em cada paciente os sintomas são variados.

Quando o acometimento pulmonar já está instalado, geralmente, o restante do sistema respiratório do indivíduo também o está.

 

Quais são os danos e sequelas?

Infelizmente, ainda é cedo para afirmar quais as consequências pulmonares permanentes geradas por conta da COVID-19.

Isso porque, apesar de todo o conhecimento obtido o período de pandemia, algumas perguntas ainda não possuem respostas muito claras.

Por exemplo, uma das grandes questões é saber até que ponto o paciente que possui um comprometimento pulmonar significativo terá sequelas.

Segundo os médicos que estão à frente dos casos de pacientes com COVID-19, a recuperação de pacientes mais graves leva mais tempo, e não há um período definido.

Os fatores que causam maiores danos e deixam sequelas na infecção pelo vírus ainda são parcialmente desconhecidos.

Contribuintes plausíveis incluem:

  • Síndrome de liberação de citocinas geradas pelo SARS-Cov-2;
  • Toxicidade pulmonar induzida por drogas e alta pressão das vias aéreas;
  • Lesão pulmonar aguda induzida por hiperóxia.

Dentre as sequelas pulmonares até agora analisadas nos pacientes com pneumonia por COVID-19, a fibrose pulmonar se destaca.

A avaliação da fibrose pulmonar é idealmente feita por meio de TC de tórax.

Vale ressaltar que alguns pacientes precisam de cuidado redobrado no atual cenário.

Pacientes fumantes, por exemplo, apresentam um risco maior de doença grave, visto que podem já apresentar lesões pulmonares decorrentes do tabagismo.

Além disso, já possuem o hábito de levar a mão à boca, aumentando assim o risco de contaminação.

 

O que acontece no pulmão infectado pela COVID-19?

A infecção pelo vírus da COVID-19 tende a destruir as células do pulmão, principalmente aquelas que fazem a produção de muco e das substâncias que revestem os alvéolos.

Todo o processo pode desencadear uma reação inflamatória exacerbada, chamada de “tempestade citotóxica”, ou seja, quando ocorre uma evolução desproporcional do quadro.

Essa destruição das células pulmonares acaba fazendo com que a capacidade pulmonar funcional fique comprometida, podendo gerar inclusive outras consequências sistêmicas.

Como por exemplo, dificuldade do corpo de fazer o controle adequado da pressão arterial.

 

A COVID-19 pode acometer outros órgãos?

O vírus também tem um certo tropismo pelo trato gastrointestinal, podendo gerar sintomas como náuseas, vômitos e diarreia.

Em casos mais graves, a COVID-19 pode atuar não só nos pulmões, mas também nos rins.

Grande parte dos pacientes acometidos pela doença podem ficar com sequelas, sendo representadas pela piora do funcionamento ou até mesmo falência do órgão acometido.

Esse acometimento se dá, em grande parte, nos pacientes mais graves.

Outro ponto é que a COVID-19 age também nos vasos sanguíneos.

Ou seja, o vírus pode causar então uma vasculite, que é um processo inflamatório que toma conta dos vasos sanguíneos, gerando danos nos mesmos e nos órgãos que estes são responsáveis pela nutrição.

A SARS-CoV-2 tende a aumentar o status pró-coagulação do paciente.

Nesse caso, o que se pode observar é o aparecimento de trombose, embolia pulmonar e AVC.

 

Quais são as orientações para solicitação de exames de imagem?

exame de raio x de torax ou radiografia de torax

O uso dos exames de imagem deve ser feito com cautela nos pacientes com suspeita de infecção pela COVID-19, visto que a maioria são assintomáticos ou terão a forma leve da doença.

Sendo assim, não é recomendado o uso de RX e TC de tórax de forma indiscriminada para todos os pacientes.

Ficam esses exames direcionados àqueles pacientes com suspeita de acometimento pulmonar da doença e deterioração do quadro clínico.

Deve-se ter em mente que a realização precoce dos exames de imagem pode não achar nenhuma alteração no indivíduo (comum no quadro inicial da doença).

Dentre os exames que podem ser feitos para avaliação pulmonar, estão:

  • Radiografia de tórax;
  • TC de tórax;
  • RM de tórax.

Abaixo, descrevemos brevemente cada uma delas.

 

Radiografia de tórax

A radiografia de tórax é um dos exames mais simples que se tem para avaliar os pulmões do paciente.

Além disso, para aqueles pacientes que estão acamados e sem condições clínicas de realizar uma tomografia, ele se faz muito útil.

Ainda que a radiografia de tórax tenha uma facilidade maior em sua execução, ela acaba apresentando baixa sensibilidade na avaliação de pacientes com COVID-19.

 

TC de tórax

Nos pacientes que estão com suspeita de COVID-19, a tomografia computadorizada de tórax é considerada o melhor método para avaliação pulmonar, com uma sensibilidade de 94% em casos de infecção pelo novo coronavírus.

Deve-se ter em mente que quando há uma baixa prevalência da doença, este exame pode gerar muitos resultados falso-positivos.

Ou seja, pacientes que estão acometidos por outras condições podem ter seu diagnóstico de infecção por coronavírus firmado de forma equivocada.

Um resultado falso-positivo pode gerar mais gastos para o paciente, mais exames e mais tratamentos desnecessários.

A TC de tórax para avaliação pulmonar de infecção por coronavírus é um exame que geralmente é feito sem o uso do contraste.

Exceção é feita quando é necessária a avaliação adicional de tromboembolismo pulmonar.

O exame consegue detectar diversas outras alterações importantes, inclusive relacionadas à piores prognósticos da doença, como por exemplo: linfonodomegalias, derrame pleural, derrame pericárdico e doença pulmonar estrutural prévia.

 

RM de tórax

A maior indicação que a ressonância magnética de tórax apresenta é para pessoas que tiveram complicações cardíacas da doença, como miocardite.

É raramente indicada, isso porque não traz informações extras em relação a uma TC de tórax para avaliar os achados pulmonares.

Além disso, a RM de Tórax é um método caro, que leva mais tempo e é bem menos disponível.

 

Existem exercícios para aliviar o acometimento pulmonar?

exercicio acometimento pulmonar

Para recuperação eventual da capacidade funcional pulmonar, quando esta foi afetada, indica-se a fisioterapia pulmonar.

Para os pacientes que enfrentaram uma situação mais grave da infecção, o indicado é que depois da fisioterapia haja também um acompanhamento por um educador físico.

Isso é importante para que se dê continuidade na etapa de recuperação física de cada paciente, para que ele possa voltar às suas atividades diárias sem maiores esforços.