Danilo Rubin

Sobre Danilo Rubin

Diretor Executivo da STAR. Engenheiro (USP) com Executive MBA (FDC).

O que é RIS? 7 Funcionalidades e 6 benefícios do sistema

Já se passaram os tempos em que um paciente entrava em uma clínica e o atendimento tinha que procurar as fichas e arquivos naqueles armários gigantes e espaçosos. A tecnologia começou a decolar nos anos 90, desde então profissionais da área de Radiologia tiveram que acrescentar termos como PACS e RIS em seu vocabulário cotidiano. Mas o que é exatamente um RIS? O que ele faz? Como funciona?

 

Índice

  1. O que é RIS?
  2. Funcionalidades do RIS
  3. Benefícios do RIS
  4. Diferença entre PACS e RIS
  5. Integração PACS + RIS

 

1. O que é RIS

o que e ris radiology information system

RIS é um sistema informatizado e automatizado que tem como objetivo a gestão completa de um Centro de Imagem de uma clínica ou hospital. RIS é a sigla para Radiology Information System ou, em português, Sistema de Informação de Radiologia. É o “cérebro” de um Centro de Imagem.

O sistema tem a capacidade de fazer a gestão dos agendamentos de exames, gestão do fluxo de trabalho com os pacientes, filas de espera, registros de dados clínicos de pacientes (como informações sobre patologia, tratamentos, documentos, entre outros), gestão de entrega de resultados de exames etc.

É comumente confundido com PACS (Picture Archive and Communication System, ou Sistema de Arquivamento e Compartilhamento de Imagens). Entretanto, apresenta diferenças significativas do PACS, como por exemplo, agendamentos e PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente).

Em termos simples, o PACS pode ser resumido como um sistema de gestão e arquivamento de imagens médicas. Portanto, geralmente, o PACS é usado em conjunto com RIS para melhor eficiência da prestação de serviços em Centros de Imagem.

 

2. Funcionalidades do RIS

São muitas funcionalidades que um RIS pode fornecer, ampliando e melhorando a eficiência do atendimento e a prestação de serviço de uma clínica ou hospital. Além de melhorar, e muito, o trabalho da equipe de colaboradores, providenciando ferramentas automatizadas para os processos rotineiros.

Dentre as utilidades de um RIS, falaremos das mais comuns e mais disponibilizadas pelos fornecedores, sendo elas:

 

Agendamento e Registro de Pacientes

agendamento de pacientes

Para o bem dos recepcionistas, é esperado que um Centro de Imagem já não utilize mais papel e caneta para registrar novas consultas de pacientes. Isso porque, com o RIS integrado na empresa, os dados e informações podem ser facilmente cadastrados e acessados por pessoas autorizadas com logins e senhas.

Ou seja, nome do paciente, data de nascimento, endereço, motivo da visita e demais informações necessárias para o atendimento ou tratamento do paciente, podem ser cadastrados diretamente no RIS. Além disso, o atendimento se torna mais ágil e humanizado, visto que detalhes importantes sobre o paciente são relacionados.

Os sistemas RIS mais modernos já oferecem a possibilidade do próprio paciente fazer o agendamento via portal na internet ou aplicativo para smartphones, sem necessidade de contato com as recepcionistas. Além disso, alguns possuem ferramentas que diminuem as faltas de pacientes (ou “no-shows”), com envio de avisos e pedidos de confirmação de visita para os pacientes, diretamente em mensageiros eletrônicos.

 

Fluxo de Trabalho

fluxo de trabalho hospital

Através do RIS, é possível monitorar e controlar o fluxo de trabalho do Centro de Imagem, com a definição de status para cada exame agendado/realizado e status do paciente. Isto é, ao invés do gestor perguntar para a equipe o status de uma TC, por exemplo, ele pode, simplesmente, acessar o RIS e observar em que posição está no fluxo de trabalho de determinado paciente. Sendo assim, os usuários autorizados podem acessar e ver o nível de urgência e o status de um determinado exame a qualquer momento.

Recepcionistas,  técnicos de radiologia e médicos radiologistas são todos beneficiados com esta ferramenta, pois cada um possui uma lista de trabalho contínua e organizada dentro do RIS. Com um sistema deste adequadamente implementado, é garantido que os colaboradores terão um ganho de eficiência bem como os pacientes terão a percepção de alta organização do trabalho.

Ter uma visão panorâmica dos processos, de forma transparente e acessível, tende a fluir significativamente melhor o fluxo de trabalho. Em outras palavras, isso exclui a necessidade de ligações, mensagens ou qualquer outro tipo de contato para solicitar informações. Prático, né?

 

Armazenamento de dados

armazenamento de dados

Com o RIS, é possível que a equipe armazene dados de exames e de pacientes,  em nuvem ou localmente, com segurança. Ainda mais, se ele estiver integrado com um sistema PACS, pode armazenar, inclusive, imagens médicas em formato DICOM.

Geralmente, dentre os dados que podem ser operados em um RIS, estão: documentos relacionados ao exame como pedido médico, anamnese, questionário pré-exame, documentos relacionados ao paciente como prontuário eletrônico, documentos pessoais, dados de convênio, etc.

Outros dados que são armazenados: dados relativos ao status do exame, dados de faturamento, entre outros. Ou seja, dados essenciais que são compartilhados no dia a dia entre uma equipe de uma clínica ou hospital, podendo ser encontrados facilmente de maneira organizada, objetiva e segura.

 

Gestão do paciente

gestao de pacientes

Agilizar o atendimento do paciente e a localização de suas informações é mais um benefício dos sistemas RIS. Geralmente, eles podem ser integrados com TVs e painéis de atendimento que irão direcionar o paciente ao local de atendimento correto.

Automaticamente, o sistema disponibilizará informações desse paciente, como tempo de espera, especificações do atendimento, protocolo de exame a ser utilizado, entre outros.

E como todos os dados e informações colocados no RIS são rastreados, é possível que a gestão da clínica ou hospital ainda mensure seu atendimento. Isto é, observe quanto tempo ele levou em cada etapa desde que entrou até o momento que saiu da organização.

Essa possibilidade não apenas ajuda a equipe a produzir e se atentar mais a cada paciente, mas, também, ajuda a administração a encontrar possíveis pontos de melhoria. Inclusive, também pode dar uma perspectiva maior da disponibilidade da organização para atender mais clientes.

Alguns RIS possibilitam inclusive a sugestão de exames complementares e de controle de forma automática ao paciente.

 

Gestão de recursos e estoque

ris estoque recursos

Independente do nicho em que uma empresa está situada, a gestão de recursos é parte importante nos processos e desenvolvimento contínuo. Isso porque, em uma clínica ou hospital, observar o estoque de insumos disponíveis é primordial para sua administração.

Com o RIS, o gestor pode saber como e onde estão sendo utilizados materiais institucionais, desde uma simples folha de papel até EPIs, por exemplo.

Ainda, isso não se limita às ferramentas do dia a dia. O sistema pode ser integrado aos equipamentos da organização, garantindo o máximo de eficiência em sua utilização através de uma DICOM Worklist, como é chamada. Isto é, esse recurso envia a fila de trabalho para os equipamentos, com nomes de pacientes e detalhes dos exames que serão realizados.

Assim, o técnico que irá operar o equipamento recebe automaticamente os dados de entrada para realização dos exames. Um dos pontos mais benéficos desse recurso é que ele pode aumentar a qualidade das imagens e evitar o retrabalho. Isso porque as chances de escolha e administração de um protocolo incorreto diminui, bem como os metadados dos arquivos DICOM, que são preenchidos de forma automática.

 

Laudos digitais e compartilhamento

laudos digitais

Somente o dinheiro economizado nos dias atuais e a agilidade na elaboração dos laudos digitais, em vista da era do papel, já seriam ótimos argumentos a favor do RIS. Isso porque, ainda na era do papel, os Centros de Imagem tinham que emitir laudos com máquinas de datilografia.

Sem falar que erros ou caligrafia ilegível nos modelos físicos eram comuns, ocasionando falhas nos laudos, reparos e retrabalho.

O RIS é uma plataforma digital que possui uma Central de Laudos, ferramenta que possibilita radiologistas a emitirem laudos médicos, otimizando e automatizando os laudos de Radiologia, muitas vezes com o uso de inteligência artificial, com benefícios para os pacientes, para os médicos e para a equipe de atendimento.

Além de possibilitar a criação de laudos, ele possibilita também a distribuição e gestão de entrega de resultados para os pacientes de forma a garantir melhor eficiência do processo.

RIS de ponta possuem portal de entrega de resultados para pacientes e médicos solicitantes. Pacientes podem acessar seus resultados de forma simples e segura pelo portal, conseguindo inclusive ver seu histórico de atendimentos no Centro de Imagem.

Já os médicos  solicitantes têm acesso aos resultados de todos os pacientes e encaminham para o Centro de Imagem. Com isso, é possível aumentar a fidelização de pacientes e médicos solicitantes pela conveniência.

A transmissão eletrônica de laudos médicos e imagens de exame, além de dispensar papéis e filmes radiográficos, podem ainda ser recebidos de uma empresa de telerradiologia, por exemplo.

Dessa forma, o leque de atendimento do Centro de Imagens se expande, disponibilizando mais tipos de exames em seu portfólio – visto que as melhores empresas de telerradiologia dispõem médicos radiologistas especializados e subespecializados em todas as áreas da Radiologia.

A maior parte dos sistemas RIS do mercado possibilita a integração com sistemas de terceiros, de forma que os laudos podem ser recebidos de maneira automática de uma empresa de telerradiologia para dentro do RIS.

 

Transmissão de dados e exames

transmissão de arquivos

Antes da internet, para avaliação de um especialista, era necessário que o paciente ou o Centro de Imagem enviasse uma cópia do filme pelo correio. Ainda que haja o acesso das imagens com CDs e DVDs, a logística era demasiadamente lenta.

Hoje, nem o Centro de Imagem e nem o paciente precisam se preocupar com os custos excessivos ou demora do correio graças aos sistemas RIS/PACS integrados conectados à internet. Portanto, a solução pode ainda não apenas agilizar o diagnóstico, como expandir a sua investigação – novamente através da telerradiologia que fornece uma segunda opinião de médicos especialistas.

 

Gestão Financeira

ris gestao financeira

Com um RIS que possua uma solução para gestão financeira, a equipe não precisa mais ficar pendurada em telefones ou calculadoras. Pois, tudo passa a ser informatizado com o RIS, de maneira integrada com os processos internos do Centro de Imagem.

A maior parte dos RIS do mercado possui funcionalidades que facilitam o trabalho de gestão financeira, como contas a pagar, cobrança, gestão de fluxo de caixa e integração com operadoras de saúde, de forma que os processos internos sejam mais automatizados e eficientes.

Com o tempo ganho nessas tarefas, o que já pode refletir na receita do Centro de Imagem, a equipe também tem menos burocracia e reclamações de operadoras de saúde. Isso pode reduzir a glosa médica, visto que apenas com alguns cliques e teclas, o dia de faturamento terá sido muito mais ágil.

 

3. Benefícios do RIS

Ao integrar um RIS no Centro de Imagem, uma lista de benefícios podem ser observados:

  • Equipe mais eficiente, visto que os processos são otimizados, melhorando a integração e moral da equipe;
  • Atendimento agilizado e engajado, visto que os dados e informações de um paciente quando informatizados podem ser transmitidos facilmente, com segurança, entre toda a equipe;
  • Redução de erros de registro, já que os mais modernos sistemas RIS podem orientar o cadastramento de dados e informações, evitando que informações vitais não sejam coletadas;
  • Simplificação de processos administrativos, visto que os melhores RIS possuem ferramentas de gestão;
  • Diagnósticos mais precisos com a integração entre RIS e PACS, já que terão um relatório armazenado de cada paciente sobre sua evolução, tratamento, etc;
  • Aumenta a receita, já que a soma de todos os benefícios acima reduzem erros e otimizam processos.

 

4. Diferença entre PACS e RIS

diferenca ris pacs

Ainda que já tenhamos abordado o significado de ambos, é preciso esclarecer que um RIS não é um PACS.

A diferença básica entre PACS e RIS é que o PACS faz a gestão das imagens médicas (em formato DICOM). Já o RIS faz a gestão de todos os outros dados dos pacientes. Alguns PACS possuem funcionalidades de RIS. Essa é uma tendência de mercado, pois temos visto cada vez mais sistemas híbridos, que possuem algumas ou várias funcionalidades cruzadas.

Um sistema RIS quando integrado a um PACS é uma ferramenta poderosa para centros de imagem:

 

5. Integração PACS + RIS

A figura abaixo ilustra algumas funcionalidades típicas de um RIS quando integrado a um PACS:

integração ris e pacs

 

Conclusão

As práticas radiológicas modernas processam e armazenam uma grande quantidade de dados em comparação a outras práticas. Isso porque existem radiografias, varreduras de TC, RM e outras imagens de diagnóstico que precisam ser armazenadas e disponibilizadas para todos os profissionais interessados através de ligações em rede.

Para dar conta do recado, a Radiologia conta com essas importantes ferramentas como RIS e PACS para que os pacientes sejam cada vez mais bem atendidos.

Não deixe de ler o artigo PACS, RIS, CIS, LIS e HIS: como funcionam e as diferenças dos softwares para hospitais e clínicas para entender a diferença entre principais sistemas de informatização da Medicina.

PACS, RIS, CIS, LIS e HIS: o que são, como funcionam, quais as diferenças para hospitais e clínicas

Não é nenhuma surpresa que a Medicina apresenta muitos jargões e siglas entre os profissionais da área. Entretanto, é natural que pessoas de diferentes indústrias se comuniquem assim, o que pode trazer mais clareza e mais assertividade. Acrônimos, por exemplo, oferecem uma forma resumida de descrever situações, processos e conceitos que de outra forma levariam mais tempo para serem discutidos. Vimos muito bem como isso acontece no artigo sobre a Tabela TUSS, que tem como objetivo padronizar os códigos e nomenclatura dos procedimentos médicos. Ou seja, profissionais de Radiologia já estão acostumados com termos específicos em sua área.

As práticas radiológicas modernas processam uma grande quantidade de dados em comparação com outras práticas. Isso porque existem radiografias, varreduras de TC e outras imagens de diagnóstico que precisam ser armazenadas e disponibilizadas para todos os profissionais interessados através da rede.

Para isso, a Radiologia caminha ao lado de quatro grandes ferramentas e, nesse momento, siglas como PACS, RIS, CIS, LIS e HIS, que auxiliam em uma comunicação mais efetiva, podem deixar alguns profissionais confusos.

Vamos falar nesse artigo sobre essas importantes ferramentas que auxiliam a Radiologia e os estabelecimentos de atendimento em saúde mantendo a prática à frente de diagnósticos e tratamentos de doenças.

 

Índice

  1. PACS: Sistema de Arquivamento e Compartilhamento de Imagens.
  2. RIS: Sistema de Informação de Radiologia.
  3. CIS: Sistema de Informação Clínica.
  4. LIS: Sistema de Informações de Laboratório
  5. HIS: Sistema de Informação Hospitalar
  6. Tabela comparativa

 

PACS: Sistema de Arquivamento e Compartilhamento de Imagens


PACS é a sigla para Picture Archive and Communication System (Sistema de Arquivamento e Compartilhamento de Imagens).

No sistema, é possível armazenar arquivos de exames em formato DICOM, que permite o armazenamento de imagens de exames (Ex.: tomografia, ressonância, etc.), vídeos de exames, documentos “dicomizados”, e até laudos médicos. Ou seja, é um sistema utilizado para armazenar praticamente todos os arquivos relacionados a exames para diagnóstico. Assim, qualquer membro da equipe interna da clínica ou hospital pode pesquisar por essas informações e levantar mais dados de exames específicos a qualquer momento de maneira organizada.

A prática da Radiologia moderna que não utiliza impressão em filme ou papel, que podem ser exames de TC, RM, raios X, por exemplo, usam servidores locais ou em nuvem para mais conveniência, manejo e até responsabilidade ambiental. Inclusive, as melhores empresas de telerradiologia oferecem integração com PACS local para a transmissão das imagens de exames de forma automática (saiba mais em O que é Telerradiologia?).

O principal objetivo do PACS é facilitar o gerenciamento das imagens para monitorar a evolução de um paciente que está passando por tratamento/recuperação.

É indiscutível que, em meio a um grande avanço da telemedicina, Centros de Diagnóstico por Imagem que têm sobrevivido com um sistema baseado em papel ou filme, estejam prestando um serviço arcaico tanto aos seus funcionários quanto pacientes. Isso porque os recursos e tempos dispersos para localizar cópias impressas das imagens são relativamente desproporcionais a uma organização com o PACS integrado. Aliás, nem falamos sobre a possibilidade de mal armazenamento ou perda dessas imagens, sem contar os altos custos logísticos.

O sistema pode transmitir rapidamente arquivos de imagens de exames entre centros de imagem, médicos e pacientes. Certamente, isso não beneficia a empresa somente em organização, mas também em lucratividade – visto que os custos são reduzidos e seus clientes mais satisfeitos.

Principais funções de um PACS:

  • Criação de listas de trabalho (para técnicos de radiologia, radiologistas, modalidades, etc.)
  • Aquisição de imagens de exames.
  • Transferência de imagens de exames.
  • Armazenamento de imagens de exames.
  • Distribuição de imagens de exames para outros sistemas (RIS, HIS, por exemplo)
  • Busca e recuperação de imagens de exames.
  • Visualização de imagens de exames (normalmente os sistemas são acompanhados de visualizadores DICOM).
  • Acompanhamento e gestão do fluxo de trabalho das fases dos exames.

funcionalidades do pacs

 

RIS: Sistema de Informação de Radiologia


RIS é a sigla para Radiology Information System (Sistema de Informação de Radiologia). É o software que atua como “cérebro” de um centro de imagem,  ajudando a equipe da clínica ou hospital a manter o controle sobre todos os exames realizados de todos os pacientes, de maneira organizada e padronizada.

Em outras palavras, com um sistema RIS, a organização conta com um fluxo de trabalho mais ágil e independente, visto que é um software especializado e projetado para as práticas radiológicas.

Como exemplo, o Centro de Diagnóstico por Imagem pode combinar laudos de um paciente com as imagens que foram geradas e com imagens anteriores, possibilitando o acesso a uma linha do tempo sobre o paciente.

Da mesma forma, com um sistema RIS, também é fácil compartilhar informações com médicos solicitantes e com médicos da própria equipe. Obviamente, empresas sérias seguem a regulamentação vigente e disponibilizam para seus clientes ferramentas robustas para transmissão de imagens, garantindo segurança e privacidade dos dados dos pacientes de ponta a ponta. Além de proteções para manter somente acessos autorizados.

Um grande diferencial do PACS, é que sistemas RIS possibilitam o agendamento de exames. Sistemas RIS modernos contam com sistema de agendamento com interface web, onde o paciente pode agendar seu exame por conta própria e adiantar várias atividades da recepcionista, como o fornecimento do pedido médico e dados clínicos de antemão. Este módulo permite ainda uma integração com as modalidades do centro de imagem (equipamentos de TC, RM, etc), de modo que o técnico radiologista tenha acesso no console do equipamento os próximos pacientes agendados para o dia.

Em organizações que não utilizam o sistema RIS, não agendar consultas de rotinas é comum devido a um acompanhamento generalizado dos pacientes. Ou seja, sem um sistema RIS, a equipe pode perder tempo e deixar passar detalhes importantes sobre o progresso do paciente, desde o diagnóstico até a cura. Relatórios regulares de cada paciente são mais práticos e automatizados com um RIS.

Outra função extremamente importante dos RIS modernos é o controle de estoque, financeiro e de faturamento do centro de imagem. O sistema permite fazer a gestão do nível de estoque dos principais insumos, controlar despesas, emitir relatórios e gerenciar o faturamento e glosas com planos de saúde. Isso faz desses sistemas uma ferramenta essencial na gestão do dia a dia. Abaixo as principais funções de um RIS:

  • Admissão de pacientes para exames.
  • Agendamento de exames.
  • Integração DICOM Worklist com modalidades (lista de exames a serem realizados é enviada para os equipamentos)
  • Gestão do fluxo de trabalho da radiologia com diferentes status, desde admissão do paciente, realização do exame, preparação do laudo, até a entrega do resultado para o paciente.
  • Criação de listas de trabalho para os médicos radiologistas com integração com PACS.
  • Ferramentas de análise de exames e preparação de laudos através da integração com PACS.
  • Armazenamento de laudos de exames e achados.
  • Busca e recuperação de imagens de laudos de exames para médicos.

A figura abaixo ilustra algumas funcionalidades típicas de um RIS quando integrado a um PACS:

integração ris e pacs

 

CIS: Sistema de Informação Clínica


CIS é a sigla para Clinical Information System (Sistema de Informação Clínica) e unifica as soluções de softwares que auxiliam no gerenciamento de dados e informações da clínica médica. Em geral sistemas HIS possuem seus próprios módulos CIS, com as principais funções:

  • Gestão da interação e contatos com os pacientes.
  • Procedimentos que afetam o paciente de forma física, psicológica ou fisiológica.

Dentro de uma organização de saúde, um CIS ajuda a unir todas as informações e dados dos pacientes, possibilitando mais acessibilidade e organização à equipe. Isto é, informações como datas de consultas, necessidade de novos exames, progresso da recuperação ou tratamento de um paciente podem ser facilmente acessados dentro de um sistema CIS. A clínica médica em geral considera suas atividades como parte de um processo que normalmente é composto pelos seguintes passos:

  • Entrevista
  • Exame clínico
  • Investigação / exames
  • Determinação do diagnóstico
  • Planejamento
  • Tratamento
  • Monitoramento e avaliação
  • Finalização / alta

Resumo das principais funções de um CIS:

  • Planejamento do tratamento de pacientes.
  • Auxílio para decisões clínicas.
  • Aquisição, submissão e recuperação de dados clínicos.

 

LIS: Sistema de Informações de Laboratório


LIS é um sistema informatizado que registra, gerencia e armazena dados e informações para laboratórios de análises clínicas. É a sigla para Laboratory Information System (em português: sistema de informação de laboratório).

O sistema ganhou reputação por agilizar a operação de laboratórios de análises clínicas, visto que aumenta a agilidade do envio de pedidos médicos para exames laboratoriais, rastreando e registrando os pedidos e resultados em um banco de dados, que pode ser acessado por profissionais autorizados.

O LIS é considerado um bom software de apoio para organizações de saúde (como hospitais e clínicas) e seus laboratórios associados, podendo gerenciar e relacionar dados sensíveis de pacientes, como informações sobre a infecção, a imunologia, o diagnóstico e o tratamento.

Principais funções de um LIS:

  • Recebimento de ordens/pedidos de exames laboratoriais.
  • Gestão e realização de exames.
  • Entrega e distribuição de resultados de exames.

 

HIS: Sistema de Informação Hospitalar


Um sistema informatizado de gestão hospitalar, também conhecido como HIS, do inglês Hospital Information System, é um software, ou conjunto de softwares, para a área da saúde que foca nas necessidades administrativas de hospitais. Ele é projetado para gerenciar todos os aspectos do funcionamento de um hospital, tais como assuntos médicos, administrativos, financeiros, legais e operacionais.

Um HIS também pode ser visto com a sigla HMS, do inglês Hospital Management Software (software de gerenciamento hospitalar).

O software fornece informações sobre o histórico de saúde do paciente através de acessos restritos. Assim, permite que os profissionais do hospital possam desenvolver, registrar e consultar todo o atendimento de cada paciente que fez admissão. Dentre as informações estão o prontuário eletrônico, histórico de admissões, exames por imagem e laudos médicos que irão auxiliar no diagnóstico e tratamento, além de dados pessoais e financeiros.

O HIS também integra a comunicação interna e externa entre a equipe e entre prestadores de serviços de saúde. Sendo os mais modernos até mesmo com sistemas multiplataformas (para tablets, celulares e computadores). Basicamente, é o “cérebro” do hospital, englobando normalmente os outros sistemas aqui mencionados neste artigo. A figura abaixo mostra uma relação típica entre os sistemas HIS, RIS e PACS integrados em um ambiente hospitalar:

diferenças entre ris his pacs

 

Tabela Comparativa


Desenvolvemos uma tabela comparativa para simplificar o entendimento sobre os sistemas. Vale ressaltar que fornecedores diferentes podem apresentar funcionalidades e ferramentas diferentes. Portanto, a tabela apresenta características comumente encontradas nos softwares:

Tabela Comparativa Pacs Ris Sis Lis His

 

Conclusão


Ainda existem na Radiologia algumas práticas que não utilizam imagens digitais. Mas, seus dias estão contados visto que a transição para arquivos digitais se estende a todas as indústrias. Por sua vez, a saúde é uma das grandes beneficiadas pela atualização e integração de modernas ferramentas de softwares, padrões e protocolos.

Centros de Diagnóstico por Imagem que ainda não implantaram essas soluções ou que não conhecem soluções modernas como a telerradiologia, correm o risco de serem ultrapassados. Ou seja, consumindo esforço e recursos para tentar modernizar suas próprias operações.

Concluímos que, com um sistema robusto e atualizado, o dia a dia de um Centro de Diagnóstico por Imagem de uma clínica ou hospital pode ser mais leve e funcional. As equipes podem passar menos tempo procurando e recuperando informações vitais, estando livre para aplicar seu tempo diretamente no cuidado e bem-estar do paciente.

 

Leia também

PACS: Guia Completo e Ilustrado sobre o sistema

O sistema PACS (Picture Archiving Communication and Systems) representou um avanço para a radiologia a partir da década de 1990. A tecnologia está cada vez mais consolidada nos centros de imagens, permitindo desde redução de custos até maior produtividade da equipe.

Esse artigo traz tudo o que você precisa saber sobre PACS:

  1. O que é PACS?
  2. Benefícios de utilizar um PACS.
  3. Etapas da implementação do PACS em um centro de imagem
  4. Como escolher um bom sistema PACS?
  5. Integração RIS e PACS.
  6. Como saber se um centro de imagem precisa de RIS ou de PACS?
  7. Cuidados que devem ser tomados com o sistema PACS.

 

1. O que é PACS?


o que é pacs

PACS é um sistema de armazenamento e comunicação de imagens que funciona como um banco de dados de exames, que armazena imagens em formato DICOM. Ou seja, eliminando a necessidade de arquivar e transportar filmes radiológicos manualmente.

DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) é o formato padrão internacional para arquivos de imagens médicas e informações relacionadas, tais como dados clínicos e informações do paciente. O formato é reconhecido pela ISO (International Organization for Standardization), tal como a norma ISO 12052.

Desde sua primeira publicação em 1993, o DICOM revolucionou a prática da radiologia, permitindo a substituição do filme de Raios X por um fluxo de trabalho totalmente digital. Equipamentos como Ressonância Magnética, Tomografia Computadorizada, entre outros, capturam as imagens dos exames e processam as informações dos pacientes em formato DICOM, arquivando o conteúdo em um banco de dados do tipo PACS.

O PACS foi desenvolvido com o objetivo de facilitar os processos dentro dos centros de imagens, tanto para o gestor quanto para a equipe médica. O sistema armazena exames de forma rápida, otimizando o acesso das imagens a partir de um visualizador DICOM. Sua funcionalidade pode ser entendida por essa ilustração:


funcionalidades do pacs


Além disso, o sistema PACS é compatível com exames de tomografia, ressonância magnética, raio-x, mamografia, cintilografia, tomografia por emissão de pósitrons (PET), densitometria óssea, ultrassom, entre outros, desde que as imagens dos exames estejam em formato DICOM.

Pelo fato das imagens dos exames estarem armazenadas em meio eletrônico, o PACS oferece a possibilidade de configurar dispositivos externos (conhecidos como “nó DICOM”) para que os exames possam ser enviados a estações de trabalho (“workstations”) ou outros servidores PACS (empresa de telerradiologia, por exemplo). Alguns modelos permitem essa transferência de dados de forma segura, com a aplicação de uma camada de criptografia na conexão.

 

2. Benefícios de utilizar um PACS


beneficios do pacs

Um sistema PACS impacta positivamente na eficiência de centros de imagem e na evolução da Telerradiologia. São benefícios da adoção do sistema:

  • Redução do tempo da entrega de laudos;
  • Diminuição do risco de perda das imagens dos exames, pois o armazenamento é em meio digital;
  • Redução do número de imagens duplicadas;
  • Maior capacidade de armazenamento;
  • Redução de custos e proteção ao meio ambiente, pois possibilita integração com RIS, disponibilizando as imagens pela internet e reduzindo assim a impressão em filme;
  • Padronização dos processos;
  • Maior qualidade e eficiência de processos e fluxos de trabalho;
  • Maior produtividade da equipe médica;
  • Maior segurança no armazenamento de dados;
  • Integração com dispositivos externos, como visualizadores DICOM avançados, “workstations”, modalidades, e outros PACS (recebimento e envio de imagens DICOM com funções automática, manual ou “Query & Retrieve”);
  • Redução do risco de erros no diagnóstico, quando o PACS oferece visualizador DICOM integrado ao editor de laudos.

Alguns PACS possuem funcionalidades avançadas, que podem auxiliar o seu centro de imagem. As principais são:

  • Integração com RIS;
  • Integração com DICOM worklist de equipamentos;
  • Gestão do fluxo de trabalho;
  • Priorização de exames através de indicadores personalizáveis;
  • Interface web para fácil acesso de qualquer computador;
  • Criação de listas de trabalho personalizadas;
  • Envio de notificações aos usuários quando um estudo se enquadre em algum critério (Ex.: exame com achado crítico que precisa de ação rápida);
  • Acesso remoto a imagens e laudos.

 

3. Etapas da implementação do PACS em um centro de imagem


implementação do pacs

Podemos dividir a implementação do PACS em algumas etapas, dependendo do fornecedor e do modelo de sistema que será instalado.

Planejamento e contratação do sistema:

Pesquisa e escolha do fornecedor de PACS que ofereça a melhor solução para o negócio. Existe uma diversidade imensa de sistemas PACS no mercado, desde soluções simples e baratas (várias “open source”), que cumprem apenas com as funções básicas de transmissão e armazenamento de imagens de baixa robustez, até sistemas mais avançados, com funcionalidades RIS, com capacidade de processamento de mais de 100 mil estudos mês em um único servidor.

Instalação do sistema no centro de imagem:

A instalação de um sistema PACS vai depender muito do fornecedor. No geral, ocorre um agendamento prévio da instalação e, após a visita do fornecedor, em um ou dois dias, a instalação em geral é finalizada. As empresas especializadas em PACS têm cada vez mais utilizado ferramentas de virtualização (o PACS é instalado numa máquina virtual no fornecedor e simplesmente transferido para o servidor local do centro de imagem), o que tem otimizado muito esta etapa do processo.

Parametrização: definição de parâmetros e padrões no sistema:

Umas das etapas mais importantes do processo. É nesse momento que o PACS será configurado para receber as imagens automaticamente das modalidades, além de ser realizada a criação e configuração de todos os usuários do sistema e suas personalizações, configuração dos nós DICOMs, acesso remoto, personalização do modelo de laudo (cabeçalho/rodapé dos laudos) etc. Quanto mais avançado o PACS, maior a demanda de trabalho. Por isso, recomenda-se investir bastante tempo nesta etapa para evitar dor de cabeça no futuro.

Migração dos dados de sistemas anteriores utilizados no centro de imagem:

Caso a instalação seja uma substituição, deve-e tomar muito cuidado com essa etapa. Todos os dados relevantes do sistema anterior, como usuários, imagens de exames, resultados/laudos, dados clínicos de pacientes, entre outros devem ser apropriadamente transferidos do sistema antigo para o novo.

Testes e treinamento de equipe:

É essencial que a equipe receba um treinamento adequado do sistema PACS adquirido, tanto para utilização quanto para identificação de possível mal funcionamento. É prudente também que o sistema recém instalado seja testado por algumas semanas, junto à equipe recém treinada, até do início da fase de produção com alto volume.

Kickoff:

Início oficial da utilização do PACS no centro de imagem.

 

4. Como escolher um bom sistema PACS?

como escolher um pacs


Existem diversas empresas e fornecedores que disponibilizam sistemas do tipo PACS. Há diferenças em termos de funcionalidades, interface, hospedagem e outras características.

Mas como certificar-se de que sua empresa está fazendo um bom negócio? Para auxiliar na escolha do sistema, algumas características devem ser observadas:

  • No Brasil, a empresa que comercializa o sistema deverá apresentar o número de registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), assim o sistema é considerado seguro e adequado às normas nacionais.
  • Visualizador de imagem integrado robusto: certifique-se de que o sistema PACS que você está contratando possui visualizador de imagem integrado. Essa funcionalidade é essencial, pois não adianta armazenar imagens de exames se não for possível acessá-las para análise de modo integrado. Visualizadores DICOM externos não integrados podem gerar riscos em erros diagnósticos (o radiologista pode abrir as imagens de um paciente e emitir o laudo no estudo de outro paciente – uma falha gravíssima).
  • Segurança de dados: tenha certeza de que o sistema possibilita o acesso seguro e criptografado para os usuários tanto localmente quanto remotamente. Além disso, verifique se o PACS possibilita a transferência de imagens para terceiros com criptografia (Ex.: TLS).
  • Capacidade de integração com software de terceiros: informe-se se o sistema a ser contratado possibilita integração HL7 com outros sistemas, como RIS, HIS e EMR. Dessa forma, se optar por adotar sistemas complementares, haverá a possibilidade de integração.

Antes de contratar um PACS, não esqueça de se informar sobre os custos cobrados para integração com terceiros. Este é um fator importante muitas vezes esquecido na negociação inicial com o fornecedor do PACS. Uma vez adquirido e instalado, é difícil e penoso a mudança de sistema. Sabendo disso, algumas empresas podem se aproveitar e cobrar altos valores para trabalhar numa integração com software de terceiro, podendo até a inviabilizar o projeto.

Funcionalidades adicionais

Quanto mais funcionalidades o PACS possuir, melhor para a eficiência da empresa. As principais são:

  • Visualizador DICOM e editor de laudo integrados;
  • Visualizador DICOM com reconstrução 3D e MIP;
  • Editor de laudo com máscaras de laudo, possibilidade de emissão de imagens-chave, corretor ortográfico integrado e reconhecimento de voz;
  • Customização de layouts de laudo (logotipo e dados de contato no cabeçalho e rodapé);
  • Gestão de fluxo de trabalho;
  • Criação de listas de trabalho personalizadas;
  • Interface de usuário web;
  • Notificações por email e SMS personalizáveis;
  • Funcionalidades encontradas em sistemas RIS que trazem benefícios para os profissionais de medicina e de gestão.

 

5. Integração RIS e PACS

integração ris pacs


Além do PACS, outro sistema importante que auxilia nos processos dentro do centro de imagem é o RIS. Este sistema gerencia o fluxo de pacientes e o fluxo de trabalho dentro de um centro de imagem. Alguns PACS possuem, além de suas funcionalidades padrão, funcionalidades de RIS.

O RIS possibilita gerenciar os principais processos de de um centro de imagem, desde o agendamento do exame, admissão do paciente até a entrega do resultado diagnóstico ao paciente e médico solicitante. Possibilita também a criação de relatórios gerenciais e gestão financeira. O PACS armazena as imagens e auxilia na hora de laudar os exames. Dependendo do tamanho da sua empresa e das suas necessidades, é importante integrar ambos para obter melhores resultados.

Entre as vantagens de integrar RIS e PACS estão:

  • Redução do tempo médio de diagnóstico e da entrega de resultados;
  • Facilidade na distribuição de imagens e resultados diagnósticos;
  • Diminuição na perda de informações, por parte do paciente;
  • Redução do número de diagnósticos repetidos;
  • Fim da necessidade de digitar as informações do paciente para que estejam disponíveis no sistema;
  • Otimização de tempo e melhora no fluxo de trabalho;
  • Melhora o programa de treinamento para residentes.

Para realizar a integração, entretanto, é preciso planejamento por parte da instituição. A implantação dos sistemas gera impacto financeiro que necessita ser avaliado, incluindo manutenção de computadores viáveis para seu funcionamento.

A figura abaixo ilustra algumas funcionalidades típicas de um RIS quando integrado a um PACS:

integração ris e pacs

 

6. Como saber se um centro de imagem precisa de RIS ou de PACS?

centro de imagem


Para entender qual sistema trará mais benefícios para sua empresa, é necessário realizar uma avaliação detalhada, passando por gestores e por todos os outros funcionários.

Por parte dos gestores, entende-se a necessidade de analisar o impacto financeiro da implantação e manutenção dos sistemas, além de saber como o fluxo de trabalho funciona dentro da empresa e o que precisa ser melhorado e mantido. Cabe aos funcionários – médicos, técnicos e recepcionistas, por exemplo – trazer a visão do dia a dia do centro de imagem, apresentando os pontos que podem ser melhorados com o RIS, com o PACS ou com a integração dos dois sistemas.

A contribuição de todos é essencial para decidir qual sistema trará mais benefícios. Assim, é possível evitar alguns problemas e prever outros.

Se a necessidade principal do centro de imagem for organizar rotinas e fluxo de trabalho, otimizar processos e controlar o faturamento, ou seja, ter uma visão holística para identificar eficiências e falhas dos processos, a melhor opção é implantar um RIS.

Já o PACS, por ser um sistema relativamente simples e barato (em versões mais básicas), é quase imprescindível para centros de imagens na atualidade. Além disso, ele garante o atendimento às normas de armazenamento de imagens de acordo com resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina).

Caso a empresa sinta necessidade de uma entrega mais completa, unindo a organização dos processos de trabalho com o armazenamento seguro de imagens, recomenda-se a utilização de ambos de forma integrada. O procedimento recomendado é adquirir ambas as soluções do mesmo fornecedor, garantindo assim uma integração e funcionamento harmonioso. De qualquer modo, caso opte por utilizar sistemas de fornecedores diferentes, lembre-se de garantir que os sistemas sejam compatíveis um com o outro e de negociar valores de integração com software de terceiros previamente.

 

7. Cuidados que devem ser tomados com o sistema PACS

preciso de um pacs


Assim como todos os produtos tecnológicos, o sistema PACS está sujeito a mudanças, como atualização de sistema e outros detalhes que devem ser considerados na hora da implantação do software. É essencial que todos os profissionais da equipe recebam o devido treinamento e capacitação para utilizá-lo da forma correta.

No caso de instalações em nuvem, a conexão à internet precisa ser de alta banda e estabilidade para suportar o volume de dados transmitidos.

Lembre-se: além do PACS, os equipamentos também devem receber cuidado especial, e qualquer problema deve ser notificado imediatamente para que seja possível controlar potenciais danos.

 

Conclusão

As práticas radiológicas modernas processam uma grande quantidade de dados em comparação com outras práticas. Para isso, a Radiologia caminha ao lado de quatro grandes ferramentas e, nesse momento, outras siglas além do PACS e RIS como CIS, LIS e HIS, que auxiliam em uma comunicação mais efetiva, podem deixar alguns profissionais confusos.

No artigo PACS, RIS, CIS, LIS e HIS: o que são, como funcionam, quais as diferenças para hospitais e clínicas falamos sobre essas importantes ferramentas que auxiliam a Radiologia e os estabelecimentos de atendimento em saúde mantendo a prática à frente de diagnósticos e tratamentos de doenças.

 

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A manutenção de equipamentos de diagnóstico de imagem em centros de radiologia é um dos fatores críticos de sucesso na prestação dos serviços. Além de impactar na excelência do atendimento aos pacientes, ela pode ainda influenciar no sucesso financeiro da sua clínica de saúde.

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Conhecer as melhores práticas do mercado é uma boa maneira de evitar problemas no futuro. Por isso, entrevistamos o Engenheiro José Eduardo Lopes da Silva, Diretor de Engenharia Clínica e Infraestrutura do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Como especialista na área, ele compartilhou a sua experiência e dicas valiosas para clínicas e hospitais de todos os portes. 


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STAR – Como é realizada a manutenção de equipamentos em centros de diagnóstico, em especial para aparelhos de tomografia, ressonância magnética e raio-x?

José Eduardo – A manutenção destes equipamentos médicos é sempre recomendável que seja feita com os fabricantes. São eles que têm acesso às peças de reposição em menor tempo possível. Mas não só isso, eles têm acesso às atualizações e também toda a parte de documentação dos equipamentos. Eu recomendo que você sempre faça a manutenção com um representante exclusivo de marca ou que faça com algum distribuidor autorizado que tenha capacitação para atendimento das máquinas.

O que é importante dentro da manutenção é a cobertura, ou seja, que tipo de contrato que você vai ter com o fornecedor. O mais importante é que os seu contratos sejam direcionados para você ter os equipamentos funcionando o maior tempo possível. Quando você vai contratar a manutenção de um equipamento você tem quatro modalidades básicas:

  1. Não tem contrato de manutenção: você opera o aparelho e quando quebrar você chama alguém para consertar. Essa é sempre a opção mais custosa e a que dá mais prejuízo. Pensando em clínicas de radiologia, o equipamento tem que ficar o maior tempo possível disponível funcionando para ter a melhor rentabilidade.
  2. Contrato de manutenção sem peças: consiste na visita do técnico engenheiro para realizar a manutenção preventiva, porém se houver a necessidade de troca de peças, o valor de reposição não está previsto. O técnico vai enviar um orçamento adicional para que a clínica possa avaliar e obter os recursos para repor a peça.
  3. Contrato de manutenção com peças intermediário: esse contrato atende a manutenção preventiva e também a corretiva. Para equipamentos de imagem, algumas peças ficam de fora desses contratos. Por exemplo: tubo de raio-x, transdutor de ultrassom, algumas bobinas de ressonância magnética.
  4. Contrato de manutenção com peças full: manutenção e todas as peças estão incluídas nesta modalidade.

STAR – Para centros de diagnóstico que estão longe de grandes centros urbanos, as modalidades de manutenção de equipamento também são as mesmas?

José Eduardo – Sim, também acontece. Porém, o preço vai variar de acordo com a dificuldade logística. Cabe ao gestor da clínica avaliar qual é o impacto da máquina parada no funcionamento dela. Às vezes, quanto ela vai dispender de um contrato de manutenção, talvez não cubra o prejuízo ou vice-versa. É importante pesar quanto custa a perda financeira por não faturar exames em relação às opções de contratos existentes.

STAR – Qual tipo de manutenção é mais recomendada para centros de diagnóstico: manutenção preditiva, preventiva ou corretiva?

José Eduardo – As três são necessárias. A manutenção corretiva é aquela que não esperamos, o problema acontece e você precisa executá-la. Quanto mais manutenção preventiva eu faço, menos corretiva eu vou ter. Eu não vou eliminar, mas eu vou reduzir.

A manutenção preventiva é uma manutenção que você faz de tempos em tempos e você substitui peças antes que elas quebrem, é uma inspeção preventiva.

A manutenção preditiva é o melhor dos mundos, é o melhor cenário. Porém, nem sempre temos tecnologia disponível para isso. Ela é capaz de prever como e quando uma falha vai acontecer, possibilitando a troca de peça no momento exato.

A melhor manutenção que existe é aquela que é um bom balanço dos três tipos de manutenção. Não ter muita manutenção corretiva, o mínimo possível, ter um plano de manutenção preventiva estabelecido e ter um plano de manutenção preditiva para os itens mais críticos.

STAR – Quais são os ítens mais críticos de serem avaliados na manutenção preditiva?

José Eduardo – Tubos de equipamentos de raio-x e tomógrafo é sempre muito importante. É bom avaliar também a parte de cabine técnica da Ressonância Magnética, avaliar o compressor, o cold head, a mesa de tratamento.

STAR – Quais os principais itens a serem monitorados em um aparelho de tomografia, ressonância magnética e raio-x? Com que frequência?

José Eduardo – O ponto principal de ser observado, principalmente nos aparelhos de raio-x e tomografia, é que toda parte legal esteja sendo atendida: os laudos radiométricos, os laudos de fuga radiométrica para os ambientes e depois o controle de qualidade de imagem. Existe uma Portaria específica, que é a Portaria 453 do Ministério da Saúde, que regulamenta quais testes devem feitos e em qual periodicidade. O mais importante é estar atento a isso. A ANVISA inclusive tem alguns manuais disponíveis na internet, onde existe a periodicidade e quais itens devem ser verificados. Esse é o ponto de partida.

Depois, você terá os testes de controle de qualidade para equipamentos como o ultrassom. A Ressonância Magnética não está dentro da Portaria 453, mas você pode fazer controle de qualidade com ela também. Para isso, você usa um aparelho chamado phantom. O phantom é um dispositivo no qual você consegue ver as resoluções mínimas possíveis de um equipamento de imagem. Para verificar contraste, profundidade, espessura, de maneira que se consiga saber se as dimensões mostradas no laudo são compatíveis com a realidade.

Agora quanto à manutenção preventiva de tomógrafo, o tubo é um item muito importante; o gerador de tensão; a parte de atualização dos consoles; as atualizações de segurança. Hoje as máquinas são conectadas, então você precisa ter cuidado com a questão de vírus na parte dos consoles de manutenção. É também comum problemas com reconstrutor, então é importante saber se você tem um bom estabilizador, um bom nobreak que proteja o seu reconstrutor e o seu console.

Na parte de raio-x o tubo é muito importante, o gerador de radiofrequência, a parte de manutenção mecânica da estativa. Bateria de raio-x portátil é basicamente isso.

STAR – Quais são os cuidados básicos para a manutenção destes equipamentos?

José Eduardo – Com relação ao raio-x o mais importante é você verificar se o seu controlador automático de exposição está funcionando, se os geradores estão calibrados; a lubrificação da parte mecânica.

Para raio-x, tomografia e RM, é importante realizar todos os testes de qualidade de imagem, usando um corpo de prova que seja confiável.

STAR – Uma equipe de manutenção deve ser composta por profissionais que estejam habilitados com quais experiência e conhecimentos técnicos?

José Eduardo – Na hora de contratar um serviço de manutenção, o profissional que você vai contratar deve ser registrado no CREA, em geral são engenheiros, mas é possível encontrar tecnólogos também. O fundamental é que tenham formação em engenharia na área de tecnologia.

Além disso, a capacitação deve ser feita nos fabricantes. Eu recomendo que esses profissionais tenham sido capacitados pelos fabricantes dos equipamentos. É fundamental que a equipe técnica tenha feito um treinamento na fábrica.

A equipe precisará ainda, ter o material técnico, como manuais de serviço, chaves de manutenção. É preciso ter isso para que se tenha condições de prestar o serviço.

STAR – De que forma a manutenção dos equipamentos de diagnóstico de imagem pode influenciar no melhor desempenho dos centros de radiologia?

José Eduardo – O primeiro deles é que pode causar uma baixa produtividade do serviço da clínica, ou seja, o equipamento que quebra e fica muito tempo parado acaba perdendo a capacidade produção dele. É o ponto principal.

Segundo, se esse equipamento também quebra com muita frequência você gera o cancelamento de agenda de exames com os pacientes. Uma coisa é o equipamento que fica muito tempo sem funcionar. Outra é o equipamento que quebra com frequência e causa cancelamento, gerando transtorno para o paciente.

Como a manutenção pode ajudar: fazendo com que haja uma baixa frequência de quebra através da manutenção corretiva e que ele seja consertado brevemente. Uma máquina sempre vai parar, mas a boa manutenção pode fazer com que o serviço opere com a máquina pelo maior tempo possível e quando ela quebrar, pare por pouco tempo.

STAR – Você poderia dar uma dica valiosa para centros radiológicos de pequeno e médio porte quanto à manutenção de equipamentos?

José Eduardo – Primeiro: todos os usuários devem ser treinados. Todo mundo que opera o equipamento deve receber treinamento e qualificação para usar ele corretamente. Hoje, em torno de 40% dos chamados de manutenção que recebo, não há problema no equipamento. Isso significa que está relacionado com o mau uso do equipamento pelo operador.

Outra dica é criar check-list diário de verificação para saber se a mesa está posicionada, se os indicadores dos leds estão funcionando, se não está faltando água gelada no compressor da ressonância magnética, ou seja, criar um check-list de cuidados básicos.

Cuidar da parte de utilidades. Ou seja, não adianta ter um equipamento muito bom se a energia elétrica que eu recebo é ruim, se eu tenho queda de energia a todo instante ou muita oscilação. Se a temperatura e o ar condicionado onde o equipamento opera é inadequado, porque tudo isso vai impactar na quebra do equipamento.

Além de você ter um bom contrato de manutenção, de ter treinamento do pessoal de operação, de ter uma check-list de operação diária de itens de usuário é preciso cuidar do ambiente e das utilidades.

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Conheça mais sobre José Eduardo Lopes da Silva

Com mais de 22 anos de experiência na área de engenharia clínica, é engenheiro eletrônico de formação e pós-graduado em Gestão de Projetos. Atualmente é Diretor de Engenharia Clínica e Infraestrutura do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, sendo responsável por 6 áreas no Hospital: Arquitetura e Obras, Engenharia de Manutenção, Engenharia Clínica, Hotelaria, Segurança e RIS/PACS.

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