dr douglas khalil

Sobre Dr. Douglas Khalil

Médico (UFMG) com graduação sanduíche na University of Wisconsin-Madison. Cirurgião geral (Einstein) e residente em radiologia e diagnóstico por imagem (InRad-HC FMUSP).
CRM-SP 195.490

Testes pré-natais: o que são e quais são os tipos

Com o avanço da tecnologia, os testes pré-natais se tornaram cada vez mais acessíveis para as gestantes.

Esses testes fornecem informações sobre a saúde do feto, ajudando a identificar condições médicas e anomalias que possam afetar o desenvolvimento do bebê.

Neste artigo, exploraremos os diferentes tipos de testes pré-natais disponíveis, seus riscos e benefícios, as condições médicas que podem ser detectadas e as considerações éticas e legais relacionadas a esses testes.

Continue lendo para entender mais.

 

O que são testes pré-natais?

Os testes pré-natais são exames médicos realizados durante a gravidez para avaliar a saúde do feto em desenvolvimento.

O objetivo desses testes é fornecer informações importantes sobre a saúde do bebê para que os médicos possam planejar e fornecer cuidados pré-natais apropriados, tratamentos e intervenções se necessários.

Eles podem ser divididos em duas categorias principais: testes de rastreamento e testes diagnósticos. Em resumo, os testes de rastreamento avaliam o risco de certas condições, enquanto os testes diagnósticos fornecem um diagnóstico definitivo – falaremos disso a seguir.

Dentro dessas categorias, há vários testes disponíveis, cada um com seus próprios prós e contras, incluindo exames de sangue, ultrassonografia, amniocentese, biópsia coriônica, entre outros.

 

Testes de rastreamento

Os testes de rastreamento são usados para avaliar o risco de certas condições. Eles geralmente são realizados no início da gravidez e podem incluir exames de sangue e ultrassonografia.

O objetivo desses testes é identificar mulheres que têm um risco aumentado de ter um bebê com uma condição específica, para que possam ser encaminhadas para testes diagnósticos adicionais.

Alguns dos testes de rastreamento mais comuns incluem o teste combinado de triagem, o teste de translucência nucal e o teste de rastreamento de diabetes gestacional.

É importante notar que os testes de rastreamento não fornecem um diagnóstico definitivo e que um resultado positivo não significa necessariamente que o bebê tem a condição em questão. Os testes diagnósticos são necessários para confirmar um resultado positivo de um teste de rastreamento.

 

Testes diagnósticos

Os testes diagnósticos são usados para confirmar ou descartar a presença de certas condições no feto. Esses testes são realizados após um resultado positivo em um teste de rastreamento ou se há uma preocupação específica com a saúde do bebê.

Alguns dos testes diagnósticos mais comuns incluem: amniocentese e biópsia coriônica. Esses testes fornecem um diagnóstico definitivo e podem ajudar os médicos a entenderem a saúde do bebê com mais precisão. No entanto, é importante notar que esses testes também carregam riscos e podem causar ansiedade e preocupação para as mulheres grávidas.

É importante que as mulheres discutam os riscos e benefícios com seus médicos antes de decidir se submeter a um teste diagnóstico.

 

Tipos de testes pré-natais mais comuns

gestante realizando testes pré-natais

Como falamos anteriormente, existem diferentes tipos de testes pré-natais disponíveis, que variam de precisão, riscos e benefícios.

A seguir, estão alguns dos testes pré-natais e suas características:

  • Teste de triagem combinado: avalia a idade materna, níveis de proteína e hormônios no sangue para determinar o risco de síndrome de Down e outras anomalias cromossômicas.
  • Ultrassonografia com avaliação da translucência nucal: mede a quantidade de líquido na parte de trás do pescoço do feto, que pode indicar um risco aumentado de anomalias cromossômicas.
  • Amniocentese: envolve a coleta de líquido amniótico para detectar anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down, e defeitos de tubo neural.
  • Biópsia coriônica: envolve a coleta de uma amostra da placenta para detectar anomalias cromossômicas e outras condições genéticas.
  • Ultrassonografia morfológica: é usado para examinar o feto em desenvolvimento e verificar se ele está crescendo adequadamente, detectar anomalias estruturais, avaliar o cordão umbilical e a placenta.
  • Ressonância magnética fetal: usado para detectar anomalias estruturais.
  • Teste de portador genético: é usado para determinar se um casal é portador de alguns genes que podem ser transmitidos para seu filho.
  • Pesquisa de DNA livre fetal: utiliza amostras de sangue materno para detectar anomalias cromossômicas e outras condições genéticas do feto em desenvolvimento.

 

O papel do médico na tomada de decisões

medico conversando com paciente sobre testes pré-natais

Os médicos desempenham um papel importante na orientação das gestantes na tomada de decisões sobre testes pré-natais. Fornecendo informações sobre os diferentes tipos de testes disponíveis, seus riscos e benefícios. Após realizar os exames o médico deve interpretar os resultados e aconselhar sobre as opções de tratamento e gerenciamento, caso o feto seja diagnosticado com uma condição ou anomalia.

Cabe à gestante a decisão sobre se submeter ou não a um teste pré-natal. E para isso, é importante que ela tenha uma discussão aberta e honesta com seu médico para entender completamente seus riscos e benefícios antes de tomar uma decisão informada.

 

Considerações éticas e legais em relação aos testes pré-natais

Os testes pré-natais levantam questões éticas e legais que devem ser consideradas. Os testes pré-natais ajudam as gestantes a tomarem decisões informadas sobre sua saúde e a saúde de seus fetos. Eles também ajudam os médicos a planejar e fornecer tratamentos e cuidados pré-natais apropriados para o feto.

No entanto, também há preocupações éticas que esses testes possam levar a uma maior discriminação contra pessoas com deficiências e condições médicas pré-existentes. Também há preocupações de que os testes pré-natais possam levar a um maior número de abortos ilegais com base em resultados de testes.

Outras questões éticas e legais incluem a privacidade e o consentimento informado. As mulheres devem ser informadas sobre todos os riscos e benefícios dos testes pré-natais antes de decidirem se submeter ou não a eles.

Os médicos, legisladores e a sociedade devem trabalhar juntos para garantir que os testes pré-natais sejam usados de forma ética e justa e que todas as gestantes tenham acesso às informações e aos cuidados necessários para tomar decisões informadas sobre sua saúde e a saúde de seus fetos.

 

Radioterapia: o que é, como funciona e seus benefícios

 Se você está em busca de informações sobre radioterapia, veio ao lugar certo.

Aqui vamos mostrar  o que você precisa saber sobre esse assunto.

Antes de mais nada é importante saber o que é, como funciona, seus benefícios entre outras informações.

Dessa forma será possível tirar as suas dúvidas com relação ao assunto.

  

O que é radioterapia?

A radioterapia é um tratamento médico que utiliza radiação para combater células cancerosas no organismo. Essa radiação é aplicada em áreas específicas onde as células cancerosas estão localizadas. O objetivo é danificar o DNA dessas células, fazendo com que elas morram ou parem de se multiplicar.

A radioterapia pode ser aplicada nos pacientes tanto interna quanto externamente.

Na radioterapia interna, fontes radioativas são inseridas dentro ou próximas ao tumor, enquanto que na radioterapia externa, uma máquina emite a radiação de fora do corpo, direcionada para o tumor.

O tratamento pode ser administrado em várias sessões, dependendo da localização e do estágio do câncer.

 

Quais são os benefícios?

paciente se recuperando de doenca

O principal benefício da radioterapia é que ela pode ajudar a destruir as células cancerosas, reduzindo ou eliminando o tumor.

Isso pode ajudar a aliviar os sintomas da doença, bem como melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Outro benefício da radioterapia é que ela pode ser usada em combinação com outras formas de tratamento, como a cirurgia e a quimioterapia.

Assim aumentar as chances de cura e melhorar o prognóstico dos pacientes.

Ela pode, também, ser usada como um tratamento preventivo para impedir que o câncer se espalhe para outras partes do corpo.

 

Como ela é feita?

O processo de radioterapia envolve a entrega de doses precisas de radiação no local do tumor ou na área ao redor do tumor.

A radiação é administrada por meio de uma máquina especializada em um serviço de saúde.

Antes de iniciar a radioterapia, o paciente passará por uma avaliação médica completa para determinar o tipo, tamanho e localização do tumor.

Com base nos resultados dos exames, o médico radioterapeuta formula um plano de tratamento personalizado para cada paciente.

Durante as sessões a radiação é administrada em pequenas doses diárias ao longo de várias semanas.

Cada sessão de radioterapia dura alguns minutos e o paciente pode retornar às suas atividades normais após o tratamento.

 

Quais os possíveis efeitos colaterais e o que fazer caso apareçam?

paciente com efeitos colaterais da radioterapia

A radioterapia é um tratamento seguro e eficaz, mas assim como outros tratamentos médicos pode apresentar efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais variam dependendo do tipo, localização e intensidade do tratamento, bem como da saúde geral do paciente.

Entres os efeitos mais imediatos podemos citar fadiga, náusea e vômito, e irritação na pele.

A fadiga é um dos mais comuns, porém geralmente resolve após o término do tratamento, embora possa levar semanas ou até meses para desaparecer completamente.

A náusea e o vômito são outros efeitos colaterais comuns da radioterapia, mas temos medicamentos para ajudar a controlá-los.

Pode ocorrer, também, irritação na pele, especialmente na área em que a radiação é administrada.

A pele pode ficar vermelha, seca, sensível ou coçar.

É importante que o paciente evite expor a área tratada ao sol e a produtos químicos não prescritos pela equipe que está acompanhando seu tratamento. 

Em geral, esses efeitos colaterais da radioterapia são temporários e podem ser tratados com medicamentos e cuidados especiais.

O radio-oncologista trabalhará com o paciente para minimizar os efeitos colaterais e garantir que o tratamento seja o menos desconfortável e eficaz possível.

Há alguns outros efeitos colaterais que podem surgir após algum tempo do tratamento e eles são variáveis a depender da região exposta à radiação.

É sempre importante lembrar, que caso apareçam sintomas ou dúvidas: deve-se procurar atendimento médico, seja direto com a equipe que está realizando o tratamento ou no pronto atendimento da instituição onde o paciente é acompanhado. 

 

Exame admissional: o que é, como é feito e quais suas etapas

Para trabalhar no regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o profissional deve realizar o exame admissional que é exigido à empresa por lei (artigo 168 da CLT) para garantir a saúde de seus funcionários.

Ou seja, o exame admissional faz parte do processo de recrutamento de novos colaboradores.

Entretanto, muitos ainda têm dúvidas sobre este assunto, por isso, vamos abordá-lo neste artigo.

 

O que é exame admissional?

O exame admissional é realizado para avaliar a saúde física e mental de um novo funcionário com o objetivo de verificar se ele está apto para sua futura função dentro da empresa.

No regime CLT, é exigido por lei e deve ser realizado antes do início das atividades do novo funcionário na empresa.

Por corresponder a parâmetros que indicam a saúde mental e física do funcionário, cada profissão pode exigir diferentes exames de acordo com suas atividades diárias.

Como por exemplo, para profissionais que trabalham com construções ou locais que apresentam algum risco de queda, é importante que o funcionário não apresente tonturas ou arritmias para evitar possíveis acidentes.

Sendo assim, pode ser exigido que ele realize um eletrocardiograma como parte do seu exame admissional.

 

O que é analisado no exame admissional?

conversa durante exame admissional

O profissional realiza o exame admissional através de uma entrevista com o médico que visa avaliar suas condições de saúde.

Portanto, nessa entrevista, o médico deve recolher informações como:

  • quais atividades eram realizadas em seu último emprego;
  • se já passou por cirurgias;
  • se tem doenças crônicas;
  • se usa remédios controlados;
  • entre outras.

Se o funcionário for executar atividades de risco, o exame admissional pode exigir exames complementares como audiometria, eletrocardiograma, espirometria etc.

Depois da entrevista, normalmente, são analisados, do funcionário:

  • sua pressão arterial;
  • sua frequência cardíaca;
  • e um exame físico completo.

A seguir, estando tudo de acordo, o ASO é liberado e o profissional já pode exercer sua função em sua nova empresa.

 

Porque o exame admissional é importante?

Esse exame é importante porque garante que o novo funcionário não tenha nenhuma doença que possa prejudicar sua saúde e a de outros colaboradores, além de garantir que ele esteja apto para desempenhar as atividades exigidas pela empresa.

Também é importante para a empresa, pois evita possíveis processos trabalhistas decorrentes de problemas de saúde ou acidentes de trabalho que o funcionário já possuía antes de ser contratado.

Assim, o exame admissional é uma medida preventiva que protege tanto a empresa quanto o novo funcionário, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável.

 

Quais as etapas obrigatórias do exame admissional?

medico realizando anamnese

Anamnese Ocupacional

A anamnese é uma entrevista entre o médico e o funcionário. É obrigatória, como em qualquer avaliação médica.

Ela reúne informações sobre o histórico de saúde do funcionário, tais como:

  • Estado de saúde atual e pregresso;
  • informações sobre o último emprego;
  • se houve exposição a algo que podia trazer riscos à sua saúde;
  • histórico de cirurgias;
  • patologias e tratamentos;
  • uso de medicação controlada.

 

Exame físico

Avaliação da pressão arterial e frequência cardíaca, ausculta cardíaca e pulmonar, avaliação abdominal e de extremidades.

 

Funções de risco

Se o funcionário for exercer uma função de risco, ele deverá realizar alguns exames complementares. Dentre os exames que podem ser solicitados, estão:

  • Audiometria, para avaliar a capacidade auditiva;
  • Acuidade Visual, para avaliar a saúde ocular;
  • Espirometria, para avaliar a saúde dos pulmões;
  • EEG, para analisar a atividade elétrica cerebral;
  • ECG, para analisar a atividade elétrica do coração;

 

Exames relacionados

Visto a importância do exame admissional, é interessante tomar conhecimento de outros exames relacionados ao regime CLT.

Tais como:

  • Exame periódico, com o objetivo de analisar se a função do funcionário desencadeou alguma patologia ou disfunção;
  • Exame de retorno do trabalho, com o objetivo de analisar se o funcionário está apto a voltar a realizar sua função após um afastamento;
  • Exame de mudança de cargo, para avaliar se o funcionário pode exercer uma nova função na empresa;
  • Exame demissional, realizado após o desligamento do funcionário para analisar possíveis patologias ou agravamento de saúde a partir da função que exercia.

 

Perguntas frequentes

A reprovação no exame admissional ocorre quando o candidato apresenta alguma condição de saúde que possa comprometer sua capacidade de trabalho ou a segurança dos demais funcionários da empresa.

É realizada uma entrevista entre o médico e o funcionário que reúne informações sobre o histórico de saúde do funcionário. E também avaliação da pressão arterial e frequência cardíaca, ausculta cardíaca e pulmonar, avaliação abdominal e de extremidades. Se o funcionário for exercer uma função de risco, ele deverá realizar alguns exames complementares.

Prescrição Médica: tipos, o que deve conter e como é feita

A prescrição médica é crucial tanto quanto fazer uma boa consulta, que respeita cada etapa do processo, desde a escuta de anamnese até a solicitação de exames.

É crucial poder orientar o paciente sobre o que ele deve fazer em casa após o atendimento.

Continue lendo este conteúdo para entender mais sobre o tema!

 

O que é prescrição médica?

A prescrição médica é um documento que inclui instruções essenciais para o uso de medicamentos que é dado ao paciente em uma consulta e é parte integrante da rotina de cuidados de saúde.

Ela é uma coleção de informações que um médico fornece a um paciente sobre as recomendações de tratamento.

 

A importância da prescrição médica

farmaceutico lendo prescricao medica

A prescrição deve ser de fácil compreensão para que o tratamento decorra bem.

Se o paciente e o profissional de saúde tiverem uma boa relação, o paciente se sentirá mais motivado a continuar o tratamento.

Vale lembrar que a assertividade e a clareza do documento são o que vai garantir o sucesso do paciente em seu tratamento.

É dever do médico orientar o paciente sobre o uso correto da medicação, a fim de evitar complicações e erros de uso.

Esta é uma etapa importante crucial na relação entre o médico e o paciente.

 

O que é preciso para fazer uma prescrição médica?

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), estas são as etapas para garantir o sucesso das prescrições médicas:

  • Fazer a identificação do problema do paciente;
  • Estabelecer qual é o objetivo terapêutico;
  • Nivelar o tratamento das características de cada paciente (custos, eficiência, praticidade, segurança, etc.);
  • Assegurar que a prescrição legível, de forma clara e com todas as instruções essenciais para que o paciente possa entender;
  • Inserir as orientações de uso, quais são os efeitos colaterais prováveis e avisos;
  • Acompanhar o envolvimento do paciente em seu tratamento e os resultados.

 

O que deve conter em uma prescrição médica?

Uma prescrição médica deve conter no mínimo seis campos importantes, conforme o Manual de Diretrizes Básicas de Prescrição Médica do CFM (Conselho Federal de Medicina).

Confira mais sobre esses campos logo abaixo:

 

1. Cabeçalho

As informações do médico ou da instituição de trabalho do médico estão contidas nessa  seção, tais como:

  • Nome;
  • Endereço do local de trabalho;
  • Seu CRM e RQE, se for especialista.

 

2. Superinscrição

Os dados básicos do paciente, incluindo o nome completo e endereço, devem estar logo abaixo do cabeçalho.

Informações como a idade, peso e altura podem ser incluídos se forem relevantes para o tratamento.

Outro registro adicional opcional corresponde aos avisos “uso interno” (via enteral ou parenteral) ou “uso externo” .

 

3. Inscrição

O nome do fármaco, a forma farmacêutica e a sua concetração.  Como por exemplo:

  • Xarope;
  • Gotas;
  • Comprimidos;
  • Cápsulas;
  • Spray;
  • Creme;
  • Etc.

 

4. Subinscrição

Detalhes sobre a quantidade total que deve ser dada ao paciente para evitar comportamentos prejudiciais como a automedicação.

Se forem prescritos medicamentos de uso controlado, as instruções devem ser escritas em algarismos arábicos, em extenso e entre parênteses.

 

5. Adscrição

É um espaço aberto para orientações complementares específicas ao paciente.

Por exemplo, intervalos de dosagem de medicamentos e tempos de tratamento devem ser consumidos em jejum ou após as refeições.

 

6. Data, assinatura e número de inscrição no CRM

Ou, conforme a situação, o conselho de Odontologia ou Medicina Veterinária.

 

Carimbo na prescrição é obrigatório?

Segundo a ANVISA e  o CFM, o carimbo não é exigido, contanto que o profissional de saúde que prescreve o medicamento insira seu nome completo e número de CRM de forma manual e legível.

Assim, só o que é necessário para que o documento possa valer é a assinatura. Somente o recebimento do talonário para prescrições de psicotrópico exige o carimbo.

 

Quais são os tipos de receita médica?

paciente entregando prescricao medica

Deve-se tomar uma abordagem racional ao escrever uma prescrição médica.

Isso significa que, ao receitar medicamentos para os pacientes, é preciso levar em conta certos critérios, como eficácia, segurança, aplicabilidade e custo.

Além disso, é importante compreender os diversos tipos de prescrições médicas, que são:

  • Receituário Simples: usado para medicamentos anódinos e aqueles com tarja vermelha.
  • Receituário de Controle Especial: usa-se o receituário de controle especial ao prescrever de tarja vermelha em que há necessidade de retenção de uma via da receita. Eles abrangem substâncias sujeitas a controle especial, retinoicas de uso tópico, imunossupressoras e antirretrovirais, antidepressivos, entre outros. etc.
  • Receita Azul ou Receita B: usa-se na prescrição de substância psicotrópica, em um receituário padronizado e impresso.
  • Receita Amarela ou Receita A: usado para medicações que estão listados em “A1”, “A2” (entorpecentes) e “A3” (psicotrópicos) na segunda edição do Manual de Orientações Básicas para Prescrição Médica

 

Principais erros de prescrição médica

Entre os erros mais frequentes nas prescrições médicas, são:

  • Letra ilegível. Conforme afirma o código de ética médico: é vedado ao médico: Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível;
  • Rasuras;
  • Não colocar o prazo de validade;
  • Não especificar a dose;

 

Perguntas frequentes

Uma prescrição médica deve conter no mínimo seis campos importantes, que são: cabeçalho, superinscrição, inscrição, subinscrição, adscrição e data, assinatura e número de inscrição no RM.

Existem 4 tipos, que são: receituário simples, receituário de controle especial, receita Azul ou receita B e receita amarela ou receita A.

 

Recidiva tumoral: o que é, sintomas e tipos

Recidiva é a recorrência de um câncer.

O tempo para que ocorra uma recidiva é incerto, ela pode ser em meses ou até mesmo anos.

Essa é uma preocupação dos pacientes que passaram por um tratamento oncológico e dos seus médicos.

Quer saber mais?

Então continue lendo este artigo para descobrir mais sobre esse assunto.

 

O que é recidiva?

Recidiva é o diagnóstico de câncer após o seu tratamento, em que por algum período de tempo não se detectou mais as células cancerosas.

Esse câncer pode retornar na mesma região do corpo onde apareceu na primeira vez ou em outro lugar do corpo.

Mesmo quando o tumor é encontrado em uma região diferente do organismo, ele continua tendo o mesmo tipo de células que foi tratado pela primeira vez.

Por exemplo, o câncer de próstata, que pode retornar para a pelve do homem, mesmo após a cirurgia para remoção da próstata também pode ser detectado nos ossos.

Logo, seja de qualquer uma das duas formas a doença irá receber o nome de recidiva de câncer de próstata.

E nesse caso, o câncer que surgiu nos ossos irá receber um tratamento guiado para câncer de próstata.

Porém, é necessário sempre a avaliação do especialista para investigar se aquelas células são de fato uma recidiva ou uma nova neoplasia.

É importante pontuar que há certos tipos de câncer que costumam apresentar volta nos chamados padrões típicos.

Por isso é importante conversar com seu médico para poder saber mais detalhes e tirar suas dúvidas.

 

Quais são os sintomas de uma recidiva?

paciente com sintomas de recidiva

Os sintomas podem ser os mais diversos.

Como a parte do corpo que é afetada pode não ser a mesma, os sintomas podem ser completamente diferentes.

Por exemplo, os sintomas da recidiva de um linfoma podem ser como apareceram na primeira vez.

Pode acontecer de aparecer um aumento dos linfonodos (ínguas ou caroços), aumento do baço, febre, coceira, perda de peso e suor noturno.

Ou podem ser diferentes como de um câncer de mama, em que o sintoma na recidiva pode ser uma falta de ar por um derrame pleural.

Por isso é importante que os pacientes mantenham o acompanhamento médico mesmo após o término do tratamento, pois o médico estará atento aos mais diferentes sintomas que podem surgir.

 

Quais são os tipos de recidiva?

É importante pontuar que existem alguns tipos de recidiva.

Vamos explicar para que você possa entendê-las melhor:

  • Recidiva à distância: nesse caso pode significar que o câncer retornou em uma outra parte do corpo. Local diferente de onde surgiu em primeiro lugar, pode aparecer no fígado, pulmões, cérebro, ossos e outros;
  • Recidiva local: é quando ele retorna no mesmo local onde apareceu a primeira vez;
  • Recidiva regional: esse é o tipo de câncer que costuma voltar nos linfonodos que ficam próximos à região de onde surgiu o câncer pela primeira vez.

Caso aconteça novamente o câncer, seu médico e sua equipe irão saber como orientá-lo e qual tratamento prosseguir.

 

Até quando o acompanhamento deve ser feito após ter um câncer?

acompanhamento medico apos cancer

Após o término do tratamento de um câncer, seja ele com quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, é necessário continuar acompanhando com a equipe de oncologia.

Cada tipo de câncer apresenta um protocolo de acompanhamento após o término do seu tratamento.

Eles costumam ser com intervalos mais curtos nos primeiros meses e vão espaçando com o passar do tempo.

No acompanhamento os médicos costumam pedir alguns exames que podem ser laboratoriais ou de imagem.

Os exames de imagem são comparados com os exames anteriores, por isso é importante manter o controle com a mesma equipe e fazer os exames no mesmo local.

 

Clínica de Radiologia: como funciona e serviços oferecidos

Montar uma clínica de radiologia pode ser uma ótima opção para aqueles que têm interesse em investir no setor de saúde.

No entanto, é preciso saber que, para isso, é essencial ter um bom planejamento, administração e grande responsabilidade.

Ainda mais se tratando da área radiológica, onde é preciso ter alguns cuidados extras.

Para saber o que é preciso para montar a sua clínica de radiologia ou ter mais informações sobre esse tipo de negócio, basta continuar lendo este conteúdo!

 

O que é uma clínica de radiologia?

A clínica de radiologia é um lugar voltado para atividades radiológicas, em outras palavras, que faz uso de métodos de diagnóstico por imagem para objetivos clínicos.

É possível que uma clínica seja focada em radiologia da área médica, da odontologia ou ambos.

De acordo com o Sebrae, todos os serviços de saúde, o que também inclui as clínicas de radiologia, tendem a ser um segmento que gera muitos lucros.

Porém, devido ao tipo do serviço prestado, é crucial colocar um responsável técnico na instituição.

O profissional deverá estar registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) ou no Conselho Regional de Odontologia (CRO), dependendo do segmento.

Esse requisito é obrigatório para garantir segurança aos pacientes, funcionários e para a instituição em si.

Além de tornar mais fácil para fiscalizar e rastrear as irregularidades por órgãos públicos.

 

Quais são os tipos de serviços e exames oferecidos?

exame sendo realizado em uma clinica de radiologia

A radiologia também conta com procedimentos para fins terapêuticos, os quais na sua maioria são menos invasivos do que por outros métodos.

Contudo, os centros de diagnóstico por imagem, especialistas em testes não invasivos, são a minoria neste setor.

Pois, quando existe uma oferta por procedimentos invasivos, é preciso contar uma estrutura maior e mais complexa.

Além disso, é necessário conhecer os riscos em relação às complicações e emergências – que nas clínicas sem procedimentos invasivos eles são reduzidos.

Ainda, é possível que esses centros prestem serviços em parceria com convênios, com o Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede particular, por exemplo.

Outro fator que também beneficia (e muito) esse segmento é o uso da tecnologia como aliada.

A telemedicina é uma nova potência tecnológica para a área médica, principalmente à radiologia – suportada pela telerradiologia, uma das áreas da telemedicina.

Essa, por sua vez, pode reduzir custos do centro de diagnóstico por imagem e ampliar o leque de atendimento.

Confira logo abaixo quais são os procedimentos mais comuns feitos dentro nos centros de imagem:

  • tomografias;
  • radiografias;
  • mamografia;
  • densitometria óssea;
  • ressonância magnética;
  • ultrassonografia.

 

Como montar uma clínica de radiologia?

Agora que você já conhece quais são os exames, chegou o momento de saber como montar uma clínica de radiologia.

Como dito antes, montar qualquer tipo de negócio requer um investimento, e não poderia ser diferente com um centro de imagem.

Por isso, mesmo que o primeiro passo seja pesquisar a fundo a respeito do mercado e qual é o custo inicial em média para fazer a sua clínica, uma boa dica é conversar com quem já atua no setor.

Tais como parceiros, possíveis fornecedores e concorrentes, também.

É preciso atentar-se quanto aos aspectos legais para esse tipo de negócio, os quais falaremos mais adiante.

Porém, tenha em mente que você precisará obter com a prefeitura da cidade a licença para começar a operar.

Segundo a Portaria 453/98 do Ministério da Saúde, a licença dada pela autoridade sanitária local é crucial para qualquer serviço de diagnósticos funcionar.

Sem mais delongas, confira logo abaixo o que é preciso para sua clínica de radiologia!

 

Planejamento

Uma clínica de radiologia é um negócio que abrange uma série de aspectos, em especial devido à radiação.

Por essa razão, é essencial planejar detalhadamente todos os serviços que serão prestados, tais como:

  • organização financeira;
  • gestão;
  • exigências legais;
  • divulgação;
  • estrutura;
  • equipamentos;
  • recursos humanos;
  • entre outros fatores.

Analisar o mercado também deve fazer parte desse planejamento, para se ter uma noção dos possíveis desafios.

Você pode, por exemplo, visitar empresas desse setor e analisar quais são as práticas mais adequadas, lembre-se que trocar informações e experiências é de grande valor.

Nessa etapa também vale planejar as ações e metas que você deverá cumprir para abrir sua empresa e fazê-la funcionar.

O ideal é enxergar a longo prazo, visualizando desde a decisão até a alocação de recursos, etc.

 

Planejamento das finanças

Apesar de já ter dito sobre o planejamento inicial, é importante destacar um dos fatores mais importantes, que é o planejamento financeiro.

Como você já sabe, abrir uma empresa de radiologia requer um investimento inicial de alto valor.

Porém, quando a empresa começar a funcionar, você também precisará ter um planejamento e controlar o fluxo de caixa, para não ficar negativado.

Para isso, é crucial anotar todos os valores que entram e saem, como:

  • despesas fixas e variáveis;
  • planos de saúde;
  • pagamentos pelos clientes;
  • impostos;
  • entre outros.

Dessa forma, você terá um maior controle sobre o dinheiro da sua clínica, e ainda poderá deixar uma reserva das suas economias para investir em outros pontos.

Por exemplo, expandir a estrutura física da clínica, adquirir novos equipamentos para oferecer uma gama maior de exames ou inclusive abrir uma outra unidade.

Uma equipe de contabilidade pode ter ajudar nesse aspecto.

 

Estrutura da clínica

recepcção de uma clínica

A estrutura da clínica de radiologia dependerá dos tipos de serviços que irá oferecer e do número de pacientes que serão atendidos.

Em linhas gerais, uma clínica de radiologia precisa ter os seguintes fatores, além das salas de exame:

  • recepção;
  • sala de espera;
  • área para registrar os pacientes;
  • escritório;
  • vestiário;
  • etc.

Além disso, a clínica de radiologia ainda deverá possuir salas exclusivas para armazenar os aparelhos, equipamentos, servidores.

Quanto ao tamanho da clínica, precisa estar em consonância com a lei vigente, que leva em conta o tipo e o total de aparelhos radiológicos disponíveis.

 

Máquinas e equipamentos que sua clínica irá precisar

Não podemos nos esquecer de todos os equipamentos e máquinas que são importantes para uma clínica de radiologia.

Conforme estabelece a Portaria 453/98 do Ministério da Saúde, é necessário registrar na Anvisa todos os aparelhos médicos e hospitalares.

Confira a seguir quais são os itens mais comuns nestas clínicas:

  • tomógrafo;
  • mamógrafo;
  • aparelho de ressonância magnética;
  • equipamentos de proteção radiológica;
  • e todos os equipamentos de proteção individual para os profissionais e pacientes.

 

Os profissionais que você irá precisar para a clínica

técnico em radiologia operando aparelho

O número de profissionais necessários também irá depender conforme a estrutura e os tipos de serviços que a clínica de radiologia irá prestar.

Mas, imaginando uma clínica de pequeno porte, para operar será preciso contratar, no mínimo, um radiologista que estará encarregado da parte técnica – conforme estabelece o Conselho Federal de Medicina.

Radiografias que não usem contraste podem ser feitas por técnicos em radiologia.

Sendo assim, é preciso que tenha em sua equipe pelo menos um técnico em radiologia.

Além de recepcionistas, atendentes e profissionais de limpeza.

 

Local da clínica de radiologia

É preciso apresentar o local da clínica de radiologia para receber validação da Prefeitura e outras autoridades sanitárias locais para ser aprovado o funcionamento.

E isso acontece por dois motivos.

O primeiro motivo é porque será preciso emitir doses de radiação ionizante no local, que é preciso isolar e controlar.

E, em segundo lugar, caso aconteça algum acidente ao fazer exames, é preciso prestar socorro ao paciente e o encaminhar para um centro de referência o mais rápido possível.

Todas essas informações são adquiridas através do levantamento radiométrico (ou radiometria).

 

Fique atento às normas e leis

Entre as mais importantes leis que você deve ficar atento quando for fazer a sua clínica, estão a RDC nº 50 de 21 de fevereiro de 2012 da Anvisa e Portaria 453/98 do Ministério da Saúde.

Essa RDC trata do regulamento técnico sobre como as construções e reformas precisam ser.

Enquanto a Portaria 453/98 do Ministério da Saúde contém informações a respeito das:

  • inspeções sanitárias;
  • infrações;
  • e autoridades sanitárias em nível nacional (Anvisa), estadual e municipal.

Essa lei também determina as exigências necessárias que abrangem o processo de construir ou reformar a clínica, com o intuito de diminuir as exposições à radiação ionizante, por exemplo, blindar as paredes, pisos, teto e portas.

Vale lembrar que é obrigatório ter na clínica um responsável técnico, que deverá responder sobre os serviços radiológicos no local.

Também é preciso eleger algum membro de sua equipe para ficar encarregado das atividades de proteção à radiação.

 

Classificação de Bosniak: o que é, categorias e condutas

A classificação de Bosniak para cistos renais surgiu em 1986 com o objetivo de tornar padrão as descrições e condutas em relação a lesões renais císticas.

Durante a década de 1990 e, depois, em 2005 e em 2019, essa classificação passou por algumas atualizações.

Continue lendo este conteúdo para entender mais sobre o assunto.

 

O que é classificação de Bosniak para cistos renais?

A classificação de Bosniak é utilizada para descrever os cistos renais em exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Diagnósticos de cistos renais são feitos nos exames de ultrassonografia, tomografia e ressonância.

Sabe-se que a maioria deles são achados de exames, que não provocam sintomas, dores e não causam preocupações.

Receber pacientes em consultórios com esses tipos de achados não é algo incomum .

Para isso, usa-se a classificação de Bosniak para ajudar a planejar a melhor conduta.

Os cistos são classificados por ordem de gravidade, levando em conta os aspectos do cisto ao exame de tomografia ou ressonância.

É preciso usar contraste para classificar as imagens.

 

Classificação dos cistos simples e complexos

paciente com cisto renal

A classificação de Bosniak se baseia nos achados da tomografia computadorizada e ressonância magnética com contraste e é um sistema de classificação de cisto renal que tem como objetivo predizer a chance dessas lesões serem malignas.

A princípio, a classificação baseia-se na forma da parede, dos septos e de conteúdo interno dos cistos.

É necessário levar em conta essas características morfológicas e as alterações após a injeção de contraste.

O realce ao meio de contraste indica que há lesão sólida dentro do cisto e, portanto, tem maior chance de ser uma lesão neoplásica.

 

Cisto renal simples ou cisto renal complexo

Um cisto renal não é um câncer e não apresenta risco de se tornar câncer.

No entanto, certos cânceres podem ter características semelhantes às de um cisto.

Sendo assim, é fundamental que o médico radiologista faça a avaliação dos cistos renais.

Os cistos renais se dividem em cistos simples e cistos complexos para auxiliar a distingui-los.

Chamamos de cisto simples aqueles que são preenchidos por líquido homogêneo e tenham uma forma redonda regular e com paredes finas.

Aqueles que possuem um material sólido dentro, muitas vezes com septos, e porções irregulares, são chamados de cistos complexos.

Ao passo que os cistos simples são benignos, os complexos podem ou não ser malignos.

Certos tipos de cistos complexos são só cistos que possuem grau de calcificação interna, fibrose ou hemorragia.

Embora não pareçam cistos simples na ultrassonografia, ainda são uma lesão benigna.

 

Categorias de Bosniak

“Cisto simples” é outro nome para o cisto Bosniak I.

Depois dos 50 anos, eles ocorrem em cerca de 15% dos homens e 7% das mulheres.

É possível que sejam múltiplos e aparecem nos dois rins, e podem variar de pequenos a grandes volumes.

O seu formato é arredondado , regular e possui um líquido homogêneo no seu interior.

Na maioria dos casos, não provoca qualquer sintoma.

Os cistos Bosniak II são cistos com mudanças sutis e provavelmente benignas.

As chamadas cistos Bosniak IIF são aquelas com paredes ou septos pouco mais espessos e com discreto realce.

A letra “F” vem da palavra inglesa “follow-up“, que significa “segmento” e portanto são lesões que necessitam de acompanhamento.

Habitualmente são benignos ou se forem malignos não apresentam comportamento agressivo.

 

Conduta segundo a classificação de Bosniak

Cistos I e II são benignos e portanto não necessitam acompanhamento.

Os cistos IIF na maioria das vezes são benignos, porém, precisam de acompanhamento com exames após 6 meses, 12 meses e depois anualmente por 5 anos para verificar se apresentam alguma alteração morfológica nesse período.

É preciso analisar o Cisto Bosniak III e IV por meio de consulta com urologista para definir a melhor conduta.

 

Livro gratuito lançado por médicos do HC-FMUSP

médico lendo ebook sobre classificação de bosniak

A “Classificação de Bosniak para lesões císticas renais: revisão ilustrada e autoavaliação” é um livro interativo com 50 casos clínicos e cerca de 7 mil imagens de tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Foi elaborado pelos médicos urologistas e radiologistas do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da FMUSP.

O ebook representa uma ferramenta alternativa aos cursos e reuniões clínico-radiológicas e permite ao leitor desenvolver habilidades diagnósticas no uso e interpretação da classificação de Bosniak para cistos renais (versão 2019).

O livro se destaca por texto conciso, ilustrações médicas com alta qualidade e casos que incluem dados clínicos, além de questões para autoavaliação de múltipla escolha, diagnósticos diferenciais, teaching points e sugestões de materiais para leitura complementar.

O título original em inglês é “Bosniak Classification of Cystic Renal Masses: An Illustrated Review and Self-Assessment”.

Os autores são os médicos Sandro Fenelon, Públio Viana, Marcelo Queiroz, Maurício Cordeiro, Abdallah Houat e Pablo Sierra.

O livro pode ser baixado gratuitamente pelo aplicativo Apple Books em dispositivo Apple, procurando por seu nome ou clicando aqui.

 

Profissional responsável técnico pelos serviços de Radiologia

Quando o assunto é radiologia, muitas pessoas têm dúvidas em relação ao responsável técnico pelos serviços.

Caso você tenha interesse em saber mais sobre o assunto e o que a lei diz a respeito, basta continuar lendo este conteúdo!

 

O que é radiologia médica?

Radiologia médica é uma área da medicina que usa métodos de imagem com intuito de diagnosticar patologias e podendo até realizar tratamentos na radiologia intervencionista.

Além de ser crucial para a medicina, também é útil na odontologia e na medicina veterinária.

Sempre com novas descobertas, essa é uma das áreas da saúde que mais se expande e evolui.

O que também exige dos próprios profissionais o mesmo para seguir sua carreira na área.

Espera-se que a área continue a expandir durante os próximos anos, devido às novas invenções e melhorias usadas no diagnóstico por imagem.

 

História da radiologia médica

A radiologia teve o seu início em meados de 1895, quando Wilhelm Conrad Röntgen, um físico alemão, fez sua descoberta e compartilhou as suas observações em um artigo, chamado “Sobre uma nova espécie de Raios”.

Em dezembro daquele mesmo ano, Röentgen pôde comprovar que seria possível usar os novos raios para “fotografar” a região interna do corpo.

Ele fez sua primeira radiografia ao fotografar a mão esquerda de sua esposa.

O processo não durou mais do que apenas 15 minutos e, logo em seguida, Wilhelm conseguiu revelar o filme e ver os ossos e partes moles do interior da mão de sua esposa.

Tal descoberta fez com que o físico recebesse o Prêmio Nobel de Física em 1901.

Alguns anos depois, a radiação, usada nos equipamentos de raio X, fez com que outros aparelhos, como tomógrafos e mamógrafos surgissem.

 

O que é um médico radiologista?

foto de um médico radiologista

O radiologista é quem atua na área e, para exercer a sua função, deve cursar a faculdade de Medicina e depois fazer residência médica em radiologia e diagnóstico por imagem.

Em outras palavras, ele deve ser um médico que faz interpretação dos exames de imagem e correlaciona o quadro clínico do paciente e possíveis patologias.

Ele deve ter amplo conhecimento da anatomia humana e da física da formação das imagens.

 

Qual é a função do médico radiologista?

É possível que o radiologista atue em duas grandes áreas, que são: radiologia intervencionista ou diagnóstico por imagem.

Aqueles que decidem atuar na primeira opção, passam por mais dois anos de treinamento para realizar os procedimentos invasivos com os fins diagnóstico e terapêutico, através de biópsia, drenagens, angiografia, entre outros.

Na biópsia, é preciso coletar uma pequena parte de um tecido, que passará pela análise de um médico patologista para verificar alterações compatíveis com alguma doença , como câncer ou processo inflamatório ou infeccioso.

Já a angiografia, é feita por meio da inserção de um cateter em um vaso sanguíneo.

E em seguida, se injeta um meio de contraste para analisar os vasos como por exemplo as coronárias durante um cateterismo cardíaco.

No entanto, a maior parte dos radiologistas atua na área do diagnóstico por imagem.

Nessa área o médico deverá analisar os pedidos, indicações e prescrever o melhor protocolo de exame para aquela determinada patologia.

Além de interpretar as imagens, obter suas conclusões e registrar no laudo médico.

Para isso, não basta avaliar apenas as imagens que registrou durante o exame, mas como também deverá levar em conta as suspeitas do próprio médico que solicitou o exame, dados clínicos e histórico do paciente.

 

Diferença entre Médico Radiologista e Técnico em Radiologia

técnico em radiologia operando aparelho

Não é incomum que muitas pessoas confundam o médico radiologista com o técnico em radiologia.

Vale notar que as carreiras têm as suas diferenças, a começar pela duração dos estudos e da formação.

O curso técnico em Radiologia dura cerca de dois a três anos, com foco para preparar e realizar os exames.

O médico radiologista para atuar na área deve estudar por, no mínimo, nove anos.

Sendo seis anos para graduar-se e mais três para especializar-se.

Sendo assim, o técnico irá realizar os exames, mas apenas o médico radiologista poderá analisar e interpretar os resultados.

 

Médico Radiologista dentro da radiologia médica

Como dito antes, para atuar na área, é preciso cursar a graduação em Medicina.

Aqui no Brasil, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) é quem regulamenta a carga horária dos cursos superiores.

A exigência do MEC para a formação é de, no mínimo, 7.200 horas.

Contudo, irá depender de cada instituição e essa graduação poderá durar mais de 9.000 horas em algumas faculdades de medicina.

Em outras palavras, o menor tempo para concluir o curso é de seis anos.

Dessa forma, os alunos tendem a dedicar-se por tempo integral aos estudos, e a grade curricular costuma se dividir em três fases que duram dois anos cada.

Na primeira fase, os estudantes irão aprofundar mais seus conhecimentos sobre o corpo humano e suas funções.

Nessa fase, os alunos irão aprender matérias como anatomia, histologia, biofísica, genética e imunologia.

Já na segunda parte, a etapa clínica, os alunos irão estudar mais sobre as doenças, os seus sintomas, como preveni-las e como tratá-las.

E nos últimos anos, os alunos deverão colocar em prática o que aprenderam, ao atuar em hospitais sob a supervisão de médicos formados.

Durante essa terceira fase, eles terão um contato direto com os médicos e uma série de outros profissionais da área, além dos pacientes.

Após concluir a graduação, é possível começarem a atuar como generealista.

Para atuar na radiologia, será preciso estudar por, no mínimo, mais três anos.

Esse é o tempo mínimo para especializar-se em Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

Por fim, ao concluir a residência médica, deverá passar pelas provas teórica e prática do exame do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR).

 

Quem é o profissional que pode assumir a Responsabilidade Técnica dos Serviços de Radiologia e Diagnóstico por Imagem?

medico responsavel pelo servico de radiologia

A extinta Portaria da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde nº 453, de 1 de junho de 1998, determinava as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e odontológico e ficou em vigência por volta de 21 anos.

Essas diretrizes descreviam a qualificação profissional, para atuar na função de responsável técnico dos Serviços de Radiologia, onde era preciso ter formação em medicina, ou odontologia no caso de radiologia odontológica.

Porém, devido a extinção da portaria 453/98, passou a entrar em vigor a RDC (Resolução da Diretoria Colegiada) número 330 da ANVISA, que veio a público em dezembro de 2019.

Que define os requisitos sanitários para organizar e funcionar serviços de radiologia diagnóstica e intervencionista em todo o Brasil.

De acordo com esta norma, a qualificação profissional não foi especificada, afinal, não se trata de competência da Anvisa solucionar questões em relação ao exercício da profissão, que está ligada à competência de outra entidade (conselho ou ordem).

Cabe à vigilância sanitária apenas constatar que existe o profissional legalmente habilitado na unidade de saúde.

Sendo assim, a nova norma conceitua o responsável técnico da seguinte forma:

O responsável legal deve designar formalmente 1 (um) profissional legalmente habilitado para assumir a responsabilidade pelos procedimentos radiológicos de cada setor de radiologia diagnóstica ou intervencionista do serviço de saúde, doravante denominado responsável técnico”.

O Responsável Técnico é quem irá responder de forma ética por todos os dados e informações prestadas perante os conselhos de medicina (federal ou regionais), e pode, até mesmo, ficar responsável ou sofrer pena caso haja alguma denúncia.

 

Nomear um médico responsável técnico

Portanto, nos serviços de Diagnóstico por Imagem que usam radiação, é crucial nomear um médico responsável técnico, especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, com sua especialidade registrada de forma devida.

Com o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) no Conselho Regional de Medicina (CRM), para responder pelos serviços na área em perfeito acordo com as normas legais vigentes (Lei do Ato Médico e Resoluções citadas).

Enfim, o médico radiologista poderá ser nomeado como responsável técnico para, no máximo, 2 (dois) serviços de Radiologia, ao mesmo tempo, conforme estabelece a Resolução CFM nº 2.147/2016.

 

Como ter uma boa relação com o paciente no atendimento?

A relação com o paciente é uma relação fomentada por expectativas, em que o paciente espera alívio e cura; e o profissional espera conclusão.

Essa relação é algo de grande relevância para quem trabalha na área da saúde.

Ser atencioso, esclarer as dúvidas e estar disponível para o paciente é um grande diferencial nos atendimentos médicos e dos demais profissionais de saúde.

Nesse artigo, vamos tratar de pontos que melhoram e otimizam a relação com o paciente.

 

Como deve ser a relação com o paciente?

medico confortando paciente

Cada profissional constrói sua relação com os pacientes de uma forma, mas alguns pontos comuns e que são importantes serão abordados a seguir.

Interagir e ouvir com atenção o que o paciente tem a dizer, compreender suas necessidades e ter empatia são princípios básicos. É necessário, ainda, passar confiança e segurança para que se estabeleça uma boa relação. Então o conhecimento e estudo aprofundado são fundamentais.

Ao realizar um atendimento, é importante explicar com objetividade as condutas e procedimentos e passar informação sobre o estado de saúde do paciente. É importante ser direto e esclarecer a situação de forma mais clara. Evitar usar expressões técnicas que o paciente não conhece é de suma importância. E, caso seja realmente necessário utilizá-las, é importante explicá-las.

Outro ponto essencial para a relação com o paciente é a empatia, o profissional demonstrar um real interesse com o seu problema de saúde. Isso pode fazer a pessoa sentir-se acolhida e à vontade. Pois, habitualmente, o paciente já se encontra fragilizado por conta de alguma doença.

E, claro, a apresentação pessoal do profissional de saúde também pode influenciar na percepção do paciente. Investir em uma aparência cuidada, que pode incluir uma vestimenta adequada, uma ótima postura profissional (e pessoal), além do uso dos melhores perfumes masculinos ou femininos, pode transmitir uma sensação de profissionalismo e atenção aos detalhes. Manter uma boa higiene pessoal, como cabelos bem arrumados e mãos limpas, também é fundamental para construir uma imagem positiva e respeitável.

Por fim, evitar atrasos e remarcações irão manter sadia a relação com o paciente.

Uma queixa frequente dos pacientes em relação a serviços de saúde é o longo tempo de espera.

 

Quais são as boas práticas na relação com o paciente?

paciente sentindo-se satisfeita com uma boa relacao

Conhecer as práticas que podem conquistar a confiança dos pacientes é um grande trunfo para os profissionais.

Algumas dicas que vão além do atendimento e foram abordadas acima devem ser levadas em consideração no dentro das organizações de saúde, conforme listamos abaixo:

 

Sala de recepção aconchegante

É necessário dar atenção especial à montagem da recepção.

Ela será responsável por formar a primeira impressão do paciente quanto à prestação do serviço.

Alguns itens são indispensáveis para amenizar o tempo de espera, tais como:

  • manter o local limpo e organizado;
  • possuir móveis duráveis e confortáveis;
  • oferecer água e café;
  • disponibilizar entretenimento como revistas, TV e Wi-FI.

Cores e decoração também são fatores importantes que podem tornar o local de espera mais aconchegante e prazeroso.

Isto é, tonalidades pastéis de pinturas trazem a sensação de relaxamento.

Cores escuras e de destaque podem ser deixadas para acessórios e pequenos objetos de decoração.

Cortinas e iluminação indireta podem tornar a sala menos impessoal.

Fazer da primeira experiência algo positivamente marcante manterá viva a relação com o paciente.

 

Recepcionistas bem preparados

Não adianta apenas que os médicos, a enfermagem e os demais profissionais de saúde tenham uma boa relação com o paciente.

O mesmo comprometimento com um atendimento humanizado de qualidade deve ser observado pelos recepcionistas.

Para isso, algumas orientações devem ser sempre lembradas, por exemplo:

  • sempre chamar o paciente pelo nome;
  • atender ligações prontamente;
  • passar informações corretas;
  • manter o cadastro de pacientes atualizado;
  • demonstrar preocupação em levar queixas e reclamações aos superiores
  • entre outras;

Treinamentos com simulação de atendimentos podem ser um bom ponto de partida para que toda a equipe melhore a relação com o paciente.

 

Agilidade na entrega de laudos e exames

A celeridade na entrega dos laudos é muito importante.

Aliás, para algumas patologias, pode fazer a diferença em termos de prognóstico por permitir que o tratamento seja implementado mais precocemente.

Ademais, é comum que os pacientes valorizem e deem preferência a serviços que se mostram mais ágeis na entrega dos laudos de seus exames.

Por isso, é cada vez mais comum que serviços de saúde recorram à telemedicina como uma ótima alternativa para reduzir seus prazos de entrega.

 

Atendimento eficaz

Nem mesmo as melhores salas de recepção são capazes de entreter pacientes por muito tempo.

Uma longa espera por consultas ou exames pode fazer com que o paciente procure outro profissional ou serviço na próxima oportunidade.

Portanto, nunca é demais prezar pela organização da agenda de atendimentos diários.

Isso irá elencar a ordem de horários conforme o tempo médio de duração das consultas e exames, de forma a colocar o paciente em primeiro lugar.

Uma breve pesquisa de satisfação pode ser uma excelente maneira de conhecer os erros praticados no atendimento ao paciente.

O feedback dos próprios usuários costuma ser um excelente guia para aprimorar a relação com o paciente.

 

E como melhorar a satisfação dos pacientes?

medica em relacao com o paciente pediatra

Grandes reuniões e congressos de saúde e medicina apresentam cada vez mais soluções bem-vindas tanto aos gestores como aos pacientes de hospitais, clínicas e laboratórios.

Com a chegada da telemedicina, por exemplo, a agilidade é uma prerrogativa importante para decisões de novas aquisições.

Processos manuais e ultrapassados dão lugares a processos digitais e modernos, impressionando gestores e, principalmente, pacientes.

A seguir, você vai descobrir como a telerradiologia e outras ações podem contribuir para um bom atendimento e maior satisfação dos pacientes.

 

Observar os prazos

Um dos maiores fatores que os pacientes levam em conta no momento de avaliar um serviço de radiologia é a pontualidade na entrega dos exames e laudos.

Diversos fatores podem contribuir para a dificuldade em honrar os prazos de entrega. Tais como:

  • “buracos” na escala de médicos radiologistas;
  • falta de constância na produtividade da equipe de médicos radiologistas;
  • férias e licenças médicas;
  • dificuldade de contratação de médicos radiologistas locais;
  • entre outros.

A telerradiologia é uma possível solução para essa questão, visto que a emissão de laudos a distância já é uma realidade.

Além disso, é um processo rápido de implantação.

Assim que um serviço de radiologia contrata o serviço, seus exames já podem ser laudados.

 

Expandir a equipe

Na maior parte do Brasil, os exames são analisados e laudados por médicos radiologistas generalistas.

Ou seja, médicos que cursaram uma residência médica em Radiologia, mas que não se especializaram em alguma das subáreas do Diagnóstico por Imagem.

Os laudos de médicos radiologistas generalistas não são ruins.

Todavia, há uma tendência de que, em geral, os laudos de médicos radiologistas especialistas tenham uma assertividade superior dentro de suas respectivas áreas.

Isso ocorre devido ao tempo dedicado pelos especialistas ao estudo e treinamento específico em uma subárea da Radiologia.

Também, pelo contato interdisciplinar mais próximo que têm com os médicos de outras especialidades correlatas com as suas especialidades.

Uma comparação é, se um paciente precisa ser submetido a uma cirurgia plástica, ele deveria procurar um cirurgião geral ou um cirurgião plástico?

 

Realizar pesquisas de satisfação

Como já abordamos em outro tópico, é importante que toda empresa realize pesquisas de satisfação constantemente.

Uma boa administração também deve se atentar a isso, caso contrário não é possível aferir o que os pacientes pensam e sentem em relação ao atendimento que recebem.

O objetivo é promover a melhoria contínua, analisando pontos fracos a serem corrigidos pela gestão.

Existem duas formas principais de integrar uma pesquisa de satisfação:

  • impressa, entregue na recepção ou no setor de impressão dos laudos, por exemplo, e depositada em urnas ou caixas após seu preenchimento;
  • online, enviadas através de e-mail ou WhatsApp (por exemplo), ou mesmo disponibilizada no próprio website do centro diagnóstico;

Contudo, não adianta só coletar as respostas dos pacientes.

É necessário, analisá-las e verificar o que precisa ser melhorado e, em seguida, planejar e executar eventuais planos de melhoria.

É um processo contínuo e trabalhoso manter a boa relação com o paciente, mas que gradualmente irá melhorar a percepção de qualidade do atendimento.