dr douglas khalil

Sobre Dr. Douglas Khalil

Médico (UFMG) com graduação sanduíche na University of Wisconsin-Madison. Cirurgião geral (Einstein) e residente em radiologia e diagnóstico por imagem (InRad-HC FMUSP).
CRM-SP 195.490

Fibrose Pulmonar: o que é, sintomas e tratamento

A fibrose pulmonar é uma daquelas doenças que nem sempre chamam atenção no início. Tosse seca, falta de ar ao subir escadas, um cansaço estranho que não combina com a idade ou com o estilo de vida. Para muitos, isso pode parecer apenas um sintoma passageiro. Mas, em alguns casos, é o sinal de que algo muito mais sério está acontecendo: o pulmão está se tornando rígido, dificultando a entrada de oxigênio no corpo.

O problema? Esse endurecimento do tecido pulmonar é irreversível. Uma vez que a fibrose se instala, não há como desfazer o dano já causado. O que resta é desacelerar o processo e tentar melhorar a qualidade de vida do paciente. Mas por que isso acontece? E, mais importante, existe tratamento? Vamos mergulhar nesse assunto.

 

O que é a fibrose pulmonar?

A fibrose pulmonar é o resultado de um processo inflamatório crônico que leva à formação de tecido cicatricial (fibrose) nos pulmões. Esse tecido substitui o tecido saudável, tornando os pulmões menos elásticos e mais rígidos. O resultado? A respiração se torna mais difícil, porque os pulmões não conseguem se expandir e contrair como deveriam.

Diferente de infecções respiratórias comuns, essa condição não tem uma causa única e pode estar associada a vários fatores. Entre eles:

  • Doenças autoimunes, como artrite reumatoide e esclerodermia.
  • Exposição a substâncias tóxicas, como poeira de sílica, amianto e mofo.
  • Infecções pulmonares de repetição, que podem causar inflamações persistentes.
  • Uso de certos medicamentos, como alguns quimioterápicos e antibióticos.
  • Predisposição genética, o que significa que algumas famílias podem ter maior risco.

Mas o mais frustrante de tudo isso é que, em muitos casos, a causa é desconhecida. Quando isso acontece, os médicos chamam a doença de fibrose pulmonar idiopática (FPI)—ou seja, uma fibrose pulmonar sem uma explicação aparente.

 

Sintomas: quando suspeitar da doença?

No começo, os sinais da fibrose pulmonar podem ser sutis. É aquela tosse seca que aparece sem motivo e não vai embora. Ou o fôlego curto que antes só surgia em exercícios intensos, mas que agora atrapalha até caminhadas leves. Aos poucos, os sintomas se tornam mais evidentes:

  • Falta de ar progressiva, que começa aos poucos e vai piorando com o tempo.
  • Tosse seca e persistente, sem secreção e sem causa aparente.
  • Fadiga constante, mesmo sem esforço excessivo.
  • Dedos em baqueta de tambor, um sinal clássico de doenças pulmonares crônicas, onde as pontas dos dedos ficam arredondadas e as unhas curvadas.
  • Perda de peso e fraqueza, porque o corpo começa a gastar mais energia para compensar a baixa oxigenação.

Infelizmente, quando os sintomas ficam muito evidentes, a doença já pode estar em um estágio avançado. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença.

 

Como é feito o diagnóstico?

O caminho até o diagnóstico da fibrose pulmonar não é tão simples. Como os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças respiratórias, muitos pacientes passam meses (ou até anos!) sem uma resposta definitiva.

Os exames mais usados para identificar a doença incluem:

  1. Tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) – Esse é o exame-chave para detectar a fibrose, pois mostra detalhes da cicatrização nos pulmões.
  2. Provas de função pulmonar – Testes que medem a capacidade respiratória e confirmam a rigidez do pulmão.
  3. Oximetria e gasometria arterial – Avaliam os níveis de oxigênio no sangue, que podem estar baixos.
  4. Biópsia pulmonar – Em alguns casos, pode ser necessária para confirmar o diagnóstico, especialmente quando a tomografia não é conclusiva.

Muitas vezes, o médico também investiga doenças associadas, como artrite reumatoide e esclerodermia, para entender se a fibrose é consequência de outra condição.

 

Existe tratamento para fibrose pulmonar?

Agora vem a pergunta que todo paciente (e todo médico) gostaria de responder com um simples “sim”. Mas a realidade é mais complexa. A fibrose pulmonar não tem cura, porque o tecido cicatricial formado nos pulmões é permanente. O que a medicina pode fazer é retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas.

Os tratamentos mais usados incluem:

  • Medicamentos antifibróticos, como o pirfenidona e o nintedanibe, que ajudam a desacelerar a progressão da doença.
  • Oxigenoterapia, para melhorar a oferta de oxigênio ao corpo.
  • Reabilitação pulmonar, um programa que inclui exercícios físicos, fisioterapia e orientações para melhorar a qualidade de vida.
  • Transplante de pulmão, indicado para alguns pacientes em estágio avançado da doença.

E aqui vale um alerta: muitos pacientes tentam tratamentos alternativos ou remédios naturais na esperança de reverter a fibrose. Infelizmente, até o momento, não há evidências científicas de que esses métodos funcionem.

 

Qual é a expectativa de vida de quem tem fibrose pulmonar?

A resposta depende de muitos fatores, como a causa da fibrose, a velocidade de progressão da doença e o acesso ao tratamento. Em casos de fibrose pulmonar idiopática, por exemplo, a expectativa de vida costuma girar em torno de 3 a 5 anos após o diagnóstico, mas isso não é uma regra fixa. Algumas pessoas vivem muito mais tempo, especialmente se o diagnóstico for precoce e o tratamento bem conduzido.

Além disso, é importante lembrar que o curso da doença não é linear. Algumas pessoas experimentam uma progressão lenta ao longo dos anos, enquanto outras podem ter pioras súbitas, chamadas de exacerbações agudas—situações em que a fibrose avança rapidamente e a capacidade respiratória despenca.

PCMSO: o que é, quando deve ser feito e como funciona?

O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) trata-se de um recurso essencial para a manutenção da saúde dos membros de uma corporação.

As empresas devem se adaptar a essas normas para garantir a saúde dos seus trabalhadores.

Continue lendo este conteúdo para entender mais sobre as normas do PCMSO, como funcionam e como uma organização poderá adequar-se.

 

O que é PCMSO?

O PCMSO tem como objetivo propiciar e proteger a saúde e segurança de empregados em relação aos riscos ocupacionais.

A exigência de que os empregadores criem e implementem o PCMSO é regido pela norma regulamentadora (NR-7) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Nas descrições das diretrizes da NR, observamos a necessidade tanto da vigilância passiva quanto da vigilância ativa na saúde do trabalhador por meio de demanda espontânea de empregados e de exames médicos dirigidos.

Dentre outras responsabilidades no planejamento das empresas encontram-se os exames:

  • admissional;
  • periódicos;
  • de retorno ao trabalho;
  • de mudança de risco ocupacional;
  • demissional.

 

Qual a diferença entre o PCMSO e o PPRA?

trabalhador realizando PCMSO

O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), instituído pela NR 09, estabelece que, através da antecipação, haja o controle de riscos ambientais no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

O intuito do PPRA é identificar os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos e estabelecer ações que os protejam desses riscos, como recomendar o uso de equipamentos de proteção individual se necessário.

O PCMSO e o PPRA são parte de um conjunto de iniciativas na saúde dos trabalhadores e devem estar em harmonia com as demais NR.

O PPRA pode ser feito pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) ou outras pessoas com competência para tal.

Já o PCMSO é feito por um médico do trabalho.

Porém, inexistindo médico do trabalho na localidade, a empresa poderá contratar profissional de outra especialidade como responsável pelo programa.

 

Por que esses programas são importantes?

Esses regulamentos devem existir e serem seguidos rigorosamente para que as organizações proporcionem um ambiente seguro para todos os seus colaboradores.

É fundamental abordar todas as preocupações de segurança e bem-estar dos funcionários.

As empresas que não realizarem os exames ou não tiverem esses programas, poderão sofrer multas ou até mesmo ações judiciais caso comprometam a segurança de seus funcionários.

O responsável da empresa também poderá se responsabilizar judicialmente por quaisquer danos decorrentes.

 

Quem deve implementar?

funcionarios aguardando para realizar pcmso

A NR-7 enfatiza a necessidade de todos os empregadores e instituições que contratam trabalhadores desenvolverem e implementarem um Programa de Controle Médico de Segurança e Saúde Ocupacional.

Exceto algumas empresas (microempreendedor individual – MEI, microempresa – ME e empresa de pequeno porte – EPP) que são desobrigadas de elaborar PCMSO, de acordo com a NR 01.

Porém essas devem realizar e custear exames médicos ocupacionais admissionais, demissionais e periódicos, a cada dois anos, de seus empregados.

Ao empregador que deve aplicar o programa são dadas algumas obrigações:

  • Garantir a elaboração e efetiva implantação do programa;
  • Custear sem ônus para o empregado todos os procedimentos relacionados ao exame;
  • Indicar médico do trabalho responsável.

Aos médicos do trabalho que ficarem responsáveis pelo programa, algumas atribuições são mandatórias.

Essas variam com o grau de risco e número de funcionários de cada empresa.

Qualquer empresa que não fizer a implementação deste programa estará sujeita a sofrer uma multa.

 

Ateromatose: o que é, sintomas, como prevenir e o que fazer?

Ateromatose é um termo que aparece frequentemente em relatórios médicos, mas nem todo mundo entende de fato o que ele significa ou quais são as suas implicações. Então, vamos começar do básico: ateromatose é uma condição que envolve o acúmulo de placas de gordura, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias, o que pode levar a sérios problemas de saúde, como infarto e AVC. Mas, antes de qualquer coisa, vamos entender melhor como ela se desenvolve e o que você pode fazer para preveni-la.

 

O que é Ateromatose?

A ateromatose, muitas vezes chamada de aterosclerose, é uma condição que afeta as artérias do corpo humano. Essencialmente, é o processo de formação de ateromas, ou placas de gordura, que se acumulam nas paredes internas das artérias. E essa acumulação, ao longo do tempo, pode causar o estreitamento ou até mesmo a obstrução completa dos vasos sanguíneos. Em outras palavras, é como se as artérias ficassem “entupidas” por dentro.

No início, essas placas podem ser pequenas e não causar sintomas óbvios. Contudo, à medida que elas crescem, o fluxo de sangue é reduzido e a parede da artéria pode se tornar menos flexível – um problema que leva a uma menor capacidade de circulação de sangue para os tecidos e órgãos. Pode parecer complicado, mas pense nas artérias como encanamentos de água: se o cano estiver entupido, a água não flui direito, certo?

Agora, você deve estar se perguntando: de onde vêm essas placas? A resposta é múltipla. Elas podem se formar devido ao acúmulo de colesterol, resíduos celulares, cálcio e até produtos de inflamação.

 

Principais causas e fatores de risco

Embora a ateromatose possa ocorrer em qualquer pessoa, há certos fatores que aumentam o risco de desenvolvê-la. Alguns desses fatores são modificáveis, enquanto outros não podem ser alterados. Vamos listar alguns dos principais:

  • Idade e sexo: Homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 têm um risco maior.
  • Colesterol alto: Altos níveis de colesterol LDL (o “ruim”) podem acelerar a formação das placas.
  • Hipertensão: A pressão alta danifica as paredes das artérias, facilitando o acúmulo de placas.
  • Fumo: Os produtos químicos do cigarro causam danos ao revestimento das artérias, promovendo a ateromatose.
  • Diabetes: Níveis elevados de glicose no sangue aumentam o risco de aterosclerose.
  • Estilo de vida sedentário e dieta inadequada: Falta de atividade física e excesso de gorduras saturadas na alimentação são grandes contribuintes.

Curiosamente, a genética também desempenha um papel relevante. Ou seja, se você tem histórico familiar de doenças cardíacas ou AVC, seu risco de desenvolver ateromatose pode ser maior.

 

ilustração de um homem com doença cardíaca como ateromatose

 

Sintomas e diagnóstico

Ateromatose é traiçoeira: ela pode se desenvolver silenciosamente por anos, sem sintomas óbvios. Isso porque as placas geralmente se acumulam lentamente, e os sintomas só aparecem quando o estreitamento das artérias é suficientemente severo para reduzir o fluxo sanguíneo. Mas, eventualmente, os sinais podem aparecer e, quando isso acontece, eles podem variar de acordo com a artéria afetada.

  • No coração: Pode causar dor no peito (angina) ou até mesmo um ataque cardíaco.
  • No cérebro: A redução do fluxo sanguíneo pode resultar em sintomas de AVC, como fraqueza súbita, dificuldade de fala ou perda de visão.
  • Nos membros: Pode haver dor, cãibras ou até claudicação intermitente, que é a dor ao caminhar devido à má circulação.

Para diagnosticar a ateromatose, médicos geralmente usam exames de imagem, como ultrassom Doppler, angiografia, tomografia ou ressonância magnética. Além disso, exames de sangue para avaliar o colesterol e a glicose também são comuns.

 

Tratamento e controle

Não existe uma “cura mágica” para a ateromatose, mas há várias abordagens para controlá-la e prevenir complicações. O tratamento pode envolver tanto mudanças de estilo de vida quanto medicamentos. Vou te contar como:

  1. Mudanças no estilo de vida: Esta é a base de qualquer tratamento de ateromatose. Isso inclui:
    • Adotar uma dieta saudável para o coração (a boa gastronomia rica em frutas, vegetais, grãos integrais e gorduras saudáveis).
    • Fazer exercícios regularmente, pelo menos 150 minutos por semana.
    • Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool.
  2. Medicamentos: Quando as mudanças de estilo de vida não são suficientes, medicamentos são frequentemente necessários. Estes podem incluir:
    • Estatinas para baixar o colesterol.
    • Medicamentos para controlar a pressão arterial.
    • Anticoagulantes para evitar a formação de coágulos.
  3. Procedimentos cirúrgicos: Em casos mais graves, onde há risco iminente de obstrução ou danos ao tecido, podem ser necessárias intervenções como angioplastia (uso de balão e stent para desobstruir a artéria) ou cirurgia de revascularização.

 

Prevenção: o que pode ser feito?

A melhor estratégia contra a ateromatose é a prevenção, e isso começa cedo. O que significa, na prática, cuidar da saúde cardiovascular antes mesmo dos problemas surgirem. Não precisa ser radical, basta incorporar algumas atitudes no dia a dia.

  • Monitore sua saúde regularmente: Faça exames de colesterol e glicose de tempos em tempos, especialmente se você estiver no grupo de risco.
  • Mantenha um peso saudável: O excesso de peso está associado a um risco maior de ateromatose, por isso, tente manter seu IMC dentro da faixa recomendada.
  • Controle o estresse: Parece algo clichê, mas o estresse crônico pode contribuir para o aumento da pressão arterial e dos níveis de colesterol.

Enfim, adotar um estilo de vida mais saudável não é apenas uma questão de evitar ateromatose, mas também de promover uma melhor qualidade de vida em geral. E se você já estiver lidando com ateromatose, lembre-se de que a colaboração com seu médico é essencial para gerenciar a condição de maneira eficaz e segura.

Saturação de Oxigênio: o que é, valores e como medir

Com a popularização do oxímetro de pulso e dessa implementação nos smartwatches, quase todo mundo já ouviu falar sobre a saturação de oxigênio.

Mas, o que significa? E por que ela é tão essencial para a saúde?

Vamos explorar este tema em detalhes, abordando desde conceitos clínicos até questões práticas do dia a dia.

 

O que é saturação de oxigênio?

A saturação de oxigênio, em termos simples, é a medida da quantidade de oxigênio que está ligada à hemoglobina no sangue. Ela é essencial para o funcionamento celular e, consequentemente, para a vida.

Os valores normais da saturação de oxigênio variam entre 95% e 100% em adultos saudáveis. Se o nível de saturação cai abaixo dos valores normais, o corpo pode começar a sofrer de hipóxia, que é a falta de oxigênio nos tecidos.

Para facilitar seu entendimento, pense na hemoglobina como um ônibus que transporta oxigênio dos pulmões para o resto do corpo, quando todos os assentos desse ônibus estão ocupados por oxigênio, temos uma saturação ideal.

 

Como pode ser medida e monitorada?

A tecnologia facilitou muito o monitoramento da saturação de oxigênio.

Atualmente, o método mais comum é o oxímetro de pulso, um dispositivo que mede o nível de oxigênio no sangue de maneira rápida e indolor.

O oxímetro utiliza as luzes infravermelha e vermelha para detectar as variações na absorção de luz no sangue. Baseado nessa absorção, ele calcula a porcentagem de oxigênio.

Embora seja prático, vale lembrar que o oxímetro de pulso pode apresentar erros em algumas situações, como:

  • baixa circulação periférica;
  • uso de esmalte escuro nas unhas;
  • exposição a luz intensa.

 

O que afeta o nível de saturação?

A saturação de oxigênio pode variar por diversos motivos. Dentre os principais, estão:

  • Altitudes elevadas, devido à menor disponibilidade de oxigênio no ar.
  • Doenças respiratórias como asma, DPOC ou pneumonia, que comprometem a troca gasosa nos pulmões.
  • Problemas cardíacos que afetam a circulação e, consequentemente, a oxigenação dos tecidos.
  • Uso de tabaco, pois reduz a capacidade de transporte de oxigênio pela hemoglobina.

 

médico usando oximetro para medir a saturação de oxigênio

 

Níveis e sinais de alerta

Quando os níveis de saturação caem abaixo de 90%, é um sinal de alerta.

Esse estado, chamado de hipoxemia, pode levar a consequências graves se não tratado, sendo essencial buscar atendimento médico o quanto antes.

Entre os sintomas de hipoxemia, estão:

 

SaO2 vs SpO2: diferença entre saturação arterial e periférica

Nem toda saturação de oxigênio é medida da mesma forma.

A saturação arterial (SaO2) é a medida mais precisa e obtida por exames de sangue. É feita em laboratório, em UTI ou emergências.

Já a saturação periférica (SpO2), medida pelo oxímetro de pulso, é mais prática e amplamente utilizada. É útil para monitoramentos corriqueiros, em casa ou em triagens, mas menos precisa.

Ainda que elas não sejam idênticas e não tenham a mesma precisão, a SpO2 (do oxímetro) costuma ser suficiente na maioria dos casos para acompanhamento.

 

Como melhorar os níveis de saturação

Se sua saturação está levemente baixa, há algumas ações simples que podem ajudar a melhorar os níveis:

  • Respiração profunda: técnicas como a respiração diafragmática aumentam a oxigenação;
  • Posição do corpo: deitar de barriga para baixo (posição prona) pode melhorar a oxigenação em casos leves;
  • Ventilação: ir para locais com boa circulação de ar melhoram a oxigenação.
  • Exercícios físicos: ajudam a melhorar a função pulmonar a longo prazo.

 

Opinião do autor

A saturação de oxigênio é mais do que apenas um número em um aparelho, ela reflete a saúde do corpo como um todo.

Monitorá-la se tornou um hábito comum, mas isso jamais deve substituir a avaliação médica em situações de risco.

Sendo assim, apesar da praticidade do oxímetro de pulso, é fundamental compreender seus limites e, mais importante, ouvir o próprio corpo. Afinal, de que adianta um número/nível se você não se sente bem?

Se houver dúvidas ou sinais de alerta, busque sempre orientação de um profissional.

O que é teleconsulta, como funciona e quais suas vantagens?

Você já ouviu falar em teleconsulta? Conhece seus benefícios?

Antes de mais nada, não precisamos falar muito sobre o quanto a consulta presencial é crucial.

No entanto, para algumas pessoas, sair de casa pode não ser tão fácil, como pacientes idosos, acamados ou até mesmo para quem faz acompanhamento médico em outras cidades e até estados diferentes do que vivem.

Ainda quando consideramos o  cenário pandêmico como vivenciamos e com a recomendação de distância social.

Por isso, a teleconsulta, ou consulta online, está mais popular como uma maneira rápida e prática de atuar em  algumas situações e se comunicar com um médico de confiança.

Você quer saber como funciona? Confira tudo o que você precisa saber sobre o tópico lendo este artigo!

 

O que é teleconsulta?

De acordo com a Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) número 2.314, de 20 de abril de 2022 defini-se telemedicina como o exercício da medicina mediado por Tecnologias Digitais, de Informação e de Comunicação, para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões, gestão e promoção de saúde.

Normalmente, utilizamos a internet para uma série de tarefas do dia a dia.

Fazer compras, conversar com família e amigos, trabalhar e estudar são exemplos do que é possível fazer na internet.

E agora, a consulta online também.

Teleconsulta é uma modalidade regulamentada da Telemedicina que permite a realização de consultas médicas online, ou seja, sem que o paciente e médico estejam no mesmo ambiente.

Ela segue os mesmos objetivos de uma consulta médica tradicional e presencial, no entanto, pode ser realizada à distância através da internet.

A teleconsulta é realizada com o uso de tecnologias de comunicação segura na internet, como programas de videoconferência ou apps e plataformas que foram criados para esse fim.

O único requisito é que, tanto o médico quanto o paciente, tenham acesso a dispositivos apropriados.

Como computadores, tablets e smartphones, bem como uma boa conexão à internet.

Em algumas plataformas, se a opção estiver disponível, a consulta pode ser feita por telefone ou site próprio.

Neste modo, o cuidado é fornecido com a assistência de tecnologia de informação e comunicação

Que permite criar e atualizar um prontuário eletrônico de um paciente, onde todos os dados clínicos dele são armazenados, bem como fazer videoconferências.

É possível obter os diagnósticos em uma variedade de especialidades médicas apenas ao agendar uma teleconsulta, tais como:

  • Radiologia;
  • Cardiologia;
  • Neurologia;
  • Pneumologia;
  • Dermatologia;
  • Psiquiatria;
  • Entre outras.

 

Como funciona a teleconsulta?

Por meio de plataformas específicas o  paciente tem acesso à agenda de horários do médico ou então como já é feito do modo presencial, o médico ou sua equipe de secretariado organizam a sua agenda.

Sendo assim, basta que ele agende um período favorável para  sua teleconsulta e de acordo com seus compromissos pessoais, tornando todo esse processo mais fácil.

Os dados pessoais e de contato devem ser coletados, especialmente  se esta for a primeira consulta do paciente e ele ainda não tiver feito o registro na plataforma ou na clínica.

Por fim, a central da clínica entrará em contato com o paciente através do recurso escolhido para conduzir a consulta.

Assim como a presencial, a teleconsulta ocorre em total confidencialidade, entre o médico e o paciente.

 

Tipos de teleconsulta

Pai participando de uma teleconsulta

De modo geral, isso pode ser feito das seguintes formas:

  • Entre médicos: quando um médico  procura assistência de um outro especialista, como uma segunda opinião sobre um diagnóstico, uma medicação mais apropriada ou até orientação sobre como realizar um procedimento. O paciente pode ou não estar presente.
  • Entre um médico e um paciente: sem a intervenção de outro médico ou profissional de saúde;
  • Síncrona: a interação é imediata ou a resposta é dada em um curto período. Uma consulta em vídeo entre um médico e um paciente é um exemplo;
  • Assíncrona: ocorre em diferentes momentos e não requer interação direta entre o paciente e o médico.

A teleconsulta podem variar de atendimento inicial a acompanhamento, urgência ou supervisão.

E atende diferentes especialidades, desde os cuidados primários, como dito acima.

 

Vantagens da teleconsulta

Entre as vantagens da teleconsulta, podemos destacar a amplitude de serviços médicos disponíveis para pacientes em áreas geográficas de difícil acesso ou com problemas de mobilidade, bem como a precisão dos diagnósticos.

Durante a pandemia da Covid-19, por exemplo, a teleconsulta facilitou o acesso dos pacientes a pneumologistas e infectologistas.

Já que eles podiam consultar especialistas de qualquer região do país.

Outra vantagem da teleconsulta é a redução de tempo e custos, tanto para médicos quanto para pacientes.

Tendo em vista que o tratamento não requer realocações e as demandas podem ser atendidas de forma mais ágil e remota.

Além disso, há também a segurança das informações, pois os registros médicos são armazenados e distribuídos de acordo com regulamentos de segurança e privacidade.

Podendo ter um nível de privacidade muito maior em comparação com os prontuários físicos.

Em suma, é possível destacar as principais vantagens:

  • Redução de distância: acesso a médicos especializados, mesmo que o paciente esteja em áreas remotas;
  • Discussão dos casos em equipe: os médicos podem pedir uma segunda opinião e compartilhar conhecimento com outros que não estejam no mesmo local;
  • Agilidade no tratamento do paciente;
  • Custos operacionais reduzidos em clínicas;
  • Segurança da informação: armazenamento dentro dos parâmetros definidos pelo Conselho Federal de Medicina.

 

Como realizar uma teleconsulta

Medica realizando teleconsulta

Para realizar uma teleconsulta, a clínica médica irá precisar de um sistema com tecnologia de ponta que garanta a segurança dos dados entre profissionais de saúde e entre paciente e médico, além de armazenar com segurança estes dados.

Entre em contato com o seu médico e pergunte se ele trabalha com teleconsulta também.

 

Desafios da implementação da teleconsulta

Embora a teleconsulta apresente muitas vantagens para pacientes e profissionais de saúde, sua implementação na área da saúde também enfrenta alguns desafios e obstáculos.

Um dos principais desafios é a resistência de alguns profissionais de saúde em relação à adoção da teleconsulta como uma forma de atendimento médico.

Muitos profissionais de saúde ainda preferem o atendimento presencial, e podem ter dificuldade em se adaptar às tecnologias e processos necessários para realizar teleconsultas.

Além disso, há a necessidade de investimentos em infraestrutura e tecnologia, como equipamentos de telemedicina e sistemas de gerenciamento de dados, o que pode representar um custo elevado para hospitais e clínicas.

Outro desafio importante é a regulamentação legal da teleconsulta.

Em muitos países, as leis e regulamentações relacionadas à telemedicina ainda estão em desenvolvimento, e podem variar de acordo com a região ou especialidade médica.

Isso pode gerar incertezas e inseguranças para pacientes e profissionais de saúde, além de limitar a abrangência da teleconsulta em certas áreas ou especialidades.

Para superar esses desafios e promover a adoção da teleconsulta na área da saúde, é importante investir em treinamento e capacitação para profissionais de saúde, além de garantir o acesso a tecnologias e infraestrutura adequadas.

Também é importante estabelecer diretrizes claras e regulamentações efetivas para a teleconsulta, de forma a garantir sua segurança, qualidade e eficácia.

Com essas medidas, a teleconsulta pode se tornar uma modalidade cada vez mais acessível e eficaz para atendimento médico em todo o mundo.

 

Segurança da informação e privacidade dos pacientes

lgpd clinicas e hospitais tem que se adequar

A segurança da informação e a privacidade dos pacientes são aspectos críticos da teleconsulta.

Os pacientes têm o direito de ter suas informações pessoais e de saúde mantidas confidenciais e seguras durante as consultas online.

Além disso, as informações médicas podem ser usadas de maneira inapropriada, seja por um mau uso intencional ou por um erro humano, causando danos graves para os pacientes e as instituições envolvidas.

Para garantir a segurança e privacidade dos pacientes, os sistemas e protocolos de segurança devem ser implementados e aprimorados continuamente.

A implementação de medidas de segurança para a teleconsulta pode envolver a criptografia de dados, a autenticação dupla de usuários, a verificação de identidade de pacientes, a proteção contra malware e a prevenção de perda de dados.

É importante que os pacientes recebam orientações claras sobre a segurança da teleconsulta e a forma como seus dados pessoais e de saúde serão armazenados e compartilhados.

Os pacientes devem ser informados sobre a forma como suas informações serão utilizadas e quais as medidas tomadas para garantir a privacidade e segurança das informações.

Além disso, os profissionais de saúde e instituições médicas devem estar cientes das leis e regulamentações relacionadas à privacidade e segurança da informação, bem como das melhores práticas de segurança de dados.

Devem ser adotadas políticas de segurança que incluam medidas físicas, técnicas e administrativas para garantir a proteção dos dados dos pacientes.

Com o aumento do uso da teleconsulta na área da saúde, a segurança da informação e a privacidade dos pacientes se tornaram mais críticas do que nunca.

É fundamental que as instituições médicas e os profissionais de saúde trabalhem juntos para garantir a implementação de protocolos e sistemas de segurança de dados eficazes, para que os pacientes possam ter confiança na teleconsulta e usufruir de seus benefícios.

 

Perguntas frequentes

Durante a teleconsulta, o paciente pode receber orientações, tirar dúvidas, receber diagnósticos e prescrições médicas, assim como na consulta presencial. A teleconsulta pode ser realizada em dispositivos como computadores, smartphones ou tablets, e é uma opção segura e conveniente para pacientes que não podem ou preferem não comparecer a consultas presenciais

A teleconsulta é uma consulta médica realizada de forma remota, utilizando tecnologia de comunicação de vídeo e áudio em tempo real, permitindo que o paciente e o profissional de saúde interajam sem precisar estar fisicamente presentes no mesmo local.

Residência médica: o que é, como funciona, ganhos e duração

A residência médica é uma modalidade de programa de pós-graduação sob regulamentação do Ministério da Educação (MEC), sendo considerada o padrão-ouro da especialização médica, por este órgão federal.

Na residência médica, o médico irá aprender na prática em um hospital, sob a supervisão de outros especialistas do setor. Há muitas pessoas que têm interesse em ser médico , mas têm algumas dúvidas sobre esse assunto.

Caso queira conhecer mais sobre esse programa e entender melhor como funciona, basta continuar com essa leitura!

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O que é

Para aqueles que desejam cursar medicina, antes deve-se entender melhor como funciona cada etapa dessa formação. De modo resumido, a medicina é um curso superior que tem  duração de 6 anos, com disciplinas teóricas e práticas.

Durante esse período, é necessário  fazer  o internato, ao final da faculdade, que funciona como um estágio em que o estudante coloca na prática aquilo que aprendeu ao longo da graduação. Após terminar todas as etapas, o aluno obtém o seu diploma e apenas depois de conseguir o seu registro do CRM, ele tem permissão para começar a atuar na área.

Residência médica é um programa de treinamento intensivo de pós-graduação para que um médico obtenha o título de especialista em determinada área. Isto é, sua formação o capacita apenas como generalista.

Esse programa é voltado mais para a prática e sua duração tende a variar entre 2 e 6 anos, de acordo com a área que o médico deseja trabalhar. Sendo assim, o médico formado deverá fazer sua residência em hospitais sob a supervisão de médicos qualificados na especialidade em questão, seguindo algumas regras específicas.

Para o residente , é uma chance para lidar direto com os pacientes, diferentes casos clínicos e ainda poderá sanar suas  dúvidas com o seu supervisor. Logo, uma das maiores vantagens em relação a residência é que o aluno obtém no final da etapa o título de sua especialidade, como por exemplo:

Esse título é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), e então ele poderá trabalhar na área de forma legal. Para então realizar consultas, cirurgias, procedimentos ou prescrever tratamentos.

 

Como funciona

especialista observando residente em residencia medica

Tenha em mente que esses programas de Residência Médica são muito concorridos, tendo em vista que o número de vagas para os programas de residência são menores do que o número de médicos formados por ano. Por esse motivo, você deverá estudar bastante e se preparar o máximo que puder para conseguir passar na prova.

Após ser aprovado, você já é um residente do hospital e deverá enfrentar na prática o dia a dia puxado de trabalho. Isso quer dizer que, mesmo que você não tenha qualquer vínculo empregatício com o hospital, você deverá enfrentar um expediente longo e com uma carga horária de  60 horas por semana.

Isso porque, o principal objetivo da residência médica é mostrar como é a rotina de um hospital na prática, para que você vivencie diversas situações que complementam o seu aprendizado, tais como:

  • Fazer o atendimento em emergências e ambulatórios de especialidades;
  • Acompanhar pacientes internados;
  • Fazer o atendimento em plantões.

 

Requisitos

formação médica

Antes de fazer a residência médica, é preciso cumprir com alguns requisitos. É preciso ter o seu diploma de graduação, claro, e o registro no conselho de medicina.

Além disso, também é essencial avaliar bem sobre qual das áreas em Medicina você deseja atuar. Tendo em vista que o residente passará por um treinamento intensivo e, o que irá definir sua carreira é o segmento que escolheu.

Assim como em outras profissões, na hora da escolha da área de atuação vários critérios são utilizados para essa decisão. Sendo assim, muitos não consideram apenas a área que tem a ver com seu perfil, mas também aquelas que estão mais em alta no mercado de trabalho ou aquela com um estilo de vida condizente com o que ele busca .

Após decidir a especialidade, o ideal é ficar de olho nos editais das instituições que oferecem a residência médica. Será preciso pagar uma taxa de inscrição para fazer a prova, e não esqueça de estudar pois na prova pode cair qualquer assunto médico.

 

Perguntas Frequentes

Agora que você já sabe o que é e como funciona a residência médica, confira logo abaixo algumas das perguntas frequentes que as pessoas têm sobre o assunto.

 

Quais são as diferenças entre residência médica e especialização?

De modo geral, um aluno recém-formado e que possui o seu registro do CRM, se quiser já pode começar a trabalhar como generalista. Porém, na maioria dos casos, essa não é a principal escolha entre os alunos.

Sendo assim, ele tem a escolha de fazer a residência médica ou até um curso de especialização em alguma unidade de ensino. Mesmo se optar pela segunda opção, o aluno também passará a ter mais conhecimentos e atividades práticas.

O porém é que, ao contrário da residência, após terminar seu curso de especialização, ele não adquire de forma automática o seu título de especialista.

Para isso, ele deverá cumprir certos requisitos, como um número de horas de estágio na área e precisará passar em uma prova da Sociedade de Especialidades. Visto que durante o curso de especialização a carga horária total de atuação é muito menor do que o da residência médica, enquanto nas residências médicas os alunos têm uma carga horária de mais de 3.000 horas anuais, os especializandos em grande parte desses programas têm menos de 200 horas de ensino no ano.

Sendo assim, esses alunos serão expostos a menos casos e terão menor experiência naquela área.

 

É preciso pagar para participar do programa?

Muitas pessoas têm dúvidas se é preciso pagar alguma taxa para fazer esse programa de residência. Ao contrário da graduação, onde é preciso pagar as altas mensalidades quando não é uma instituição pública, o residente ganha uma bolsa de R$ 4.100,00 brutos  paga pelo MEC, para poder participar desse programa.

 

Eu posso optar por não fazer a Residência? Ou eu preciso fazer para exercer a medicina?

Como dito antes, fazer residência não é uma obrigação para todos os médicos.

No entanto, se você deseja se especializar na área e avançar em sua carreira, é sim obrigatório fazer a residência.

 

É possível fazer plantões por fora?

A bolsa de residência médica (cerca de R$ 3.600,00) é a única remuneração prevista durante o programa.

Até pouco tempo atrás era obrigatório dedicação exclusiva no programa de residência médica. Apesar da carga horária da residência médica ser alta, não é incomum encontrar um ou outro residente que trabalha em plantões externos à residência, em plantões de Unidade de Pronto Atendimento (UPAs) e até mesmo em outros prontos-atendimentos.

Alguns usam o tempo livre de descanso para trabalhar e ganhar dinheiro, para assim conseguirem pagar suas contas.

De acordo com a resolução nº4 de 2010 do Conselho Nacional de Residência Médica, você não pode fazer plantões no mesmo lugar onde faz a residência, mas pode atuar em outras unidades de saúde.

 

Qual o impacto entre fazer residência ou especialização no mercado de trabalho?

O mercado de trabalho ainda enxerga com certas exceções a pós-graduação, dependendo do local, da especialidade, e da instituição. Por exemplo, se você fez uma pós-graduação em Dermatologia e deseja atuar em um consultório próprio, você não será tão julgado por isso.

No entanto, caso queira atuar em um hospital como especialista, será preciso fazer a residência. Pois, é normal que as grandes instituições cobrem esse requisito e, além disso, médicos especialistas também costumam ganhar mais por terem maior experiência.

No geral, os salários médios para quem fez residência médica costumam ser maiores, assim como também poderá encontrar melhores oportunidades de trabalho e ter um diferencial ajuda você a se destacar.

 

Tem alguma diferença em fazer residência em um hospital que você já deseja trabalhar?

Existem alguns hospitais que tornam mais fácil a admissão de quem já fez residência por lá, ainda mais em hospitais privados. Isso acontece porque, como residente, você teve a chance de mostrar o seu trabalho junto aos chefes da residência.

Mas, no caso dos hospitais públicos, cuja contratação é feita por meio de concursos, então ter feito residência no mesmo hospital não faz diferença. Porém os chefes dos hospitais públicos no geral também são os chefes dos hospitais privados e de grandes clínicas.

 

Quais os melhores locais para residência médica?

A verdade é que não existe um local único que seja o mais adequado para fazer residência médica, não importa qual seja a especialidade que escolheu. Mas, existem grandes instituições que oferecem mais recursos cruciais para o seu aprendizado, tais como:

  • Presença de equipe de alta qualidade e comprometidos com ensino;
  • Número de leitos;
  • Casos graves e raros para otimizar o aprendizado;
  • Tecnologia e equipamentos;
  • Recursos de imagem e exames.

Vale a pena tentar conversar com alguém que já tenha feito residência em tal hospital, para saber como é.

 

É melhor entrar na residência com mais experiência prática ou entrar direto do internato?

Não tem muita diferença, algumas pessoas precisam trabalhar após a graduação para poder pagar suas dívidas e mensalidades da faculdade, para ajudar a família ou mesmo para guardar um dinheiro para poder se dedicar exclusivamente a residência quando iniciar o programa.

Não há diferença de experiência, pois o aprendizado durante a residência médica é único, independente de ser direito após o internato ou algum tempo de trabalho.

Radiologia Pediátrica: como funciona, EPIs e orientações

A radiologia pediátrica é uma subespecialidade da radiologia, utilizada para diagnosticar doenças através da interpretação de imagens dos órgãos do corpo de bebês, crianças e adolescentes.

É normal que os pais se sintam um pouco inseguros ao saber que seu filho pequeno precisa fazer um exame radiológico, já que ele deverá ficar exposto aos raios X durante o processo e as crianças ainda estão em fase de desenvolvimento.

Não há uma idade mínima para fazer um raio X, porém, o pediatra e o radiologista deverão avaliar a necessidade em fazer o exame. Assim como também deverá garantir a proteção da criança durante o processo.

Para entender melhor como são feitos os exames radiológicos em pediatria e como funciona a Radiologia Pediátrica, basta continuar com a leitura deste conteúdo!

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Como funciona a Radiologia Pediátrica

É estabelecido que os bebês e crianças são mais sensíveis aos efeitos da radiação. Isso porque, suas células ainda estão em pleno desenvolvimento.

Como bem se sabe, um dos maiores efeitos da exposição à radiação é a interferência nessa multiplicação e no DNA das células. Sendo assim, é normal que os pais fiquem com receios ao levar o filho para fazer um exame de raio X.

No entanto, como dito antes, não há uma idade mínima para fazer um exame de raio X. Nesses casos, o ideal é realizar os exames que de fato são necessários naquele momento e reduzir a exposição à radiação ao máximo.

Assim os técnicos em radiologia devem operar todos os aparelhos de raio X com doses menores para as crianças e com base nos protocolos adequados.

 

Equipamentos de proteção de Radiologia Pediátrica

epis de radiologia pediatrica

A classe médica está cada vez mais focada na proteção radiológica dos pacientes, por essa razão, tanto o médico quanto o técnico em raio X, precisam investir nos equipamentos para esse fim.

O principal intuito é garantir a segurança diante da atividade radiológica, para reduzir o tempo da exposição e evitar exposição desnecessária. Além dos conhecimentos e capacitações na área, o técnico em radiologia também deverá fornecer os equipamentos adequados.

Caso seja preciso conter a criança, o acompanhante também deverá usar uma vestimenta plumbífera.

Entre os principais equipamentos da radiologia pediátrica estão:

  • Aventais de chumbo infantil;
  • Aventais de chumbo adulto;
  • Protetores abdominais;
  • Protetores para as gônadas dos tipos masculino e feminino;
  • Protetor de tireóide.

O ideal é manter todos esses equipamentos em cabides, para não os dobrar. Além disso, é preciso estar atento quanto ao prazo de validade e à limpeza dos equipamentos, que deve ser feita de acordo com as instruções do fabricante.

 

Desafios da radiologia pediátrica

A radiologia pediátrica é um setor que ainda enfrenta muitos desafios e obstáculos. Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que as próprias crianças ainda não entendem bem essa situação, por isso, é normal que se sintam confusas e instáveis.

Para tranquilizá-las um pouco mais, o ideal é que os profissionais deixem o ambiente mais amigável e confortável. Além disso, outro grande desafio está na necessidade de agir da forma correta para obter a confiança da criança. Apenas dessa forma as crianças ficaram mais tranquilas para colaborar com o exame.

Isso ocorre porque elas costumam chorar, ficam mais inquietas e procuram os pais, ainda mais caso estejam com dores. É por essa razão que é essencial contar com o apoio dos pais.

 

A importância da radiologia pediátrica

A radiologia pediátrica abrange diversos tipos de exames, tais como:

Esse tipo de exame tem como objetivo detectar se há algum tipo de deformidade ou doenças no organismo das crianças. Vale ressaltar que a radiologia pediátrica deve existir de forma dissociada à radiologia dos adultos , tendo em vista que as doenças que acometem as crianças nem sempre  são iguais às dos adultos.

As crianças estão mais suscetíveis a desenvolver doenças específicas, que só aparecem durante essa fase. Logo, o uso de equipamentos especiais poderá oferecer um melhor diagnóstico.

Além disso, também é essencial levar em conta o fato de que os órgãos ainda estão em formação e em fase de desenvolvimento nas crianças.

Dessa forma, precisam de cuidados extras, com equipamentos especiais e adaptados. Por isso, o investimento em equipamentos de proteção é vital na hora de submeter uma criança aos raios X. Além de obter imagens de maior qualidade, ainda estará assegurando a saúde e tranquilidade dos menores. O processo será mais seguro e confortável para as crianças e seus pais também.

 

Raio X digital pediátrico

O raio X feito de modo digital tem como base os mesmos princípios da analógica. No entanto, o que difere é que no modo tradicional os raios que atravessam o objeto são capturados por um filme que precisa ser revelado. Enquanto na forma digital não é preciso realizar a revelação de filmes.

Isso porque, na radiografia digital, os raios X são capturados por meio de placas de circuitos, que permitem que uma imagem mais nítida seja gerada. Em seguida, essa imagem é enviada para um computador, onde poderá ser armazenada e enviada para outros profissionais.

Veja logo abaixo quais são as principais vantagens do raio X digital pediátrico:

  • Imagens com resolução de qualidade maior e melhor, o que torna mais fácil a visualização do profissional para conferir com maior precisão os exames;
  • Imagem obtida de forma mais rápida, e até mesmo é possível enviá-la de modo mais eficiente;
  • Os níveis de exposição à radiação são bem menores em comparação ao que ocorre no processo feito de modo analógico. Até porque, no modo analógico, por vezes é preciso que o paciente repita o processo mais de uma vez até obter uma imagem de boa visualização;
  • Por fim, o processo de revelação do raio X digital não usa filmes compostos por produtos químicos, o que ajuda a contribuir para a preservação do meio ambiente.

 

Modalidades

Há dois tipos de modalidades do exame de raio X digital pediátrico.

Um deles é a radiografia digital direta, onde a chapa sensível é responsável por enviar os dados ao computador, sem precisar de interferência humana.

Ao passo que o raio X indireto, é preciso escanear a chapa eletrônica para permitir que o computador possa receber as devidas informações.

 

Perguntas frequentes

 

• Quando a Radiologia Pediátrica é indicada?


Entre todas as indicações para se fazer um raio X, as mais comuns são:

 

• Quando não se deve fazer?


O médico é o único indicado para dizer se a criança deverá ou não fazer exames radiológicos, pois em alguns casos eles são fundamentais para diagnosticar alguma doença ou para conferir o andamento de certos tipos de tratamento.

Em geral, não há quaisquer contra indicações dos exames de raio X para crianças e adolescentes, apenas para gestantes. O que se deve fazer é evitar fazer o exame de raio X sem que haja precisão.

Pois, mesmo que feito em pequenas doses, a radiação se acumula. Em outras palavras, quanto mais uma pessoa, seja criança ou adulto, se submeter aos raios X, maiores são as chances de ter alguma complicação relacionada a ele.

Contudo, graças aos avanços da tecnologia, o raio X digital ajuda a reduzir os riscos da radiação. Isso porque, através desse exame, as doses de radiação são menores em comparação com o tradicional.

 

• Preparo e tempo de duração?


O tempo de duração desse tipo de exame é bem rápido, não leva mais do que 5 minutos para ser feito. E, além de todos os equipamentos de proteção, também é preciso retirar objetos de metal do paciente para que eles não apareçam nas imagens.

 

• Como é realizada?


Para fazer o exame, o técnico deverá posicionar o paciente próximo do aparelho de raio X. Quando a radiação sai do aparelho, ela atravessa a área que deve ser examinada e atinge o filme, formando assim uma radiografia.

PI-RADS: o que é e como interpretar o exame de próstata

O PI-RADS é usado como uma classificação para predizer a probabilidade de uma lesão, vista em uma ressonância de próstata, ser um câncer clinicamente significativo. Sendo assim, ele tem como base as imagens obtidas pela ressonância nuclear magnética (RNM) multiparamétrica da próstata. Hoje ela  é o melhor exame para ver a anatomia da próstata.

Dessa maneira, consegue-se fazer uma análise melhor da lesão suspeita e ainda mostrar a extensão extracapsular do câncer, o acometimento linfonodal e metástase óssea.

Basicamente ele cria a suspeita diagnóstica e faz avaliação do avanço da doença.

Quer saber mais sobre o assunto e como isso funciona melhor? Então continue lendo.

 

O que é

O exame faz a combinação dos achados de imagens em cinco grupos, onde 4 e 5 entram como altamente suspeitos de câncer. Nesses casos  o paciente deve fazer uma biópsia do local.

A RNM multiparamétrica é um método escolhido para ver a morfologia da próstata em sequências ponderadas em T2 de alta definição, associado a ao menos uma técnica de:

Elas fazem com que se possa ter uma melhor definição. O exame de RNM feito antes do ultrassom transretal, faz com que haja uma melhora na positividade da biópsia de próstata. Isso porque ela guia o procedimento para o local suspeito.

 

Biópsia da próstata guiada por ultrassonografia

Atualmente se faz, no mínimo, 12 fragmentos para que se possa fazer um estudo microscópico do câncer na próstata.

Isso se chama biópsia randomizada, que é quando se retira partes dos seis quadrantes posteriores da próstata aleatoriamente. Desse modo, retiram-se 2 fragmentos na base da próstata, no terço médio e no ápice, do lado direito e esquerdo.

Para que se possa ter uma ideia de como é a próstata, pense nela como se fosse um cone invertido.  Seu ápice está direcionado para a uretra, passando pela zona transicional. Já sua base está virada para a bexiga. A próstata pesa algo em torno de 20 gramas quando se tem 20 anos. No entanto,  com o passar dos anos ela vai aumentando de tamanho mesmo não tendo lesões cancerígenas.

Considera-se uma boa extensão do fragmento da biópsia ter 2 cm. Assim, quando se tem uma próstata volumosa a agulha pode  ter um longo caminho para chegar ao alvo suspeito.

 

Imagens em T2 no RNM

É necessário o uso de aparelhos de ressonância de 1,5 ou 3 teslas para avaliação do PIRADS, sendo preferencialmente realizado o exame no aparelho de 3 teslas. No entanto, existem ressonâncias de até 9 teslas.

As imagens pesadas em T2 são usadas para avaliar a anatomia prostática, as anormalidades dentro da glândula e os casos de invasão da vesícula seminal, extensão de acometimento extraprostático e envolvimento linfonodal.

A próstata pode ser dividida em quatro zonas histológicas: (1) o estroma fibromuscular anterior; (2) a zona de transição; (3) a zona central; e (4) a zona periférica.

A zona periférica é onde 70-75% das neoplasias da próstata acontecem. Por conta disso, o toque retal é suspeito quando se toca um nódulo rígido.

Toda lesão na zona periférica pode mudar o aspecto da imagem em T2, o que não a caracteriza como câncer necessariamente.

Por isso é necessário a realização de uma biópsia para que se possa diagnosticar se o paciente possui ou não câncer.

 

O que é a graduação visual dos tecidos pela RNM

Pode-se comparar as regiões ponderados em T1 e T2 com o sinal  do córte renal, medula, urina, pâncreas, tecido adiposo e músculo psoas para que se possa usar como referência e determinar o sinal de uma lesão.

Uma lesão cística na imagem em T1 é encarada como hipointensa quando seu sinal é comparável com o da urina na bexiga, isointensa quando semelhante  ao do córtex e hiperintensa quando é superior ao tecido adiposo.

Nas imagens que têm supressão de gordura ponderada em T1, as lesões císticas acabam sendo consideradas hiperintensas quando emitem sinal semelhante  ou maior que o do pâncreas.

Na imagem ponderada em T2, considera-se a área em análise hipotensa quando ela apresenta  sinal parecido ou abaixo ao do músculo psoas, considera-se isointensa quando seu sinal é parecido com o do córtex renal e hiperintensa quando parecido com o da urina na bexiga.

Usa-se o contraste gadolíneo no exame pois a ideia é fazer com que aconteça uma avaliação de distribuição e perfusão dos tecidos, assim, pode-se mostrar a perfusão das lesões.

 

Classificação PI-RADS

medico urologista vendo classificacao pi-rads

PI-RADS é um sistema de graduação da probabilidade de uma lesão, identificada na ressonância multiparamétrica de próstata, ser um câncer clinicamente significativo. Sua classificação se baseia em imagens ponderadas em T2 com alta resolução associado a um método de avaliação funcional ou fisiológica.

A classificação se utiliza de uma escala que vai de 1 a 5.

Lesões de 1 a 2 consideram-se benignas, 3 é suspeita e 4 a 5 são altamente suspeitas de câncer. Então, a classificação fica:

PIRADS 1: muito baixo (é altamente improvável que haja câncer clinicamente significativo)

PIRADS 2: baixo (é improvável a presença de câncer clinicamente significativo)

PIRADS 3: intermediário (é suspeita a presença de câncer clinicamente significativo)

PIRADS 4: alta (é provável que o câncer clinicamente significativo esteja presente)

PIRADS 5: muito alto (é altamente provável de estar presente um câncer clinicamente significativo)

 

Ressonância nuclear magnética multiparamétrica

A RNM é feita com as imagens em  T1 e T2, já a RNM multiparamétrica é uma junção de achados nas sequências ponderadas em T2 ligados a, no mínimo, uma técnica de imagem funcional ou fisiológica .

De modo geral, é sensível o suficiente para que se possa ver e localizar os cânceres que possuem um escore de Gleason que sejam iguais ou maiores que 7.

Esses são tumores mais agressivos e com maior risco de invasão local e avanço da doença. Atualmente, na sua versão PI-RADS V2.1, a imagem funcional que mais se usa é a difusão.

 

RNM multiparamétrica com avaliação da  difusão das moléculas de  água

A imagem ponderada por difusão, faz com que se possa ver e analisar os movimentos das moléculas da água no interior dos tecidos .

Nas tumores menos diferenciados, naqueles mais agressivos, há um componente celular mais proeminente, levando a um desarranjo da arquitetura tubular, e assim, alterando o modo como as moléculas de água se comportam.

Por consequência, os carcinomas de próstata com um escore de Gleason iguais ou maiores que 7, que são aqueles mais indiferenciados, são mais achados nessa técnica de exame.

 

Resultados do achado de câncer baseado na classificação PI-RADS

Como dissemos, esse é um exame capaz de localizar lesões suspeitas de câncer de próstata. A doença passa a ter uma importância maior à medida que sua pontuação aumenta.

A biópsia assim é guiada para a lesão índex identificada na RNM multiparamétrica de próstata. Assim,  a taxa de detecção do câncer na escala PI-RADS 5 , os tumores costumam ser identificados em 78-89% dos casos.

Todas as lesões  classificadas como PIRADS 4 ou 5 devem ser submetidas a biópsia.

A RNM é fundamental para que se possa indicar os locais com maior suspeição de haver um  câncer de próstata. Dessa maneira, pode-se facilitar onde a biópsia deve ser feita para que os resultados tenham mais precisão.

Assim, reduz-se o risco de submeter o paciente a procedimentos invasivos em achados de baixo risco e acaba melhorando a sensibilidade de achar o câncer que seja clinicamente significativo.

Dessa maneira, o número de biópsias para descartar possíveis suspeitas também diminui, já que se sabe quais lesões são mais suspeitas e onde elas se localizam.

Ficando assim mais fácil para que se possa saber como proceder dali em diante.

Protocolo de Manchester: o que é e significado das cores

O Protocolo de Manchester trata-se de um método de triagem de pacientes que procuram o serviço de emergência, é usado para classificar os riscos e definir quais são os pacientes que precisam de um atendimento prioritário.

Ou seja, com a ajuda desse método, torna-se possível discernir qual  paciente  está  com um quadro que demanda um atendimento mais rápido daqueles com quadros mais brandos. Dessa forma, os casos mais urgentes são atendidos primeiro.

Quer saber como funciona esse protocolo na prática? Basta continuar com essa leitura!

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O que é

o que é protocolo manchester

Kevin Mackway, médico e professor, foi quem criou o Protocolo de Manchester, em meados de 1994. A partir de 1998, esse método começou a ser usado em todos os hospitais do Reino Unido.

Hoje o método tem uma grande relevância ao redor do mundo  e mais de 25 países já fazem uso do Protocolo de Manchester. Isso porque, esse método é muito eficaz, especialmente no que diz respeito à grande lotação das unidades de saúde.

Pois, como dito acima, a partir dessa técnica é possível organizar os pacientes de um jeito mais prático e eficiente, priorizando casos de maior urgência. Vale notar, porém, que esse protocolo não é usado para pressupor diagnósticos.

O método foi feito  para distinguir em quais situações há riscos fatais, de perda de função ou mesmo de órgãos, por exemplo. Dessa forma, o paciente recebe uma pulseira, que identifica qual o nível de gravidade do seu quadro e também a prioridade de atendimento.

 

Cores e significados das pulseiras

cores e significados protocolo manchester

 

Emergencial: cor vermelha

A pulseira vermelha é dada aos pacientes que têm risco de morte ou estão em condições de gravidade extrema e que precisam de atendimento imediato. É possível citar como exemplos os seguintes casos:

 

Muito urgente: cor laranja

A pulseira laranja serve para indicar pacientes também em casos urgentes, porém, em um nível mais moderado que a anterior. Sendo assim, o tempo de espera nesses casos é de, no máximo, 10 minutos.

Veja logo abaixo quais são algumas das condições que se aplicam:

 

Urgente: cor amarela

Já as pulseiras amarelas servem para indicar que o paciente pode correr risco, mas não imediato. Dessa forma, esses pacientes podem esperar até 1 hora para serem atendidos.

Entre os casos mais comuns estão:

  • Vômitos intensos;
  • Desmaios;
  • Crises de pânico;
  • Dores moderadas;
  • Sinais vitais alterados;
  • Assim por diante.

 

Pouco urgente: cor verde

As pulseiras verdes servem para indicar pacientes em casos pouco urgente e que podem esperar até 2 horas. Nesse caso, é muito comum os quadros de:

  • Dores leves;
  • Viroses;
  • Tonturas;
  • Resfriados;
  • Náuseas;
  • Entre outros.

 

Não urgente: cor azul

Por fim, as pulseiras azuis são para identificar os quadros em que não há urgência para o atendimento, onde os pacientes podem esperar até 4 horas ou serem encaminhados para a unidade básica de saúde.

 

Quem pode executar

enfermeiros utilizando o protocolo manchester

Conforme estabelece as leis vigentes, a equipe de enfermagem é quem irá eleger o responsável por executar o Protocolo de Manchester. É mandatório que seja um profissional de saúde com nível superior.

É crucial que evite falhas e erros que possam prejudicar os atendimentos e que podem, até mesmo, colocar em risco a vida dos pacientes. Além disso, para garantir que o protocolo seja feito de forma adequada, também é preciso contar com alguns materiais, tais como:

  • Etiquetas de identificação (com a escala de gravidade);
  • Estetoscópio;
  • Glicosímetro;
  • Oxímetro;
  • Prontuários;
  • Aferidor de  frequência cardíaca;
  • Termômetro.

 

Benefícios

Agora que você já sabe melhor o que é e como funciona o Protocolo de Manchester, veja logo abaixo algumas de suas principais vantagens.

 

Garante maior segurança aos pacientes

Por ser baseado em padrões sólidos, esse método é muito seguro para os pacientes, por reduzir o tempo de espera dos pacientes com risco aumentado de agravar o estado de saúde.

 

Aumenta a satisfação do público

Devido a segurança que esse protocolo fornece aos pacientes, é normal que eles se sintam mais tranquilos e satisfeitos quanto ao atendimento nas unidades de saúde.

 

Define a melhor organização possível

Com a ajuda do Protocolo de Manchester, é possível padronizar os fluxos de atendimento. Pois, a organização para as intervenções de urgência é feita do modo mais adequado, além de direcionar os recursos de modo mais assertivo.

 

Permite um maior alinhamento entre enfermeiros e médicos

Com a ausência de métodos como o Protocolo de Manchester, não é incomum que os profissionais de saúde tenham opiniões divergentes sobre alguns casos . Como resultado, pode haver atraso  no atendimento de alguns pacientes que requerem prioridade. Assim, esse protocolo usa um padrão único e com critérios de avaliação, para não deixar qualquer brecha para discordâncias.

 

Reduz a incidência de fatalidades

Não é segredo para ninguém que esperas longas para ser atendido podem ser fatais para alguns pacientes. Por esse motivo priorizar o atendimento de casos mais graves através desse protocolo permite que haja redução dos desfechos negativos.

 

Torna sua unidade de saúde mais segura

Além da própria segurança que gera para os pacientes, vale notar que esse protocolo também beneficia as instituições de saúde como um todo.

 

Como implementar 

Quer implementar o Protocolo de Manchester mas não sabe como? Então não há com o que se preocupar! Confira logo abaixo como adotar esse método com sucesso em sua unidade de saúde!

 

Conscientize a equipe sobre a importância da classificação de risco

Para implementar o Protocolo de Manchester com sucesso em sua unidade de saúde, saiba que o primeiro passo é conscientizar a equipe clínica, sobre a importância dessa gestão de urgência e classificação de riscos.

Segundo o Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, não são apenas os médicos e os enfermeiros que precisam de treinamento como classificadores. A própria direção e coordenação da unidade também precisam de treinamento.

Ainda conforme a GBCR, o ideal é promover a esses profissionais uma Palestra de Gestão a Partir da Classificação de Risco para falar sobre os modelos de classificação com base no Protocolo de Manchester.

Assim como os problemas normais na entrada, passagem e saída dos pacientes e diagnóstico situacional dos serviços de urgência.

 

Capacite a sua equipe como classificadores pelo GBCR

O Grupo Brasileiro de Classificação de Risco oferece capacitação com certificado profissional de classificador do Protocolo de Manchester. Esse documento vale em outros países e precisa de atualização a cada 3 anos ou quando tiver alguma nova edição de regras.

Mas, vale notar que, em mais de 30 anos de existência, esse protocolo teve apenas 3 edições, o que apenas reforça a solidez e estabilidade do método. Quem não passar, poderá repetir o treinamento após 30 dias.

E também é possível fazê-lo à distância, caso seja de preferência do profissional.

 

Chame um tutor do GBCR para fazer acompanhar de forma presencial

Após implementar o Protocolo de Manchester em sua unidade de saúde, é necessário que um tutor do GBCR compareça até o local para acompanhar o processo. O objetivo é corrigir eventuais falhas, fornecer melhorias e responder as dúvidas que os profissionais possam ter a respeito.

 

Capacite auditores internos

Para certificar que o Protocolo de Manchester seja feito de forma correta e em conformidade, é importante que ele seja auditado a cada mês, com base nas recomendações do GBCR. Ou seja, é preciso que sua unidade de saúde capacite auditores internos. O mais recomendado é que seja, pelo menos dois, um médico e um enfermeiro. É possível encontrar cursos de auditoria que a própria GBCR oferece, que podem ser feitos tanto presencial quanto à distância, através da plataforma Zoom.

 

Faça uma auditoria externa para verificar o controle do sistema

Além de ser preciso fazer auditorias internas mensalmente, o Protocolo de Manchester também exige processos contínuos de auditorias externas. Esse processo, feito pela GBCR, tem como intuito garantir que toda a parte operacional do protocolo seja feita conforme os padrões definidos.

Além de um cuidado essencial para todas as unidades de saúde, esses sistemas demandam um alto rigor entre aqueles que o usam. Sendo assim, devem ter um controle adequado para que os profissionais possam usá-lo com todo o critério e cuidados.