dra naomi Murakami

Sobre Dra. Naomi Murakami

Médica (UFF) com graduação sanduíche na RMIT. Residente em radiologia e diagnóstico por imagem (InRad-HC FMUSP).
CRM-SP 219747

Eletroencefalograma (EEG): o que é e quando é indicado?

Conhecido também como EEG, o eletroencefalograma é um exame médico não invasivo que avalia a atividade elétrica do cérebro.

Neste artigo, discutiremos o que é o exame, sua indicação, como funciona, qual a preparação necessária para realizá-lo e suas limitações.

 

O que é o eletroencefalograma (EEG)?

O eletroencefalograma é um exame que analisa a atividade elétrica cerebral espontânea captada através da utilização de eletrodos no couro cabeludo.

Por meio dele, é possível obter registros da atividade cerebral e assim realizar o diagnóstico de eventuais anormalidades cerebrais.

 

Quando o EEG é indicado?

  • Suspeita de alterações da atividade cerebral e dos ritmos cerebrais fisiológicos.
  • Pacientes com alteração da consciência.
  • Epilepsia.
  • Distúrbio do sono.
  • Monitoramento cirúrgico.
  • Avaliação de outras doenças neurológicas.

Como a atividade elétrica espontânea está presente desde o nascimento, esse é um exame que pode ser feito em todas as idades, de recém-nascidos a pacientes idosos.

 

Qual o preparo necessário para a realização do EEG?

exame de eeg eletroencefalograma sendo realizado

Dentre as principais recomendações para a realização do eletroencefalograma, existem:

  • Boa lavagem do couro cabeludo e do cabelo. É importante que o cabelo esteja limpo e seco, sem produtos como cremes, óleos, máscaras e gel para permitir uma melhor fixação dos eletrodos.
  • Recomenda-se que o paciente durma no mínimo quatro horas a menos do que o habitual, pois para o registro do sono, é necessária uma privação parcial do sono na noite anterior a realização do exame.
  • Evitar uso de estimulantes, como café, chá ou refrigerantes.

 

Como é realizado o exame?

Dependendo do motivo que o exame foi indicado e as fases a serem realizadas, a duração do eletroencefalograma pode ser de alguns minutos ou de algumas horas.

Quando é realizada a avaliação do paciente acordado, o exame pode ser concluído em cerca de 30 minutos.

Porém, caso seja necessário o registro durante o sono, a duração do exame é maior, podendo durar cerca de 8 horas.

O exame é realizado a partir da colocação de eletrodos no couro cabeludo junto com uma pasta condutora que, além de fixar, permite a aquisição adequada dos sinais elétricos que constituem a atividade elétrica cerebral.

Inicialmente, é feito um registro da atividade elétrica cerebral com o paciente acordado.

Depois, se possível, registra-se também essa ação cerebral durante a sonolência e o sono.

Após esse primeiro registro, dependendo da orientação no pedido médico, será solicitado que o paciente realize algumas manobras de ativação, como respirar rápido ou olhar para uma luz pulsante.

Isso serve para aumentar a sensibilidade do exame, bem como detectar alterações específicas que podem ser provocadas pelas provas de ativação.

Após a aquisição do traçado eletroencefalográfico, o registro é analisado pelo médico especialista (eletroencefalografista), que irá realizar as correlações necessárias com os dados clínicos do paciente, levando a um possível diagnóstico.

 

Existe alguma contraindicação para a realização do exame?

Como este é um exame não invasivo, não há contraindicações absolutas para sua realização.

Entretanto, existem algumas contraindicações relativas e precauções que devem ser consideradas, como lesões ou infecções no couro cabeludo, seborréia excessiva e pediculose.

 

Quais são as limitações do exame?

O EEG fornece uma avaliação da atividade elétrica apenas no período da realização do exame, dessa forma, no caso das alterações ocasionais apresentadas pelo paciente, elas podem não ser detectadas.

Mesmo com o uso dos métodos de ativação, que aumentaram a sensibilidade para avaliação das anormalidades epileptiformes, o registro ainda pode ser normal.

 

Perguntas frequentes

Evitar cafeína, lavar bem o cabelo e seguir as orientações médicas.

Epilepsia, convulsões, distúrbios do sono, lesões cerebrais, tumores cerebrais, doenças degenerativas do cérebro e outras condições neurológicas.

Detecta a atividade elétrica cerebral e anormalidades neurológicas.

Anestesia

A anestesia é uma técnica médica que permite os pacientes se submeterem a procedimentos cirúrgicos e diagnósticos sem sentir dor ou desconforto.

Com o avanço da tecnologia e o desenvolvimento de novas técnicas anestésicas, a administração da anestesia tornou-se cada vez mais segura e eficaz.

Neste artigo, discutiremos vários aspectos relacionados ao assunto, incluindo seus diferentes tipos, riscos ou complicações, preparo do procedimento e a adaptação para atender às necessidades específicas de pacientes em diferentes faixas etárias.

 

O que é anestesia?

A anestesia é um procedimento médico que visa induzir um estado temporário de ausência de dor ou sensação durante uma cirurgia, ao realizar procedimentos diagnósticos ou terapêuticos.

Ela pode ser administrada de diferentes maneiras, incluindo injeções intravenosas, inalação de gases anestésicos ou aplicação de anestésicos locais em uma área específica do corpo.

Este é um componente importante e seguro de muitos procedimentos médicos e é realizado por profissionais treinados para garantir a segurança e o conforto do paciente durante o procedimento.

 

Quais são os tipos?

Paciente sob o efeito de anestesia

Existem três tipos principais: geral, regional e local.

A anestesia geral é usada para induzir um estado de inconsciência profunda no paciente, de modo que ele fique completamente adormecido e não sinta dor.

É utilizada frequentemente em cirurgias complexas ou extensas e pode ser administrada por via intravenosa ou inalação de gases anestésicos.

A anestesia regional é usada para bloquear a dor em uma região específica do corpo, como uma extremidade ou uma parte do tronco, permitindo que o paciente permaneça acordado durante o procedimento, mas sem sentir dor na área onde a anestesia foi administrada.

Ela pode ser usada para procedimentos cirúrgicos ou para o alívio da dor pós-operatória.

A anestesia local é usada para bloquear a dor em uma área específica do corpo, sem causar perda de consciência ou alteração do estado mental do paciente.

O anestésico é aplicado diretamente na área onde o procedimento será realizado, podendo ser administrado por meio de injeções, cremes ou sprays.

Essa técnica é frequentemente utilizada em procedimentos odontológicos ou cirúrgicos menores, como suturas e biópsias de pele.

Além desses tipos principais, também podem ser utilizadas combinações de técnicas, como a anestesia geral com anestesia regional, para atender às necessidades específicas de cada paciente e procedimento.

A escolha do tipo de anestesia adequado é feita pelo anestesiologista, levando em consideração o tipo de cirurgia ou procedimento, a saúde do paciente e outros fatores relevantes.

É importante ressaltar que o procedimento é sempre realizado por profissionais treinados para garantir a segurança e o conforto do paciente.

 

Existem riscos ou complicações?

Assim como qualquer procedimento médico, este também pode apresentar riscos e complicações, embora sejam raras.

O desenvolvimento dessas complicações podem variar dependendo do tipo de anestesia, da saúde do paciente e de outros fatores individuais, bem como do tipo de procedimento cirúrgico.

  • Reações alérgicas: alguns pacientes podem apresentar reações alérgicas aos anestésicos utilizados, podendo variar de uma reação leve a grave.
  • Complicações respiratórias: ela pode afetar o sistema respiratório, reduzindo a função pulmonar, ocasionar broncoespasmo e outros problemas respiratórios.
  • Complicações cardiovasculares, como hipertensão ou hipotensão arterial e arritmias cardíacas.
  • Náusea e vômito: ela pode levar a náusea e vômito em alguns pacientes, especialmente àqueles que recebem anestesia geral.
  • Complicações locais: a anestesia local ou regional pode ter complicações específicas relacionadas ao local da injeção ou ao nervo bloqueado, como hematomas, lesões nervosas, infecções e dor prolongada.

Por isso é importante que o paciente informe o médico sobre quaisquer condições médicas pré-existentes e medicamentos que estejam tomando, isso ajudará a reduzir o risco de complicações durante e após o procedimento.

 

Como é a preparação para o procedimento?

Procedimento pre anestesia sendo realizado com paciente

A preparação é uma parte importante para garantir que o paciente esteja adequadamente preparado para o procedimento e minimize os riscos associados à anestesia.

Ela envolve várias etapas importantes, que abordaremos logo abaixo.

 

1. Avaliação pré-anestésica

Antes da cirurgia, o paciente passará por uma avaliação pré-anestésica com um anestesiologista.

Durante esta consulta, o paciente será questionado sobre sua história médica, histórico familiar, medicamentos, alergias e hábitos de vida.

É importante que o paciente forneça informações precisas e completas.

Com base nessas informações, podem ser solicitados exames pré-operatórios, como exames de sangue, radiografias ou eletrocardiogramas, para avaliar a condição do paciente antes do procedimento.

Nesta consulta, o paciente tem a oportunidade de discutir quaisquer dúvidas, preocupações ou medos relacionados à anestesia.

 

2. Jejum pré-operatório

O paciente deve seguir instruções específicas sobre o jejum antes da cirurgia para evitar complicações durante o procedimento.

 

3. Medicamentos

O paciente deve informar o anestesiologista sobre quaisquer medicamentos que esteja tomando, incluindo medicamentos de venda livre, suplementos ou ervas medicinais.

O paciente pode ser instruído a suspender o uso de certos medicamentos antes do procedimento, pois podem interagir com os medicamentos anestésicos.

 

Como é a recuperação após o procedimento?

A recuperação anestésica é o período após a realização de uma anestesia, em que o paciente retorna gradualmente ao seu estado de consciência e funcionalidade normal.

Essa recuperação pode variar dependendo do tipo de anestesia administrada, de fatores individuais e da complexidade do procedimento realizado.

No entanto, a recuperação anestésica segue alguns passos em comum:

  • Monitoramento: o paciente será monitorado cuidadosamente após o procedimento acompanhando os sinais vitais, como frequência cardíaca, pressão arterial, respiração e níveis de oxigênio e detectar qualquer sinal de complicação ou reação adversa.
  • Dor e desconforto: o paciente pode sentir dor ou desconforto após o procedimento, dessa forma a equipe médica pode administrar medicamentos para controlar a dor do paciente, como analgésicos orais, intravenosos ou outros métodos de alívio da dor, conforme necessário.
  • Retorno à consciência: à medida que o efeito diminui, o paciente começa a recuperar a consciência e a capacidade de responder a estímulos externos. Esse processo pode variar em duração e pode envolver sensações de sonolência, confusão ou desorientação temporária. Conforme o paciente recupera a consciência e a estabilidade dos sinais vitais, ele pode ser transferido para uma unidade de cuidados pós-anestésicos ou para o quarto de internação.

 

O procedimento pode ser realizado em crianças e idosos?

Enfermeiro administrando anestesia em criança

A anestesia em crianças e idosos é frequentemente necessária para procedimentos cirúrgicos e diagnósticos.

No entanto, o procedimento para estes públicos pode ser um pouco mais desafiador devido às diferenças na anatomia e na fisiologia de cada faixa etária.

 

Anestesia em crianças

Alguns dos principais desafios na administração de anestesia em crianças incluem:

  • Tamanho e anatomia: As crianças possuem tamanho e anatomia diferentes dos adultos, o que pode dificultar na seleção e colocação adequada de dispositivos de monitoramento, acessos venosos e tubos endotraqueais durante a anestesia.
  • Dificuldade de comunicação: Crianças mais novas, especialmente bebês e crianças em idade pré-escolar, podem ter dificuldade em expressar seus sintomas, sensações e medos durante a administração da anestesia, o que pode complicar a avaliação e o manejo adequado da anestesia.
  • Ansiedade e medo: crianças podem sentir ansiedade e medo antes dos procedimentos médicos, o que pode levar a problemas de cooperação, aumento do estresse e dificuldades na indução da anestesia.

É fundamental que a equipe tenha experiência e treinamento especializado na administração de anestesia em crianças para garantir a segurança e o cuidado adequado durante o processo anestésico.

Durante o procedimento são usados medicamentos e anestésicos seguros para crianças e utilizadas técnicas especiais de monitoramento para garantir que a anestesia esteja sendo administrada de forma segura e eficaz.

 

Anestesia em idosos

Alguns dos desafios da administração de anestesia em idosos incluem:

  • Mudanças fisiológicas: com a idade, ocorrem mudanças fisiológicas no corpo, que podem resultar em uma menor capacidade de lidar com o estresse físico da cirurgia e anestesia.
  • Doenças pré-existentes: muitos idosos têm doenças crônicas pré-existentes, como diabetes, hipertensão arterial e doenças cardíacas. Essas condições podem afetar a escolha dos medicamentos anestésicos, a dosagem e a monitorização durante a anestesia.
  • Polifarmácia: idosos frequentemente usam vários medicamentos diferentes para tratar várias condições médicas. Esses medicamentos podem interagir com a anestesia, aumentando o risco de complicações.
  • Alterações farmacocinéticas e farmacodinâmicas: As alterações na farmacocinética e farmacodinâmica em idosos podem afetar a absorção, distribuição, metabolismo e eliminação de medicamentos anestésicos, o que pode requerer ajustes na dosagem e na escolha dos fármacos. Além disso, os idosos apresentam maior sensibilidade aos efeitos dos medicamentos anestésicos devido a mudanças na função hepática, renal e cerebral, o que pode aumentar o risco de complicações.

Para minimizar os riscos, os anestesiologistas realizam uma avaliação completa do estado de saúde do paciente com uma abordagem individualizada e cuidadosa para minimizar os riscos e complicações associadas.

O tipo escolhido e a dosagem administrada também são ajustados de acordo com a condição física do paciente.

Além disso, os pacientes idosos podem precisar de mais tempo para se recuperar, e os cuidados pós-operatórios também precisam ser ajustados para atender às suas necessidades.

 

Consulta On-line: o que é, como funciona e suas vantagens

Pioneira na telemedicina, a consulta on-line é uma consulta em que o paciente não precisa estar no mesmo ambiente físico que o profissional de saúde para ser atendido.

Através da lei nº 13.989, de 15 de abril de 2020, o Governo Federal permitiu esse tipo de atendimento em 2020, durante a pandemia de Covid-19.

Neste conteúdo você entenderá melhor o que é uma consulta on-line, como ela funciona e porque, com base em todas as evidências, essa é uma prática que continuará mesmo após a pandemia.

 

O que é uma consulta on-line?

A consulta on-line é feita com o auxílio de tecnologias seguras de comunicação via internet, como softwares de videoconferência ou aplicativos, por meio de um computador, tablet ou smartphone que promove a conexão entre os pacientes e profissionais de saúde em diferentes localidades.

A única necessidade é que, tanto o médico quanto o paciente, tenham acesso à tecnologia adequada, além de uma boa conexão com a internet.

O paciente tem acesso a agenda de disponibilidade dos médicos por meio de um sistema de agendamento on-line e isso possibilita a escolha do horário que melhor se adequa às suas necessidades.

Dessa forma, tudo ocorre de forma semelhante a uma consulta presencial, com total privacidade e sigilo entre médico e paciente, mas sem precisar sair de casa.

 

Como uma consulta on-line funciona?

O sistema de teleconsulta funciona 24 horas por dia, incluindo feriados e finais de semana.

O paciente entra em contato com o médico através de uma plataforma de videoconferência e é orientado, pelo médico, a fornecer informações relevantes sobre sua condição médica.

É uma forma de promover assistência médica a distância, na qual é possível sanar dúvidas, receber orientações e se necessário uma receita digital.

 

Vantagens da consulta on-line

teleconsulta

Confira logo abaixo as principais vantagens que uma consulta on-line pode garantir aos médicos e pacientes.

 

Mais acessibilidade aos pacientes

A acessibilidade oferecida aos pacientes é a principal vantagem de uma consulta on-line, afinal ao romper a barreira geográfica, os pacientes podem receber atendimento à distância e não precisam ir até a unidade de saúde para fazer uma consulta.

Além disso, aqueles com problemas de locomoção, que residem em áreas de difícil acesso ou que não têm acesso a transporte, não terão que ficar esperando horas ou percorrer grandes distâncias para passar por uma avaliação médica.

Entretanto, é importante salientar que sintomas agudos emergenciais, como dor no peito e falta de ar, devem motivar uma visita ao pronto-socorro.

 

Agilidade para atender os pacientes

É possível proporcionar um atendimento mais ágil com a redução da distância entre o médico e o paciente, bem como reduzir o tempo no agendamento de uma consulta, que é feito pela internet em poucos cliques.

Com o atendimento à distância, o paciente poderá enviar resultados de exames por mensagem e, somente em caso de necessidade, voltar ao consultório.

 

Segurança no atendimento

Os dados e informações fornecidos durante uma consulta on-line são criptografados.

Com isso, as informações compartilhadas durante a consulta são armazenadas, porém de modo que só os envolvidos poderão acessá-las.

Isso protege a privacidade do paciente e possibilita que as informações fiquem mais organizadas.

 

Otimização do tempo e redução dos custos

A capacidade de uma consulta on-line em otimizar o tempo pode ser uma grande vantagem tanto para os médicos quanto para os pacientes.

Ao utilizar o atendimento à distância, é possível excluir as atividades que tendem a consumir mais tempo, como se deslocar até a clínica e ficar na fila de espera.

Em uma consulta on-line, o paciente e médico só precisam acessar a plataforma e a consulta ocorre no horário agendado.

Outro benefício para as unidades de saúde é a diminuição dos custos.

Com o atendimento à distância, mais médicos podem fazer consultas ao mesmo tempo, independente do tamanho do espaço físico na clínica ou hospital; como resultado, a produtividade aumenta e os lucros também.

 

Quais são as especialidades médicas disponíveis na teleconsulta?

paciente conversando em uma consulta on-line

Existem várias especialidades médicas e profissionais que realizam atendimento por uma consulta on-line, como clínico geral, pediatra, psiquiatra, ginecologista, cardiologista, endocrinologista, otorrinolaringologista, entre outros.

É importante notar que algumas especialidades podem ter restrições ou necessidade de avaliação prévia presencial antes de serem realizadas por uma consulta on-line, devido à necessidade de exames físicos ou outros procedimentos.

Vale lembrar que essa modalidade de atendimento também é oferecida por outros profissionais da saúde, como psicólogos, enfermeiros e nutricionistas.

 

Qual o valor de uma consulta on-line?

O valor da consulta on-line pode variar de acordo com vários fatores, como a especialidade médica, a região geográfica, uso do plano de saúde e a plataforma utilizada para a realização da consulta.

Algumas plataformas oferecem preços fixos para as consultas, enquanto outras podem cobrar uma taxa por tempo transcorrido.

Alguns planos de saúde também podem cobrir parcialmente ou integralmente as consultas on-line.

É importante lembrar que, antes de agendar a consulta, é recomendado entrar em contato com a plataforma ou com o plano de saúde para obter informações sobre os valores e coberturas.

 

Perguntas frequentes

Para consulta online, é possível encontrar especialistas em medicina geral, pediatria, dermatologia, psiquiatria, ginecologia, cardiologia, oftalmologia, entre outras especialidades médicas. Além disso, profissionais de saúde mental, como psicólogos e terapeutas, também oferecem consultas online para tratar de questões emocionais, transtornos mentais e problemas de relacionamento.

Primeiro, procure por serviços de consulta online disponíveis na área de interesse, como saúde, finanças ou especialidades específicas. Em seguida, selecione um provedor confiável e agende uma consulta por meio do sistema online disponibilizado por eles. Durante a consulta, esteja preparado com todas as informações relevantes e faça perguntas claras. Certifique-se de ter uma conexão de internet estável e um ambiente tranquilo para garantir uma experiência eficaz e produtiva.

O que é Tomografia Computadorizada / TC de Abdome Total?

A Tomografia Computadorizada de Abdome Total, ou simplesmente TC de Abdome Total, é um exame de imagem não invasivo que utiliza raios X para criar imagens detalhadas do abdômen, incluindo os órgãos internos, ossos, músculos e tecidos circundantes.

Esse exame é muito útil no diagnóstico e monitoramento de várias condições médicas.

Além disso, a TC de Abdome Total é rápida, geralmente sendo concluída em poucos minutos, relativamente confortável para o paciente e produz imagens detalhadas.

Neste artigo, vamos explorar como é realizada uma TC de abdome total, quais as indicações, riscos e efeitos colaterais, benefícios e limitações, bem como os avanços nessa área.

 

Como se preparar para uma TC de Abdome Total?

A preparação para uma Tomografia Computadorizada de Abdome Total é relativamente simples, mas é importante seguir as orientações do médico ou do serviço de radiologia para garantir que o exame seja realizado de forma segura e eficaz.

A seguir, apresentamos algumas das orientações mais comuns para a preparação do exame:

  • Jejum: em muitos casos, é necessário ficar em jejum por um período de 4 a 6 horas antes do exame.
  • Medicamentos: é importante informar o médico ou o serviço de radiologia sobre todos os medicamentos que você está tomando. Alguns medicamentos podem interferir nos resultados do exame e podem precisar ser ajustados ou suspensos temporariamente, se necessário.
  • Retire objetos metálicos: antes do exame, é necessário retirar qualquer objeto metálico do corpo, como jóias, piercings, óculos, próteses dentárias, etc. Isso é necessário para evitar interferências nas imagens do exame.
  • Contraste: em alguns casos, pode ser necessário utilizar um meio de contraste para melhorar a qualidade das imagens. O meio de contraste pode ser injetado na veia ou administrado por via oral/retal. Em alguns casos, o meio de contraste pode causar reações alérgicas, portanto, é importante informar o médico caso tenha histórico de alergia ou de reações adversas a contraste em usos prévios.
  • Gravidez: é importante informar o médico caso esteja grávida ou com suspeita de gravidez, pois a radiação pode ser prejudicial ao feto.

Em geral, a preparação para uma Tomografia Computadorizada de Abdome Total é simples e rápida. É importante seguir as orientações do médico ou do serviço de radiologia para garantir que o exame seja realizado de forma segura e eficaz.

 

Como é realizado uma TC de Abdome Total?

O exame é realizado em um aparelho chamado tomógrafo que emite feixes de raio-x que passam pelo corpo do paciente em diferentes ângulos, tirando imagens transversais em alta resolução.

Essas imagens são processadas por um computador para formar representações detalhadas de seções em diferentes planos (como axial, sagital e coronal) do abdome.

É possível que ocorra a solicitação para prender a respiração temporariamente durante a aquisição das imagens para minimizar o movimento dos órgãos internos.

Além disso, caso seja utilizado o contraste por via intravenosa, pode ocorrer a sensação de calor passageira ou gosto metálico na boca.

Após a conclusão do exame, o paciente pode retornar às atividades normais, a menos que seja recomendado de outra forma pelo médico.

A interpretação dos resultados da Tomografia Computadorizada de Abdome Total é realizada por um médico radiologista, que examina as imagens produzidas e emite um laudo com os achados.

O laudo é enviado ao médico solicitante, que é responsável por discutir os resultados com o paciente e orientar o tratamento, se necessário.

 

Quais as indicações para a realização de uma TC de Abdome Total?

tomografia de abdome total sendo realizada

A Tomografia Computadorizada de Abdome Total é um exame de imagem que pode ser utilizado em uma variedade de situações clínicas.

A seguir, listamos algumas das condições em que a TC de Abdome Total pode ser solicitada:

  • Avaliação de trauma abdominal: é frequentemente usada para avaliar lesões traumáticas no abdome, incluindo hemorragias, lesões nos órgãos e fraturas.
  • Investigação de infecções abdominais: quando há suspeita de infecções abdominais, como apendicite, diverticulite, abscesso ou peritonite, para auxiliar no diagnóstico e planejamento do tratamento.
  • Suspeita ou acompanhamento de lesões nos órgãos abdominais: avalia a presença de tumores, cistos, abscessos ou outras condições.
  • Avaliação do câncer: o exame pode ser usado para avaliar a extensão do tumor no abdome e realizar o estadiamento adequado dessas lesões.
  • Avaliação de anormalidades congênitas: o exame pode ser usado para avaliar anormalidades congênitas no abdome, como a má formação dos órgãos.
  • Monitoramento de resposta ao tratamento: avaliar a eficácia do tratamento de determinadas condições, como tumores abdominais.

Essas são apenas algumas das indicações para a TC de Abdome Total.

É importante ressaltar que a decisão de realizar uma tomografia computadorizada de abdome deve ser feita pelo médico, levando em consideração a história clínica do paciente, os sinais e sintomas apresentados, e outros exames de imagem disponíveis, bem como os potenciais riscos e benefícios do exame.

 

Possíveis riscos e efeitos colaterais

Embora a Tomografia Computadorizada de Abdome Total seja considerada um exame seguro, existem alguns riscos e efeitos colaterais que podem ocorrer.

É importante lembrar que os riscos e efeitos colaterais variam de pessoa para pessoa e podem depender de vários fatores, como a idade, o estado de saúde geral e a dose de radiação utilizada no exame.

A seguir, apresentamos alguns dos principais riscos e efeitos colaterais da tomografia computadorizada:

  • Exposição à radiação: a Tomografia Computadorizada de Abdome Total utiliza radiação ionizante para produzir as imagens do exame. Embora a dose de radiação seja relativamente baixa, a exposição repetida ao longo do tempo pode aumentar os efeitos nocivos, como câncer. No entanto, o benefício do exame geralmente supera o risco de exposição à radiação.
  • Reações alérgicas ao contraste endovenoso: em alguns casos, o uso de meio de contraste pode causar reações alérgicas. É importante informar o médico sobre qualquer alergia conhecida antes do exame.
  • Gravidez: embora a quantidade de radiação utilizada na Tomografia Computadorizada de Abdome Total seja relativamente baixa, é importante informar o médico caso esteja grávida ou haja suspeita de gravidez, pois a radiação pode ser prejudicial ao feto.
  • Risco de lesão renal induzida pelo contraste: em alguns casos, o uso de contraste intravenoso pode estar associado a um risco aumentado de lesão renal induzida pelo contraste, principalmente em pacientes com função renal comprometida. Por isso, é importante informar o médico sobre qualquer histórico de doença renal antes do exame, para que sejam tomadas precauções adequadas.

 

Quais são as principais vantagens e limitações da TC de Abdome Total?

Embora a TC de Abdome Total seja uma técnica avançada e útil em muitas situações clínicas, há vantagens e limitações que devem ser consideradas.

A seguir, apresentamos algumas das principais vantagens e limitações da TC de Abdome Total.

 

Vantagens

  • Alta resolução espacial: a TC de Abdome Total produz imagens de alta qualidade e detalhamento das estruturas do abdome, permitindo uma visualização clara de lesões, anormalidades e órgãos específicos.
  • Rapidez: é um exame relativamente rápido, geralmente concluído em menos de 30 minutos, o que pode ser uma vantagem em casos urgentes.
  • Versatilidade: a TC de Abdome Total pode ser utilizada para avaliar uma ampla gama de condições clínicas.
  • Acesso a informações adicionais: em alguns casos, a TC de Abdome Total pode ser usada em conjunto com contraste intravenoso ou oral, o que pode fornecer informações adicionais.

 

Limitações

  • Exposição à radiação ionizante.
  • Limitações na detecção de certas condições: a TC de Abdome Total pode ser limitada na avaliação de algumas estruturas, como músculos, tendões e ligamentos, que podem não ser tão bem caracterizados.
  • Artefatos de imagem: a TC pode ser suscetível a presença de artefatos ocasionados pela movimentação do paciente e presença de metal ou objetos no corpo, interferindo na qualidade e na interpretação das imagens, podendo ocasionar em resultados falso positivos ou falso negativos.
  • Limitações em pacientes com alergias ou disfunção renal: em alguns casos, o contraste utilizado na TC de Abdome Total pode causar reações alérgicas ou afetar a função renal, o que pode limitar sua utilização em pacientes com essas condições.
  • Custo: a TC de Abdome Total é um exame de imagem avançado e, portanto, pode ser relativamente caro em comparação com outros exames de imagem, o que pode limitar sua utilização em alguns pacientes.

 

Quais são as tendências e avanços recentes nesta área?

Nos últimos anos, houveram avanços significativos na tecnologia de TC de Abdome Total, permitindo uma melhor qualidade de imagem e diagnósticos mais precisos.

Algumas das tendências e avanços recentes na área de TC de Abdome Total incluem:

  • TC de Abdome Total de baixa dose de radiação: a TC de Abdome Total de baixa dose de radiação é uma técnica que usa menos radiação para produzir imagens, reduzindo o risco de exposição à radiação e aumentando a segurança do paciente. Essa técnica é particularmente útil em pacientes pediátricos e em pacientes que precisam de exames de imagem frequentes.
  • TC de Abdome Total com contraste de baixa osmolaridade: o contraste é uma substância utilizada na TC de Abdome Total para melhorar identificar algumas estruturas. O uso de contrastes de baixa osmolaridade reduz o risco de efeitos colaterais e reações alérgicas, tornando o exame mais seguro para os pacientes.
  • TC de Abdome Total com inteligência artificial (IA): a IA está sendo cada vez mais utilizada na TC de Abdome Total para ajudar na interpretação e análise das imagens, tornando o processo mais eficiente e preciso.

Esses avanços tecnológicos na área de TC de Abdome Total estão ajudando a melhorar a precisão do diagnóstico, reduzir a exposição à radiação e tornar o exame mais seguro e eficiente.

À medida que a tecnologia continua a evoluir, é provável que vejamos ainda mais avanços na área de TC de Abdome Total nos próximos anos.

 

Histórico Familiar: o que é e quais doenças são associadas?

A história médica familiar pode fornecer informações valiosas sobre o risco de uma pessoa desenvolver certas condições de saúde.

Este artigo explora a importância do histórico familiar na medicina, discutindo algumas doenças que podem estar relacionadas, bem como as limitações e considerações éticas e legais associadas ao uso do histórico familiar na prática médica.

Também abordaremos sobre as ferramentas disponíveis para a coleta de informações precisas e completas de histórico familiar.

Com a compreensão adequada do histórico familiar, os profissionais de saúde podem adaptar o tratamento e medidas preventivas de acordo com as necessidades de cada paciente, proporcionando melhores resultados de saúde a longo prazo.

 

O que é histórico familiar?

O histórico familiar é um registro das doenças e condições médicas que afetaram membros da família do paciente, incluindo seus pais, irmãos, avós, tios, entre outros.

É uma importante ferramenta que ajuda os profissionais de saúde a entender melhor a saúde de um paciente, pois podem identificar padrões genéticos e hereditários que podem aumentar o risco do paciente em desenvolver certas condições médicas.

 

Por que é importante saber o histórico familiar de um paciente na prática médica?

pais se divertindo

Saber o histórico familiar pode ser crucial para a saúde de um paciente, porque muitas condições médicas podem ter um forte componente genético.

Isto é, ao saber que há uma predisposição genética para uma determinada doença, os profissionais de saúde podem realizar aconselhamento genético, realizar exames preventivos precocemente e com uma maior frequência, o que pode ajudar a identificar a doença em estágios iniciais e aumentar as chances de um tratamento bem sucedido.

 

Como coletar informações sobre o histórico familiar?

paciente-preenchendo formulario de histórico familiar

A coleta de informações pode ser realizada por meio da conversa direta com membros da família, fazendo perguntas sobre doenças e condições médicas que os afetam.

É indicado que algumas dessas perguntas sejam específicas sobre determinadas condições, como informações sobre doenças crônicas, bem como condições hereditárias.

Os profissionais de saúde também devem perguntar sobre a idade em que cada membro da família teve o diagnóstico com uma condição médica e se algum parente faleceu prematuramente de uma doença.

Também é importante perguntar sobre os hábitos de vida da família, incluindo dieta, exercício e tabagismo.

Para que a coleta seja organizada e eficiente pode ser utilizada ferramentas de mapeamento de histórico familiar, como árvores genealógicas e questionários de saúde.

 

Quais doenças podem estar associadas ao antecedente familiar?

paciente com historico familiar de diabete

Alguns exemplos de doenças que podem estar relacionadas a um componente hereditário incluem:

Para cada uma dessas condições, existem testes e exames específicos que podem ser realizados para ajudar a identificar a presença ou risco de desenvolvimento da doença.

Por exemplo, um histórico familiar de câncer de mama pode indicar a necessidade de mamografias regulares precoces para detectar possíveis tumores.

 

Limitações do histórico familiar

Embora o histórico familiar seja uma ferramenta valiosa para a identificação precoce e prevenção de doenças, ela também tem suas limitações.

Nem todas as doenças apresentam um forte componente genético, e algumas condições podem ser influenciadas por fatores ambientais e de estilo de vida.

Além disso, o histórico familiar pode não ser totalmente preciso ou completo, pois muitos pacientes podem não ter o conhecimento do histórico médico dos seus parentes.

Por fim, ter o antecedente familiar de uma determinada doença não é determinante de que o paciente irá desenvolvê-la.

 

Considerações éticas e legais do histórico familiar

Existem considerações éticas e legais que devem ser levadas em consideração ao utilizar dessa informação.

O paciente deve ser informado sobre o uso do seu histórico familiar na prática médica e dar seu consentimento para que essa informação possa ser utilizada, além disso é uma informação confidencial e deve ser protegida de acordo com as leis de privacidade.

Os profissionais de saúde não devem usar as informações do histórico familiar para discriminar o paciente e devem apresentar respeito em relação à diversidade cultural, não fazendo suposições com base na etnia, religião ou outra característica do paciente.

 

Diagnóstico: o que é, suas etapas e como é feito

O sucesso do tratamento começa com um diagnóstico acurado, que precisa levar em conta a história clínica, os antecedentes pessoais e exames complementares para determinar o tipo de problema que o aflige.

O objetivo do diagnóstico é identificar a doença que está acometendo o paciente e em alguns casos, os exames complementares poderão trazer informações adicionais cruciais para esclarecer dúvidas e estreitar as possibilidades diagnósticas.

Continue lendo este conteúdo para entender mais sobre o assunto e como é realizado!

 

O que é o diagnóstico?

O processo de diagnóstico pode ser visto como uma forma de classificar a saúde de um paciente em diferentes etiologias e condições que permitem aos profissionais médicos tomarem decisões sobre prognóstico e tratamento.

Ele pode ser feito por uma variedade de profissionais de saúde, não apenas médicos, como fisioterapeutas, dentistas ou nutricionistas.

 

Qual a importância de um diagnóstico preciso?

medico escrevendo diagnostico

Quando um diagnóstico é preciso e realizado em tempo hábil, o paciente tem a melhor oportunidade para um resultado positivo na sua saúde porque a decisão clínica será adaptada para uma compreensão correta dos problemas de saúde do paciente.

Além disso, as decisões de políticas públicas são influenciadas pela epidemiologia dos diagnósticos e tratamentos realizados, como decisões de alocação de recursos, programas de rastreamento de doenças e prioridades de pesquisa.

Para sua realização, a combinação da história do paciente e um exame clínico realizado pelo profissional podem ser suficientes, no entanto, muitas vezes, investigações laboratoriais ou procedimentos de diagnóstico por imagem são necessários para confirmar um diagnóstico clinicamente suspeito ou para obter informações mais precisas.

Dessa forma, percebemos a importância de um diagnóstico preciso e que não é tão simples o processo para alcançá-lo e que existem uma série de etapas sobre os quais você aprenderá mais nos parágrafos logo abaixo.

 

As etapas do processo diagnóstico

Os processos se dividem em quatro etapas:

  1. História clínica: a história clínica de um paciente inclui documentação da preocupação atual, história médica anterior, história familiar, história social e outras informações relevantes, como medicamentos atuais e suplementos dietéticos.
  2. Exames físicos: esta etapa é objetiva, o que consiste na observação do comportamento, postura e análise física de todo o corpo e não apenas daquelas suspeitas de estarem envolvidas na queixa atual do paciente. Um exame físico cuidadoso pode ajudar o clínico a refinar as próximas etapas do processo e evitar testes desnecessários.
  3. Exames laboratoriais: existem diversos tipos de exames que podem ser solicitados para a análise de substâncias e identificação de microrganismos encontrados nos fluidos corporais, como urina, sangue, suor, entre outros.
  4. Exames de imagem: esta etapa desempenha um papel crítico no estabelecimento de diagnósticos para inúmeras condições e é usada rotineiramente em quase todos os ramos da saúde. O avanço das tecnologias de imagem melhorou a capacidade de detecção, diagnóstico e tratamento das condições, além de evitar procedimentos mais invasivos nos pacientes.

A escolha apropriada da modalidade de imagem (tomografia computadorizada, ressonância magnética, radiografia, ultrassom, entre outros) depende da doença, do órgão acometido e questões clínicas específicas a serem abordadas.

É preciso seguir todas as etapas acima para garantir que o paciente receba o melhor tratamento.

Em geral, a história clínica e o exame físico auxiliam a formular hipóteses diagnósticas, mas que podem necessitar de investigações adicionais por meio de exames laboratoriais ou de imagem para reduzir os diagnósticos diferenciais e assim refinar a suspeita clínica.

 

Como é feito o diagnóstico na prática?

 paciente realizando exame clinico

Essa é uma tarefa muito mais difícil do que parece à primeira vista.

Pois, é um procedimento que se inicia com a identificação da queixa do paciente, avaliação dos sinais e sintomas, identificação dos achados no exame físico e escolha dos melhores exames complementares para a suspeita de potenciais diagnósticos diferenciais.

 

1. Extrair a Ideia Central

O conceito principal da doença do paciente deve ser extraído pelo médico após toda a anamnese e exame físico.

Decidindo quais sintomas listados são os mais preocupantes e precisam de sua atenção primeiramente naquele momento.

 

2. Listar as principais causas

Em seguida, é realizada a lista inicial das hipóteses diagnósticas como explicação dos sintomas do paciente.

Essa etapa é crucial para identificar as principais hipóteses e não deixar o diagnóstico passar.

Sendo assim, é necessário ter cuidado para evitar prosseguir para a próxima etapa sem ter listado corretamente as principais causas que podem estar envolvidas.

 

3. Relacionar hipóteses e dados clínicos

Agora é a hora de considerar quais das possibilidades listadas são mais prováveis considerando os achados na anamnese, exame clínico e epidemiológico.

Isso significa que, este é o momento para um raciocínio clínico eficaz.

Ao longo do processo, há uma avaliação contínua para saber se informações suficientes foram coletadas.

Dessa forma, caso haja suspeita de que as informações coletadas não foram satisfatórias para explicar o problema de saúde do paciente ou que as informações disponíveis não são consistentes com um diagnóstico, então o processo de coleta de informações, integração, interpretação e desenvolvimento de um diagnóstico é novamente realizado.

 

4. Testar hipóteses com exames

Por fim, chegou a hora de testar as hipóteses diagnósticas.

Esta etapa concentra-se em exames da medicina laboratorial, patologia e de imagem, fornecendo mais informações sobre o paciente e sua situação.

Em muitos casos, os testes diagnósticos também podem identificar uma condição antes que ela seja clinicamente aparente; por exemplo, a doença arterial coronariana pode ser identificada por um estudo de imagem que indique a presença de estenose nesta artéria mesmo na ausência de sintomas.

À medida que o processo prossegue, uma ampla lista de potenciais diagnósticos é reduzida a menos opções, um processo conhecido como modificação e refinamento do diagnóstico e assim chegar a uma conclusão e estabelecer o melhor tratamento para o paciente.

 

Big Data na Saúde: a importância de entender essa tecnologia

Big data na saúde é um tema cada vez mais relevante na área da medicina e tecnologia.

Com a crescente digitalização de dados na saúde, as instituições de saúde possuem acesso a enormes quantidades de informações que podem ser usadas para melhorar a qualidade da assistência médica, a eficiência dos processos clínicos e a tomada de decisões.

Se você tem dúvidas e já se perguntou como os dados costumam ajudar dentro da área da saúde, então continue lendo este conteúdo.

 

O que é big data e como é seu uso na saúde?

Big Data é um termo que se refere a um grande volume de dados que são coletados e ao serem analisados podem fornecer informações relevantes para usos estratégicos.

Na saúde os dados são produzidos por uma variedade de fontes como registros eletrônicos de saúde, imagens médicas, pesquisas clínicas, entre outros.

Ter esse tipo de inovação na área da saúde tem provocado grandes mudanças.

A análise de Big Data pode ajudar a identificar fatores de risco para doenças, melhorar o diagnóstico e tratamento dos pacientes, reduzir custos, prevenir epidemias e aprimorar a gestão de saúde pública.

Cada organização utiliza os dados de forma diferente e estratégica, seja para otimizar tempo, gestão de recursos, custos e melhorar o atendimento dos pacientes.

 

Quais são as fontes do Big Data na saúde?

medico verificando a big data na saude

No setor de saúde, os dados do Big Data podem ser adquiridos por uma variedade de fontes, incluindo:

  1. Registros eletrônicos de saúde: as informações digitais sobre a saúde do paciente, englobando dados sobre diagnóstico, resultados de exames, tratamentos e medicações prescritas.
  2. Dispositivos de monitoramento de saúde: são os dispositivos portáteis que coletam informações dos usuários como atividade física, sono, frequência cardíaca e outras métricas de saúde.
  3. Imagens médicas: imagens realizadas pelos equipamentos como tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros.
  4. Dados de pesquisas clínicas: informações obtidas em estudos clínicos que avaliam a segurança e eficácia de novos tratamentos e estudo de doenças.
  5. Dados de saúde pública: dados coletados por agências de saúde pública para monitorar surtos de doenças, eficácia de políticas de saúde e planejar a distribuição de recursos.

Dessa forma, é possível compreender o grande volume de dados analisados pelo big data na saúde e que permite que os profissionais de saúde identifiquem padrões e tendências em grandes conjuntos de dados que seriam impossíveis de detectar manualmente.

 

Benefícios do Big Data na saúde

Como mencionamos, o uso do big data pode trazer inúmeros benefícios para as clínicas, os profissionais de saúde e os pacientes.

Dentre os impactos mais notórios que ela proporciona, estão:

 

Melhor eficácia no tratamento do paciente

Um dos maiores benefícios de ter o sistema Big Data na saúde é o profissional poder tomar suas decisões baseadas em dados e, assim, maiores avanços nos tratamentos.

Isso ocorre porque o uso da tecnologia permite que os profissionais tenham acesso a informações mais detalhadas e precisas sobre histórico médico e estilo de vida, levando a um tratamento mais personalizado, adaptado às necessidades individuais de cada paciente.

Assim como, ajuda a identificar tratamentos mais eficazes, com menos efeitos colaterais.

O monitoramento de saúde também é algo possível de ser realizado por meio do monitoramento remoto dos pacientes, e assim permitindo que os profissionais de saúde acompanhem as condições dos pacientes em tempo real.

 

Melhor assistência ao paciente

Os profissionais de saúde podem fornecer uma experiência mais personalizada e adaptada às necessidades individuais de cada paciente, além de realizar diagnósticos mais precisos, visto que o Big Data fornece informações mais completas sobre o histórico médico dos pacientes e ajuda a identificar padrões em grandes conjuntos de dados. Dessa forma, promover uma experiência mais positiva para o paciente, aumentando sua satisfação geral.

 

Redução de custos

O custo na área da saúde é um importante tópico que sempre entra em discussão e com o uso do Big Data, é possível que essa gestão se torne mais eficiente.

Por meio de análises preditivas, é possível identificar a presença de uma condição médica em estágio inicial e isso possibilita um tratamento rápido e eficaz, evitando um tratamento de longo prazo.

Além disso, evita-se o tratamento invasivo agindo na prevenção de doenças, identificando os seus fatores de risco.

Com essa tecnologia, também é possível melhorar o gerenciamento dos investimentos e recursos humanos, incluindo leitos hospitalares, suprimentos médicos e profissionais de saúde.

Tudo isso pode levar a uma redução de custos para os pacientes e para o sistema de saúde como um todo.

 

Quais são os desafios na implementação do Big Data na saúde?

medico experiente que sabe usar a tecnologia

Um dos grandes pontos de desafio ao implementar o Big Data na saúde está em compreender quais dados são relevantes para classificar e dar prioridade nas informações a serem trabalhadas.

Portanto, a qualidade dos dados é fundamental para que as decisões de saúde sejam precisas.

É importante garantir que os dados sejam completos e confiáveis, evitando erros e inconsistências que possam comprometer os resultados das análises.

A criação de um sistema de gerenciamento de qualidade de dados pode ajudar a garantir essa qualidade.

O big data tem como diferencial a possibilidade de fazer o cruzamento de informações, utilizando análise preditiva, mineração de dados e inteligência artificial, e assim colher insights importantes dos dados de saúde para realizar um direcionamento das instituições de saúde.

Um dos maiores desafios que se tem em relação ao uso do big data na saúde é a privacidade e segurança dos dados.

A coleta e armazenamento de grandes volumes de informações médicas e pessoais dos pacientes pode aumentar o risco de exposição a ataques cibernéticos e violações de privacidade.

Além disso, muitos dados de saúde são altamente sensíveis e precisam ser tratados com cuidado e atenção especial para garantir a privacidade dos pacientes.

O uso de técnicas de criptografia, acesso restrito e monitoramento de atividades suspeitas são algumas das medidas que podem ajudar a mitigar esses riscos.

Por fim, muitas organizações de saúde enfrentam desafios técnicos e financeiros na implementação de sistemas de big data.

A coleta, armazenamento e análise de grandes volumes de dados requerem infraestrutura de TI avançada e sistemas de gerenciamento de dados robustos, o que pode ser caro e exigir recursos significativos.

 

Centro de Diagnóstico por Imagem: o que é e como funciona?

Em um centro de diagnóstico por imagem, ou simplesmente centro de imagem, são realizados diversos tipos de exames como radiografias, mamografias, tomografias, entre outros e que são importantes para a prática da medicina por auxiliarem no diagnóstico de doenças.

Neste artigo, vamos falar tudo o que você precisa saber sobre um centro de imagem.

 

Como é a estrutura de um centro de imagem?

Um centro de diagnóstico por imagem precisa estar localizado em um endereço específico por conta dos riscos que a radiação apresenta, necessitando de licenças e registros para seu funcionamento.

Sua estrutura interna é elaborada de forma detalhada, incluindo áreas para recepção e registro dos pacientes, salas para radiografias e laudos, além de espaços comuns, como administração, vestiários e refeitórios que fiquem no perímetro de segurança em relação aos equipamentos por conta do risco de radiação e do campo magnético produzidos.

 

Quais são os equipamentos utilizados em um centro de diagnóstico por imagem?

estrutura de um centro de diagnóstico por imagem

Para a construção de um centro de imagem é necessário um alto investimento, pois os aparelhos de radiologia empregados (tomógrafo, mamógrafo, ultrassom, aparelho de raio x e ressonância magnética) possuem um custo elevado.

Além disso, para a sua implementação, melhoria ou substituição, é necessário que o centro de diagnóstico por imagem possua um memorando, o qual apontará detalhes como o fabricante do aparelho, sua utilização e até mesmo o ano de fabricação.

 

Quais são os exames realizados em um centro de diagnóstico por imagem?

Existem diversos tipos de exames que podem ser oferecidos em um centro de diagnóstico por imagem, sendo que cada exame é único e possui suas próprias características e finalidades.

Os principais são:

  • Densitometria óssea
  • Mamografia
  • Medicina nuclear
  • Radiografia
  • Ressonância magnética
  • Tomografia computadorizada
  • Ultrassonografia

 

Quais são os profissionais que atuam em um centro de diagnóstico por imagem?

radiologista trabalhando em um centro de diagnóstico por imagem

Dois profissionais apresentam papel fundamental em um centro de diagnóstico por imagem: o médico radiologista e o técnico em radiologia.

O primeiro é um médico especializado em Radiologia responsável pelo diagnóstico de doenças, além de ter papel fundamental no tratamento de diversas patologias através de procedimentos de Radiologia Intervencionista.

O técnico em radiologia é o profissional que será responsável pela aquisição das imagens e na segurança do resultado, manipulando e analisando as imagens geradas, para assim arquivá-las de maneira segura e confiável.

Para o manuseio habitual das máquinas, os funcionários devem utilizar equipamentos de proteção individual para a biossegurança (EPI), caso fiquem expostos à radiação.

 

O que garante a eficiência de um centro de diagnóstico por imagem?

A qualidade e segurança nos resultados dos exames realizados por um centro de diagnóstico por imagem passam por várias práticas que aliadas a inovações no mercado, possibilitam otimizar o tempo, melhorando consideravelmente as avaliações e reduzindo custos.

Para atingir um nível de excelência, é preciso que o centro de imagem siga algumas práticas, como listamos abaixo.

 

Investimento em tecnologias

Os equipamentos são importantíssimos para garantir maior qualidade e eficiência nos resultados dos exames.

Por isso, acompanhar sempre as inovações do mercado e realizar atualizações no setor contribui com a produtividade.

Equipamentos mais modernos permitem reduzir o tempo para a realização dos exames, assim como demonstram imagens de qualidade superior, ou seja, os diagnósticos ficam mais precisos, com menor taxa de erros nos laudos.

 

Impressão de imagens em papel ou entregues em mídia digital

A impressão dos exames de imagem em papel propicia redução de custos de até 80% em comparação com o método filme dry.

Além da vantagem de apresentar boa qualidade, com possibilidade de impressão em diferentes tamanhos e cores.

Outra tendência que veio para ficar, determinando uma redução ainda maior nos custos, é a entrega dos exames em mídia digital (DVD ou USB drive) ou a visualização das imagens em uma plataforma na web, que permitem aos médicos solicitantes avaliarem as imagens em sua completa resolução nos computadores de seus consultórios.

 

Sistema de gestão integrada

Um centro de diagnóstico por imagem com um sistema de gestão integrada possui benefícios tanto para colaboradores quanto para pacientes contribuindo com a agilidade nos agendamentos por meio da internet, reduzindo ou até zerando o tempo de espera.

Além disso, o sistema disponibiliza dados estatísticos que permitem auxiliar nas tomadas de decisões, o que ajuda a evitar possíveis erros nos processos.

Dessa maneira, a eficiência estará sempre em pauta, inclusive para evitar perdas seja de materiais ou até mesmo de pacientes.

 

Capacitação profissional

É indiscutível que um centro de diagnóstico por imagem tenha profissionais capacitados. Todavia, como a medicina é dinâmica, é preciso incentivar a constante atualização destes.

A promoção de cursos, reuniões, palestras informativas, não apenas sobre assuntos envolvendo a área da saúde, mas também sobre questões sociais e dinâmica de trabalho, contribuem com a eficiência nos resultados do centro de imagem, trazendo mais qualidade aos serviços prestados. Pois como um local que fornece serviços, a abordagem inicial e a maneira de tratamento ao cliente são tão fundamentais quanto um bom laudo radiológico.

Por que centros de imagem precisam ter protocolos definidos?

tecnica em radiologia usando protocolo de exame

Todo tipo de exame possui uma forma correta de ser realizado para assim garantir a segurança de todos os indivíduos dentro do centro de diagnóstico por imagem.

Caso não seja realizado corretamente, é possível que tanto a saúde dos pacientes quanto a dos colaboradores esteja sob maior risco desnecessariamente.

Sendo importante observar que os técnicos e médicos da radiologia ao receberem uma sobrecarga da dose de radiação aplicada sofrerão muito mais com seus efeitos do que a população no geral, visto que a mesma é cumulativa.

Outros fatores técnicos também devem ser considerados:

  • a não calibração correta da máquina radiológica, gerando resultados insatisfatórios;
  • a carga energética dos fótons tem relação direta com a qualidade do raio x. Isto é, cargas energéticas muito altas ou muito baixas podem gerar uma perda no detalhamento das imagens.

Este é o motivo de sempre seguirmos os protocolos para oferecer segurança tanto para os colaboradores quanto para os pacientes e realizar exame de imagem com a melhor qualidade.