dr ricardo caracante

Sobre Dr. Ricardo Caracante

Médico (FMUSP) e residente em radiologia e diagnóstico por imagem (InRad-HC FMUSP).
CRM-SP 227.223

Exames cardiológicos: conheça os 8 principais 

Os exames cardiológicos são essenciais para que os pacientes possam monitorar sua saúde cardiovascular.

Além de prevenção, eles também auxiliam no acompanhamento de doenças cardíacas.

Existem diversos tipos de exames disponíveis, cada um com sua especificidade e importância na interpretação dos resultados.

Para garantir a qualidade desses processos, é fundamental contar com tecnologia avançada, equipamentos modernos e profissionais experientes.

Neste artigo, discutiremos em detalhes os diferentes tipos de exames cardiológicos, seus objetivos e outros aspectos relevantes.

 

Principais doenças cardiológicas

As doenças cardiovasculares são responsáveis por milhares de óbitos a cada ano, de acordo com dados divulgados pela OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).

O ano de 2016, por exemplo, foi marcado por vários óbitos que tiveram relação com essas patologias.

17 milhões de pessoas ao redor do mundo morreram por conta delas, estando o AVC em primeiro lugar.

Elas afetam o sistema cardiovascular e podem causar danos significativos.

Exemplos comuns dessas doenças incluem trombose arterial e venosa, aneurisma de grandes artérias, aterosclerose carotídea com oclusão ou embolia cerebral, AVC isquêmico e hemorrágico, entre outras.

No Brasil, há uma média de 300 mil casos por ano, e muitos deles não são caracterizados como doenças cardíacas, mas como emergências relacionadas ao coração.

Algumas das patologias mais comuns incluem:

  • Arritmias: são alterações nos batimentos cardíacos, podendo ser rápidos, lentos ou irregulares.
  • Cardiomiopatias: são condições em que o coração tem dificuldade em bombear sangue para o corpo.
  • Pericardite: é a inflamação do pericárdio, uma membrana que envolve o coração, causando dor no peito.
  • Parada cardíaca: é uma interrupção súbita dos batimentos cardíacos, levando à falta de oxigênio no organismo.
  • Valvulopatias: são doenças que afetam as válvulas cardíacas, dificultando o fluxo adequado de sangue.
  • Cardiopatia congênita: é uma malformação do coração que ocorre durante o desenvolvimento fetal.
  • Doença arterial coronariana: inclui casos de obstrução das artérias coronárias, que podem levar a um infarto.
  • Doenças vasculares: são condições que afetam os vasos sanguíneos, podendo resultar em acidente vascular cerebral (AVC), entre outras comorbidades.

 

Diferentes finalidades dos exames cardiológicos

medico realizando exames cardiológicos

Os exames cardiológicos podem ser classificados em três categorias principais, dependendo de sua finalidade: exames de prevenção, exames de investigação e exames de acompanhamento.

Os exames cardiológicos de prevenção, também conhecidos como check-ups, são realizados regularmente por homens e mulheres que desejam monitorar sua saúde cardiovascular.

Recomenda-se que pessoas entre 35 e 40 anos passem por avaliações periódicas.

Para aqueles com histórico familiar de doenças cardíacas ou atletas que praticam atividades intensas, é indicado iniciar os exames preventivos antes dos 30 anos.

Os exames cardiológicos de investigação são solicitados quando há suspeita de uma doença cardíaca com base em consultas de rotina ou sintomas relatados pelo paciente, que podem não estar diretamente relacionados ao coração.

É necessário investigar para determinar se a origem das queixas ou alterações observadas nos exames é de fato decorrente de patologias cardíacas.

Os exames cardiológicos de acompanhamento são realizados após o diagnóstico de uma doença cardíaca, permitindo que o médico monitore a evolução do caso e o tratamento prescrito.

Por exemplo, no caso de arritmias, que são caracterizadas por batimentos cardíacos muito rápidos ou lentos, o acompanhamento é fundamental, pois as arritmias podem levar a paradas cardíacas e morte súbita.

 

Tipos de exames cardiológicos

paciente realizando exames cardiologicos

Existem diversos tipos de exames cardiológicos, cada um adequado para diferentes situações. Abaixo, destacamos alguns dos principais:

Radiografia de tórax

A radiografia de tórax, também popularmente conhecida como raio X de tórax, permite avaliar a estrutura e o tamanho do coração, bem como o sistema de veias e artérias.

Também pode fornecer informações sobre os pulmões, pois alterações nesse órgão podem indicar problemas cardíacos.

 

Eletrocardiograma

Avalia a atividade elétrica do coração, detectando problemas de ritmo cardíaco.

Eletrodos são colocados no tórax e nos membros superiores e inferiores, gerando resultados que são avaliados por técnicos e médicos.

 

Teste ergométrico

Similar ao eletrocardiograma, mas realizado durante o exercício físico.

O paciente caminha na esteira ou pedala em uma bicicleta, permitindo a obtenção de dados adicionais sobre o desempenho cardíaco durante o esforço.

Algumas pessoas podem sentir receio em relação a esse exame, preocupadas em não conseguir realizar o exercício ou passar mal durante o procedimento.

Por essa razão, o teste ergométrico é realizado com a presença de profissionais treinados e equipamentos de primeiros socorros.

Dessa forma, caso ocorra algum imprevisto, o socorro adequado pode ser prestado imediatamente.

 

Holter

O Holter é um exame em que o paciente utiliza um eletrodo preso ao braço, que fica conectado a um cinto na cintura.

Esse exame tem uma duração prolongada, permitindo a observação contínua do paciente ao longo do tempo para o monitoramento de casos como arritmias cardíacas.

Para realizar o exame, é necessário apenas um dispositivo do tamanho de um celular que fica junto ao paciente.

Esse dispositivo possui sua própria bateria, com duração de aproximadamente 24 horas, e é posicionado na altura da cintura.

Durante o exame, é possível identificar diversas condições, como angina, pericardite, infarto e isquemia miocárdica, entre outras.

 

MAPA

Um dos exames cardiológicos amplamente utilizados é o MAPA, que realiza o monitoramento da pressão arterial ao longo de 24 horas.

Esse exame funciona de maneira semelhante ao Holter, embora tenha um objetivo diferente.

Enquanto o Holter investiga arritmias cardíacas, o MAPA acompanha casos de pressão alta e baixa.

Durante o exame, o aparelho de MAPA, que está acoplado ao cinto do paciente, mede a pressão arterial a cada 15 minutos.

Esses dados são registrados no dispositivo ao longo das 24 horas de monitoramento.

Dessa forma, o médico obtém informações detalhadas sobre a variação da pressão arterial durante as atividades diárias do paciente.

 

Ecocardiograma

O ecocardiograma é um exame de ultrassom do coração.

Ele utiliza o som emitido pelo órgão para criar imagens detalhadas.

Através desse exame, podemos determinar o tamanho e formato do coração, além de avaliar a força, os movimentos e a direção do fluxo sanguíneo.

Quando combinado com o Doppler, o ecocardiograma proporciona imagens coloridas em 3D, permitindo uma melhor visualização dos detalhes do funcionamento e da anatomia do coração.

Geralmente, esse exame é solicitado quando o paciente apresenta sintomas como palpitações, falta de ar, desmaios e dores no peito.

 

Tomografia do coração e vasos

É um exame de imagem não invasivo que utiliza a tomografia computadorizada para obter imagens detalhadas dos vasos sanguíneos, incluindo as artérias coronárias que suprem o coração.

Nesse exame, é injetado um contraste iodado nas veias do paciente para destacar os vasos sanguíneos e obter imagens mais precisas.

A angiotomografia é usada principalmente para avaliar o estado das artérias coronárias e identificar possíveis obstruções ou placas que possam causar problemas cardíacos.

 

Angiografia digital

A angiografia é um exame de imagem que tem como objetivo visualizar e diagnosticar doenças nos vasos sanguíneos, como artérias e veias.

É realizado por meio da injeção de um contraste radiopaco nas artérias ou veias, o que permite que elas sejam destacadas nas imagens de raios-X.

Essas imagens são obtidas em tempo real e permitem ao médico avaliar a presença de obstruções, estreitamentos, aneurismas ou malformações nos vasos sanguíneos.

A angiografia pode ser realizada em diferentes partes do corpo, dependendo da área de interesse médico.

 

Telerradiologia Odontológica

A telerradiologia odontológica é costumeiramente recomendada para consultórios e/ou clínicas de dentistas, pois, ao fazer uso desse recurso, é possível oferecer um atendimento mais ágil.

Além disso, permite atender de forma mais qualificada seus pacientes.

Contudo, por se tratar de uma nova tecnologia, surgem algumas dúvidas e receios.

Preparamos esse conteúdo para te ajudar a entender melhor esse serviço.

 

O que é telerradiologia odontológica?

dentista pode trabalhar com telerradiologia odontologica

A telerradiologia odontológica é um recurso que permite a elaboração de laudos de exames radiológicos realizados em uma clínica odontológica, de uma maneira digital e remota.

Tudo se inicia a partir da contratação de uma empresa especializada em telerradiologia odontológica.

Essa empresa é responsável por disponibilizar uma plataforma online onde as imagens dos exames realizados ficarão armazenadas e disponíveis para leitura por um corpo de radiologistas especializados vinculados a essa empresa.

Dessa forma, o dentista ou o técnico de radiologia adquire as imagens na clínica ou hospital.

Essas imagens são então compartilhadas (geralmente em formato DICOM) na plataforma online disponibilizada.

Após isso, cabe aos radiologistas vinculados à empresa interpretar esses exames, bem como elaborar e disponibilizar o laudo / resultado nesse mesmo sistema.

Há de se ressaltar que todo esse compartilhamento de informações deve se dar em ambiente seguro, com criptografia dos dados e informações do paciente.

Além disso, é importante buscar por uma plataforma rápida e estável para evitar dores de cabeça.

Com isso, não é necessário ter um radiologista trabalhando diretamente na clínica, gerando algumas vantagens ao serviço.

 

Quais as principais vantagens desse serviço?

Dentre as principais vantagens da telerradiologia odontológica, destacam-se:

  • Os gastos diminuem: uma das principais vantagens é a não necessidade de contratação de um radiologista exclusivo para a clínica. A desoneração com obrigações como salário, férias, décimo terceiro, aposentadoria e até mesmo o risco de processos trabalhistas, podem poupar recursos financeiros preciosos, permitindo o investimento em outras áreas do serviço ou mesmo maiores lucros.
  • O pagamento é feito por demanda: boa parte dessas empresas costumam cobrar seus serviços por demanda e não na forma de mensalidade. Em outras palavras, só será cobrado o valor referente a cada um dos exames laudados. Isso significa aliar as despesas às receitas, otimizando os gastos do estabelecimento.
  • Agilidade na obtenção dos resultados / laudos: como a empresa conta com um corpo de vários radiologistas, tem-se então a possibilidade de distribuir os exames realizados entre esses profissionais, o que significa mais laudos em menos tempo.
  • Atendimento em tempo integral, inclusive em períodos de férias e feriados: essas empresas costumam trabalhar direto, sem pausa nos períodos de férias e/ou feriados. Logo, se for necessário atender um paciente de emergência, você poderá contar com o serviço. Inclusive, para os dentistas que atendem 24 horas, a telerradiologia odontológica é excelente para que se possa oferecer o serviço mais completo possível a todo momento.
  • Sistema de armazenamento integrado das imagens e laudos: a praticidade de contar com todas as informações do paciente em um só local pode agilizar o atendimento e proporcionar melhores resultados à medida que é possível acompanhar a evolução do tratamento de forma mais acurada.

 

Como fazer a escolha de uma empresa de telerradiolgia?

medicos conversando sobre novo servico

Antes de escolher uma empresa que será parceira no seu negócio é preciso se atentar a alguns pontos, sendo os principais:

  • Suporte e treinamento: verifique se a empresa que você escolheu oferece suporte tanto por telefone quanto online. Avalie a qualidade desse suporte (capacidade de resolução, tempo para atendimento). Além disso, procure saber se oferece treinamento para uso correto da plataforma. Dessa forma, você poderá ter certeza de que sua equipe terá as orientações adequadas, possibilitando o uso pleno do serviço contratado.
  • Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): lei de 2018 que discorre “sobre o tratamento de dados pessoais, dispostos em meio físico ou digital, feito por pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, englobando um amplo conjunto de operações”. Seu descumprimento, em outras palavras, o compartilhamento / “vazamento” de dados de terceiros (ex. pacientes), pode acarretar multa. Por isso, para evitar qualquer problema financeiro é necessário checar essa informação, certificando-se, inclusive, da segurança da plataforma – que deve contar com criptografia dos dados a fim de evitar invasões ao sistema e roubos de dados.

 

Perguntas frequentes

Diminuição de custos, pagamento sob demanda, agilidade na emissão dos laudos, atendimento 24h, sistema de armazenamento integrado das imagens e laudos.

É um recurso que permite a elaboração de laudos de exames radiológicos realizados em uma clínica odontológica, de uma maneira digital e remota.

Genética Médica: o que é, como funciona e como é feita

A genética médica é uma área crescente da medicina que se concentra no entendimento da relação entre a genética e a saúde humana, por meio do estudo das doenças genéticas e seu diagnóstico, tratamento e prevenção.

O objetivo é compreender as causas e os mecanismos envolvidos nessas patologias visando o desenvolvimento de novas e mais eficientes recomendações e terapias.

E, para isso, aplicam-se os princípios da genética ao mundo médico, aliados ao uso de técnicas e ferramentas modernas.

Neste artigo, vamos explorar como a genética médica funciona, o que fazem e como é a formação dos especialistas nesta área, e como os exames genéticos são realizados.

 

O que é genética médica?

A genética médica é uma subespecialidade da medicina altamente especializada e que recobre uma grande variedade de tópicos – abrangendo desde o trabalho a nível genético / molecular até o atendimento do paciente.

Sua história tem início no começo do século XX, tendo como grande ponto de inflexão a descrição da estrutura do DNA por Watson e Crick em 1953.

A partir dessa descoberta, a área mantém um ritmo constante de progressão, direcionando seus esforços à estruturação de uma medicina personalizada.

É um campo de conhecimento multidisciplinar, incluindo:

  • Genômica: estudo do DNA (sequência, estrutura, variações e funções);
  • Genética molecular: mecanismos por trás de processos como replicação, transcritora e tradução;
  • Farmacogenética: como a genética pode modular a resposta a uma terapia;
  • Bioinformática: uso dos computadores para análise e interpretação dos dados;
  • Genética populacional: estudo da variação e evolução dos genes, bem como suas implicações, entre diferentes populações;
  • Clínica genética: aplicação de todos esses conhecimentos na assistência direta ao paciente;
  • Aconselhamento genético: ajudar paciente e familiares a compreender os riscos e implicações de determinada patologia, guiando-os a decisões embasadas;

Entre as patologias estudadas, estão tanto as mutações adquiridas que contribuem para desenvolvimento de doenças como câncer e diabetes, quanto doenças hereditárias (transmitidas entre gerações) como a fibrose cística, síndrome de Down, hemofilias, anemia falciforme, doença celíaca, câncer de mama e ovário hereditários, entre outros.

Para tratar essas doenças, além do trabalho em conjunto com outras especialidades médicas lançando mão de tratamentos mais convencionais (cirurgias, drogas), há grande expectativa acerca das terapias genéticas, ainda em estágio experimental, que se propõem a substituir, modificar, retirar ou adicionar frações de código genético às células do paciente.

 

O que são doenças genéticas?

doencas genéticas o que sao

São condições causadas, total ou em parte, por anormalidades no DNA, seja por mutação em um gene (monogênica), em múltiplos genes (multifatorial) ou por defeito em todo um cromossomo.

DNA é uma molécula, constituída por uma sequência específica de bases nitrogenadas, que contém as instruções que irão determinar as características e o funcionamento de um organismo.

O DNA é organizado em unidades funcionais chamadas genes, uma sequência dedicada à formação de uma determinada proteína.

O conjunto de vários genes, formando uma extensa fita de material genético, compõem um cromossomo.

Os seres humanos possuem 45 pares de cromossomos autossômicos e 1 par de cromossomos sexuais (X ou Y). Em cada par de cromossomos, um é herdado da mãe e outro do pai.

Durante o ciclo de vida de uma célula, seu material genético passa por diversos processos como a transcrição, a replicação, a recombinação, os processos de divisão celular (mitose e meiose), bem como processos de reparos para corrigir eventuais danos ao DNA.

Esses procedimentos são complexos e finamente regulados por diversos mecanismos, sendo assim, estão sujeitos a erros, que podem levar a alterações / mutações no DNA.

Essas modificações, geralmente não têm impacto significativo, seja porque não alteram as proteínas sintetizadas ou porque são corrigidas / controladas pelos instrumentos celulares dedicados a proteção do DNA.

Contudo, quando estes mecanismos de segurança falham e a mutação é relevante ao ponto de alterar a leitura e expressão de um gene, podemos ter o desenvolvimento de doenças.

 

O que faz o especialista em genética médica?

medico realizando analise de genetica medica

Trata-se de um médico que se especializou em compreender como a genética afeta a saúde humana, explorando a fundo os conceitos que abordamos acima.

Eles usam essa compreensão para diagnosticar e tratar doenças, orientar famílias com histórico de patologias desse tipo e aconselhar sobre os riscos de condições futuras, trabalhando com pacientes de todas as idades e com uma variedade de condições, incluindo doenças hereditárias, distúrbios cromossômicos e doenças adquiridas.

Também podem trabalhar com pacientes que não necessariamente têm a doença, mas que apresentam um risco maior de desenvolver alguma patologia genética – um exemplo clássico são mulheres com mutação no gene BRCA, conferindo maior risco de desenvolver câncer de mama.

Para isso, os médicos geneticistas realizam a anamnese, exames de imagem e laboratoriais, para assim estabelecer o diagnóstico, sempre em colaboração com outros especialistas, como médicos de família, pediatras, ginecologistas e cirurgiões, para garantir que os pacientes recebam o melhor tratamento e aconselhamento possíveis.

É importante ressaltar que a genética médica é uma área em constante evolução e é uma parte cada vez mais atuante e relevante na medicina, por isso, é importante que esses especialistas mantenham-se sempre atualizados, cientes das últimas descobertas e avanços na área.

 

Os exames de genética médica

exame de genetica medica sequenciamento de dna

O desenvolvimento de tecnologias genéticas tem aumentado a capacidade de identificar e compreender as mutações, e assim a área tem conquistado seu espaço.

Estas técnicas incluem sequenciamento de DNA, análise de cromossomos e estudos de famílias com histórico de doenças genéticas.

Uma vez que uma mutação é identificada, os especialistas em genética médica podem usar essa informação para diagnosticar a doença, aconselhar as famílias sobre os riscos de doenças genéticas futuras e traçar estratégias de tratamento, bem como desenvolver medicamentos personalizados e terapias gênicas para tratar essas patologias.

Algumas das técnicas comumente utilizadas incluem:

 

Sequenciamento de DNA

O sequenciamento de DNA permite ler a sequência dos nucleotídeos (A, C, G e T) que compõem o DNA de um indivíduo.

É usado para detectar mutações específicas em genes, incluindo aqueles relacionados a doenças genéticas hereditárias (transmitidas de pais para filhos).

 

Análise de cromossomos (cariótipo)

A análise de cromossomos permite verificar a estrutura dos cromossomos e identificar distúrbios cromossômicos, como síndromes de Down, Turner e Klinefelter.

 

Histórico familiar

O histórico familiar envolve o estudo de uma família com histórico de uma doença genética específica, para determinar se a doença é hereditária, qual o padrão de hereditariedade, auxiliando na identificação do gene responsável.

 

Testes pré-natais

Testes pré-natais, por meio da amniocentese, ou até mesmo por amostras de sangue da gestante, são usados para detectar distúrbios cromossômicos e doenças genéticas no feto durante a gravidez.

 

Teste de portador

Os testes de portador são realizados para determinar se alguém é portador de uma mutação genética específica, como os relacionados com a fibrose cística, anemia falciforme e outras doenças genéticas hereditárias.

É válido ressaltar que alguns destes testes genéticos só são realizados em pacientes com uma condição específica ou com histórico familiar de uma determinada doença genética, e nem sempre é necessário para todos os pacientes.

Assim como também é importante que o especialista em genética médica interprete os resultados do exame para estabelecer o diagnóstico e aconselhar sobre o melhor tratamento, discutindo as possibilidades, riscos e benefícios de realizar um exame genético.

Credenciamento médico: o que é e como fazer

Não é fácil contar só com a renda de consultas particulares sem o credenciamento médico em plano de saúde.

Principalmente se for para manter uma clínica médica independente.

Por isso é necessário recorrer a esse sistema que é uma espécie de parceria com convênios.

Dessa forma é possível manter um certo fluxo de pacientes no local.

Isso pode servir também para os médicos que já possuem um número de pacientes fiéis, mas que querem dar oportunidade de acesso à saúde a outras pessoas.

No entanto, para muitos, todo esse processo pode parecer algo complexo.

Pensando em lhe ajudar com essa dúvida, nós montamos esse conteúdo onde vamos explicar tudo o que você precisa saber.

Ficou interessado e quer saber mais? Então continue lendo este artigo para descobrir mais sobre esse processo e como ele pode ser bem útil.

 

O que é o credenciamento médico?

Credenciamento médico é a inclusão da pessoa física e/ou jurídica que prestará serviços de saúde no leque de opções oferecidas ao paciente pelo plano de saúde.

Dessa forma, é possível atender vários pacientes que façam uso destes convênios médicos. Mais de 50 milhões de pessoas possuem algum convênio médico. Isso acaba oferecendo uma grande vantagem para os médicos devido ao grande fluxo de clientes.

No entanto, sabemos que nem tudo são flores e os convênios possuem desvantagens. Um exemplo é que eles costumam pagar um valor menor, principalmente se você comparar com as consultas feitas de forma particular.

Mas, mesmo assim muitos optam por aderir esse sistema em suas clínicas. Se esse é o seu caso, então esse texto é mesmo para você.

Vamos passar um passo a passo que pode ser de grande ajuda com esse processo. Pode ser um ponto importante na sua decisão final sobre aderir a esse serviço.

 

Passo a passo de como aderir ao credenciamento médico para a sua clínica

É comum surgir muitas dúvidas durante o processo para efetivar o credenciamento no convênio médico. Por isso, montamos um passo a passo que pode ajudar você, profissional de saúde, a fazer isso da maneira correta. Confira:

 

Faça uma pesquisa para conhecer o convênio médico

verificando credenciamento medico

Antes de fazer qualquer coisa, é importante pesquisar bem a respeito: valor da remuneração; atendimentos e procedimento remunerados; quais as burocracias envolvidas na hora do pagamento; público-alvo; locais/cidades de cobertura; benefícios aos credenciados; credibilidade da operadora com seus clientes e com os profissionais credenciados.

 

Esteja com os documentos em mãos

Para começar o processo de credenciamento médico é normal que as operadoras de convênios façam a solicitação de documentos. Eles são importantes para sua aceitação nesse plano de saúde.

É normal que a papelada solicitada seja bem grande. E para agilizar o processo, garanta que ela esteja em mãos.

Além disso, os documentos podem variar para pessoa física ou para pessoa jurídica.

 

Documentação para profissionais físicos (PF):

  • Todas as informações dos locais onde os exames e procedimentos irão ser feitos;
  • Alvará atualizado de funcionamento e da vigilância sanitária;
  • Crédito do profissional ou CRM do responsável;
  • Currículo completo desse profissional;
  • Um comprovante da conta bancária;
  • ISS ou CCM junto à prefeitura;
  • CNES.

 

Documentação para as clínicas (PJ):

  • É necessário um comprovante de pagamento da taxa de fiscalização do local;
  • Alvará atualizado de funcionamento e da vigilância sanitária;
  • Currículo de todos os profissionais que atuam nessa clínica;
  • Crédito ou CRM do profissional responsável;
  • Uma relação descritiva do corpo clínico;
  • Comprovante do pagamento do ISS;
  • Comprovante da conta bancária;
  • ISS ou CCM junto à prefeitura;
  • O contrato social;
  • CNPJ atualizado;
  • Atas de reuniões.

Além disso, é importante pontuar que alguns planos de saúde podem pedir outros documentos que não estão nessas listas. Essas são listas padrão, porém costumam sofrer alterações, o que vai depender da empresa que você escolher.

 

O que fazer se o credenciamento não for aprovado?

medica tirando duvida sobre credenciamento medico

Caso isso aconteça, a primeira coisa a ser feita é procurar saber porque isso aconteceu. Na maioria dos casos, a recusa se dá por documentação pendente ou inconsistência nas informações fornecidas.

Fale com o convênio escolhido para resolver tudo e envie os documentos que serão necessários.

Todavia, saiba que se o convênio impedir de alguma forma o seu cadastro alegando que você já faz parte de qualquer outro plano, isso é uma medida ilegítima. Em outras palavras, não há nada que impeça você de ser conveniado por mais de uma operadora.

 

Inteligência artificial na medicina

Sabemos que o uso da inteligência artificial na medicina já é algo real nos dias de hoje.

Já abordamos, por exemplo, suas aplicações no contexto da Radiologia e Diagnóstico por Imagem por aqui.

Mas e no restante da área? Como a IA pode nos ajudar?

 

O que é inteligência artificial (IA)?

O conceito de inteligência artificial se refere à capacidade das máquinas de “pensar” como seres humanos.

Ou seja, o poder de aprender, perceber, deliberar e decidir de forma racional e assertiva.

Para isso, lança mão de conceitos como Machine Learning (aprendizagem de máquina), Deep Learning (aprendizagem profunda) e Processamento de Linguagem Natural.

 

A inteligência artificial na medicina

como funciona a inteligencia artificial

Inteligência Artificial em medicina é o uso de computadores que, analisando um grande volume de dados e seguindo algoritmos definidos por especialistas na matéria, são capazes de propor soluções para problemas médicos.” – assim define Luis Carlos Lobo em seu artigo “Inteligência Artificial e Medicina”.

É claro que ainda não existem robôs capazes de substituir o trabalho de um médico de forma total – e provavelmente não existirá.

Assim como na Radiologia, a IA nas demais áreas médicas toma espaço à medida que se prova excelente ferramenta auxiliar para otimização de todo processo de atendimento ao paciente.

Com sua capacidade gigantesca de armazenamento, processamento e interpretação de dados, as novas tecnologias podem auxiliar no acesso do paciente ao cuidado, no diagnóstico, no tratamento e na prevenção de erros médicos.

 

Os benefícios do uso da inteligência artificial na medicina

pessoas utilizando a telemedicina

O emprego das novas tecnologias têm facilitado o acesso do paciente às consultas, por exemplo.

Vimos durante a pandemia do Covid-19 a autorização e regulamentação da telemedicina no Brasil.

Com isso, foi possível atender à grande demanda com muito mais segurança, conforto e agilidade.

Mais do que isso, a telemedicina pode permitir o atendimento de regiões mais remotas do país apenas com um computador e conexão à internet, minimizando o investimento e logística necessários em relação ao modo tradicional.

Dessa forma, quem sabe, a tecnologia pode auxiliar na universalização do atendimento, suprindo as populações mais carentes.

Adicionalmente, os laudos à distância diminuem o tempo de espera e qualificam o diagnóstico.

São inúmeros e cada vez diversos os dispositivos de coleta de dados que podemos utilizar para obter informações sobre a saúde de um paciente.

Hoje, até um relógio de pulso pode fornecer um eletrocardiograma.

A partir disso, é possível coletar informações quase em tempo real, que podem ser anexadas diretamente a um prontuário único e digital do paciente.

Com tanta informação armazenada num mesmo lugar, é possível integrar os dados, obter novos insights, bem como alimentar a base de dados de calculadoras médicas.

Existem diversas calculadoras de risco já utilizadas na prática clínica (como por exemplo as que estimam a probabilidade de câncer de mama em um período de anos) que podem ser aperfeiçoadas a partir desses dados.

Outra possibilidade, são calculadoras diagnósticas que, a partir de dados epidemiológicos, sinais e simtomas, podem auxiliar o médico na elabora de hipóteses diagnósticas.

Ainda, com a ajuda da inteligência artificial na medicina, podemos vislumbrar a criação de tratamentos personalizados para cada paciente, bem como maximizar a segurança dessas terapias uma vez que essas tecnologias podem apontar erros de dosagem das medicações, possíveis interações medicamentosas ou até aumentar a suspeita clínica para efeitos adversos.

 

Um futuro muito atual

É inegável que a inteligência artificial na medicina irá tomar cada vez mais protagonismo, assim como fez em tantas outras áreas do conhecimento.

Se a utilizamos tanto em nosso dia-a-dia – nos smartphones, smartwatches, smart-TVs – por que não utilizá-la para cuidar do nosso bem mais precioso, nossa saúde?

De muitas maneiras, as novas tecnologias já são empregadas na medicina.

Porém, as possibilidades ainda são abundantes e os potenciais benefícios, enormes. Nem todas elas podem se concretizar e se provar, de fato, úteis, mas podemos olhar com entusiasmo para o futuro.

 

Radioproteção: o que é e os seus 3 princípios fundamentais

Antes de falarmos sobre radioproteção, vamos entender um pouco mais sobre radiação.

A radiação ionizante é amplamente utilizada tanto na indústria, quanto na medicina, sendo, então, uma grande aliada.

No entanto, pode implicar efeitos nocivos à saúde daqueles expostos a ela e ao meio ambiente.

O entendimento acerca da radiação tem início em 1896, quando Wilhelm Röntgen conduzia experimentos com corrente elétrica, descobrindo e nomeando o raio X.

Nessa mesma época, foi quando a famosa cientista Marie Curie deu nome a esse fenômeno – radioatividade – e conduziu diversos experimentos, descobrindo novos elementos químicos e desenvolvendo um aparelho portátil de raio X utilizado na Primeira Guerra Mundial.

Tamanha a grandiosidade de suas descobertas, foi premiada duas vezes com o prêmio Nobel.

Todo esse trabalho e exposição inadvertida à radiação, no entanto, foram acompanhados pela perda parcial de sua visão (catarata) e culminaram na morte da cientista, aos 66 anos, por anemia aplástica.

Dessa forma, foi necessário o desenvolvimento de maneiras seguras de se utilizar essas tecnologias tão cruciais – o que conhecemos hoje por Radioproteção.

 

O que é Radioproteção?

A radioproteção, ou proteção radiológica, é o conjunto de medidas que têm como objetivo proteger tanto as pessoas quanto o meio ambiente dos efeitos adversos provocados pela exposição à radiação.

Para isso, é importante compreender as fontes e os tipos de radiação envolvidos, bem como seus meios de interação com materiais vivos e inertes, aplicando as ferramentas de medição adequadas, para assim inferir e evitar seus potenciais efeitos.

Baseado em princípios fundamentais que abordaremos mais adiante, o objetivo é utilizar a radiação da maneira mais segura e eficiente possível, limitando a exposição de pacientes e profissionais a uma dose máxima estabelecida anualmente.

Vale ter em mente que a radioproteção é usada em uma variedade de aplicações, não apenas na medicina, como também na operação de indústrias nucleares, agricultura e diversas aplicações que usam fontes de radiação.

A proteção radiológica ainda está ativa na gestão de rejeitos, controle de materiais, transporte de veículos e no gerenciamento e descontaminação de materiais radioativos, evitando a contaminação do ambiente, de outros seres vivos e, por consequência, dos próprios humanos.

 

Qual é a importância da Radioproteção?

medicos conversando sobre equipamento que emite radiação

O corpo de uma pessoa exposta à radiação pode apresentar uma variedade de efeitos colaterais como resultado dessa interação.

Esses efeitos dependem de fatores como a dose de radiação e o tempo de exposição.

A radiação pode afetar as células, causando danos em seus elementos estruturais – induzindo morte celular – ou mutações genéticas.

Como consequência, causa aumento do risco para doenças como catarata e câncer, ou de óbito, a depender da dose irradiada.

Esses efeitos são retratados de maneira bastante interessante na série Chernobyl produzida pela HBO, bem como no filme Radioactive, da Netflix.

 

3 princípios fundamentais da radioproteção

 

Justificação

Indica que toda ação que envolva exposição a material radioativo ou radiação precisa de justificação com base nas outras opções. Assim como também, o uso de fontes radioativas deve resultar em algum benefício para a sociedade.

 

Otimização

Também conhecido como o princípio de ALARA (As Low As Reasonably Achievable ou Tão Baixo Quanto Razoavelmente Exequível). É a ideia de empregar todos os materiais e meios necessários para diminuir a dose de radiação, trabalhando com as seguintes variáveis:

  • Barreira física ou blindagem;
  • Diminuição do tempo de exposição;
  • Maximização da distância em relação à fonte de radiação;

 

Limitação

Doses limite de radiação por ano para cada indivíduo – controlada através dos dosímetros. Os limites de dosagem anuais para pessoas e profissionais são definidos pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear).

 

Equipamentos de Radioproteção

avental usado para radioproteção

Os equipamentos de radioproteção tem especial importância para os profissionais da área.

Uma pessoa que realiza um único exame de tomografia não será exposta a uma dose significativa.

Por outro lado, um médico da Radiologia Intervencionista (que realiza alguns procedimentos guiados por tomografia computadorizada por dia) pode receber uma grande quantidade de radiação.

Para esses profissionais, por exemplo, o uso dos protetores de tireóide podem reduzir a radiação recebida em 96%!

Para além das medidas individuais, é necessário elaborar toda uma estrutura adequada para evitar que a radiação se espalhe para além da sala de exame. Bem como estruturar toda a logística de gerenciamento e descarte de rejeitos radioativos.

Além disso, os estabelecimentos que oferecem esse serviço devem seguir um “Plano de Radioproteção” que deve conter todas as orientações que a equipe e outras pessoas devem seguir.

Qualquer instalação que trabalha com material radioativo deve elaborar este documento com as diretrizes de radioproteção que a serem seguidas rigorosamente.

Nele deve constar informações como a função, classificação e descrição das áreas da instalação; a descrição da equipe, responsáveis técnicos e dos equipamentos.

A radioproteção é assunto sério e requer profissionais altamente qualificados para elaborar suas estratégias, bem como compreensão e colaboração de todos nós para que possamos seguir utilizando essas tecnologias tão fundamentais de maneira segura.

 

Padrão TISS: o que é e 5 componentes da guia

O padrão TISS (Troca de Informação da Saúde Suplementar) foi criado com o objetivo de garantir padronização e uniformidade na troca de informações entre as operadoras de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reduzindo riscos de inconformidades.

O uso deste padrão é obrigatório segundo a ANS. Por isso, caso o seu consultório ou clínica médica preste atendimentos através de planos de saúde, é crucial dominar o tema.

Continue conosco para entender mais sobre o assunto!

O que é o Padrão TISS?

Criado em 2003 numa parceria entre ANS e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o padrão TISS foi implementado em 2005, com o objetivo de definir um modelo uniforme para a troca de dados referentes à atenção à saúde de beneficiários de planos de saúde privados, permitindo uma comunicação eficiente entre os estabelecimentos de saúde (clínicas, consultórios, laboratórios, hospitais), os planos de saúde, a ANS e Ministério da Saúde.

Antes dessa regulamentação, cada operadora tinha o seu próprio modelo e formatação, o que dificultava os processos de pagamento, auditoria e fiscalização dos serviços devido à grande assimetria de informações.

Com a resolução RN 305 de 08 de outubro de 2012, o padrão TISS tornou-se obrigatório.

Assim, todas as unidades do setor de saúde devem organizar e reportar os serviços prestados incluindo, além das informações dos beneficiários, operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço envolvidos, informações como os exames e procedimentos realizados, os equipamentos, materiais e medicamentos utilizados, as acomodações usufruídas pelo paciente, as taxas e honorários envolvidos.

Esse relatório se dá através do preenchimento de guias pré-estabelecidas, que estão estruturadas de acordo com cinco componentes.

Os cinco componentes da guia TISS

  • Organizacional: estabelece as definições e o conjunto de regras operacionais. Também contempla a versão e data de atualização da TISS, com o motivo da atualização e histórico de versões.;
  • Estrutura e conteúdo: estabelece a arquitetura dos dados utilizados nas mensagens eletrônicas e no plano de contingência, tanto na distribuição quanto na aquisição destes dados;
  • Representação de conceitos: determina os termos para identificar os eventos e itens assistenciais da saúde suplementar, consolidados na Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS);
  • Segurança e Privacidade: normatiza a proteção dos dados do paciente, garantindo o direito ao sigilo, confidencialidade e privacidade;
  • Comunicação: regulamenta os métodos e meios de comunicação para envio das mensagens eletrônicas definidas em Estrutura e Conteúdo.

Também é importante ressaltar que não há somente um modelo de guia TISS. Sendo os principais:

  • Tratamento odontológico (GTO);
  • Guia de consulta;
  • Solicitação de serviços profissionais/serviço de apoio diagnóstico e terapêutico (SP/SADT);
  • Honorário individual;
  • Solicitação de internação;
  • Resumo de internação;
  • Guia de outras despesas;
  • Recurso de glosa.

Mas, qual é a diferença entre TISS e TUSS?

Apesar das siglas similares, são bastante distintos, tendo usos complementares.

O TISS é todo o padrão da troca de informações dentro da saúde suplementar, enquanto o TUSS representa as tabelas de terminologias, nomenclaturas e códigos dos diversos procedimentos médicos que podem ser realizados.

O TUSS é uma pequena parte do TISS, integrando, como descrito acima, o componente Representação de Conceitos do padrão TISS.

O TUSS é dividido em quatro categorias de nomenclatura e código:

  • Procedimentos Médicos;
  • Materiais e medicamentos;
  • Órteses, próteses e materiais especiais;
  • Diárias e Taxas;

Por que adotar o padrão TISS?

mulher seguindo o padrão tiss para realizar o atendimento

Independente de ser uma exigência legal, o padrão TISS deve ser encarado como uma ferramenta para otimização dos processos nas instituições de saúde, produzindo vantagens não somente às organizações governamentais, mas também às próprias instituições privadas.

Trabalho com dados padronizados

Padronização na coleta, tratamento e compartilhamento de dados é uma das principais vantagens para as unidades, tanto para avaliação das operadoras como para envio à ANS.

Com as disposições relacionadas à saúde da LGPD, esse é um modo eficiente de assegurar que clínicas, hospitais e laboratórios atendam aos requisitos e não incorram em multas ou outras penalidades pelo descumprimento desta lei.

Redução de falhas e fraudes

O TISS garante o registro e a documentação dos procedimentos utilizados nas instituições, possibilitando seu acompanhamento, assim proporcionando ao setor maior confiança e segurança.

Menores chances de fraudes ou gargalos operacionais, melhoria do fluxo de trabalho e da conferência de dados, uma vez que o preenchimento das informações se dá em ambiente virtual.

Agilidade e eficiência

O processamento dos dados e da guia TISS ocorre de forma simples e descentralizada. A leitura dos operadores torna-se mais fácil à medida que os componentes são diferenciados de forma mais clara.

Com isso, a comunicação e as aprovações chegam em minutos, garantindo mais agilidade ao processo.

Na prática, se traduz em menos tempo de espera pela aprovação da internação ou exame, pelo convênio médico.

Economia de materiais

As organizações que usam o TISS podem economizar com materiais, começando pelas guias em papel que agora são substituídas por arquivos digitais.

Os documentos também dispensam armazenamento físico, permitindo melhor aproveitamento do espaço para outras atividades.

A possibilidade de perdas e deterioração de documentos também é eliminada.

Descrevemos aqui a definição e os princípios gerais da Troca de Informação da Saúde Suplementar (TISS), ressaltando sua importância – seja pela obrigatoriedade de seu uso, seja pelas vantagens adquiridas ao utilizá-la. Para consultar a última versão do TISS na íntegra, bem como outros materiais relacionados, basta clicar aqui.

Perguntas frequentes

São eles: organizacional; estrutura e conteúdo; representação de conceitos; segurança e privacidade; comunicação.

O padrão TISS (Troca de Informação da Saúde Suplementar) foi criado com o objetivo de garantir padronização e uniformidade na troca de informações entre as operadoras de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reduzindo riscos de inconformidades.

Inteligência artificial na radiologia: quais as aplicações?

A Inteligência Artificial (IA) já está integrada no nosso dia-a-dia e ganha cada vez mais espaço à medida que traz ferramentas capazes de facilitar tarefas do nosso cotidiano.

Na radiologia não é diferente, e sendo assim, a inteligência artificial já é uma realidade na área, ganhando cada vez mais importância por sua capacidade de organizar a fila de exames, agilizar a emissão de laudos e auxiliar no diagnóstico de um paciente.

Apesar dos benefícios, a exponencial inserção da inteligência artificial na radiologia instiga um receio recorrente – desde a Primeira Revolução Industrial no século XVIII – quando o assunto é novas tecnologias e trabalho: a substituição das pessoas pelas máquinas e a consequente redução do número de empregos nesta área.

Mas afinal, o que é a IA? Quais suas aplicações na radiologia? E como será a integração com os profissionais da área?

 

O que é Inteligência Artificial?

O conceito de inteligência artificial se refere à capacidade das máquinas de “pensar” como seres humanos. Ou seja, o poder de aprender, perceber, deliberar e decidir de forma racional e assertiva.

E este não é um conceito novo. Em meados de 1950, John McCarthy, um professor universitário, criou o termo para descrever um mundo em que as máquinas poderiam “resolver os tipos de problemas que hoje são reservados para humanos.”

Desde então os computadores começaram a ganhar visibilidade, e a tecnologia vem se tornando cada vez mais presente.

Nos smartphones, por exemplo, o corretor ortográfico, a assistente pessoal e muitos outros aplicativos funcionam com base na IA.

Os atendimentos iniciais em serviços online são predominantemente realizados por robôs de chat.

As recomendações de séries, filmes e vídeos em plataformas de streaming. O próximo post que aparece na sua rede social. Lâmpadas, câmeras de segurança, televisões e aspiradores de pó inteligentes.

A verdade é que já estamos muito familiarizados com muitos dispositivos de IA, que são inclusive essenciais para o funcionamento do mundo como conhecemos hoje.

Para atingir esse patamar de relevância, foi necessário um processo de evolução da inteligência artificial que passa por áreas como Machine Learning (aprendizagem de máquina), Deep Learning (aprendizagem profunda) e Processamento de Linguagem Natural.

A integração desses conceitos apontam para um futuro – já bastante atual – em que nossas plataformas e sistemas terão inteligência suficiente para aprender com nossas interações e com nossos dados, tornando-se independentes.

 

O que é machine learning?

O machine learning refere-se à capacidade de identificar padrões e criar conexões a partir de algoritmos e big data (grandes conjuntos de dados). Dessa forma, a máquina aprende a executar uma tarefa de forma automática, ou seja, sem a ajuda humana.

Todo o aprendizado automático é IA, mas nem toda IA conta com o aprendizado automático. As primeiras tecnologias de IA ficavam limitadas a reconhecer os padrões inseridos pelo programador.

Contudo, o aprendizado de máquina é o principal impulsionador da inteligência artificial, à medida que permite extrapolar o conjunto de dados que um humano pode processar e consequentemente os padrões que pode reconhecer.

 

O que é deep learning?

O deep learning é um conjunto de algoritmos complexos criados para “imitar” a rede neural do cérebro humano.

De maneira simplificada, seria como aliar as informações produzidas por dezenas ou centenas de computadores – cada um dotado com machine learning e especializado em sub-tarefas – a fim de executar uma tarefa específica.

Digamos que se queira identificar se uma imagem é um carro ou não.

Pense em todos os parâmetros que são passíveis de análise para se chegar a essa conclusão: silhueta do produto, presença ou não de pneus, número de pneus, tamanho dos pneus, quantidade de portas, altura do objeto, material utilizado, cor…

Dessa forma, é possível segmentar a capacidade de reconhecer um carro em milhares de pequenas análises.

No deep learning essas análises são realizadas por diferentes conjuntos de processadores, com diferentes algoritmos, para que no final, juntando-se todas as informações extraídas, se tenha a resposta à pergunta inicial.

 

O que é processamento de linguagem natural?

O processamento de linguagem natural utiliza as técnicas de machine learning para encontrar padrões em grandes conjuntos de dados puros e reconhecer a linguagem natural dos seres humanos (fala, escrita, expressões corporais).

O objetivo é que os computadores desenvolvam a capacidade de transcrever áudios e vídeos (bem como o caminho inverso, transformando textos em áudios e vídeos); criar textos e resumos; traduzir áudios e textos; interpretar sentimentos a partir de um texto, fala ou expressão corporal.

Um dos exemplos dessa aplicação é a análise de sentimento em redes sociais, utilizada por empresas para compreender como os clientes se sentem em relação a marcas e produtos específicos.

 

Como é aplicada a Inteligência Artificial na Radiologia

uso de inteligencia artificial na radiologia

A inteligência artificial na radiologia pode ser explicada em 3 abordagens:

  • análise pré-radiologista;
  • abordagem de segmentação automática;
  • abordagem substitutiva.

 

Análise pré-radiologista

A abordagem garante a organização de fila de trabalho, ou seja, define prioridades a partir do estado do paciente.

A máquina analisa a imagem antes do radiologista e verifica a urgência. Se o caso for uma emergência, como um AVC por exemplo, o exame estará no topo da fila de trabalho do radiologista, para que ele o priorize.

Essa tecnologia resulta em melhoria de fluxo e otimização dentro dos centros de imagem.

 

Abordagem de segmentação automática

Ferramentas que complementam e agilizam o trabalho do especialista.

Faz uma análise quantitativa das imagens, deixando a análise qualitativa para o radiologista.

Alguns exemplos que já são utilizados na prática são a reconstrução de imagens, o cálculo de volume de diversas estruturas e a mensuração de placas de cálcio nas artérias coronárias em exames de tomografia de tórax.

 

Abordagem substitutiva

É a fase de abordagem que se encontra mais distante da realidade, seja pelas limitações técnicas, seja pelas implicações éticas.

Nessa etapa, a máquina faria todo o processo, desde organização de fila de trabalho até o diagnóstico final.

Para que um sistema de inteligência artificial na radiologia seja implementado em um centro de imagem, é necessário que ele seja aprovado pela FDA (Food and Drug Administration), nos Estados Unidos, ou pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no Brasil.

Alguns sistemas com características específicas já foram aprovados nos Estados Unidos e se encaminham para a aprovação da Anvisa. Como:

  • Organização de fila baseado em emergência radiológica;
  • Avaliação de densidade óssea baseada em estudos de tomografia;
  • Avaliação de AVC;
  • Pós-processamento automatizado de perfusão;
  • Volumetria de ventrículo em ressonância magnética;
  • Segmentação de volume cerebral;
  • Análise automatizada de radiografia e tomografia de tórax.

 

Quais os benefícios do uso da inteligência artificial na radiologia?

Da mesma maneira que a inserção da inteligência artificial em outros campos trouxe imensuráveis benefícios aos profissionais da área e aos clientes, na radiologia não seria diferente E hoje é possível perceber os resultados, tais como:

  • Melhoria de fluxo, priorizando emergências e urgências;
  • Diminuição do tempo de entrega do laudo;
  • Maior assertividade dos laudos;
  • Aprimoramento de informações relevantes;

 

A inteligência artificial na radiologia pode substituir os profissionais?

medico confuso ao avaliar exame

Este é um assunto bem comum no cenário acadêmico, com muitos artigos sendo escritos sobre a substituição de radiologistas pela inteligência artificial.

Apesar de muitos especularem sobre a extinção da profissão, o cenário mais provável é de que radiologistas se adaptem às novas tecnologias, explorando cada vez mais e melhor os recursos que elas podem oferecer.

Em um artigo publicado na revista Radiology: Artificial Inteligence, Langlotz relata como a história é cheia de momentos quando a especialidade estava supostamente ameaçada.

Muitos pensavam que a tecnologia de ressonância magnética iria substituir radiologistas, por exemplo.

Isso porque acreditava-se que os médicos solicitantes iriam imediatamente saber tudo o que precisavam apenas vendo as imagens, sem explicações adicionais necessárias.

No entanto, o que realmente aconteceu foi que os radiologistas acabaram aprendendo muito mais sobre o método, suas limitações e como interpretá-lo.

Uma repetição da mesma sequência de eventos está acontecendo agora, com radiologistas liderando na Inteligência Artificial e mais uma vez demonstrando que a especialidade pode se sobressair e virar a mesa.

 

Conclusão

Uma das melhores metáforas para como a inteligência artificial vai transformar a Radiologia, ainda de acordo com Langlotz, é como o piloto automático impactou os pilotos de aviões.

O piloto pode acionar a inteligência artificial dentro do cockpit, permitindo que ela cuide de tarefas repetitivas. Porém, e se o sistema possuir algum tipo de problema ou defeito? Ou se existir uma tempestade no horizonte?

O piloto está lá de prontidão, disponível para assumir o comando quando necessário. Pronto para aliar seu julgamento, criatividade e empatia aos computadores para resolver o problema.