Dr. Flávio Pereira das Posses

Sobre Dr. Flávio Pereira das Posses

Médico (EMESCAM), radiologista (UNESP) com especialização em radiologia oncológica e musculoesquelética (InRad-HC FMUSP). Coordenador da STAR Telerradiologia.
CRM-SP 160.081

Guia sobre as principais Sequelas da COVID-19

Mais de um ano depois do aparecimento do vírus SARS-Cov-2, suas sequelas ainda continuam sendo estudadas pelos cientistas, para que se entenda da melhor forma suas relações com os tipos específicos de pacientes. Além do vírus protótipo “original”, desenvolveram-se também ao longo desse tempo as chamadas variantes, que por sua vez podem estar relacionadas à diferentes sequelas da COVID-19, mais ou menos graves em relação às inicialmente conhecidas.

A doença desencadeada pelo novo coronavírus pode deixar sequelas leves ou graves, de curto ou longo prazo, transitórias ou permanentes, enfim, há uma grande variação em seu espectro. A falta de ar e o cansaço, entre outros fatores, são umas das principais queixas por parte dos infectados.

 

Pacientes com sequelas da COVID-19

paciente com sequelas da covid-19


Na região parisiense, o hospital Foch sentiu-se responsável em criar um setor que fosse especializado justamente no atendimento dos pacientes que ainda têm de conviver com as sequelas da doença desenvolvida pela COVID-19. O chefe da unidade relatou que o aparecimento dos primeiros casos começou logo depois do fim do primeiro lockdown no mês de maio.

O Dr Nicolas Barizien, revelou: “O impacto causado pelo vírus na vida desses pacientes é real, pois sua qualidade de vida diminui. Simples movimentos podem fazer com que esses pacientes sintam falta de ar“. As mulheres com faixa etária entre 25 e 60 anos (grupo com vida ativa), têm sido um grupo especialmente afetado pelas sequelas. Muitas vezes, os pacientes afetados nem mesmo estão acima do peso ou  pertencem a algum outro grupo de risco.

Um grande incômodo que reside na comunidade científica é não poder propor uma solução definitiva, em determinados casos, para os pacientes, restando como alternativa, tentar, de alguma forma, aliviar os sintomas dos mesmos.

 

Sintomas das sequelas da COVID-19


Foi necessário um tempo até que se pudesse iniciar os estudos em centros que foram feitos especialmente para consultas da síndrome pós-COVID.

Apesar do perfil ser bastante similar entre esses pacientes, notam-se relatos bastante distintos de alguma mudança que ocorreu em suas vidas após a doença. Por exemplo, o caso de Véronique Le Thiec, em que a mulher ficou doente em março, época que relatou ter perdido o paladar e o olfato. Depois de 9 meses, já tendo passado a fase mais crítica da doença, ela ainda não sente gosto, nem cheiro. Ela diz que o sintoma apareceu de repente e que pensou que logo voltaria ao normal. No entanto, não foi isso o que aconteceu. Em outubro, Véronique foi contaminada novamente e esses sintomas se intensificaram. Outros pacientes relataram sentir também insônia, cansaço e problemas digestivos.

Segundo Nicholas Barizien, médico do hospital Folch, há diferentes centros nacionais tratando das síndromes pós-covid e listando todos os sintomas que atrapalham a vida dos pacientes (tosse, falta de ar, “pressão no peito”, refluxo, diarreia, dores na cabeça, etc). Falaremos de forma um pouco mais específica desses sintomas refratários / sequelas abaixo.

 

Tipos de sequelas da COVID-19

médica falando sobre sequelas da covid-19


As sequelas mais conhecidas são aquelas que provocam danos respiratórios. No entanto, existem uma série de sequelas que podem ser resultantes da doença. Exemplos:

  • Sequelas neurológicas
  • Sequelas pulmonares
  • Sequelas cardíacas
  • Sequelas renais
  • Sequelas vasculares
  • Sequelas gastrointestinais

 

Sequelas neurológicas e danos cerebrais

Uma das sequelas que se tem visto é em relação aos danos cerebrais, causados pelas complicações do vírus no organismo.

Um estudo feito em abril de 2020, que reuniu pesquisas da UFRJ, instituto D’OR e da Queen’s University, revelou que a COVID-19 pode afetar o sistema nervoso central. Sendo assim, a longo prazo, o funcionamento do cérebro pode acabar sendo prejudicado.

O estudo foi publicado na revista Trends in Neurosciences do grupo Cell com objetivo de fazer um alerta para a comunidade científica sobre a importância de realizar um acompanhamento dos pacientes infectados com o vírus, mesmo que eles já tenham se recuperado de todos os sintomas respiratórios. E, na França também conseguiu-se identificar alguns sintomas pós-covid nos pacientes, tais como desorientação, confusão mental, perda de memória e agitação.

Exames de imagem também evidenciaram algumas alterações neurológicas que podem estar relacionadas ao vírus, como por exemplo a encefalite, uma inflamação cerebral.

No longo prazo, o acometimento neurológico ou sequelas do mesmo podem favorecer, por exemplo, o aparecimento de Alzheimer, Parkinson e outros distúrbios neurodegenerativos. Por isso, se faz tão necessário o acompanhamento dos pacientes que já contraíram a doença.

Vale ressaltar aqui que um dos sintomas mais comuns, que é a perda de olfato, pode ser um indício de que o vírus atingiu o sistema nervoso central (neurológic0). É importante ficar atento aos sinais não usuais da COVID-19, aqueles além das manifestações respiratórias.

Já é conhecido que, durante a infecção pela COVID-19, o paciente tem uma resposta inflamatória que vai aumentando de acordo com a severidade da doença. No mesmo contexto, o paciente pode acabar seguindo um caminho de aumento da tendência à coagulação sanguínea. Por conseguinte, o cérebro passa a ter então uma maior chance de suas veias serem obstruídas por coágulos, o que também causa danos no tecido cerebral.

 

Sequelas pulmonares

O pulmão é um dos alvos favoritos do vírus e, por isso, tende a ter uma demora maior para se recuperar.

As alterações pulmonares após a inflamação gerada pelo vírus podem persistir por semanas a meses. Desse modo, o pulmão pode ter sua função comprometida. Quando as “marcas” deixadas pela COVID-19 são irreversíveis, pode ser que tenha se instalado a fibrose pulmonar. A consequência disso é uma redução da capacidade pulmonar permanente.

Há diversos graus em que isso pode acontecer, desde sintomas leves sem manifestação nos exames de imagem, até sintomas mais graves com alterações nos exames de imagem. Pacientes que necessitam de internação hospitalar durante a doença e tem pneumonia (infecção dos pulmões), quanto mais grave esta é, maior a chance do desenvolvimento de sequelas pulmonares.

 

Sequelas cardíacas e renais

No coração um dos problemas médicos relatados na COVID-19 é a miocardite.

A miocardite consiste na inflamação do tecido muscular do coração. Portanto, seus efeitos acabam comprometendo a função da musculatura cardíaca e, por conseguinte, o bombeamento de sangue para o corpo. Assim, sequela como fibrose da musculatura cardíaca pode ocorrer.

O desafio principal é fazer a identificação dessa condição (miocardite). Isso porque tal manifestação é silenciosa, com sintomas não específicos. No primeiro sinal mais direto que o paciente apresentar, pode ser que a miocardite já esteja em um grau mais avançado, debilitando bastante a condição do paciente.

Ainda é cedo para falar sobre o assunto, mas já existem relatos de pessoas que apresentaram insuficiência cardíaca depois que tiveram miocardite. O risco é ainda maior quando há alguma condição pré-existente no coração.

E quanto aos rins. Estima-se que 40% dos pacientes que passam pela UTI durante a internação sofrem algum tipo de insuficiência renal. Eventualmente, podem precisar de hemodiálise. A recuperação completa pode demorar meses. Sequelas com perda da função renal podem impactar a vida do paciente para sempre. Fibrose do parênquima renal e hidronefrose (dilatação dos cálices renais) são condições sequelares que podem ocorrer.

 

Sequelas vasculares

Uma complicação importante que tem sido observada em casos de pacientes mais graves com COVID-19 é a ocorrência de AVC’s (acidente vascular cerebral; isquemia cerebral).

A presença do vírus deixa o sangue com uma maior tendência à coagulação. Desse modo, um fator sanguíneo utilizado para auxiliar no diagnóstico de tromboses, o dímero-D, acabou virando uma importante ferramenta no manejo do paciente com COVID-19. Quando esse marcador se encontra alto, é possível que o paciente esteja desenvolvendo ou já tenha desenvolvido uma trombose, tornando o quadro mais grave.

Em um estado trombogênico, o paciente tem uma maior chance de obstrução dos vasos sanguíneos nos diversos órgãos do corpo, incluindo o cérebro, onde pode gerar o AVC. A depender do vaso sanguíneo e área cerebral que foi acometida, o paciente pode desenvolver uma sequela específica relacionada com a área acometida.

Outras consequências seriam embolia pulmonar, renal e necrose das extremidades.

 

Sequelas gastrointestinais

Uma das condições que se pode observar nos pacientes diagnosticados com COVID-19 é o aparecimento de alguns sintomas gastrointestinais.

A falta de apetite, dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia são sintomas que são conhecidos na fase aguda da doença, mas que podem se prolongar dependendo do grau de agressão do vírus no trato gastrointestinal ou em alguns órgãos sólidos relacionados com a digestão (como fígado e pâncreas).

A depender da agressão, pode ser que ocorra lesão permanente destes órgãos, com perda da função dos mesmos, e consequente alteração do hábito intestinal habitual do paciente.

Um dos alertas a serem feitos aqui é que usar medicamentos pode acabar tratando alguns sintomas como também provocar o aparecimento de outros, já que as medicações podem causar uma agressão aos órgãos do trato digestivo.

Para saber se esses sintomas gastrointestinais são sinais da COVID-19, deve-se ficar atento ao estado geral da saúde do paciente. Uma análise prévia indicando se esses fatores já existiam ou se houve algo que desencadeou acaba se fazendo necessária.

 

Sobre os tratamentos para as sequelas de Covid-19

exercicios pos covid-19


Algumas sequelas causadas pela COVID-19 podem causar sintomas e serem irreversíveis. Entretanto, algumas delas podem ser assintomáticas ou mesmo causar alguns sintomas que podem ser atenuados com determinados tratamentos. Tratamentos estes que podem ser medicamentosos e não medicamentosos, como por exemplo relacionados aos hábitos de vida, fisioterapia, e etc. O tratamento vai depender do órgão acometido e do grau de limitação do paciente. Deve sempre ser realizado sob orientação médica.

Até os dias atuais, muitas pesquisas vêm sendo realizadas para que uma resposta mais clara sobre essas condições surja. Enquanto isso, a recomendação geral que se faz é que as pessoas se mantenham ativas, se possível que realizem alguns exercícios físicos, tudo sob orientação médica. Isso fará com que o condicionamento físico e mental de cada indivíduo acabe sendo melhorado, depois dele ter contraído a doença.

 

Conclusão


Vimos nesse artigo algumas das principais sequelas da COVID-19 no corpo humano.

Esse conteúdo tem o intuito de informar um pouco mais sobre a doença e como ela tem agido de maneira diferente em cada tipo de paciente.

O trabalho para conclusão de estudos e diagnósticos precisos ainda é grande, no entanto, aos poucos vem sendo notado cada vez mais conteúdos que agregam esse tema.

Acometimento Pulmonar pela COVID-19

O acometimento pulmonar é uma das principais sequelas da COVID-19, visto que o aparelho respiratório é o principal acometido pela doença.

O vírus, detectado na China em dezembro de 2019, foi descrito como causador de uma infecção pulmonar e em pouco tempo a doença se disseminou para outros países.

Em março de 2020 a Organização Mundial de Saúde declarou pandemia causada pelo vírus da COVID-19.

O número de mortes ultrapassa a casa dos milhões e a gravidade da doença tem deixado sequelas consideráveis nas pessoas.

Esse conteúdo tem como objetivo fazer uma abordagem de fatores clínicos e informações relevantes sobre o assunto até o momento.

 

Quais são as manifestações clínicas da COVID-19?

manifestacoes cardiacas covid-19

A maioria dos casos são assintomáticos ou com sintomas leves (respiratórios altos), sem nenhuma evidência de pneumonia mais séria ou algo relacionado.

Alguns dos sintomas em casos leves são febre, tosse, fraqueza, dor no corpo, coriza, dentre outros.

A minoria dos pacientes desenvolve a forma mais grave da doença, apresentando sinais e sintomas mais fortes relacionados com a infecção pulmonar, como por exemplo, dispneia e baixa saturação de oxigênio no sangue.

Alguns casos, geralmente de indivíduos rotulados como “grupos de risco”, reagem a doença de forma mais crítica, evoluindo mais rapidamente e com maior facilidade para falência respiratória, choque cardiovascular e insuficiência renal.

Dentre os principais sintomas gerais da COVID-19, estão:

  • Febre;
  • Tosse;
  • Fadiga;
  • Anorexia;
  • Dispneia;
  • Mialgia;
  • Dor na garganta;
  • Náusea;
  • Tontura;
  • Diarreia;
  • Cefaleia;
  • Vômitos;
  • Dores abdominais;

Esses são sintomas comuns a doenças respiratórias virais em geral.

A mialgia, dor de garganta, náuseas, vômitos e diarreia podem ser representativas também, de outro tipo de infecção viral.

O período médio de incubação da COVID-19 fica em torno de 4 a 5 dias, podendo chegar até 14 dias.

Há diversos testes para detecção do vírus, o principal é o RT-PCR, que rastreia o RNA viral em coletas de secreções.

 

O que é acomentimento pulmonar?exame de acometimento pulmonar

Ainda que a COVID-19 não acometa apenas o sistema respiratório, um dos principais sinais de que a doença pode se tornar um pouco mais séria é o comprometimento dos pulmões (ou acomentimento pulmonar).

Acometimento pulmonar é a perda da capacidade de oxigenar o sangue, com consequente “falta de ar”.

Sendo assim, com um pulmão comprometido pela COVID-19, o paciente tende a aumentar sua frequência respiratória, na tentativa de compensar a “perda” tecidual funcional pulmonar.

Quando há um comprometimento do pulmão pela COVID-19 acima de 50% do seu volume, já é um sinal de alerta.

Ou seja, um indicativo de que a doença pode ter uma apresentação mais grave.

No entanto isso não é uma regra geral, visto que a relação de gravidade varia de paciente para paciente.

Pacientes com menor comprometimento pulmonar tendem a se recuperar mais rapidamente.

O diagnóstico do acometimento pulmonar não pode ficar dependente apenas das imagens de raio X e de tomografia. É preciso ir além.

Um dos argumentos para esse raciocínio é que quando os exames de imagem são solicitados em um estágio inicial da doença, podem ter aspecto normal, ou seja, sem evidência de lesão pulmonar causada pelo vírus.

Nessa fase, pode ser que já haja uma lesão pulmonar em um nível micro tal que ainda não há expressão nos exames de imagem.

Portanto, o mais indicado é correlacionar as imagens com o quadro clínico do paciente, para que assim se possa alcançar o melhor diagnóstico para o paciente.

É interessante ter em mente que em cada paciente os sintomas são variados.

Quando o acometimento pulmonar já está instalado, geralmente, o restante do sistema respiratório do indivíduo também o está.

 

Quais são os danos e sequelas?

Infelizmente, ainda é cedo para afirmar quais as consequências pulmonares permanentes geradas por conta da COVID-19.

Isso porque, apesar de todo o conhecimento obtido o período de pandemia, algumas perguntas ainda não possuem respostas muito claras.

Por exemplo, uma das grandes questões é saber até que ponto o paciente que possui um comprometimento pulmonar significativo terá sequelas.

Segundo os médicos que estão à frente dos casos de pacientes com COVID-19, a recuperação de pacientes mais graves leva mais tempo, e não há um período definido.

Os fatores que causam maiores danos e deixam sequelas na infecção pelo vírus ainda são parcialmente desconhecidos.

Contribuintes plausíveis incluem:

  • Síndrome de liberação de citocinas geradas pelo SARS-Cov-2;
  • Toxicidade pulmonar induzida por drogas e alta pressão das vias aéreas;
  • Lesão pulmonar aguda induzida por hiperóxia.

Dentre as sequelas pulmonares até agora analisadas nos pacientes com pneumonia por COVID-19, a fibrose pulmonar se destaca.

A avaliação da fibrose pulmonar é idealmente feita por meio de TC de tórax.

Vale ressaltar que alguns pacientes precisam de cuidado redobrado no atual cenário.

Pacientes fumantes, por exemplo, apresentam um risco maior de doença grave, visto que podem já apresentar lesões pulmonares decorrentes do tabagismo.

Além disso, já possuem o hábito de levar a mão à boca, aumentando assim o risco de contaminação.

 

O que acontece no pulmão infectado pela COVID-19?

A infecção pelo vírus da COVID-19 tende a destruir as células do pulmão, principalmente aquelas que fazem a produção de muco e das substâncias que revestem os alvéolos.

Todo o processo pode desencadear uma reação inflamatória exacerbada, chamada de “tempestade citotóxica”, ou seja, quando ocorre uma evolução desproporcional do quadro.

Essa destruição das células pulmonares acaba fazendo com que a capacidade pulmonar funcional fique comprometida, podendo gerar inclusive outras consequências sistêmicas.

Como por exemplo, dificuldade do corpo de fazer o controle adequado da pressão arterial.

 

A COVID-19 pode acometer outros órgãos?

O vírus também tem um certo tropismo pelo trato gastrointestinal, podendo gerar sintomas como náuseas, vômitos e diarreia.

Em casos mais graves, a COVID-19 pode atuar não só nos pulmões, mas também nos rins.

Grande parte dos pacientes acometidos pela doença podem ficar com sequelas, sendo representadas pela piora do funcionamento ou até mesmo falência do órgão acometido.

Esse acometimento se dá, em grande parte, nos pacientes mais graves.

Outro ponto é que a COVID-19 age também nos vasos sanguíneos.

Ou seja, o vírus pode causar então uma vasculite, que é um processo inflamatório que toma conta dos vasos sanguíneos, gerando danos nos mesmos e nos órgãos que estes são responsáveis pela nutrição.

A SARS-CoV-2 tende a aumentar o status pró-coagulação do paciente.

Nesse caso, o que se pode observar é o aparecimento de trombose, embolia pulmonar e AVC.

 

Quais são as orientações para solicitação de exames de imagem?

exame de raio x de torax ou radiografia de torax

O uso dos exames de imagem deve ser feito com cautela nos pacientes com suspeita de infecção pela COVID-19, visto que a maioria são assintomáticos ou terão a forma leve da doença.

Sendo assim, não é recomendado o uso de RX e TC de tórax de forma indiscriminada para todos os pacientes.

Ficam esses exames direcionados àqueles pacientes com suspeita de acometimento pulmonar da doença e deterioração do quadro clínico.

Deve-se ter em mente que a realização precoce dos exames de imagem pode não achar nenhuma alteração no indivíduo (comum no quadro inicial da doença).

Dentre os exames que podem ser feitos para avaliação pulmonar, estão:

  • Radiografia de tórax;
  • TC de tórax;
  • RM de tórax.

Abaixo, descrevemos brevemente cada uma delas.

 

Radiografia de tórax

A radiografia de tórax é um dos exames mais simples que se tem para avaliar os pulmões do paciente.

Além disso, para aqueles pacientes que estão acamados e sem condições clínicas de realizar uma tomografia, ele se faz muito útil.

Ainda que a radiografia de tórax tenha uma facilidade maior em sua execução, ela acaba apresentando baixa sensibilidade na avaliação de pacientes com COVID-19.

 

TC de tórax

Nos pacientes que estão com suspeita de COVID-19, a tomografia computadorizada de tórax é considerada o melhor método para avaliação pulmonar, com uma sensibilidade de 94% em casos de infecção pelo novo coronavírus.

Deve-se ter em mente que quando há uma baixa prevalência da doença, este exame pode gerar muitos resultados falso-positivos.

Ou seja, pacientes que estão acometidos por outras condições podem ter seu diagnóstico de infecção por coronavírus firmado de forma equivocada.

Um resultado falso-positivo pode gerar mais gastos para o paciente, mais exames e mais tratamentos desnecessários.

A TC de tórax para avaliação pulmonar de infecção por coronavírus é um exame que geralmente é feito sem o uso do contraste.

Exceção é feita quando é necessária a avaliação adicional de tromboembolismo pulmonar.

O exame consegue detectar diversas outras alterações importantes, inclusive relacionadas à piores prognósticos da doença, como por exemplo: linfonodomegalias, derrame pleural, derrame pericárdico e doença pulmonar estrutural prévia.

 

RM de tórax

A maior indicação que a ressonância magnética de tórax apresenta é para pessoas que tiveram complicações cardíacas da doença, como miocardite.

É raramente indicada, isso porque não traz informações extras em relação a uma TC de tórax para avaliar os achados pulmonares.

Além disso, a RM de Tórax é um método caro, que leva mais tempo e é bem menos disponível.

 

Existem exercícios para aliviar o acometimento pulmonar?

exercicio acometimento pulmonar

Para recuperação eventual da capacidade funcional pulmonar, quando esta foi afetada, indica-se a fisioterapia pulmonar.

Para os pacientes que enfrentaram uma situação mais grave da infecção, o indicado é que depois da fisioterapia haja também um acompanhamento por um educador físico.

Isso é importante para que se dê continuidade na etapa de recuperação física de cada paciente, para que ele possa voltar às suas atividades diárias sem maiores esforços.

 

Posicionamento Radiológico: incidências em Radiologia

Um exame de imagem (exemplo: radiografia ou tomografia) pode parecer simples para o paciente, mas há técnicas que devem ser seguidas pela equipe de radiologia para a sua realização, como o correto posicionamento radiológico do paciente – uma das mais importantes para a qualidade final do exame.

Em geral, ao realizar o exame, o paciente é orientado a colocar a parte do corpo que deverá ser examinada na área de radiação do equipamento. Para isso, o médico radiologista ou técnico radiologista irá posicioná-lo, de acordo com a área de interesse. Esse posicionamento em Radiológia é muito importante, pois afetará diretamente a qualidade da imagem e, por conseguinte, o diagnóstico clínico.

Vamos entender como funciona esse processo, também conhecido por posicionamento radiológico, e como são os posicionamentos padrões em Radiologia que devem ser utilizados em cada situação.

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O que é

Posicionamento radiológico, ou posicionamento em radiologia, é o estudo das posições em que o paciente deve ficar durante um exame de imagem a fim de obter determinados resultados.

Isto é, o paciente deverá ficar em posições específicas para que as imagens sejam registradas no momento e posições exatas, para melhor avaliação diagnóstica. Alguns fatores estão correlacionados com o posicionamento em radiologia, como exemplo:

  • Ângulo da imagem;
  • Proximidade ao aparelho;
  • Densidade da estrutura a ser avaliada;
  • Dentre outros.

 

Porque é importante

posicionamento em radiologia

O posicionamento radiológico é muito importante para se extrair o melhor resultado de uma imagem. Uma imagem ruim, com uma possível falha técnica durante o posicionamento em Radiologia, pode fazer com que seja necessário um novo exame. Isso porque, o resultado de exames podem depender diretamente deste recurso.

Assim, o técnico em radiologia que irá executar o exame não deve saber apenas qual parte do corpo será examinada, mas, também, quais as posições em que o paciente deverá permanecer para que as imagens sejam geradas com a melhor nitidez.

Como exemplo, vamos utilizar o exame de radiografia. Entre todos os exames de imagem, é o mais solicitado. Tem baixo custo, é rápido e possui poucas restrições e riscos aos pacientes. Todavia, justamente por ser um exame mais simples, acaba por ter mais limitações em relação às imagens e resultados.

As imagens na radiografia são formadas apenas por duas dimensões, enquanto nós, seres humanos, possuímos 3 dimensões. Por isso, é preciso saber exatamente em qual posição o paciente deve estar para realizar o estudo, e formar uma imagem correta.

Assim, é necessário registrar a área que está sendo analisada em diferentes posições e perspectivas para ter um resultado mais confiável. É importante não apenas saber a posição exata em que o paciente deve ficar, mas também saber como orientar e o posicionar antes do exame.

 

Como afeta o resultado

A princípio, existem outros pontos além do posicionamento em radiologia que podem afetar a qualidade da imagem, como a exposição e o aparelho em si. Entretanto, este deve ser um dos principais pontos a se observar. Isso porque:

  • quanto mais próxima da placa sensível de Raio X fica a parte a ser examinada, maior é a qualidade e nitidez da imagem gerada pelo aparelho;
  • se o paciente estiver em um posicionamento radiológico diferente, sem ser o recomendado, é possível que ele se mova durante o exame, podendo distorcer e borrar as imagens.

Assim, o posicionamento radiológico errado pode gerar um diagnóstico equivocado, pois a imagem não está como deveria, e ter-se um erro que poderia ter sido evitado. E esse erro pode ocorrer para os dois lados, tanto para um diagnóstico falso positivo, quanto para um diagnóstico falso negativo. Ambos, muito perigosos para a nossa saúde.

 

Incidência dos Raios X

tipos de posicionamento radiologico

O aparelho de Raio X funciona emitindo raios do equipamento para o corpo do paciente. Todo aparelho de Raio X tem um tubo que é formado por vários componentes, dentre os quais, cátodos e ânodos. Esse tubo, quando ligado, emite uma radiação ionizante que irá atravessar o corpo e formar as imagens.

Quando uma máquina de Raio X é posicionada, os feixes irão na direção em que esse tubo está direcionado. Por isso, quando falamos de incidência, estamos falando da direção e do ângulo que esses raios tomam durante seu caminho. Ou seja, como e para onde esse feixe irá no corpo, indicando tanto o local em que a radiação entra, quanto o local em que ela sai.

A seguir, as imagens são formadas a depender de como se comportam esses feixes de raios X ao passar pelos ossos e demais órgãos do organismo. Os Raios X que não são absorvidos acabam se chocando com uma placa que fica estrategicamente posicionada na mesa do equipamento. Em geral, essa placa fica abaixo ou atrás do paciente que está sendo examinado, dependendo do seu posicionamento radiológico. A depender dos feixes que chegam ou não nessa placa, e da maneira como chegam, formam-se as imagens que vemos nos resultados do Raio X.

Por isso, a posição define a parte do corpo que está sendo examinada, bem como sua densidade. Dessa maneira, a “cor” da imagem irá representar as diferenças da densidade dos órgãos, sendo que, quanto menos partículas absorvidas e maior a passagem do feixe, mais escura fica a imagem.  Desta forma, radiografias de órgãos que não são muito densos ficam mais escuras, pois boa parte da radiação os atravessa sem ser absorvida. O contrário acontece com órgãos mais densos, como os ossos, por exemplo.

 

Tipos de incidências

Como vimos, a incidência e o posicionamento em radiologia do paciente andam juntos. Tal como existem posicionamentos radiológicos padrões, existem também incidências padrões, que são as mais utilizadas. Isso não significa que só elas devem ser usadas, é possível mesclar e formar outras incidências, de acordo com a demanda do paciente, gerando um excelente resultado.

Podemos citar aqui 5 tipos padrões de incidências que estão entre as mais solicitadas pelos médicos na hora de fazer exames radiográficos em geral. São elas:

  • Mediolateral: nessa incidência, a radiação atravessa o corpo pelo ponto médio da área que deve ser examinada, que é chamada também de face medial, e sai pela lateral dessa mesma área.
  • Lateromedial: ao contrário da mediolateral, com essa incidência o raio entra na parte lateral da área e sai pelo ponto médio da área examinada.
  • Anteroposterior (AP): nesse tipo de incidência, ela entra na parte anterior da parte examinada, e sai pela parte posterior. Sendo melhor indicada para quem precisa analisar a parte posterior da área examinada.
  • Posteroanterior (PA): essa é o contrário da AP, a radiação entra pela parte posterior e sai pela anterior. Sendo ideal para analisar a parte mais anterior da área que está sendo examinada.
  • AP ou PA oblíqua: essa incidência tem como objetivo focar a visualização de um dos lados, tanto da porção anterior, quanto posterior. Esse lado deve ser mencionado, para que a incidência seja feita corretamente.

 

Tipos de posicionamento radiológico

posicionamento radiologico

O estudo do posicionamento em radiologia é amplo e os profissionais da área continuam estudando para melhor aprimoramento. Mas, existem algumas posições que são consideradas como as mais comuns e que são mais utilizadas para fazer os diagnósticos.

Como são muitas posições possíveis, é preciso que ocorra uma padronização para que as interpretações das radiografias se tornem mais simples e assertivas. Por isso, como regra, há um pensamento comum de acordo com o consenso em relação a posicionamento radiológico.

Para entender os posicionamentos, primeiro é preciso pensar na posição anatômica. Essa é a posição simples e básica do ser humano, ou seja, quando a pessoa está de pé, com os braços junto ao corpo e palmas das mãos voltadas para frente.

Nessa posição, a pessoa se encontra reta, com os pés retos, braços esticados e rosto ereto olhando para a frente.

E por que essa posição é importante? Pois é um consenso, e é a partir dela que todas as outras são explicadas. É como se ela fosse o modelo zero e, a partir dela, vamos chegar nas demais posições.

Inclusive, essa posição é uma das opções quando falamos de posição ortostática, que é quando o paciente está em pé e reto.

 

Posição decúbito

Quando falamos sobre decúbito, estamos falando de um tipo de posição em que o paciente fica deitado, com algumas variações. Por isso, não existe apenas uma posição e, sim, algumas. São elas:

  • Dorsal: essa é a posição quando o paciente fica deitado sobre o seu dorso. Portanto, fica com a barriga para cima.
  • Ventral: nesse caso, o paciente fica deitado sobre o seu abdômen, com as costas para cima. É o contrário da posição anterior.
  • Lateral: nesse posicionamento radiológico o paciente fica deitado de lado. Portanto, fica em cima de um dos lados do corpo, que irá mudar de acordo com o objetivo do Raio X.

Existe também o posicionamento em radiologia que pode ser ajustado com a mesa do aparelho de Raio X junto com o posicionamento corporal. Assim, com o paciente em decúbito dorsal, por exemplo, é possível mudar o resultado de acordo com algumas posições, como por exemplo:

  • Trendelenburg invertido: nessa posição o paciente fica em decúbito dorsal, com a barriga para cima, mas a mesa do Raio X fica inclinada, fazendo com que o paciente fique com a cabeça mais alta que os pés.
  • Trendelenburg: na mesma posição, com a barriga para cima, mas o contrário, colocando os pés mais altos que a cabeça.

 

Posição de semidecúbito ventral

Essa posição é parecida com o decúbito ventral. Mas, nesse caso, o paciente fica deitado apenas de maneira parcial sobre o abdômen. Na prática, seria algo entre o lateral e o ventral, uma vez que a pessoa deve ficar deitada levemente de lado.

 

Litotomia

Essa posição é muito conhecida pelas mulheres pois é a utilizada para fazer os exames de rotina ginecológicos. A posição se trata de deitar com a barriga para cima e apoiar as pernas em um suporte que fica no final da cama.

Raio X de Tórax: o que é, como funciona e diagnósticos

Um raio X de tórax, ou radiografia de tórax, é um exame utilizado para produzir imagens do tórax através de pequenas doses de radiação ionizante. O exame é recomendado para avaliar a caixa torácica, pulmões e coração.

A radiografia de tórax pode diagnosticar condições que vão desde uma simples falta de ar ou tosse persistente até uma pneumonia ou câncer. É um exame rápido, muito útil em tratamentos de emergência e um dos mais solicitados na Medicina.

Para realizar o exame, não há nenhuma preparação especial. Falaremos desse e de outros detalhes a seguir.

 

O que é raio X de tórax?

A Radiografia é o método mais antigo e mais aplicado em diagnóstico por imagem, utilizado pelos radiologistas na Radiologia – uma especialidade da Medicina.

Na Radiografia utiliza-se pequenas doses de radiação ionizante (os raios X) para produzir imagens das estruturas do corpo.

Os exames de Raio X contrastados podem utilizar material de contraste radiológico à base de iodo ou bário, administrados por via intravenosa, retal ou oral, por exemplo. Para alguns exames, ao ser administrado no paciente, estas substâncias radiopacas melhoram a visualização de tecidos específicos (como o intestino).

Através da Radiografia, podemos ter o diagnóstico de ossos fraturados,  identificação de lesões em partes moles e a localização de “corpos estranhos ” no corpo.

 

Para que serve o raio X de tórax?

Normalmente, quando um paciente vai a uma consulta médica com dores, lesões visíveis no tórax ou falta de ar, pode ser solicitado um exame de raio X de tórax, ou radiografia de tórax. Esse é um exame com foco na avaliação da caixa torácica, pulmões e coração.

Portanto, dentre as principais utilidades envolvendo o uso da radiografia de tórax estão:

  • Diagnóstico de pneumonia (uma infecção que ocorre nos pulmões);
  • Diagnostico de insuficiência cardíaca (incapacidade do coração de bombear o sangue de forma eficaz para os órgãos);
  • Diagnostico de enfisema pulmonar (uma doença que destrói gradualmente o parênquima pulmonar);
  • Diagnostico de câncer de pulmão  (tumor maligno pulmonar);
  • Diagnostico de tuberculose (doença infecciosa causada por uma micobactéria, relativamente comum em algumas regiões do Brasil);
  • Investigar fraturas ósseas;
  • Investigar sintomas inespecíficos que podem estar relacionados à alterações cardiopulmonares (como falta de ar, tosse, dor no peito ou febre);
  • Realizar testes de triagem para admissão de emprego, para imigração ou para admissão em organizações militares.

 

O que a radiografia de tórax mostra?

Quando o médico suspeita de uma doença cardíaca ou pulmonar, é comum que o primeiro exame a ser solicitado seja uma radiografia de tórax. O laudo do raio X de tórax pode revelar informações importantes sobre o paciente, tais como:

  • Estado dos pulmões: para detectar câncer, infecção ou “acúmulo de ar” no espaço ao redor dos pulmões (pneumotórax), o que pode causar um colapso pulmonar, chamado este último de atelectasia. O laudo médico também pode revelar doenças pulmonares crônicas, como enfisema pulmonar ou fibrose, assim como complicações relacionadas a essas doenças.
  • Problemas pulmonares relacionados ao coração: para detectar alterações ou problemas nos pulmões causados ​​por problemas cardíacos. Por exemplo, o acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar) pode ser o resultado de insuficiência cardíaca.
  • Tamanho e a forma do coração: visto que mudanças no tamanho e na forma do coração podem indicar insuficiência cardíaca, acúmulo de líquido ao redor do coração (derrame pericárdico) ou problemas nas válvulas cardíacas.
  • Imagem dos vasos sanguíneos: como os contornos dos grandes vasos próximos ao coração podem ser vistos no raio X, eles podem revelar, por exemplo, aneurismas aórticos (dilatação da artéria aórtica). Podem revelar também calcificações vasculares ou valvares.
  • Fraturas na região torácica: como em costelas, vértebras, esterno e clavículas. As fraturas de costelas ou coluna, além de outros problemas ósseos, também podem ser diagnosticadas na radiografia de tórax.
  • Alterações pós-operatórias: o raio X de tórax também é útil para monitorizar pacientes após uma cirurgia torácica, de forma que o médico pode observar, através da radiografia de tórax, o posicionamento correto de eventuais tubos que foram colocados na cavidade torácica para melhor recuperação do paciente.
  • Posições de marcapasso, sondas ou cateteres: os eletrodos de marcapasso são ligados ao coração para ajudar a controlar a frequência e ritmo cardíacos. Os cateteres são pequenos tubos usados ​​para administração de drogas ou diálise, por exemplo. Nesse contexto, o raio X de tórax pode ajudar a monitorar as posições desses equipamentos após sua colocação.

 

Como funciona a radiografia de tórax?

exame de raio x de torax ou radiografia de torax

Exames de radiografia de tórax são realizados pelo técnico em radiologia em uma sala especial de radiografia.

Durante o exame, o paciente deve remover joias ou quaisquer acessórios que possam obstruir o feixe de raio x em direção ao tórax. É solicitado que o paciente também remova peças de roupas acima da cintura, incluindo o sutiã, e vista um roupão.

A depender do protocolo de exame que será aplicado, o raio X de Tórax pode ser realizado, por exemplo, em três tipos de projeções: Póstero-Anterior (PA), Ântero-Posterior (AP) e Perfil. A mais comum é a póstero-anterior, em que o paciente fica de pé e com o peito pressionado contra o aparelho, com as mãos no quadril e os cotovelos deslocados anteriormente.

Instruções de respiração são passadas ao paciente durante o registro das imagens. Isso porque, inspirar e prender a respiração, por exemplo, pode melhorar a qualidade da imagem.

A projeção de perfil do paciente é solicitada quando se faz necessária uma avaliação mais pormenorizada do tórax. Neste caso, ele fica de lado para o aparelho e com os braços levantados.

 

Quais são os riscos de um raio X de tórax?

É normal que o paciente se sinta preocupado com a exposição à radiação em qualquer exame de imagem. Brevemente, propomos a máxima de que os benefícios superam os riscos. Aliás, a exposição a essa radiação é tão baixa quanto a que estamos expostos em diversas outras fontes naturais de radiação no ambiente.

Além disso, há também a biossegurança na radiologia, em que o paciente pode usar um avental de proteção, reduzindo ainda mais a exposição em excesso à radiação. Vale ressaltar ainda, que em casos de gravidez ou suspeita de gravidez, há procedimentos específicos para proteger o abdômen da radiação.

 

 

Como é a imagem do Raio X de Tórax?

imagem de raio x de torax ou radiografia de torax

As imagens do raio X de tórax mostram os órgãos da região torácica e são produzidas em tons de cinza. Basicamente, o que impede a passagem dos raios x fica branco e o que permite fica preto, na imagem gerada.

Os ossos aparecem na tonalidade mais clara porque são mais densos, assim como o coração. Já os pulmões, cheios de ar, aparecem em uma tonalidade mais escura.

O médico especialista em diagnóstico por imagem (radiologista) analisa o exame e procura pelas alterações possíveis, algumas das quais mencionamos aqui. O radiologista então emite o laudo, que é entregue ao médico solicitante, que por sua vez associa os achados do exame com as condições clínicas do paciente e, por fim, define uma conduta.

 

Perguntas frequentes

Dentre as principais utilidades envolvendo o uso da radiografia de tórax estão:

  • Diagnóstico de pneumonia, insuficiência cardíaca, enfisema pulmonar, câncer de pulmão ou tuberculose;
  • Investigação de fraturas ósseas ou sintomas inespecíficos que podem estar relacionados a alterações cardiopulmonares;
  • Realização de testes de triagem para admissão de emprego, imigração ou ingresso em organizações militares.

O laudo do raio X de tórax pode revelar informações importantes sobre o paciente, tais como:

  1. Estado dos pulmões;
  2. Problemas pulmonares relacionados ao coração;
  3. Tamanho e a forma do coração;
  4. Imagem dos vasos sanguíneos;
  5. Fraturas na região torácica;
  6. Alterações pós-operatórias;
  7. Posições de marcapasso, sondas ou cateteres.

Ultrassonografia: o que é ultrassom e como funciona o exame

A ultrassonografia é o exame de ultrassom que utiliza ondas sonoras para gerar imagens do corpo humano.

É um método muito utilizado para o acompanhamento pré-natal e para avaliação de estruturas de partes moles do corpo humano.

Além disso, também pode ser utilizado para guiar procedimentos intervencionistas, como biópsias e cirurgias.

É um procedimento seguro, de baixo custo, não invasivo e que não utiliza radiação ionizante.

Portanto, é uma ótima ferramenta diagnóstica.

 

O que é ultrassom?

Ultrassom é a produção de ondas sonoras de alta frequência que não podem ser ouvidas pela audição humana.

As imagens geradas por ultrassom são baseadas nos mesmos princípios que envolvem o sonar utilizado por morcegos, navios e pescadores.

Ou seja, quando uma onda sonora atinge um determinado objeto, ela reverbera ou reflete.

Ao medir essas ondas de eco, é possível determinar a distância do objeto, bem como o tamanho, forma e a consistência.

Permite dizer, por exemplo, se a estrutura é sólida ou líquida.

 

Como é realizada a ultrassonografia?

médico realizando exame de ultrassom

A maioria dos procedimentos do exame de ultrassom exigem um posicionamento do paciente de forma que a área a ser analisada fique melhor exposta para avaliação.

Em alguns casos, são necessárias manobras durante o exame para melhor avaliação.

O ultrassonografista, um médico que possui conhecimento de anatomia humana, fisiologia, fisiopatologia e de imagem, é o profissional responsável por conduzir o exame e chegar ao melhor diagnóstico.

Ele aplica um gel condutor à base de água morna na área do corpo a ser examinada.

O gel ajuda o transdutor a fazer contato seguro com o corpo e eliminar as bolsas de ar entre o transdutor e a pele que podem bloquear a passagem das ondas sonoras para o corpo.

O transdutor é pressionado levemente contra a área que está sendo examinada, e, normalmente, não há desconforto.

Somente em alguns pontos sensíveis do corpo, pode-se sentir uma pressão um pouco maior do transdutor.

As imagens geradas devem ser interpretadas pelo médico ultrassonografista que executa o exame.

O laudo é assinado e enviado para o médico solicitante que, então, analisa e compartilha os resultados com o paciente.

Somente em alguns casos, o ultrassonografista discute o resultado com o paciente logo após o exame.

 

Como funciona o ultrassom?

ilustração de como funciona o ultrassom

O exame de imagem gerado por ultrassom é chamado de ultrassonografia, assim como a radiografia, que é a imagem gerada por raio X.

Esse exame utiliza uma pequena sonda, chamada de  transdutor, e um gel condutor especial que é espalhado sobre a pele.

As ondas sonoras de alta frequência são emitidas do transdutor, passam pelo gel e, por fim, para o corpo, sendo refletidas.

Assim, o transdutor capta as ondas sonoras que refletem dos órgãos.

Por sua vez, estas ondas são transmitidas para um computador que irá gerar a imagem em tempo real.

Um ou mais quadros das imagens em movimento são capturados como imagens estáticas.

Pequenos loops de vídeo das imagens também podem ser salvos.

Como as imagens são capturadas em tempo real, elas são capazes de mostrar a estrutura e o movimento dos órgãos internos do corpo.

Aliás, utilizando uma técnica especial chamada de ultrassom com Doppler, também pode mostrar em tempo real o sangue em movimento através dos vasos sanguíneos. Por isso, é um exame tão utilizado e que pode ajudar os médicos a diagnosticarem e tratarem condições clínicas de maneira não invasiva, simples e rápida.

 

Para que serve o ultrassom?

Os exames de ultrassom podem ajudar a diagnosticar uma variedade de condições, permitindo avaliar sintomas como dores, inchaços e infecções.

Eles são utilizados para visualizar os órgãos internos do corpo, como:

  • coração e vasos sanguíneos, incluindo a aorta abdominal e seus principais ramos;
  • fígado;
  • vesícula biliar;
  • baço;
  • pâncreas;
  • rins;
  • bexiga;
  • útero, ovários e, em pacientes grávidas, o feto;
  • olhos;
  • glândulas tireóide e paratireóide;
  • bolsa escrotal (testículos).

Na ultrassonografia pré-natal, é possível avaliar o cérebro, tórax, abdome, quadris e a coluna vertebral dos bebês.

O ultrassom também pode ser utilizado para:

  • para orientação em biópsias – nas quais são usadas agulhas para coletar a amostra de tecidos para testes de laboratório, como por exemplo, biópsia de mama, próstata, tireóide, tumorações, etc.;
  • para diagnosticar uma variedade de condições cardíacas (exame chamado de ecocardiograma ou eco), incluindo problemas de válvulas e insuficiência cardíaca congestiva, ou avaliar os danos após um “ataque cardíaco” .

Já as imagens com Doppler são recomendadas para avaliação de:

  • avaliação do fluxo sanguíneo (pesquisa de obstrução de vasos sanguíneos);
  • tumores e malformações linfáticas congênitas;
  • redução ou ausência do fluxo sanguíneo em determinados órgãos, tais como os testículos ou o ovário;
  • aumento do fluxo sanguíneo (podendo ser caracterizado como um sinal de infecção).

 

Como é o aparelho de ultrassom?

aparelho de ultrassonografia para exame de ultrassom

O aparelho de ultrassom é formado por um computador, um monitor especial e um transdutor.

O transdutor é o dispositivo utilizado no exame para enviar ondas sonoras de alta frequência na região aplicada, podendo colher os ecos de retorno e enviá-los para o computador gerar a imagem.

A imagem visualizada no monitor é criada pelo computador com base na sonoridade (amplitude), inclinação (frequência) e tempo que leva para o sinal de ultrassom retornar ao transdutor.

O computador também pode considerar o tipo de estrutura corporal e tecido que é atingido pelo ultrassom.

 

Ultrassom com Doppler

paciente fazendo um exame de ultrassom com doppler

Ultrassom com Doppler é uma técnica especial que permite que um médico possa ver e avaliar o fluxo sanguíneo através das artérias e veias do corpo.

Existem três tipos:

  • Doppler colorido: utiliza um computador para converter as medidas do Doppler em uma variedade de cores para exibir a velocidade, direção e sentido do fluxo sanguíneo através de um vaso sanguíneo.
  • Power Doppler: sendo uma técnica mais nova, fornece maiores detalhes do fluxo sanguíneo, especialmente quando o fluxo sanguíneo é pequeno ou mínimo. Entretanto, a técnica não ajuda o radiologista a determinar o sentido do fluxo sanguíneo.
  • Doppler espectral: exibe as medidas do fluxo sanguíneo de forma gráfica, utilizando termos da distância percorrida x unidade de tempo. A técnica também pode converter as informações do fluxo sanguíneo em um som distinto que pode ser ouvido a cada batimento cardíaco

 

Radiografia: o que é raio X e como funciona o exame?

O exame de radiografia, popularmente conhecido como raio X, é um método de imagem utilizado para produzir imagens de estruturas internas do corpo.

O nome se popularizou assim por conta das pequenas doses de radiação ionizante (ou seja, os raios X).

Além disso, esse é o método mais antigo e mais aplicado para diagnóstico por imagem dentro da Medicina.

Através dele, pode-se, por exemplo, diagnosticar ossos fraturados, tumores e corpos estranhos, dentre outras inúmeras aplicações.

Alguns tipos específicos de exames necessitam da utilização de meio de contraste à base de iodo ou bário, administrados por via intravenosa ou via oral, em geral.

O objetivo, nesse caso, é permitir a visualização de determinados órgãos ou estruturas internas, como vasos sanguíneos, sistema coletor, cólon e outros.

Além das radiografias estáticas, há a possibilidade de se obter imagens de vídeo em tempo real, o que é chamado de videofluoroscopia, ou simplesmente de escopia.

 

Quais são os tipos de exames de raio X?

médico avaliando exame de raio X

Exames de radiografia podem ajudar os médicos a diagnosticar ossos fraturados, lesões em articulações, dores abdominais, artrite, câncer, cáries dentárias.

Podem ser utilizados para localizar algum eventual objeto que uma criança engoliu por engano, para detectar pneumonia, tuberculose ou mesmo afecção pulmonar da COVID-19.

Alguns tipos de raio X são:

  • de tórax
  • de articulações (joelho, ombro, tornozelo, por exemplo)
  • de abdome
  • da coluna
  • de ossos longos
  • de arcos costais
  • odontológica
  • urografia excretora
  • uretrocistografia miccional
  • fistulografia
  • galactografia
  • histerossalpingografia
  • deglutograma
  • videodefecografia
  • esofagograma

 

Como funciona o exame de raio X?

jovem realizando exame de raio x

Em geral, para exames sem contraste não há nenhuma preparação em especial.

Enquanto exames com uso de meio de contraste por via oral ou intravenoso podem demandar jejum, preparo intestinal ou outros cuidados pré-exame.

É importante sempre remover jóias, óculos ou qualquer objeto metálico antes da realização do exame.

Isso porque esses objetos se sobrepõem às imagens das estruturas do corpo, impossibilitando sua avaliação e, por vezes, impedindo que algum diagnóstico seja feito.

Cada tipo de exame é feito com um protocolo específico, variando desde a quantidade de radiação a ser aplicada até a posição do paciente.

O técnico em radiologia pode produzir imagens em diferentes ângulos, pode solicitar ao paciente que prenda a respiração para não borrar a imagem e pode usar travesseiros ou sacos de areia específicos, de acordo com cada protocolo.

Em síntese, o aparelho opera dessa forma:

  • o tubo de raio X emite um feixe de radiação que passa pelo corpo;
  • o feixe é parcialmente absorvido de forma diferente por cada estrutura (ossos absorvem mais, músculos e gordura menos);
  • os raios X não absorvidos atingem um receptor (o chassi radiográfico), gerando a imagem tal como ocorre com o filme em uma máquina fotográfica.

A diferenciação dos tecidos se baseia nessa diferença de absorção do raio X.

A duração do exame de raio X vai depender da sua complexidade, podendo levar mais de uma hora para alguns tipos de radiografia contrastada, ou apenas alguns segundos, como para o exame de tórax.

 

A radiação do raio X é prejudicial?

paciente utilizando epis de raio x

Se um corpo é exposto à radiação em excesso, há sim maior risco de desenvolvimento câncer.

Porém, a quantidade de radiação em um exame é muito pequena para causar um câncer.

Serião necessárias centenas deles para aumentar essa probabilidade.

Além disso, vale destacar que já somos expostos diariamente a fontes naturais de radiação ionizante.

A exposição à radiação cósmica e aos isótopos naturais podem ser significativas, especialmente nas grandes altitudes.

Em um voo de avião transcontinental, por exemplo, estamos expostos a 0,01 a 0,03 mSvs (unidade usada para avaliar o impacto da radiação nos seres humanos).

A título de comparação, numa radiografia de tórax, uma pessoa adulta é exposta a 0,1 mSv.

Um raio X nada mais é do que uma forma de energia, como a luz ou as ondas de rádio.

Porém, os raios X têm energia suficiente para atravessar o corpo.

Métodos como a ultrassonografia e a ressonância magnética não utilizam radiação ionizante, entretanto não analisam as estruturas da mesma forma, e muitas vezes não podem ser utilizados para diagnosticar a patologia que se suspeita.

Por essa razão, quando o exame é necessário, o benefício certamente ultrapassa qualquer risco.

 

Crianças podem fazer o exame de raio X?

Crianças podem fazer o exame de raio X. Aliás, existem vários subtipos de exames para a faixa etária pediátrica.

Nesses casos,  os parâmetros técnicos são adaptados para empregar uma quantidade menor de radiação ionizante, uma vez que a quantidade de tecidos corpóreos que o raio X precisa ultrapassar também é menor.

Quando é necessária a presença de um acompanhante na sala de exame, o mesmo utiliza um avental de chumbo para evitar a exposição desnecessária à radiação.

 

Grávidas podem fazer o exame de raio X?

Em geral, o raio X deve ser evitado na gravidez por aumentar o risco de aborto, anomalias congênitas e retardo do crescimento fetal.

Por isso, é importante que a paciente notifique seu médico quanto até mesmo a uma possível gravidez.

Isso porque, quando ela está grávida, o médico seleciona cuidadosamente os exames e medicamentos para evitar qualquer risco ao desenvolvimento do bebê.

A indicação do exame  na gravidez deve pesar os riscos e benefícios, considerando os eventuais benefícios diagnósticos para a gestante, e a disponibilidade de exames alternativos inócuos ao feto, tais como ultrassonografia e ressonância magnética.

O médico radiologista é o profissional mais preparado para verificar o melhor método diagnóstico para garantir a segurança da gestante e do feto.

Também, deve-se levar em conta a idade gestacional, a condição física da paciente e distúrbios gestacionais associados.

Caso a realização do exame esteja sendo considerada, é possível estimar a dose de radiação absorvida pelo feto com base no protocolo de exame planejado – doses de radiação inferiores a 50 mGy tem menor risco.

Além disso, alguns cuidados devem ser tomados, tais como o uso de protetores de chumbo sobre o abdome e colimação do feixe de raio X para a área de interesse.

 

Como é a interpretação da imagem do raio X?

monitores de raio x

As radiografias são realizadas por técnicos em radiologia, são interpretadas e laudadas por médicos radiologistas, que são médicos especializados em diagnóstico por imagem.

Os médicos radiologistas analisam e interpretam as imagens de raio X obtidas, emitindo um relatório por escrito que contém sua impressão sobre o exame: o laudo.

Você pode ler mais sobre o assunto em nosso artigo: Interpretação de Raio X.

 

Como surgiu o raio X?

primeira radiografia da história

Em 1895, o raio X foi  descoberto pelo físico alemão Wilhelm Konrad Röntgen.

Ele investigava os efeitos dos feixes de elétrons em descargas elétricas com gases rarefeitos.

E assim, Röntgen descobriu um efeito surpreendente: uma tela, revestida com um material fluorescente fora do tubo de descarga, brilhava mesmo quando estava protegida da luz ultravioleta da descarga gasosa.

Em outras palavras, a radiação do tubo, que passava pelo ar, fazia com que a tela ficasse fluorescente.

Desde então, Röntgen mostrou que toda radiação responsável pela luminosidade da tela, se originava a partir do ponto onde o feixe de elétrons atingia a parede do vidro do tubo de descarga.

Também que, objetos opacos, quando colocados entre o tubo e a tela, mostravam-se transparentes a partir da radiação.

Por fim, Röntgen fez a primeira imagem fotográfica dos ossos de uma mão.

A descoberta dos chamados Raios Röntgen foi vista como uma grande descoberta científica mundial, impulsionou o estudo do mundo atômico e foi a base para o desenvolvimento da Radiologia como conhecemos hoje.

 

Mamografia: o que é, resultado, quando fazer e como funciona

Mamografia é um exame de imagem da composição das mamas que permite a detecção precoce do câncer de mama, por vezes mesmo quando ainda não palpável. É realizada com aparelho de alta resolução, que permite, dentre outros, a identificação de imagens tumorais e microcalcificações.

O exame de imagem permite detectar lesões menores que 1 cm e na fase assintomática da doença, prevenindo assim metástases (disseminação da doença).

No Brasil existe uma padronização dos laudos mamográficos, adotado como consenso o modelo ACR BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System). Tal modelo é utilizado pelo Colégio Americano de Radiologia e visa principalmente uma orientação ao médico assistente quanto à conduta a ser tomada de acordo aos achados mamográficos — negativos, benignos, provavelmente benignos, suspeitos e altamente suspeitos.

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Quando deve ser realizada

como é feita a mamografia

A mamografia é recomendada a cada 2 anos para todas as mulheres entre 50 e 69 anos, sem histórico de câncer de mama na família. Caso haja histórico familiar, o exame deve ser realizado anualmente após os 35 anos, seguindo a orientação de um médico.

Seguindo essa premissa, existem dois tipos de exames de mamografia para a detecção precoce do câncer de mama: a mamografia de rastreio, para casos assintomáticos, e a mamografia diagnóstica, para pessoas já com uma suspeição inicial para a doença.

Mamografia de rastreio é um exame que detecta o câncer de mama em pacientes assintomáticos (quando não há nenhuma suspeita para a doença). É realizada a partir de determinadas faixas etárias conforme o histórico familiar e de doença pregressa dos pacientes. Geralmente, é repetida em determinados intervalos de tempo, também a depender das características em que se enquadram os tipos de pacientes. Outra característica importante é que, idealmente, sempre são feitas comparações com os exames anteriores, para que assim se acompanhe a evolução dos casos.

Mamografia diagnóstica é um exame utilizado para avaliar alterações presentes na mama em casos com algum grau de suspeita ou alteração mamária, seja para lesões benignas ou malignas.

 

Entendendo os resultados

resultados de mamografia

Os resultados da mamografia são resumidos através de um sistema de classificação chamado ACR BI-RADS®. Essa classificação varia de 0 a 6 e foi adotado para ajudar na conduta médica ao estimar “qual a chance” de uma imagem da mamografia ser câncer.

Ela não estima o grau de crescimento ou o tipo do tumor. Contudo, é com base nesse relatório que o médico decide se há ou não necessidade de se dar seguimento ao caso.

A identificação e a avaliação das microcalcificações também é muito importante. Isso porque, baseado em suas características, é feita a distinção entre lesões que são mais ou menos suspeitas para lesões neoplásicas malignas ou benignas.

Além disso, para facilitar a descrição da localização das lesões encontradas em imagens radiológicas nos laudos médicos as mamas são divididas em esquerda e direita, e subdivididas em quadrantes superiores e quadrantes inferiores. Ou, no sistema de relógio.

 

Anatomia da mama

anatomia das mamas

(A) Mamilo  •  (B) Gordura pré-glandular  •  (C) Parênquima fibroglandular

(D) Gordura retro-glandular  •  (E) Músculo peitoral maior  •  (F) Músculo peitoral menor

 

Microcalcificações, nódulos e tumores

  • Microcalcificações são pequenos cristais de cálcio que se formam em várias partes do corpo, inclusive nas mamas. Eles não são passíveis de identificação no autoexame e a maioria das mulheres vivem com eles sem dores ou desconfortos.
  • Nódulos são caracterizados pelo crescimento anormal de um determinado tecido ou órgão do corpo. Os nódulos mamários geralmente são causados ​​por fatores hormonais e a maioria é benigna, mas muitas vezes são dolorosas e desconfortáveis ​​para as mulheres. Não existem estudos que compravam que um nódulo benigno tornou-se maligno, ou seja, a chance disso acontecer é praticamente nula.
  • Tumores são caracterizados pelo crescimento anormal das células em qualquer tecido do corpo. As células têm um ciclo natural de existência, elas nascem, exercem suas funções no corpo e são substituídas por novas células pelo nosso organismo. Entretanto, esse sistema de produção e substituição pode ser corrompido por diversos motivos, onde surgem os tumores que também são classificados em benignos ou malignos.
    • Tumores benignos são constituídos por células tumorais que não infiltram tecidos adjacentes, ou seja, não possuem a capacidade de provocar metástases.
    • Tumores malignos são aqueles que tem a capacidade de infiltrar tecidos adjacentes e gerar metástases.

 

Classificação Bi-rads

  • Bi-rads 0: achados mamográficos inconclusivos. Necessária avaliação adicional. Portanto, a conduta é complementar com outros exames (ex.: mamografia com compressão direcionada, ultrassom ou ressonância da mama).
  • Bi-rads 1: achados mamográficos negativos. Exame normal. Presença de simetria, ausência de massas, distorção arquitetural ou calcificações suspeitas.
  • Bi-rads 2: achados mamográficos benignos. Calcificações vasculares, calcificações cutâneas, calcificações com centro lucente, fibroadenoma calcificado, cisto oleoso (esteatonecrose), calcificações de doença secretória (“plasma cell mastitis”), calcificações redondas (acima de 1 mm), calcificações tipo “milk of calcium”, fios de sutura calcificados, linfonodo intramamário.
  • Bi-rads 3: achados mamográficos provavelmente benignos. Nódulo de densidade baixa, contorno regular, limites definidos e dimensões não muito grandes, calcificações monomórficas e isodensas sem configurar grupamento com características de malignidade. Sugestão de follow-up em curto espaço de tempo.
  • Bi-rads 4: achados mamográficos suspeitos. Este ainda pode ser subdivido em três subclassificações (A, B e C), sendo a última devendo ser considerada a biópsia.
  • Bi-rads 5: altamente suspeito para malignidade. Conduta médica deve ser tomada imediatamente.
  • Bi-rads 6: câncer comprovado por biópsia.

 

Quadrantes mamários

quadrante mamário

QSL = Quadrante Superior Lateral ou QSE (Quadrante Superior Externo)
QIL = Quadrante Inferior Lateral ou QIE (Quadrante Inferior Externo)
QSM = Quadrante Superior Medial ou QSI (Quadrante Superior Interno)
QIM = Quadrante Inferior Medial ou QII (Quadrante Inferior Interno)

 

Quadrantes mamários no sistema de relógio

quadrante mamario sistema de relogio

 

Como funciona o exame

Normalmente, um exame de mamografia leva cerca de 15 a 30 minutos. A compressão da mama é um requisito básico que deve ser bem aplicado para garantir a qualidade da imagem da mamografia e dura apenas alguns segundos em cada seio. A compressão reduz a espessura da mama espalhando o tecido mamário e melhorando o contraste, permitindo uma melhor avaliação de eventuais lesões.

O paciente é orientado sobre a importância dessa ações, mas sem desconsiderar o seu limite. Além disso, orientações simples para realização do exame também devem ser passadas com antecedência. Por exemplo, manter seios e axilas limpos e sem uso de desodorantes – eles podem aparecer nas imagens se assemelhando a “manchas de cálcio”.

Cada aquisição de imagem pode demandar um tipo de posicionamento da mama no aparelho, seja no exame de rotina ou em casos especiais.

Por exemplo, pacientes com implantes mamários não podem ter a mama simplesmente colocada entre o compressor e a bandeja, visto que há influência do silicone na visualização do tecido. Portanto, é utilizada uma técnica chamada de Manobra de Eklund, que desloca a prótese para fora do campo da imagem e distribui somente o tecido mamário na bandeja para ser radiografado.

 

Mamografia convencional e mamografia digital

como é o exame de mamografia

Existem dois tipos de mamografia: a convencional e a digital. Nas duas formas ocorre a compressão das mamas por meio de placas de metal, a diferença fica na formação das imagens.

A mamografia convencional é o método mais antigo e, basicamente, consiste em expor as mamas da paciente a um aparelho de raio X. Feito isso, gera-se uma espécie de filme que, logo em seguida, é submetido a um processo que revela as estruturas internas das mamas, com uma alta resolução espacial, porém com pouco potencial para diferenciar as estruturas que tem pouco contraste entre si.

A mamografia digital é uma versão mais moderna e mais eficiente em comparação ao método convencional, sendo dividida em dois subtipos: direta e indireta. Na mamografia digital direta um detector captura o sinal oriundo dos raios X e os converte em um sinal elétrico que é transmitido diretamente para a tela do computador. Já na mamografia digital indireta, o detector captura o sinal gerado pelo raio X, armazena-os, para depois então convertê-los e serem exibidos na tela do computador em forma de imagem.

Uma das principais vantagens do exame digital em comparação ao exame convencional é que o médico pode, na hora da interpretação das imagens, explorar de forma mais eficiente a característica de contraste entre as estruturas de forma dinâmica no monitor, permitindo que realize um diagnóstico muito mais preciso.

A mamografia digital também permite que a imagem seja armazenada ou processada em softwares, o que por sua vez pode ajudar a detectar as alterações nos exames. Desse modo, há menos riscos de precisar repetir o exame, poupando o paciente de refazer todo o processo, incluindo uma nova exposição à radiação.

 

Dicas para amenizar a dor e o incômodo do exame

O exame de mamografia é desconfortável para muitos pacientes. Isso porque, os seios são áreas muito sensíveis e para realizar o exame é preciso fazer a compressão das mamas que, consequentemente, acabam ficando muito doloridas durante o procedimento. No entanto, seguindo as dicas abaixo, é possível amenizar um pouco mais o desconforto e a dor durante o exame.

  • Escolha o melhor período: o período pré-menstrual tende a ser um dos mais “sensíveis” no que diz respeito ao desconforto para se fazer o exame de mamografia, visto que os seios, devido a uma maior carga hormonal, tendem a estar mais “inchados” por acumularem líquido, aumentando a dor e desconforto durante o exame.
  • Mantenha-se relaxada: embora o exame possa ser desconfortável, quando se está tensa e com o corpo mais “contraído” (tônus muscular aumentado), as chances de sentir mais dor são maiores. Sendo assim, é importante que a paciente mantenha seu corpo, principalmente o tórax e braços, o mais relaxado possível, para reduzir a sensação de desconforto.
  • Avise se possue silicone: pacientes que possuem implante de silicone devem informar o centro de imagem e o médico radiologista antes de realizar o exame, pois o implante pode atrapalhar na interpretação das imagens e até mesmo causar mais dor durante o exame.
  • Atenção à alimentação: o consumo de determinados alimentos algumas semanas antes do exame de mamografia também pode  ajudar a aliviar a dor. Alimentos ricos em ácido linoleico e gama-linolênico reduzem o efeito dos hormônios nas mamas, sendo eles: salmão, sardinha, castanha do Pará e azeite extra virgem.
  • Evite cafeína:  a cafeína tende a aumentar a sensibilidade nos seios. Então, evitar o consumo de bebidas e alimentos que contenham cafeína alguns dias antes do exame é também uma boa dica.

 

Pós-mamografia

Após o exame de mamografia, a paciente poderá realizar as suas atividades normalmente sem quaisquer preocupações.

Naturalmente, pouco tempo depois do exame pode ser que os seios fiquem mais doloridos e sensíveis, devido a pressão que foi exercida. Se isso ocorrer, colocar uma bolsa térmica de gelo sobre os seios pode ajudar a aliviar um pouco a dor.

Em alguns casos, o médico poderá solicitar uma complementação do exame de mamografia para melhor avaliação de determinada estrutura, seja através de um ultrassom ou mesmo através da própria mamografia direcionada com ampliação ou magnificação.

O que é Tomografia Computadorizada

Tomografia computadorizada é um procedimento não invasivo de diagnóstico por imagem que combina o uso de raio-x com computadores especialmente adaptados. É utilizado para criar imagens detalhadas dos mais variados tecidos do corpo humano.

O procedimento é realizado através da emissão de raios X rotacionada ao redor do corpo, que por sua vez e de forma variada, a depender de cada tecido, atenua o feixe de raios-X, que são absorvidos por detectores de radiação, que enviam então os dados para um sistema computacional.

Posteriormente, as imagens podem ser reformatadas em vários planos, até gerar imagens digitais que podem ser visualizadas em um monitor específico para isso.

 

Como funciona o exame de tomografia?

Exame de Tomografia Computadorizada

A execução de um exame de tomografia computadorizada, é simples.

A mesa de exames, onde o paciente estará posicionado, se desliza para dentro do Gantry.

Em seguida, o tubo de raio x emite um feixe de radiação (em forma de leque) que é atenuado pelo corpo do paciente, interagindo com um conjunto de detectores responsáveis por transformar o sinal da radiação eletromagnética em sinal elétrico.

É válido ressaltar que, para que a imagem possa ser interpretada como uma imagem anatômica (ou seja, sem sobreposição de estruturas), são realizadas múltiplas projeções.

O resultado da conversão dos sinais elétricos são armazenados na Raw Data, um arquivo dos dados brutos da aquisição.

Só então, o computador utiliza os dados obtidos do sinal elétrico para construir uma imagem digital através de processos matemáticos.

A imagem digital é representada em uma matriz composta de pixels.

Em cada pixel, dependendo da intensidade da radiação que foi absorvida pelo paciente, é atribuído um determinado valor de tonalidade com base na Escala de Hounsfield.

Nessa escala, a radiodensidade da água destilada é definida como 0 HU, e ela varia entre -1000 HU, para o ar, e 1000 HU, para o osso.

Então, podemos considerar que a tomografia computadorizada é um procedimento com base numa escala de densidades, visto que cada estrutura do corpo tem sua densidade (ar, osso, gordura).

Certamente, a Tomografia Computadorizada, é uma das principais modalidades de diagnóstico por imagem, ao lado da ressonância magnética.

 

Como é o aparelho de tomografia computadorizada?

paciente realizando exame de tomografia computadorizada

O tomógrafo é o aparelho utilizado no exame de tomografia computadorizada.

Sua estrutura habitual é formada por:

  • Gantry, que, basicamente, é o corpo do aparelho de TC. No Gantry estão: o tubo de raio x e o conjunto de detectores. Através do Gantry é possível controlar a kV e mA, ou seja, a tensão e corrente elétrica da ampola de raio x. Além disso, através do Gantry, é possível ter a interação dos comandos do painel de controle com o sistema e botões controladores da mesa do tomógrafo.
  • Tubos de raio x, que, a princípio, tem o funcionamento similar ao que é utilizado nos aparelhos convencionais de raio x. Contudo, em aparelhos de tomografia computadorizada, os tubos de raio x funcionam em movimento contínuo.
  • Detectores (ou sensores), que são responsáveis pela captação da radiação produzida pela ampola e que ultrapassa o paciente. Portanto, transformando essa informação em sinal elétrico que pode ser digitalizado e lido pelo computador.
  • Mesa de exame, que é o local onde o paciente fica posicionado.
  • Mesa de comando, onde se encontram o monitor para planejamento dos exames e processamento das imagens, e o sistema de comunicação com o paciente. A mesa de comando também é responsável pelo envio de informações para o aparelho, além de ser utilizada para tratamento e documentação das imagens adquiridas.
  • Bomba injetora (opcional), que fica ao lado do paciente, controlada pelo aparelho de TC. É responsável por administrar o contraste no paciente de acordo com o protocolo de cada exame, variando o tempo e velocidade.

 

Qual a história da tomografia?

Com o avanço da tecnologia, assim como em outras modalidades de radiodiagnóstico, a tomografia computadorizada foi marcada por gerações.

Ela foi inventada pelo engenheiro eletrônico britânico Sir Godfrey Newbold Hounsfield, em 1972, e descrita no Congresso Britânico do Instituto de Radiologia.

Por isso, o nome Escala Hounsfield: que é uma escala utilizada em tomografia computadorizada para distinção dos tons de cinza ao avaliar cada estrutura anatômica (falaremos disso adiante).

A primeira utilização operacional de um tomógrafo computadorizado no mundo foi em Atkinson Morley Hospital, em Londres, berço dos estudos de Hounsfield.

Além disso, o primeiro equipamento de TC, só permitia a avaliação do metabolismo cerebral ou de tumores do cérebro.

No Brasil, o primeiro aparelho de tomografia computadorizada foi instalado no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, no ano de 1977. A primeira avaliação foi realizada em uma mulher de 41 anos, com um tumor no lobo frontal esquerdo.

Em 1979, Godfrey Hounsfied recebeu o prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina, ao lado do seu co-criador, o sul-africano físico Allan Cormack.

 

Como foi a evolução da tomografia?

Até então, a tomografia computadorizada passou por uma série de aperfeiçoamentos. E uma das principais foi a introdução do sistema computacional, que permitiu a captação de imagens com melhor qualidade.

Falaremos sobre essas diferenças, em específico, abaixo.

 

Tomografia Linear

Também conhecida como tomografia convencional, foi o primeiro método de obtenção de imagens tomográficas.

Sua principal característica é a formação da imagem diretamente em filmes radiográficos.

Portanto, o resultado era uma imagem de baixíssima qualidade e com grande número de artefatos. Esse método passou por quatro gerações.

 

Primeira geração:

Surgiu em 1972. Era um procedimento extremamente demorado, visto que exigia aproximados 5 minutos para reunir informações suficientes de cada corte.

Ou seja, após a primeira varredura, o tubo sofria uma rotação de grau para iniciar uma nova varredura. Assim, sucessivamente por 180 vezes.

 

Segunda geração:

Surgiu em 1974. Seguia com a mesma engenharia dos aparelhos da primeira geração.

Entretanto, as inovações que se destacaram nessa geração foram a utilização de mais detectores adjacentes e a forma do feixe, que passou a ser mais aberto (em forma de leque).

Com isso, o tempo de cada varredura diminuiu, em média, de 20 a 60 segundos. Todavia, a qualidade da imagem ainda não tinha sofrido melhorias.

 

Terceira geração:

Surgiu entre 1975 e 1977. Essa geração sofreu grandes alterações quando comparada às primeiras gerações.

Nesse caso, os tubos de raio x e os detectores do aparelho deixaram de seguir com movimentações lineares, passando a ter movimentação de 360º em torno de um objeto.

Com isso e devido a presença de múltiplos detectores (entre 288 e 700), o tempo de cada varredura diminuiu significativamente a 1 e 2 segundos.

Além disso, o feixe dessa geração, que também era em forma de leque, passou a ser mais aberto (para atingir todo o arco do detector).

Em consequência, com menos artefatos de movimento, as imagens tiveram uma melhora incrível.

 

Quarta geração:

Surgiu em 1981. Seguiu com a mesma engenharia da terceira geração.

Contudo, teve um aumento no número de detectores (agora, com 2000), que tornou-se uma inovação à tomografia computadorizada, chamada de sistema slip-ring.

Por sua vez, esse sistema eliminou os cabos de alimentação e os tubos passaram a realizar rotações contínuas.

Foi também a transição para os novos aparelhos de tomografia: os helicoidais e os multislice.

 

Tomografia Helicoidal

A tomografia helicoidal é caracterizada por realizar uma hélice em torno do corpo ao invés de uma sucessão de círculos.

Isto é, a mesa de paciente, ao invés de ficar parada durante o corte e captação das imagens, avança continuamente em torno dele.

Ou seja, as informações são captadas de maneira contínua com a reconstrução de imagens de qualquer secção analisada.

 

Tomografia Multislice ou Multicorte

A tomografia multislice é caracterizada por suas múltiplas fileiras de detectores.

Dessa forma, ela é capaz de adquirir simultaneamente quatro cortes de imagens e com baixíssimo tempo de aquisição (0,5 s).

Além disso, a baixa dose de radiação e a redução no tempo do exame também são características importantes da tomografia multislice.

 

Perguntas frequentes

A mesa de exames, onde o paciente estará posicionado, se desliza para dentro do Gantry. Em seguida, o tubo de raio-X emite um feixe de radiação (em forma de leque) que é atenuado pelo corpo do paciente, interagindo com um conjunto de detectores responsáveis por transformar o sinal da radiação eletromagnética em sinal elétrico. O resultado da conversão dos sinais elétricos é armazenado na Raw Data, um arquivo dos dados brutos da aquisição. Só então, o computador utiliza os dados obtidos do sinal elétrico para construir uma imagem digital através de processos matemáticos. A imagem digital é representada em uma matriz composta de pixels.

Tomografia computadorizada é um procedimento não invasivo de diagnóstico por imagem que combina o uso de raio-X com computadores especialmente adaptados. É utilizado para criar imagens detalhadas dos mais variados tecidos do corpo humano.

O Mundo Depois do Coronavírus (Covid-19)

Ao passo que o COVID-19 avança, a humanidade é obrigada a inovar e mudar a maneira como trabalhamos e vivemos. Se é que há um lado positivo na onda depois do coronavírus, é que pessoas e empresas serão mais resilientes. Assim, seguimos com 9 previsões de como será o nosso mundo, depois dessa pandemia. São elas:

  1. Redução do contato físico por conta de interfaces e interações digitais
  2. Aumento da infraestrutura digital
  3. Uso cada vez maior da IoT e Big Data
  4. Maior uso da Inteligência Artificial (IA)
  5. Telemedicina
  6. Compras Online
  7. Uso de robôs
  8. Eventos digitais
  9. Ascensão do esporte eletrônico

Essas previsões do mundo depois do Coronavírus foram realizadas em conjunto com nossos profissionais. Esperamos que possa lhe trazer benefícios e ótimos insights para que você e sua equipe estejam preparados. Portanto, não deixe de comentar e compartilhar com colegas da profissão. Boa leitura!

 

Mais interações digitais e maior infraestrutura: como será a comunicação depois do Coronavírus?

 

1. Redução do contato físico por conta de interfaces e interações digitais

Há um tempo, somos impressionados com as telas sensíveis ao toque e tudo o que nos possibilitam fazer. O COVID-19 nos despertou a transmissibilidade de todas as superfícies tocáveis. Assim, em um mundo depois do COVID-19, pode ser que tenhamos menos telas e mais interfaces de voz e visão. Uma opção de pagamento por bens e serviços que não exija nenhum contato físico, por exemplo, parece ser uma boa ideia. Assim como interfaces de voz e visão que reconheçam rostos e gestos, com o mesmo intuito.

 

comunicação depois do covid-19

 

2. Aumento da infraestrutura digital

O COVID-19 nos trouxe, ainda que obrigados, para o famigerado “Home Office”. Isto é, ao nos forçar a encontrar soluções digitais para nos manter operantes em nossas funções, seja em reuniões, lições, exercícios e etc., ele permitiu a muitos de nós ver certos benefícios dessa prática. Assim sendo, eventualmente, poderemos mantê-la em um mundo depois do Coronavírus.

 

A Medicina também apresenta evoluções depois do Coronavírus.

 

3. Uso cada vez maior da IoT e Big Data

Hoje, acompanhamos os dados de uma pandemia em tempo real. Os aprendizados que conseguirmos tirar dessa experiência nos dirá como lidar com futuras pandemias, usando a tecnologia IoT (maior conectividade) e o big data (armazenamento e processamento de dados). Por exemplo, aplicativos quaisquer podem surgir como um sistema de alerta precoce, visto que podem rastrear e informar quem está apresentando sinais / sintomas de um determinado surto. Na mesma linha, o GPS pode ser usado localizar as pessoas expostas. Mas é claro que não é tão simples como parece. Em paralelo, se faz necessário, por exemplo, esforços para proteger a privacidade das pessoas e não permitir o abuso de dados privados.

 

4. Maior uso da Inteligência Artificial (IA)

Quanto mais rápido conseguirmos produzir um medicamento eficaz e seguro para tratar e uma vacina para prevenir o COVID-19, mais rápido ele será contido. A inteligência artificial (IA) apresenta-se como uma ótima parceira nessa estratégia, visto sua capacidade de aperfeiçoar as competências humanas em várias áreas, incluindo na saúde. Nossa realidade atual bem documentada será fundamental para implantar a IA no desenvolvimento de medicamentos no futuro.

 

medicina saúde depois do coronavírus

 

5. Telemedicina

Permite o atendimento remoto, à distância, serviços médicos clínicos sem uma visita pessoal. O interesse pela Telemedicina aumentou com distanciamento social, sendo inclusive obrigatório em muitas áreas. Faz sentido pensar que aumentará ainda mais no futuro.

 

Novos hábitos pessoais e profissionais depois do Coronavírus

 

6. Compras Online

Depois do COVID-19, empresas que desejam permanecer competitivas no mercado precisarão aperfeiçoar seus serviços on-line. Em outras palavras, mesmo que mantenham um local físico, serão ainda necessários aprimoramentos nos sistemas de logística e entrega, conforme oscilações de demanda, seja por preferência do comprador ou pandemia futura.

 

compras depois do covid-19

 

7. Uso de robôs

Os robôs não são um sistema infalível. Porém, também não são suscetíveis a vírus. Em um ambiente de pandemia, tem se mostrado eficazes em obter informações vitais para o sistema de saúde, fornecimento de mantimentos e manutenção do operacional de fábricas. Depois do Coronavírus, a tendência é que façam cada vez mais parte do nosso dia-dia, e, deixando o sensacionalismo de lado, como parceiros.

 

8. Eventos digitais

Eventos presenciais que foram forçados a mudar para o âmbito digital notaram pontos positivos e negativos em ambos os formatos. Por exemplo, um evento digital permite a participação de mais pessoas e de mais partes do mundo. Entretanto, é provável que se tenha uma menor interação e debate entre os participantes. Embora não faça sentido pensar em uma substituição total dos eventos presenciais depois do COVID-19, cabe a reflexão de que eventos digitais possam, no mínimo, complementar os eventos presenciais. Isto é, um aumento nos eventos híbridos, onde partes do evento ocorrem presencialmente e outras são entregues digitalmente, tendem a aumentar.

 

9. Ascensão do esporte eletrônico

O COVID-19 cancelou grande parte dos eventos esportivos, pelo menos aqueles que envolvem contato físico e aglomerações. Entretanto, existem versões eletrônicas de corridas de carros, jogos de futebol, lutas, que, embora não sejam as mesmas experiências da vida não digital, estão dando às pessoas uma saída para estes “esportes”.

 

Mundo Depois do Coronavírus

 

Discussão


A pandemia do COVID-19 está saturando nossos sistemas e paciência. Mas, também aumentando nossa resiliência e nos permitindo criar soluções inovadoras por necessidade.

Em um mundo depois do Coronavírus, espero que aprendamos as lições que nos foram dadas e que tornemos o mundo um lugar melhor. O que você vê no futuro?