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Sobre STAR Telerradiologia

Coordenada por radiologistas com formação na USP-SP e com atuação nos mais renomados centros médicos do país, a STAR Telerradiologia é referência em laudos a distância por possibilitar que os melhores radiologistas subespecialistas do mercado atuem junto a clínicas e hospitais em todo o país.

Eventos e Congressos de Radiologia em 2022 no Brasil e no Mundo

Muitas organizações no Brasil e no mundo preparam uma grande retomada dos eventos e congressos de Radiologia em 2022.

Como de costume, organizamos uma grande lista que apresenta boas oportunidades de aprendizado para os profissionais da Radiologia. Assim, selecionamos os principais congressos, cursos, workshops e eventos da Radiologia divulgados que irão acontecer no Brasil e no mundo em 2022.

 

Por que participar de eventos e congressos de Radiologia em 2022?

eventos e congressos de radiologia 2022

A radiologia desempenha um papel fundamental no diagnóstico por imagem e tratamento dos pacientes e envolve muita tecnologia. Por essa razão, o profissional dessa área, como radiologista e técnico em radiologia, deve sempre se manter atualizado com os conhecimentos mais recentes, além de desenvolver sua rede pessoal de contatos (networking).

Empresas que se comprometem com uma medicina diagnóstica de qualidade, como a STAR Telerradiologia, escolhem a dedo seus profissionais. E um dos critérios analisados, além da qualificação do radiologista, é a participação do profissional nos principais congressos, cursos e eventos da radiologia.

Portanto, buscar atualizar-se sempre é um grande diferencial. Além disso, se você está programando uma viagem, é válido conferir as datas e os locais dos eventos. Unir o aprendizado com o passeio pode deixar a sua experiência ainda mais gratificante.

 

Tabela de eventos e congressos de radiologia no Brasil e no mundo em 2022

wdt_ID Mês Data Especialidade Evento Cidade País Link
1 1 07-09 Radiologia Pediátrica 4th Annual ASPNR (American Society of Pediatric Neuroradiology) Meeting Miami EUA
2 1 09-13 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Tutorials in Diagnostic Radiology Maui EUA
3 1 10-12 Radiologia Abdominal ACR Abdominal Imaging Tucson EUA
4 1 03-06 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Winter Imaging in Beaver Creek Colorado USA
5 1 13-15 Neurorradiologia American Society of Neuroimaging annual meeting Scottsdale EUA
6 1 09-12 Radiologia Mamária Breast Imaging at the Beach Riveria Nayarit México
7 1 13-15 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Dreiländertagung der DeGIR - ÖGIR & SSVIR: IROS 2022 Salzburg Áustria
8 1 13-16 Neurorradiologia 45th Annual Meeting of The American Society of Neuroimaging Scottsdale EUA
9 1 14-15 Neurorradiologia The Køge Head & Neck Ultrasound Course 2022 Køge Dinamarca
10 1 14-16 Radiologia Mamária Hot Topics in Advanced Breast Imaging San Antonio EUA
11 1 14-16 Radiologia Abdominal ACR Body and Female Pelvic MR Tucson EUA
12 1 16-19 Radiologia e Diagnóstico por Imagem ISET 2022 Hollywood EUA
13 1 16-19 Radiologia e Diagnóstico por Imagem DUKE Radiology in the Islands 2022 Palm Beach EUA
14 1 16-19 Radiologia Intervencionista International Symposium on Endovascular Therapy (ISET 2022) Florida EUA
15 1 17-21 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Annual Bristol MRI Course Bristol Reino Unido
16 1 19-22 Radiologia e Diagnóstico por Imagem 12º CT Symposium Garmisch-Partenkirchen Alemanha
17 1 20-22 Radiologia Mamária ACR Breast Imaging Boot Camp with Tomosynthesis Tucson EUA
18 1 21-23 Radiologia e Diagnóstico por Imagem 2022 AIRP Course in Hong Kong Hong Kong China
19 1 22-26 Radiologia Pediátrica European Course in Pediatric Neuroradiology - 11th Cycle Module 1 Istanbul Turquia
20 1 24-25 Radiologia Mamária ACR Breast MR Tucson EUA
21 1 24-28 Radiologia e Diagnóstico por Imagem NYU Langone Clinical Imaging Symposium on the Big Island of Hawaii Havaí EUA
22 1 31-02 Radiologia e Diagnóstico por Imagem ACR Dartmouth PET/CT Reston EUA
23 1 31-03 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Imaging in the Bahamas Nassau Bahamas
24 2 01-04 Radiologia e Diagnóstico por Imagem 9th ESO-ESMINT-ESNR Stroke Winter School 2021 Berne Suíça
25 2 02-03 Radiologia Cardíaca SCMR-ISMRM Co-Provided Workshop on Quantitative Cardiac MRI in the Era of Artificial Intelligence Fort Lauderdale EUA
26 2 02-05 Radiologia Cardíaca Society for Cardiovascular Magnetic Resonance (SCMR) 25th Annual Scientific Sessions Fort Lauderdale EUA
27 2 03-06 Radiologia de Emergência Joint International Congress on Emergency Radiology On-line On-line
28 2 04-06 Radiologia Musculoesquelética ACR Musculoskeletal MR — Commonly Imaged Joints Tucson EUA
29 2 06-11 Neurorradiologia e Radiologia Musculoesquelética UCSF Neuro and Musculoskeletal Imaging Havaí EUA
30 2 06-10 Radiologia e Diagnóstico por Imagem The 24th UC San Diego Advanced Imaging Alta EUA
31 2 07-09 Radiologia Torácica ACR High Resolution CT of the Chest Tucson EUA
32 2 07-09 Radiologia Abdominal ONLINE Basic Prostate Cancer MRI Fellowship On-line On-line
33 2 07-11 Neurorradiologia Erasmus Course Head and Neck MRI Bruges Bélgica
34 2 07-11 Radiologia e Diagnóstico por Imagem British Imaging Course in Kuala Lumpur Kuala Lumpur Malásia
35 2 07-04 Radiologia e Diagnóstico por Imagem American Institute For Radiologic Pathology Correlation Course Silver Spring EUA
36 2 10-12 Neurorradiologia 3rd Annual Top Teachers in Head & Neck, Brain and Spine Imaging Miami EUA
37 2 10-12 Radiologia e Diagnóstico por Imagem The Ritz-Carlton Coconut Grove Miami EUA
38 2 12-13 Radiologia Mamária Breast Imaging For Today's Radiologist Las Vegas EUA
39 2 13-17 Neurorradiologia Practical Neuroradiology: Excellence Through Evidence and Guidelines Whistler Canadá
40 2 14-18 Radiologia Cardíaca Cardiac CT Level 1/2 Kuala Lumpur Malásia
41 2 16-18 Radiologia de Emergência ACR Emergency Radiology Tucson EUA
42 2 16-19 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Advanced OB-GYN Ultrasound Seminar Lake Buena Vista EUA
43 2 17-19 Radiologia Intervencionista JIM 2022 Joint Interventional Meeting Milan Itália
44 2 17-19 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Deutsche Kardiodiagnostik-Tage 2022 Leipzig Alemanha
45 2 18-19 Radiologia e Diagnóstico por Imagem ICCA Stroke Frankfurt Alemanha
46 2 21-23 Radiologia e Diagnóstico por Imagem ACR Coronary CT Angiography Tucson EUA
47 2 21-24 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Advanced Imaging in the Islands 2022 Grand Cayman Island Reino Unido
48 2 21-25 Radiologia e Diagnóstico por Imagem British Imaging Course in Dubai Dubai Emirados Árabes
49 2 21-25 Radiologia e Diagnóstico por Imagem Slope Side Imaging Park City EUA
50 2 24-25 Radiologia Intervencionista ESIR - European School of Interventional Radiology: Ablation from A to Z Strasbourg França
Mês Especialidade País

O que é Levantamento Radiométrico (Radiometria)

O levantamento radiométrico, também conhecido como laudo radiométrico ou radiometria, além de ser obrigatório, é também uma necessidade, visto que a calibração e as condições dos equipamentos que emitem radiação podem produzir fatores subestimados se não observados.

Não só o levantamento radiométrico, mas também o controle e otimização da dose ao paciente, cálculos de blindagem, entre outros, são de responsabilidade de um físico-médico no setor de radiologia.

Neste artigo, abordamos uma das principais responsabilidades de uma clínica de Radiologia, o Levantamento Radiométrico.

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O que é levantamento radiométrico?

o que e levantamento radiometrico radiometria

O levantamento radiométrico, ou radiometria, é a medição da dose de radiação emitida em áreas adjacentes onde o equipamento radiológico é utilizado. Tem como objetivo verificar se os níveis de dose expostos à equipe e ao público atendem aos limites estabelecidos por lei.

Assim, o levantamento radiométrico, com validade de 4 anos, é obrigatório para uma clínica de Radiologia começar a operar e obrigatório após qualquer modificação na sala e em equipamentos ou procedimentos que possam alterar o nível de radiação.

Os parâmetros de construção e blindagem do centro de imagem devem ser determinados para garantir a conformidade com o sistema de limitação de dose estabelecido pelo CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) na Norma CNEN-NE-3.01, de modo a fornecer proteção radiológica adequada para profissionais e público exposto a equipamentos nucleares e radiológicos.

Embora a Lei nº 6437/77 estipule a responsabilidade da fiscalização sanitária para o licenciamento dos serviços de diagnóstico por imagem, foi somente em 1994 que foi editada a primeira legislação sanitária, a Resolução SS 625/94, que prevê a obrigatoriedade da apresentação do levantamento radiométrico para o Licenciamento Sanitário.

Em 1998, a Portaria SVS/MS 453/98 estabeleceu os requisitos obrigatórios do levantamento radiométrico para instituições de saúde na área de radiologia diagnóstica e intervencionista no Brasil.

Essas regulamentações tiveram efeito de redução de riscos aos trabalhadores e pacientes, e criaram um novo mercado de trabalho e fortaleceram a física médica do diagnóstico por imagem.

 

Como é feito o levantamento radiométrico?

Em 2005, a ANVISA publicou um manual de Radiodiagnóstico Médico indicando que, independentemente da faixa de energia, as medidas radiométricas podem ser realizadas no modo taxa ou dose integrada, bem como o uso de fatores de conversão.

A Portaria CVS/SP 18 determina a necessidade de utilização de equipamentos com sensibilidade de 0,01 nGy para levantamento radiométrico. E a Resolução DIVS/SES 002/2015 aborda as características relacionadas ao tempo de resposta e dependência energética.

Para cada tipo de equipamento ou instalação, deve-se ser realizado os procedimentos conforme a orientação da ANVISA. Em geral, as leituras são feitas com aparelhos de medição calibrados e uma câmara de ionização, cujo volume é sensível o suficiente para detectar radiação na parede do local.

No caso de equipamentos de raios X convencionais, por exemplo, são utilizados como instrumentos: monitor de área com tempo de resposta adequado e devidamente calibrado;  objeto espalhador (água ou acrílico) com dimensões aproximadas às do abdômen de um adulto típico; e trena.

A metodologia do levantamento radiométrico, em resumo, envolve desenhar o croqui da sala em que o equipamento está instalado, determinar os parâmetros de operação, direcionar o feixe para as barreiras e realizar cálculos (como fatores de uso, ocupação e carga de trabalho).

 

Como é o laudo de levantamento radiométrico?

laudo de radiometria levantamento radiometrico

Um laudo de levantamento radiométrico, laudo de radiometria ou, simplesmente, laudo radiométrico, desempenha um papel essencial na avaliação dos sistemas de proteção radiológica para diversas atividades que utilizam radiação ionizante.

Devido ao alto risco do uso de radiação ionizante, laudos de levantamento radiométrico são exigidos por lei, como falamos anteriormente. Sendo assim, se o laudo de levantamento radiométrico não estiver sendo realizado com a frequência exigida, a clínica de Radiologia pode estar expondo seu público, tanto profissionais quanto equipe, a doses extras de radiação.

Dentre as consequências da exposição demasiada à radiação estão: câncer, queimaduras, catarata, infertilidade, entre outras. Tudo depende da quantidade de radiação ionizante a que o indivíduo estiver exposto.

De acordo com a Resolução RDC 330/2019 da ANVISA, o laudo de levantamento radiométrico deve conter:

croquis da instalação e vizinhanças, com o layout apresentando o equipamento e o painel de controle, com indicação da natureza e da ocupação das salas adjacentes;

identificação do equipamento e seu(s) tubo(s), indicando fabricante, modelo e número de série;

descrição da instrumentação utilizada e da calibração;

descrição dos fatores de operação utilizados no levantamento, incluindo corrente, tempo, tensão de pico, direção do feixe, tamanho de campo, fantoma, entre outros, conforme o caso concreto;

carga de trabalho máxima estimada e os fatores de uso relativos às direções do feixe primário;

leituras realizadas em pontos dentro e fora da área controlada, considerando as localizações dos receptores de imagem, observando-se a exigência de que as barreiras primárias sejam avaliadas sem fantoma, e os pontos de leitura estejam assinalados nos croquis.

 

O que é teste de radiação de fuga?

O teste de radiação de fuga avalia o nível de radiação evadido pelo cabeçote do equipamento radiológico. Geralmente é realizado após o levantamento radiométrico e com a mesma frequência: a cada 4 anos.

Técnico em Radiologia: um guia de formação da profissão

O Curso Técnico em Radiologia pode ser feito por quem tem algum interesse na área da saúde e deseja entrar nesse mercado de trabalho. Assim como todo técnico, é um curso que dura menos que uma graduação e lhe coloca logo no mercado de trabalho.

Além disso, como todo trabalho da área da saúde, é muito gratificante e tem um papel muito importante nos hospitais e clínicas. Para saber onde fazer esse curso e tudo que você irá aprender durante a sua formação técnica para se tornar um técnico em radiologia, continue lendo o artigo.

 

Índice

 

O que é radiologia?

radiologia


A radiologia é uma especialidade da medicina, também conhecida por Diagnóstico por Imagem, que contribui com o diagnóstico de doenças através da geração de imagens do interior do corpo com a utilização de diferentes tipos de radiação, dependendo do tipo de exame (tomografia, ressonância, raio-x, etc…). A partir das imagens geradas pelos equipamentos, um médico radiologista pode fazer sua leitura e interpretação, presencialmente ou à distância (através da telerradiologia), gerando um laudo médico para que o médico solicitante do exame (médicos cirurgiões, pediatras, obstetras, internistas, etc.) possa definir a conduta clínica mais apropriada ao paciente.

A radiologia é uma especialidade vital para todos os setores da saúde e essencial para o diagnóstico de muitas doenças. É parte importante dos rápidos avanços tecnológicos para diagnóstico e tratamento de doenças e lesões. Tendo inúmeros benefícios na medicina. Exemplos:

  • pode determinar a necessidade de uma cirurgia exploradora ou comum;
  • em comparação com uma cirurgia aberta ou com uma laparoscopia, envolve menos riscos para o paciente, menos tempo para execução dos procedimentos e para recuperação;
  • é utilizada para orientar visualmente o tratamento de condições como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais;
  • pode rastrear doenças como o câncer de mama, com detecção precoce e redução da taxa de mortalidade.

 

Sobre o curso 

livro sob a mesa


Cursos técnicos são excelentes maneiras de se especializar em uma área, de maneira mais rápida, e entrar logo no mercado de trabalho. Portanto, o curso técnico em radiologia irá lhe preparar para atuar na área da saúde, em hospitais ou simplesmente laboratórios e clínicas.

Por ser um curso técnico, o único pré-requisito é que você seja formado no ensino médio, não necessitando de nenhuma graduação para isso.  Entretanto, apesar de não ser uma graduação em medicina, envolve muitos conhecimentos técnicos e exige muita dedicação.

Além disso, o técnico em Radiologia é um profissional que está sempre em contato com radiação. Portanto, precisa de muito cuidado e cautela no seu trabalho. É também por isso que esse trabalhador acaba recebendo alguns benefícios, pois é preciso ter cuidado com a sua saúde por se expor muito.

Ainda mais, ele tem uma enorme responsabilidade em proteger não apenas a si mesmo, mas também o paciente que está entrando em contato com essa radiação.

 

O que faz um técnico em radiologia?


A radiologia é uma especialidade da ciência que pode ser utilizada em diversas áreas, como no meio científico, metalúrgico, ambiental, mas, principalmente, na medicina. Pois, na medicina a radiologia é muito utilizada para o diagnóstico e tratamento de doenças.

Portanto, o técnico em radiologia surge como um profissional que será responsável por toda a preparação do paciente na sala de radiologia e realização dos exames de imagem. Entre as suas funções estão:

  • Preparar a sala de radiologia;
  • Cuidar e preparar das soluções químicas necessárias para os exames;
  • Preparar e posicionar o paciente para a realização do exame;
  • Operar o equipamento para realizar o exame.

Basicamente, tudo que ocorre na sala de procedimento é de responsabilidade do técnico em radiologia. Inclusive a segurança de todas as pessoas que frequentam a sala (em conjunto com o médico Responsável Técnico).  Quando falamos em segurança em Radiologia, se trata da segurança do paciente, do técnico e de todos que estão ali sendo expostos a radiação iônica que sai do aparelho.

Além disso, é responsável também pela segurança do resultado, tendo que manipular e analisar as imagens geradas, vendo se são satisfatórias e arquivá-las de maneira segura e confiável.

A responsabilidade do técnico em Radiologia é enorme. Pois, o exame de imagem na medicina é fundamental para o diagnóstico de diversas doenças. Por isso, é preciso muito estudo para que não aconteçam erros durante o exame e que isso não leve a um diagnóstico incorreto.

 

Qual a diferença do técnico em radiologia para o médico radiologista?

tecnico de radiologia e medico radiologista


Essa é uma dúvida que muitas pessoas possuem sobre essa área. Pois, existe o técnico em radiologia e o médico radiologista. Mas, qual é a diferença?

A princípio, uma das maiores diferenças é a formação desses dois profissionais. O médico radiologista passou por seis anos de curso de medicina, mais três anos de residência em Radiologia, totalizando 9 anos de estudo – portanto ele é um médico. O técnico passou apenas por dois anos de formação técnica. Portanto, isso já é uma grande diferença.

Além disso, por ser uma graduação de nível superior, ele envolve não apenas a parte técnica da radiologia, mas também a sua administração, tendo como uma das matérias a se aprender a gestão em saúde.

Outra grande diferença é a atuação desses profissionais no diagnóstico por imagem. O técnico em radiologia só pode participar do preparatório e da realização do exame de imagem. Ou seja, ele pode, sim, preparar o paciente, fazer o posicionamento e realizar a captação das imagens. Mas, apenas o médico radiologista pode interpretar as imagens geradas e produzir um laudo com o diagnóstico.

Por isso, muitas vezes o técnico faz o exame, mas não dá nenhum parecer ao paciente, pois é preciso esperar o médico fazer a análise dos resultados.

 

Quais exames o técnico em radiologia pode conduzir?


Esses são os principais exames que podem ser conduzidos por um técnico em radiologia:

  • Raio X;
  • Ressonância magnética;
  • Tomografia computadorizada;
  • Mamografia;
  • Densitometria óssea.

 

Como funciona o curso técnico em Radiologia?


A formação em radiologia é complexa por envolver diversas áreas. Isto é, ela envolve disciplinas de diferentes áreas, como química, biologia, e muitas outras.

Portanto, o curso técnico de radiologia busca distribuir as matérias que você precisa aprender para ter o conhecimento teórico necessário para a radiologia durante o curso. Mas, não basta o conhecimento teórico quando falamos de técnico em radiologia, pois é um trabalho muito prático e é preciso preparação. Em geral, o curso técnico terá ensino prático e laboratorial, para que o aluno aprenda na prática o que significa ser técnico em radiologia.

Entre as disciplinas que o técnico em radiologia irá ver durante o curso, estão as disciplinas relacionadas à anatomia humana. Pois, para fazer os exames que utilizam a radiologia, como raio x e tomografia computadorizada, é necessário entender a fisiologia humana para fazer o exame corretamente.

Portanto, é preciso aprender onde ficam e como são as partes do corpo, como coluna, abdômen, ossos, e muito mais. Além disso, dentro dos estudos teóricos, estão os estudos sobre as técnicas radiológicas e os equipamentos utilizados para fazer esses exames.

Então, o aluno irá aprender como utilizar, manusear e preparar todos os equipamentos que são utilizados nesses exames. Ainda, vai precisar aprender também a processar as imagens que resultam do exame, aprendendo também a manipulá-las da melhor maneira possível.

A pessoa que realiza esse curso técnico também pode aprender o básico de algumas das seguintes áreas mais específicas, como ressonância magnética, medicina nuclear, radiologia odontológica e radiologia veterinária.

Por último, no curso, o aluno também passará por aulas de segurança. Afinal, será um profissional que estará lidando, no dia a dia, com radiação iônica. Por isso, é preciso aprender sobre biossegurança em Radiologia e como manter a si mesmo e o paciente seguro durante os exames.

 

Pré-requisitos para conclusão

Durante o curso, as suas obrigações são fazer as matérias obrigatórias e passar nelas para conseguir concluir a sua formação técnica.

Há o estágio obrigatório, que é supervisionado, para você ter uma experiência mais prática e poder atuar na área. O estágio normalmente é de 480 horas totais, não passando das 20 horas por semana, sendo um tempo normal de estágio.

No mais, o aluno precisa concluir normalmente os 18 meses de curso, que tem uma carga horária em geral de 1.600 horas, para se formar como técnico em radiologia.

 

Após a conclusão

Se você terminou as disciplinas, tirou notas suficientes para conclusão e fez o estágio supervisionado, então você está pronto para atuar na área.

Assim que você se formar, você pode solicitar uma carteira profissional de técnico em radiologia no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia do seu estado. Com isso, você passa a poder atuar de maneira regularizada e profissional nas áreas de atuação do técnico em radiologia, como em diagnóstico, na realização de exames, radioterapia ou em outras áreas, como medicina nuclear.

De qualquer maneira, é um mercado que está sempre em alta, pois o mercado da saúde sempre terá demanda. Por isso, é uma profissão que tem geralmente boas colocações no mercado de trabalho. Possuindo oportunidades em hospitais, clínicas, consultórios e muito mais.

É possível também trabalhar em clínicas especializadas, como clínicas pediátricas, e até mesmo no IML, atuando na radiologia forense.

O profissional técnico em Radiologia também possui um mercado fora da área da saúde, em diversas indústrias que trabalham com radioatividade, ou simplesmente com máquinas de raio x, como no aeroporto, por exemplo.

 

Vantagens do curso técnico em radiologia 

epis clínicas de radiologia


Algumas pessoas têm dúvidas sobre as vantagens dessa profissão. Além disso, outras pessoas podem confundir técnico com tecnólogo. Portanto, os cursos tecnólogos são mais longos, considerados graduações, sendo essa a vantagem do curso técnico, que pode até mesmo ser iniciado no seu último ano do ensino médio.

Assim uma das principais vantagens do curso técnico é a rapidez com que ele te coloca no mercado de trabalho. Mas, o técnico em radiologia, especificamente, possui algumas vantagens em relação ao mercado de trabalho e aos seus benefícios.

Como foi mencionado anteriormente, é uma profissão arriscada, considerada perigosa e insalubre pela constante exposição à radiação iônica. Por isso, esse profissional acaba tendo direito a alguns benefícios, como por exemplo a aposentadoria especial. Precisando então de menos tempo para que tenha a aposentadoria, assim como qualquer profissão que é considerada perigosa e insalubre.

Ainda mais, quando você trabalha como radiologista, você pode trabalhar, no máximo, 24 horas na semana. Isso porque você não pode ficar tanto tempo exposto à radiação. Na verdade, você pode até trabalhar mais, mas as atividades básicas que envolvem radiação devem totalizar não mais que 24 horas na semana.

Também por esse motivo, o radiologista possui o direito de tirar férias a cada semestre, podendo ter até 20 dias seguidos de férias, duas vezes ao ano.

 

Onde fazer o curso técnico em radiologia?


Muitos lugares oferecem o curso para técnico em radiologia ao redor do Brasil. Mesmo com a variação de investimento, todos os cursos duram 2 anos. Mas, alguns locais oferecem curso presencial, enquanto outros oferecem a opção de um curso misto, com aulas práticas presenciais, e o resto online. A seguir, veja uma lista de locais com os melhores cursos técnicos em Radiologia.

 

Senac

senac

O Senac, Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, é uma instituição de educação profissional voltada para o mercado de trabalho. Foi criado em 1946 como uma entidade privada com fins públicos que recebe contribuição compulsória das empresas do comércio e de atividades assemelhadas. A nível nacional é administrado pela Confederação Nacional do Comércio.

A sua ideia é ser um curso acessível a todos. Por isso, o seu investimento tende a ser mais barato do que outros, com pagamentos mensais durante o curso, em cartão de crédito ou boleto bancário.

Saiba mais, clique aqui.

 

Instituto Albert Einstein

instituto albert einstein

Ao longo de seus mais de 60 anos de história, o Instituto Albert Einstein se consolidou como uma instituição de excelência, reconhecida pela qualidade da assistência, práticas de gestão, capacidade de inovar e liderar positivas transformações no universo da saúde. É um dos mais prestigiados institutos de ensino e pesquisa no Brasil e oferece também um curso técnico para radiologista.

Por ser um curso muito prestigiado, é também um dos mais caros da nossa lista, pagos mensalmente durante o curso em cartão de crédito ou boleto bancário.

Assim como outros cursos aqui dessa lista, você pode tentar conseguir uma bolsa para tornar o curso mais viável para você.

Saiba mais, clique aqui.

 

Famesp

famesp

A Famesp (Faculdade Método de São Paulo) está há 30 anos na área educacional. Seu catálogo engloba cursos de formação nos níveis: Técnico; Especialização Técnica; Graduação; Pós-graduação e também, cursos de aprimoramento e extensão no nível de curta duração.

Essa é a única instituição da lista que oferece, além do curso presencial, o curso também no modelo de aula mista. Então, as suas aulas são presenciais na maioria das vezes, mas existe um dia da semana a aula é EAD, o que facilita quem precisa trabalhar. Além disso, possui também acordo com algumas instituições de ensino que oferecem bolsas, sendo uma boa opção para quem não tem muito dinheiro para investir.

Saiba mais, clique aqui.

 

EEP-HCFMUSP

hcfmusp

O sistema FMUSP-HC é formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, criada em 1912, e pelo Hospital das Clínicas, inaugurado em 1944. A Escola de Educação Permanente é o instituto que faz a Gestão do Conhecimento do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Essa é uma escola especializada na área da saúde e que oferece diversos cursos técnicos para quem tem interesse nessa área. O pagamento pode ser mensal durante o curso, em cartão de crédito ou boleto bancário, contando com uma taxa de matrícula e possibilidade de bolsa também.

Saiba mais, clique aqui.

 


 

Teste de COVID-19: como funciona e quais são os tipos?

Independente da justificativa, se para identificar, isolar e tratar, ou mesmo para estudos, o teste de COVID-19 é uma importante ferramenta de combate à pandemia.

Entretanto, todo teste de COVID-19 disponibilizado à população têm particularidades e momentos diferentes de serem realizados.

Neste artigo, listamos os principais exames laboratoriais disponíveis para COVID-19, discutindo suas indicações, para que servem e quando devem ser realizados.

 

Quais são os tipos de teste de Covid-19?

Para saber se está com a COVID-19:

  • RT-PCR em naso/orofaringe
  • RT-PCR em saliva
  • Pesquisa de Antígeno

Para saber se já teve contato com o vírus da COVID-19 e/ou se está imunizado:

  • Sorologia IgM e IgG
  • Anticorpos Totais
  • Sorologia IgG
  • Anticorpos Neutralizantes

 

Quais são os testes moleculares de COVID-19?

testes moleculares covid-19

Um teste de diagnóstico molecular utiliza técnicas de biologia molecular, como a PCR (sigla para Polymerase Chain Reaction, em português, reação em cadeia da polimerase).

Esse tipo de teste tem o objetivo investigar a presença do RNA do vírus.

Ou seja, investigar a presença do material genético do vírus no organismo do paciente.

Nenhum teste molecular é recomendado para controle de cura ou verificação do término do período de transmissibilidade.

Mesmo em resultados negativos, o paciente deve manter as precauções quanto à transmissão.

Abaixo, listamos cada teste molecular de COVID-19 e suas particularidades.

 

RT-PCR em naso/orofaringe

O teste de RT-PCR em naso/orofaringe tem sensibilidade elevada e é indicado do 1º ao 10º dia após início dos sintomas sugestivos de COVID-19.

Também pode ser indicado quando a pessoa teve contato recente com pessoas diagnosticadas por teste molecular ou de antígeno.

Além disso, pode ser utilizado para rastreio de assintomáticos, incluindo no pré-operatório de cirurgias e para viagens internacionais.

Seus possíveis resultados são detectado ou não detectado.

A vantagem desse teste de COVID-19 é sua metodologia padrão-ouro.

Isto é, trata-se do melhor método diagnóstico para detectar o material genético do vírus, com alta sensibilidade e especificidade.

O material coletado no teste é o swab (cotonete longo e estéril) de nasofaringe (região posterior à cavidade nasal) e swab de orofaringe (garganta).

A descrição para solicitação é RT-PCR para SARS-CoV-2 ou COVID-19 em nasofaringe/orofaringe.

 

RT-PCR em saliva

O teste de COVID-19 RT-PCR em saliva tem sensibilidade moderada e é indicado do 1º ao 7º dia de início dos sintomas sugestivos de COVID-19.

Teambém é indicado quando a pessoa teve contato recente com pessoas diagnosticadas por teste molecular ou de antígeno.

Além disso, pode ser utilizado para rastreio de assintomáticos (com realização recorrente a cada 72h), para permitir decisão rápida de isolamento e controle de surtos.

E por pessoas com restrições para coleta com swab de nasofaringe.

Seus possíveis resultados são detectado ou não detectado.

Tem como vantagens a coleta não invasiva e recorrência de testes.

O material coletado é a saliva.

A descrição para solicitação é RT-PCR para SARS-CoV-2 ou COVID-19 em saliva.

 

Pesquisa de Antígeno

O teste de COVID-19 conhecido como “Pesquisa de Antígeno” tem sensibilidade moderada e é indicado do 1º ao 7º dia de início dos sintomas sugestivos de COVID-19.

Também é indicado quando a pessoa teve contato recente com pessoas diagnosticadas por teste molecular ou de antígeno.

Além disso, pode ser utilizado para rastreio de assintomáticos (com realização recorrente a cada 72h),  para permitir decisão rápida de isolamento e controle de surtos.

Seus possíveis resultados são detectado ou não detectado.

Tem como vantagens a rapidez do resultado, os custos mais baixos e a recorrência dos testes.

O material coletado é o swab (cotonete longo e estéril) de nasofaringe (região posterior à cavidade nasal).

A descrição para solicitação é Antígeno de SARS-CoV-2 ou COVID-19.

 

Quais são os testes imunológicos de COVID-19?

testes diagnósticos covid-19

Os testes imunológicos servem para identificar se o organismo desenvolveu resposta imunológica em função da exposição à doença, realizados a partir de amostra de sangue venoso.

Dessa maneira, esses testes detectam a presença de anticorpos contra o vírus causador da COVID-19 no organismo do paciente.

São indicados para quem já apresentou manifestações há mais de 14 dias ou acredita que já teve contato com o vírus há mais de 14 dias.

Nenhum teste imunológico deve ser tratado como um exame diagnóstico de infecção atual (para saber se está com a doença), nem para rastreamento em pré-operatório de cirurgias, nem para critério de cura ou liberação de isolamento.

Abaixo, listamos cada teste imunológico de COVID-19 e suas particularidades.

 

Sorologia IgM e IgG

O teste de COVID-19 conhecido como “Sorologia IgM e IgG” tem sensibilidade moderada e é indicado somente a partir do 14ª dia de início dos sintomas.

Também é indicado se o paciente suspeita que já teve contato com o vírus há mais de 14 dias.

Seus possíveis resultados são IgM reagente, indeterminado ou não reagente.

E também IgG reagente, indeterminado ou não reagente.

A variação de resultados isolados de IgM e IgG é sua principal vantagem.

O material coletado para o teste é o sangue.

A descrição para solicitação é Sorologia IgM e IgG para COVID-19.

 

Anticorpos Totais

O teste de COVID-19 conhecido como “Anticorpos Totais” tem sensibilidade elevada e é indicado somente a partir do 14ª dia de início dos sintomas.

Também é indicado se o paciente suspeita que já teve contato com o vírus há mais de 14 dias.

Os possíveis resultados são reagente ou não reagente.

Tem como vantagens sua alta sensibilidade e especificidade.

O material coletado para o teste é o sangue.

A descrição para solicitação é Anticorpos Totais para COVID-19.

 

Sorologia IgG

O teste de COVID-19 conhecido como “Sorologia IgG” tem sensibilidade moderada e é indicado somente a partir do 14ª dia de início dos sintomas.

Também é indicado o paciente suspeita que já teve contato com o vírus há mais de 14 dias.

Seus possíveis resultados são reagente, indeterminado ou não reagente.

Sua vantagem é que ele apresenta os resultados de IgG.

O material coletado é o sangue.

A descrição para solicitação é IgG para COVID-19.

 

Anticorpos Neutralizantes

O teste de COVID-19 conhecido como “Anticorpos Neutralizantes” tem sensibilidade elevada e é indicado somente a partir do 14ª dia de início dos sintomas.

Também é indicado se o paciente suspeita que já teve contato com o vírus há mais de 14 dias.

Seus possíveis resultados são reagente ou não reagente.

É um teste específico para detectar anticorpos neutralizantes que são capazes de impedir a ligação do vírus ao receptor da célula humana.

Muito útil na avaliação da resposta à vacina.

O material coletado para o teste é o sangue.

A descrição para solicitação é Anticorpos Neutralizantes anti-SARS-CoV-2.

 

Tecnologia 5G na Saúde: 5 cenários previstos na Medicina

Na maioria dos casos, quando uma pessoa ficava doente e precisava de tratamento médico, essa pessoa tinha apenas uma escolha: ir presencialmente ao médico ou ao hospital. Em áreas rurais ou distantes das grandes metrópoles, isso era uma tarefa ainda mais difícil e demorada.

Com a chegada da telemedicina (1) e dos sistemas informatizados para telessaúde, podemos receber cuidados especiais no conforto de nossas casas. Os médicos podem fazer recomendações após uma simples chamada de vídeo e até mesmo realizar a prescrição médica eletrônica.

Tudo isso já não é mais um grande espanto, visto que, com a pandemia e consequente liberação da prática da teleconsulta no Brasil, a telemedicina se popularizou e até órgãos governamentais, como o INSS, já utilizam a tecnologia para prestação de serviços de saúde. Aliás, no pico da pandemia, entre março e abril de 2020, o termo telemedicina teve um aumento muito significativo de pesquisas, como pode ser visto no Google Trends.

Entretanto, os holofotes, nesse momento, voltam-se à sobrecarga no uso das redes de comunicação das empresas do setor de saúde. Isso porque, o uso demasiado pode congestionar e atrasar todos os processos, atendimentos e tratamentos.

Nesse caso, sabemos que o atraso não é apenas frustrante para o paciente, mas que também pode prejudicar seus resultados a longo prazo. E como a Internet das Coisas (IoT) (2) continua a crescer, espera-se que a quantidade de dados transmitidos só aumente.

Assim, a tecnologia 5G (3) na saúde tem o potencial de acelerar ainda mais o processo de expansão da telemedicina. Pensando nisso, reunimos cinco cenários que poderão ser impactados positivamente por ela, permitindo que organizações de saúde possam se preparar para atender todas as novas demandas da transformação digital.

 

1. Transmissão rápida de exames de imagem grandes


Telerradiologia o que é

As imagens dos aparelhos de RM e de outros tipos de exames possuem, normalmente, um tamanho de arquivo muito grande e, por vezes, devem ser enviados a um médico especialista para análise. Se a conexão tiver pouca largura de banda (pouca velocidade), a transmissão será afetada, podendo levar muito tempo ou ser interrompida.

Com a tecnologia 5G sendo implementada na saúde, grandes arquivos de imagens médicas poderão ser transmitidos de forma mais rápida e confiável, levando agilidade para a telerradiologia e consequente maior qualidade no atendimento ao paciente.

No Centro de Tratamento de Câncer em Austin, no Texas, um PET/CT gera arquivos de imagens grandes (de 1GB) por paciente (similar a realidade de diversos centros de imagem no Brasil). Segundo Jason Lindgren, CIO do centro de tratamento, esses arquivos tinham que ser enviados somente depois do horário de expediente.

Agora, assim que o paciente deixa o scanner, o estudo já está a caminho. É benéfico para os médicos porque eles podem obter os resultados que precisam em menos tempo“, conclui Lindgren, reportando-se à integração da tecnologia 5G no centro de tratamento.

 

2. Expansão da Telemedicina em áreas distantes


Atendimento Telemedicina Coronavírus 

De acordo com a pesquisa da Market Research Future, o mercado da telemedicina deverá crescer em 16,8% de 2017 a 2023. A pesquisa ainda aponta que o crescimento é esperado devido ao aumento da demanda por saúde em áreas rurais e em iniciativas governamentais.

Para que a prestação de serviço através da telemedicina seja realizada com qualidade, é necessária uma conexão que suporte um grande tráfego de dados, como uma chamada de vídeo de alta qualidade, por exemplo. No entanto, somente redes com fio podem garantir essa conexão. Já com a tecnologia 5G, a organização de saúde pode permitir que muitos serviços da telemedicina sejam realizados através das redes móveis. Portanto, isso pode facilitar a expansão da telemedicina em áreas muito distantes das grandes metrópoles.

Além disso, com a tecnologia 5G sendo utilizada pelas organizações de saúde, os pacientes podem ser tratados de antemão e podem ter acesso a especialistas que de outra forma não estariam disponíveis.

Em outro cenário, a tecnologia 5G também pode permitir que médicos e outros membros da equipe colaborem de maneira mais eficiente em locais remotos.

 

3. Evolução da AR e VR 


medico usando ar com paciente

Enquanto a realidade aumentada (AR) (4) e a realidade virtual (VR) (5) já estão sendo usadas na saúde de forma limitada, com a tecnologia 5G poderemos ver uma evolução de tratamentos inovadores e menos invasivos.

Isso porque, entre as muitas aplicações da tecnologia 5G na saúde, uma das mais excitantes envolve sua aplicação na simulação de cenários médicos complexos que possibilitam tratamentos alternativos para doentes críticos.

Operando na vanguarda desta área, a AT&T, companhia americana de telecomunicações, está colaborando com a VITAS® Healthcare para estudar os efeitos de eventuais AR e VR com a tecnologia 5G no envolvimento do paciente.

O estudo, segundo a empresa, tem como objetivo reduzir a dor e a ansiedade de pacientes terminais no hospital. Isto é, fornecendo conteúdos que podem acalmar e distrair o paciente através da AR e RV com a tecnologia 5G.

 

4. Maior confiabilidade do monitoramento remoto em tempo real


Pronto atendimento Telemedicina saúde mental coronavírus

Ao usar dispositivos com IoT, os serviços de saúde podem monitorar pacientes e reunir dados que podem ser usados para melhorar o atendimento personalizado e preventivo.

De acordo com a Anthem, a maior companhia de seguros de saúde dos EUA, 86% dos médicos dizem que os artigos de monitoramento remoto aumentam o envolvimento do paciente com sua própria saúde. Além disso, há uma previsão da empresa de que esses mesmos artigos possam diminuir os custos hospitalares em 16% nos próximos cinco anos.

Apesar dos grandes benefícios, o uso da tecnologia de monitoramento remoto ainda é limitado pela capacidade da rede de lidar com os dados. Isto é, velocidades lentas e conexões instáveis podem impedir que os médicos obtenham dados importantes para tomadas de decisões em tempo real.

Através da tecnologia 5G, as organizações de saúde podem oferecer monitoramento remoto para mais pacientes. Isso porque, elas podem confiar que receberão os dados que precisam em tempo real e podem fornecer os cuidados que seus pacientes esperam prontamente.

 

5. Mais espaço para a inteligência artificial


inteligencia artificial na radiologia

A inteligência artificial tem ganhado cada vez mais espaço na saúde para determinar diagnósticos e decidir sobre o melhor tratamento para um paciente.

Além disso, a IA pode ajudar a prever quais pacientes têm maior probabilidade de ter complicações pós-operatórias, permitindo que as organizações de saúde forneçam intervenções precoces quando necessário.

Entretanto, uma grande quantidade de dados necessários para o aprendizado rápido em tempo real da IA requer conexões rápidas e estáveis. Com a tecnologia 5G, as organizações de saúde podem usar as ferramentas de IA necessárias para fornecer o melhor atendimento possível – de onde quer que estejam no hospital ou clínica.

 

Conclusão


Com a integração de todas as tecnologias através da tecnologia 5G, as organizações de saúde podem melhorar a qualidade do atendimento e a experiência do paciente, além de reduzir o custo do atendimento e muito mais. Premissas essas que já são abordadas e conciliadas em muitos serviços da telemedicina, como a telerradiologia (6), por exemplo.

Por fim, a tecnologia 5G pode permitir que organizações de saúde ofereçam maior capacidade no fornecimento de cuidados mais personalizados e preventivos.

 

 

Leia também

 

Glossário

  1. Telemedicina – A telemedicina é a prestação de serviços de saúde a distância através do uso de tecnologias de telecomunicação e imagem. Leia mais em “Telemedicina: o que é e suas especialidades”. Fonte: STAR Telerradiologia.
  2. IoT – Internet das Coisas, do inglês Internet of Things (IoT), é um conceito que se refere à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet. Ou seja, a internet das coisas é uma rede de objetos físicos capaz de reunir e de transmitir dados, possibilitando que objetos do dia-a-dia possam comunicar-se entre si através da internet. Fonte: Wikipedia.
  3. 5G – padrão de tecnologia de quinta geração para redes móveis e de banda larga, sucessor do 4G, que começou a ser implantado no fim de 2018. A tecnologia 5G tem maior largura de banda, proporcionando maiores velocidades de download, podendo chegar a até 10 gigabits por segundo (Gbit/s). Fonte: Wikipedia.
  4. AR – do inglês augmented reality, a realidade aumentada é a integração de elementos ou informações virtuais a visualizações do mundo real através de uma câmera e com o uso de sensores de movimento como giroscópio e acelerômetro. Fonte: Wikipedia.
  5. VR – do inglês virtual reality, a realidade virtual é uma tecnologia de interface entre um usuário e um sistema operacional através de recursos gráficos 3D ou imagens 360º cujo objetivo é criar a sensação de presença em um ambiente virtual diferente do real. Fonte: Wikipedia.
  6. Telerradiologia – Telerradiologia é o nome dado para a prática da radiologia a distância e é uma especialidade da telemedicina. Ela possibilita que médicos radiologistas possam interpretar e elaborar laudos de exames médicos através da internet. Leia mais em “Telerradiologia: o que é, como funciona, regulamentação e tipos de exame.” Fonte: STAR Telerradiologia.

 

Referência

“5 ways 5G will transform healthcare”. AT&T Business Editorial Team. Acessado em 04 de dezembro de 2020. Disponível em https://www.business.att.com/learn/updates/how-5g-will-transform-the-healthcare-industry.html

 


 

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LGPD para Clínicas e Hospitais: como se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

Sendo a Medicina uma área tão importante à sociedade, é comum para os médicos se depararem com novas normas, leis e regulamentações. Entretanto, em clínicas e hospitais, muito ainda se discute sobre a nova Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD. Isto é, muitos profissionais da Medicina ainda julgam a necessidade de adaptação a essa nova lei. Em síntese, toda empresa terá que se adaptar a ela e aquela que não a cumprir, terá que arcar com multas milionárias.

A Lei nº 13.709, de 14 de Agosto de 2018, se enquadra a qualquer pessoa física ou jurídica que colete dados pessoais tanto por meio digital ou presencial. Dados pessoais são considerados, pela lei, qualquer informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Dados pessoais sensíveis são dados sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.

Uma clínica ou hospital, tal como seus profissionais, coletam muitos  desses dados de um paciente. O prontuário médico, por exemplo, vai muito além da patologia e tratamento, contendo inúmeros dados e informações sensíveis de uma única pessoa.

A LGPD visa principalmente o respeito à privacidade e à inviolabilidade da intimidade, da honra e da imagem de uma pessoa. Portanto, já é entendível a tamanha importância do gestor, do médico e de toda equipe da clínica ou hospital quanto à atenção à LGPD e ao tratamento dessas informações.

Com o intuito de desmistificar este assunto, nesta página da STAR Telerradiologia, você verá as principais questões acerca da LGPD em relação à área médica, sendo:

avaliação gratuita

O assunto é de grande relevância para qualquer organização. Sendo assim, compartilhe com colegas profissionais e com sua equipe. Participe e comente em nossas redes sociais.

 

1. Clínicas e hospitais devem se adequar a LGPD?


lgpd clinicas e hospitais tem que se adequar

Com base no que diz a LGPD, toda clínica médica e hospital que coleta dados de pacientes deve criar uma política pública de coleta de dados. Ainda mais, isso deve demonstrar a razão pela qual a organização médica coleta esses dados, onde eles são armazenados e por quanto tempo eles ficam armazenados.

Além disso, a clínica ou hospital deve nomear um Encarregado de Proteção de Dados, uma nova função que surge com a LGPD, conhecida também como DPO (do inglês, Data Protection Officer), e deve tomar diversas outras ações, as quais abordaremos ainda neste artigo.

Muitos gestores acreditam que basta apenas possuir um serviço de prontuário eletrônico adequado com a LGPD. Certamente, como vimos, isso é um grande erro. Isso porque se a organização de saúde não adotar a política completa de “compliance”, será advertida e penalizada com multas que vão de 2% do faturamento anual até o limite de cinquenta milhões de reais. Também falaremos disso a seguir.

Por fim, à questão do tópico, cabe ressaltar que a instituição médica que não se adequar à nova LGPD pode ser impossibilitada de promover suas atividades. Pois, terá, além das multas, suspensão do direito de tratamento de qualquer dado pessoal durante 6 meses – e assim prorrogável por igual período até a regularização.

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2. LGPD simplificada para clínicas e hospitais


medica preocupada com a lgpd

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais visa proteger o tratamento dos dados pessoais em qualquer tipo de relação e organização. Isto é, tanto os dados de pacientes, quanto de colaboradores, como também de parceiros.

Como vimos acima, os dados pessoais são aqueles que identificam uma pessoa ou a torna identificada. Sendo assim, dados de endereço IP, número de ID, login e demais objetos da tecnologia, também podem ser pertinentes à LGPD.

Evidentemente, o objetivo da LGPD não é complicar ou impedir que uma clínica ou hospital, por exemplo, use dados pessoais de um paciente. Mesmo em diversas outras áreas, a coleta de dados é essencial para um melhor atendimento ou tomada de decisão.

Outra vez, a LGPD visa o tratamento dos dados. Ou seja, confere que os dados coletados ou enviados por um paciente, neste caso, sejam mantidos e tratados com segurança. Isto é, além do consentimento do paciente, a política definida pelo serviço de saúde para coleta de dados deve cobrir o armazenamento, o compartilhamento, o arquivamento e a transmissão de suas informações.

Para sermos mais específicos, em uma relação com a STAR Telerradiologia, por exemplo, em que recebemos o exame de um paciente de um Centro de Imagem para realizar o laudo. Tanto a organização quanto a STAR, devem assegurar a proteção dos dados desse paciente. Em vista disso, faz-se saber que tão importante quanto nossos dados corporativos, são os dados pessoais dos pacientes das clínicas e hospitais que atendemos. E assim deve ser, com base nas regras da nova LGPD.

Em outras palavras, a LGPD tem como intuito reforçar a segurança de toda e qualquer informação, não apenas da empresa. Além disso, transparecer o tratamento destes dados: motivo da coleta, por quem serão utilizados, etc.

Por isso, é um grande equívoco acreditar que a LGPD se restrinja apenas à coleta de dados on-line. Ou seja, independe de ser uma empresa digital ou presencial, de ser uma grande ou pequena empresa, de serem dados de um paciente ou parceiro. Em outras palavras, todo ser humano merece a proteção de seus dados pessoais.

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3. Somente o sistema de prontuário eletrônico adequado à LGDP não é o suficiente.


prontuario eletronico adequado a lgpd

Com a vigência da LGPD, empresas de sistemas de prontuário eletrônico se adequaram às novas regras. Por isso, essas empresas passam a reforçar a recente adaptação e atualização tanto para os clientes atuais quanto para os novos. Se uma clínica ou hospital possui algum sistema parecido, possivelmente tenha recebido novos comunicados da empresa contratada sobre a LGPD.

Isso pode fazer com que a administração da clínica ou hospital sinta-se segura e acredite que já está cumprindo as novas exigências. Porém, ter um sistema de prontuário eletrônico adequado a LGPD é apenas um dos diversos passos exigidos pela implementação da nova lei.

Isto é, dentre estes passos está também o compliance. Compliance – conformidade em português, visa disciplinar a conduta e adequação da empresa para cumprimento de todas as políticas, normas regulamentares, diretrizes, regras.

Portanto, o compliance, nesse caso, será um guardião da LGPD. Isso porque ele deverá relacionar normas e procedimentos adequados à lei, desde a chegada de um dado pessoal à clínica ou hospital até o seu pós-processamento e armazenamento.

É interessante destacar que aquela foto ou informação chegada através de e-mail ou mensageiro instantâneo, até mesmo para o médico, deverá ter um procedimento exclusivo. Pois, essa é uma informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável. Portanto, se ocorrer um vazamento deste dado, pode acontecer a violação da intimidade, da honra e da imagem do paciente.

Assim, é notório que apenas um sistema de prontuário eletrônico adequado a LGPD não é o suficiente para que a clínica médica ou hospital estejam de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.

Por fim, quem deverá orientar e monitorar a equipe quanto a esses procedimentos e quanto a reclamação deles, como também sua devida importância, será o DPO da organização.

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4. Quem pode ser o DPO da clínica médica ou hospital?


dpo de clinica e hospital

Como vimos, a clínica ou hospital deverá nomear um Encarregado de Proteção de Dados, uma nova função que surge com a LGPD, conhecida também como DPO (do inglês, Data Protection Officer).

Em síntese, o DPO de uma clínica ou hospital é aquela pessoa responsável por assegurar o compliance, ou seja, a execução da politica interna de tratamento de dados. Isso significa: verificar que os procedimentos dentro da organização estejam sendo executados e seguidos de acordo com a LGPD, tanto por médicos, enfermeiros, auxiliares, secretários e demais profissionais contratados – vale também para terceirizados.

Isso não quer dizer que o DPO deverá ser um técnico que proteja os dados contra ataques hackers. A proteção de dados pessoais vai além do âmbito digital e se estende até o presencial. Por exemplo, se a recepção não tem um procedimento específico quanto aos dados recolhidos numa simples folha de papel, o vazamento destes dados também podem ocorrer se outras pessoas tiverem acesso.

A LGPD exige a nomeação de um Encarregado de Proteção de Dados dentro da organização. Entretanto, não especifica particularidades dessa posição. Fato é que, toda a equipe deve estar engajada neste assunto, principalmente a gestão.

Naturalmente, a recomendação é que a posição de DPO dentro de uma clínica ou hospital seja preenchida por um profissional que reúna habilidades de comunicação e conhecimentos multidisciplinares da organização e também da LGPD. Isso porque o DPO deverá aceitar reclamações e se comunicar com o paciente a respeito dos seus dados pessoais, quando preciso, e também com a autoridade nacional (ANPD – Agência Nacional de Proteção de Dados). Além disso, deverá avaliar e orientar a equipe quanto aos procedimentos de acordo com o compliance.

Acima de tudo, o profissional deve compreender corretamente a LGPD. Ainda mais sob o ponto de vista do Poder Judiciário e para o desenvolvimento das políticas públicas e responsabilidades da organização.

 

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5. Relação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)


LGPD e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido

O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) já faz parte do glossário comum e conhecido em clínicas e hospitais, visto que a relação médico-paciente é cheia de momentos de tomadas de decisão.

O TCLE é um instrumento que visa esclarecer aos pacientes (ou responsáveis) detalhes sobre procedimentos diagnósticos e terapêuticos a serem realizados, mencionando de forma transparente a complexidade, tal como possíveis riscos e benefícios, da assistência prestada. Portanto, ao assinar o TCLE, o paciente declara automaticamente que está de acordo com esses procedimentos.

Sendo assim, o TCLE deve ser elaborado com ainda mais atenção, sem descartar, em hipótese alguma, os direitos previstos na LGPD. Então, esclarecendo em que circunstâncias os dados de pacientes serão mantidos, assegurados e manuseados.

Vale ressaltar que, no caso da telerradiologia, por exemplo, dada sua regulamentação pela Resolução do Conselho Federal de Medicina Nº 2.107/2014, a autorização de pacientes no que diz respeito ao envio de seu exame de imagem para análise por meio de telerradiologia é necessária desde antes da normatização da LGPD.  Ou seja, antes da contratação do serviço, é solicitado que o paciente autorize a transmissão de seu exame através da internet, tendo esclarecido que, com isso, acompanham também seus dados clínicos. Isso porque, todos esses dados são imprescindíveis para a realização do laudo a distância por um médico radiologista.

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6. Atenção à Transferência Internacional de Dados: a clínica pode utilizar softwares ou sistemas internacionais?


medico usando computador

Presente na LGPD, a transferência internacional de dados também é um fator de extrema importância, sendo necessário a análise dos países que processam  os dados. Isto é, alguns softwares, aplicativos ou sistemas podem utilizar servidores fora do Brasil. Portanto, é necessário o supervisor do serviço de saúde aprofundar-se em quais sistemas os dados de pacientes estão sendo tratados, tal como quais são as regras de cada país.

A LGPD, segundo os artigos 33, 34 e 35, permite a transferência de dados para países que proporcionem proteção adequada a estes dados, como exemplo a GDPR (lei de proteção de dados da União Européia). Caso contrário, a transferência internacional deve prestar garantias adequadas pela clínica ou hospital. Ressaltamos, então, a devida atenção para todo ou qualquer manuseio de dados, mesmo que através de sistemas de grandes corporações, tal como Google ou Microsoft, ou mesmo uma simples transferência de arquivo ou informação através do WhatsApp.

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7. Como os dados devem ser coletados e manuseados?


cliente em acordo com o medico

Uma clínica ou hospital só pode coletar e armazenar os dados pessoais de um paciente com sua devida autorização, tendo assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e disposto as devidas informações conforme orienta a LGPD.

Sendo assim, é necessário que a empresa defina para quê e porquê os dados serão coletados e armazenados, tal como compartilhados com outras organizações. Se houver, aliás, uma mudança no percurso desses dados, como por exemplo a contratação de um serviço terceirizado, uma nova autorização deve ser solicitada.

Algumas dicas importantes e que não podem ser deixadas de lado na elaboração dos termos é que a clínica ou hospital:

  • Especifique o propósito de coletar esses dados;
  • Informe se as informações serão compartilhadas com terceiros (por exemplo: serviços de telemedicina ou telerradiologia, parceiros de negócios, etc), assim como o motivo do compartilhamento;
  • Esclareça e ofereça informações de um contato específico (DPO) para os pacientes em caso de dúvidas.

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8. Penalidades para clínicas e hospitais que não se adequarem à LGPD


multa da lgpd

As penalidades para clínicas e hospitais que não se adequarem à LGPD podem variar de acordo com a gravidade da violação. As multas podem chegar a 2% do faturamento, com teto de cinquenta milhões de reais, e a organização ter suas atividades suspensas parcial ou totalmente.

Segundo o artigo 52 da LGPD, em razão das infrações cometidas às normas previstas, ficam sujeitos às seguintes sanções administrativas aplicáveis pela autoridade nacional:

  • advertência, com indicação de prazo para adoção de medidas corretivas;
  • multa simples, de até 2% (dois por cento) do faturamento da pessoa jurídica de direito privado, grupo ou conglomerado no Brasil no seu último exercício, excluídos os tributos, limitada, no total, a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração;
  • multa diária, observado o teto no item anterior;
  • publicização da infração após devidamente apurada e confirmada a sua ocorrência;
  • bloqueio dos dados pessoais a que se refere a infração até a sua regularização;
  • eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
  • suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período, até a regularização da atividade de tratamento pelo controlador;
  • suspensão do exercício da atividade de tratamento dos dados pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, prorrogável por igual período;
  • proibição parcial ou total do exercício de atividades relacionadas a tratamento de dados.

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Veja também


Eventos Congressos Radiologia 2021 3

 

Conclusão


É evidente o entendimento da nova Lei Geral de Proteção de Dados em clínicas ou hospitais, visto as responsabilidades legais que podem recair sobre a organização e sua gestão pelo tratamento de dados sensíveis.

A importância da conscientização da equipe quanto a implantação da LGPD se faz tão necessária quanto o conhecimento do sigilo médico – tema já tratado no Código de Ética Médica.

Para a União Européia, essa cultura não é novidade – visto que desde 1995, esse assunto já é tema bastante comentado e, em 2018, foi implementada a GDPR (General Data Protection Regulation). Portanto, podem ser uma ótima fonte de aprendizado.

Em um ponto de vista geral, no Brasil, frente a essa “nova” sociedade da informação, a cultura da privacidade pode, positivamente, mudar. Isso porque, aquele velho hábito corriqueiro de “aceitar os termos e continuar” deverá ser escasso e consequentemente haverá maior valorização dos dados pessoais.

Certamente, um smartphone ou e-mail invadidos, hoje, podem dar mais prejuízos do que a televisão da sala roubada. Já pensou em ter alguém acessando todas suas conversas, arquivos ou conta bancária?

Em respeito a nova LGPD, finalizamos com a máxima: quando a regra do jogo é clara, é mais fácil jogar.

 

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Leia também

 

Referências

  • LEI Nº 13.709, DE 14 DE AGOSTO DE 2018. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13709.htm
  • Antunes, J. L. F. (1999). Medicina, leis e moral: pensamento médico e comportamento no Brasil (1870-1930). Unesp.
  • Pinheiro, P. P. (2020). Proteção de Dados Pessoais: Comentários à Lei n. 13.709/2018-LGPD. Saraiva Educação SA.
  • Rapôso, C. F. L., de Lima, H. M., de Oliveira Junior, W. F., Silva, P. A. F., & de Souza Barros, E. E. (2019). LGPD-Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais em Tecnologia da Informação: Revisão Sistemática. RACE-Revista de Administração do Cesmac, 4, 58-67.
  • Pereira, F. M., & Torchia, B. (2020). COMO O COMPLIANCE PODE SER UM DIFERENCIAL NA GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES. Revista Científica Faculdade Unimed, 1(3), 11-14.

Densitometria Óssea: o que é, como interpretar e como funciona o exame?

A densitometria óssea é um exame simples, rápido e não invasivo, semelhante ao raio X, que avalia a “estrutura” óssea.

Usa uma pequena quantidade de radiação ionizante para produzir imagens do corpo e medir a densidade mineral óssea com rapidez e precisão. Normalmente, é recomendado para diagnosticar osteopenia e osteoporose, e por conseguinte presumir pacientes com maiores riscos de fraturas.

A osteoporose é uma doença sistêmica e comum que atinge milhares de pessoas, principalmente idosos. A doença não apenas aumenta a chance de fraturas devido a fragilidade óssea, mas também pode vir associada a outras condições, como por exemplo a doenças hematológicas, doenças endócrinas, do tecido conjuntivo, dentre outras.

Por sua vez, a densitometria óssea é um exame que pode diagnosticar a osteoporose antes que uma fratura ocorra. Além disso, ela tornou-se uma importante ferramenta para os médicos no combate a outras doenças causadas pela diminuição da densidade óssea.

Esses fatos tornam importante o conhecimento sobre essa técnica.

 

1. Quando a Densitometria Óssea é recomendada?


mulher com dor na coluna

Qualquer condição que envolva a perda gradual e / ou mudança estrutural da densidade mineral óssea pode tornar os ossos mais frágeis, portanto, com maior probabilidade de fraturas. Nesse contexto, a densitometria óssea é eficaz como uma ferramenta diagnóstica e na avaliação de resposta ao tratamento, podendo ser usada em ambas as situações.

Idade, peso corporal, histórico de fraturas anteriores, histórico familiar de fraturas osteoporóticas e condições relativas ao estilo de vida – tais como tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas – são todas condições que podem levar a alteração da densidade mineral óssea.

O exame de densitometria óssea, portanto, pode ser recomendado se o paciente:

  • é uma mulher pós-menopausa que não faz uso de suplementos para estrogênio;
  • é uma mulher que tenha baixa estatura e menos de 56 quilos;
  • tem histórico pessoal ou familiar de osteoporose ou fratura de quadril;
  • é um homem com condições clínicas associadas à perda óssea, tais como artrite reumatóide, doença renal crônica ou hepática;
  • usa medicamentos à base de corticoide, anticonvulsivos, barbitúricos ou medicamentos de reposição da tireóide em altas doses;
  • tem diabetes tipo 1, doença hepática ou doença renal;
  • tem problema de tireóide ou paratireóide;
  • já sofreu uma fratura após um trauma leve;
  • é idoso e tem fortes dores nas costas;
  • teve evidência de rarefação óssea em radiografia simples.

 

2. Como funciona o exame de densitometria óssea?


exame de densitometria ossea

O exame de densitometria óssea não sugere uma mudança brusca de rotina diária. Entretanto, o uso de suplementos ou medicamentos com cálcio deve ser suspenso um dia antes de realizar o exame. A densitometria óssea não é recomendada para mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez.

Será necessário substituir as vestimentas habituais por um traje especial para o procedimento, além de remover acessórios e calçados.

. Além disso, aconselhamos quanto ao não uso de acessórios, pois qualquer objeto ou acessório de metal que possa interferir nas imagens do raio X serão solicitados à remoção.

No aparelho de densitometria óssea, o paciente deita-se de costas, em uma mesa acolchoada e em uma posição confortável. A coluna lombar e o quadril são os pontos normalmente examinados pelo escaneamento.

Após o exame, as imagens são encaminhadas e avaliadas por médicos radiologistas especialistas que irão laudar os resultados, de forma presencial ou remota (entenda como funciona a telerradiologia). O paciente pode retomar as atividades habituais imediatamente.

Centros de Diagnóstico que contam com a telerradiologia podem disponibilizar os resultados em até 24h ou, em casos de urgência, menos de 1 hora. Os resultados do laudo são discutidos entre o médico solicitante e o paciente.

 

3. O que o aparelho de densitometria óssea faz?


aparelho de densitometria ossea

O aparelho de densitometria óssea emite um feixe fino e invisível de raios X com baixa dose de radiação com dois diferentes níveis de energia através dos segmentos do corpo que serão examinados. Um nível de energia é absorvido pelo tecido de partes moles, e o outro pelo osso. A quantidade de tecido de partes moles pode ser subtraída do total, e o que resta é a densidade mineral óssea do paciente.

O aparelho de densitometria óssea possui um software especial que  pode calcular automaticamente essas medições de densidade óssea e exibi-las em um monitor.

 

4. Como o exame de densitometria óssea é interpretado?


O exame de densitometria óssea avalia, como resultado final, a “resistência” óssea. Por sua vez, a “resistência” óssea é o resultado da, qualidade do osso, ou seja, da densidade mineral óssea (DMO ou BMD, do inglês, bone mineral density).

Ainda não existe um método para medir com exata precisão a resistência óssea. Portanto, a DMO é usada como uma medida aproximada, visto que nela essa precisão se aproxima de 70%.

A DMO de um paciente é comparada com as de outros pacientes através de duas notas: T-score e Z-score. São usados desvios padrões numéricos positivos e negativos. No geral, quando a pontuação do paciente está um DP abaixo do normal, aumenta o risco de fratura. Por exemplo, um paciente com T-Score -1 DP, têm maior risco de fratura do que um paciente com T-Score 0 DP.

 

5. T-Score e Z-Score: o que é e quais as diferenças?


A OMS define a osteoporose com base nessas pontuações, como mostramos na tabela a seguir.

tabela t-score z-score osteoporose

O T-Score é a “nota” da densidade óssea do paciente comparada a adultos jovens do mesmo sexo e etnia. O Z-Score é a “nota” da densidade óssea do paciente comparado com as pessoas da mesma faixa etária, sexo e etnia.

Para crianças, mulheres pré-menopáusicas com menos de 40 anos e homens com menos de 51 anos, o Z-Score deve ser usado. Para mulheres com ou mais de 40 anos e/ou pós-menopáusicas, e homens com ou mais de 51 anos, o T-Score deve ser utilizado.

 

6. Tipos de exames de densitometria óssea


DXA Central

DXA é a sigla para absorciometria de dupla energia, do inglês Dual-energy X-ray absorptiometry. Para diagnosticar a osteoporose, o exame deve avaliar a densidade mineral óssea do quadril e da coluna vertebral utilizando um aparelho de densitometria óssea DXA. Além disso, a densidade óssea do quadril e da coluna pode prever a possibilidade de futuras fraturas de outros ossos.

Em casos muito específicos, quando não é possível avaliar a densidade óssea do quadril ou da coluna vertebral, o protocolo é a avaliação da densidade óssea do rádio (osso do antebraço).

 

Testes de triagem (pDXA, QCT, pQCT e QUS)

Chamados de testes de triagem ou testes periféricos, esses testes medem a densidade óssea no braço inferior, pulso, dedo ou calcanhar. São utilizados quando um DXA central não está disponível e podem ajudar somente para identificar os pacientes com maior probabilidade de osteoporose. Isto é, esses testes não são usados para diagnosticar a osteoporose.

 

7. O que é Osteoporose?


osso com osteoporose

A osteoporose é uma doença que tem como resultado a redução da densidade óssea. Assim, os ossos estão mais frágeis e podem quebrar com mais facilidade.

É uma doença comum, pois muitas mudanças metabólicas ocorrem ao longo da vida, inclusive nos ossos. O metabolismo humano é regulado por vários hormônios, exercícios físicos, dieta equilibrada, hábitos saudáveis e vitamina D. Ou seja, todos esses fatores influenciam na “saúde” dos ossos.

Em circunstâncias normais, uma pessoa atinge a massa óssea máxima (chamada de pico de massa óssea) entre 30 e 35 anos. Desde então, o osso passa a enfraquecer naturalmente.

A osteoporose pode ter muitas causas, como alcoolismo, doenças inflamatórias, reumatológicas, endócrinas, hepáticas, renais, dentre outras.  Atinge mais as mulheres, que geralmente têm um menor pico de massa óssea, quando comparadas aos homens. A menopausa, por exemplo, é um fator que acelera a perda óssea.

Embora seja uma doença silenciosa, os reumatologistas têm uma ampla gama de ferramentas para diagnosticá-la precocemente e iniciar o tratamento para prevenir a perda óssea.

No mais, alguns hábitos podem ajudar a melhorar a “qualidade” da estrutura óssea, tais como: ter uma dieta rica em cálcio, praticar exercícios físicos, não beber álcool em excesso e não fumar.

 

8. Diferença entre osteopenia e osteoporose


o que é osteoporose

Quando o paciente é diagnosticado com baixa densidade óssea (osteopenia, ou T-Score entre -1 a -2,5 DP) não significa que ele terá osteoporose. A osteopenia é a diminuição da densidade óssea, processo normal dentro do envelhecimento do organismo, não sendo uma doença como a osteoporose. Entretanto, pacientes dentro dessa pontuação (osteopenia) devem considerar o uso de medicamentos para osteoporose quando houver certos fatores de risco.

Para finalizar, a densitometria óssea é uma importante ferramenta de auxílio para ajudar o médico a conduzir seu paciente no que diz respeito à saúde da estrutura óssea, atuando sobretudo na prevenção de fraturas.

 

Referências


  • Silva, L. K. (2003). Avaliação tecnológica em saúde: densitometria óssea e terapêuticas alternativas na osteoporose pós-menopausa. Cadernos de Saúde Pública, 19, 987-1003.
  • Sampaio Netto, O., Coutinho, L. D. O. L., & Souza, D. C. D. (2007). Análise da nova classificação de laudos de densitometria óssea. Radiologia Brasileira, 40(1), 23-25.
  • de Andrade, S. A. F. (2016). A importância do exame de densitometria óssea. UNILUS Ensino e Pesquisa, 13(30), 11-17.
  • Dimai, H. P. (2017). Use of dual-energy X-ray absorptiometry (DXA) for diagnosis and fracture risk assessment; WHO-criteria, T-and Z-score, and reference databases. Bone104, 39-43.
  • Licata, A. A. (2006). Diagnosing primary osteoporosis: it’s more than a T score. Cleveland Clinic journal of medicine73(5), 473-476.
  • Carey, J. J., & Delaney, M. F. (2010). T-scores and Z-scores. Clinical reviews in bone and mineral metabolism8(3), 113-121.

Telemedicina Radiológica: o que é e porque é um avanço para a saúde

O cotidiano profissional de um médico radiologista está entre dividir o seu tempo entre (i) o atendimento de pacientes, nos casos de exames e procedimentos que precisam ser presenciais, como o ultrassom e intervencionista, e (ii) a análise de imagens de exames de imagem e preparação de laudos médicos. Basicamente, na radiologia, a telemedicina entra como um facilitador para a análise de exames e elaboração de laudos. Isto é, com a telerradiologia, o radiologista pode receber exames e enviar laudos a distância, tão fácil quanto um e-mail, podendo assim prestar seu serviço de forma remota.

Certamente por isso, a telemedicina não é algo passageiro. Cada vez mais os profissionais da Medicina têm se integrado a essa nova era digital. E todos os benefícios já alcançam a população em geral, principalmente hoje, que passamos por uma pandemia. Neste caso, aliás, a Telemedicina na Radiologia tem sido efetiva por prover laudos urgentes e plantões 24h e de especialistas em poucas horas. Um requisito importantíssimo para a luta contra a Covid-19, como já sabemos, é o tempo. Falamos sobre isso no artigo “Telemedicina e Coronavírus: como a tecnologia é grande aliada no combate da pandemia“.

A Radiologia é uma peça chave para a Saúde. A telemedicina, por sua vez, é uma extensão. Portanto, nesse artigo, vamos falar sobre:

 

paciente vendo laudo pela telemedicina radiologica

Como a Telemedicina Radiológica pode ajudar os pacientes


Raio X, mamografia, ressonância magnética, tomografia computadorizada, entre outros exames, tendem a ser algo comum na rotina da população, visto que se tornaram peças fundamentais no diagnóstico de várias doenças e patologias. Dada essa importância, a agilidade e efetividade do laudo de um exame médico para um paciente pode orientar uma conduta capaz de salvar a sua vida.

A Telemedicina Radiológica traz uma série de benefícios, os principais: maior agilidade da entrega de laudos, maior precisão diagnóstica, e redução de custos. Isso porque, além de disponibilizar, em tempo real, médicos radiologistas especializados nas diversas subespecialidades da Radiologia para regiões afastadas e longe de grandes centros, a Telemedicina Radiológica, pode-se contar com empresas de telerradiologia que possuem equipes com especialistas trabalhando em plantão 24h por dia para auxiliar hospitais e clínicas de qualquer lugar do Brasil. Como é o caso da STAR, com especialistas escolhidos a dedo (veja aqui).

Até aqui, o resultado para o paciente é: conduta clínica realizada com base em diagnóstico mais rápido e mais confiável e, ao mesmo tempo, mais acessível financeiramente.

 

medicos laudando com telemedicina radiologica

Como a Telemedicina Radiológica pode ajudar os radiologistas


Uma pesquisa de 2018, realizada pela American Medical Association (AMA) e publicada na Health Affairs, mostra que a Radiologia é a especialidade que mais utiliza as ferramentas da Telemedicina.

O principal fator deve-se à oportunidade que um médico radiologista tem de ampliar a sua disponibilidade através da Telemedicina Radiológica. Ou seja, permite expandir o serviço oferecido de maneira flexível.

Nesse aspecto, vamos considerar as o tipos de telemedicina classificados como telerradiologia e teleconsulta. Elas permitem, respectivamente, o compartilhamento de exames e laudos remotamente e a conversa cara a cara médico-paciente por videoconferência em tempo real.

Portanto, quanto ao assunto disponibilidade, usamos como exemplo o médico plantonista. Em casos de emergência, este pode consultar ou ser consultado por colegas, além de ler e laudar um exame fora da clínica ou hospital.

Isso mostra que as ferramentas da telemedicina radiológica proporcionam melhor qualidade de vida também ao profissional da Medicina, que não precisa, por exemplo, correr no meio da noite para atender uma emergência ou passar por desafios dos plantões noturnos na radiologia

 

usando telemedicina radiologica

Como funciona a Telemedicina Radiológica


A emissão de laudos a distância, em geral, segue praticamente os mesmos procedimentos que os exames laudados presencialmente.

Ou seja, assim que o exame é realizado, as imagens são disponibilizadas direto das modalidades ou do PACS local para um médico radiologista em outro lugar, através do uso da internet. Além disso, os dados clínicos, que são partes integrantes do exame, também são exigidos para oferecer o melhor e mais assertivo serviço de emissão de laudos.

Após o laudo ser emitido, ele é disponibilizado também através da internet. As melhores empresas de telemedicina radiológica possuem a capacidade de disponibilizar os laudos finalizados de forma automática através da integração com o PACS/RIS do Centro de Diagnóstico, onde o resultado fica disponível para acesso da equipe local. Os laudos também podem ser acessados através de portal web com acesso para pacientes direto pela internet.

Vale ressaltar que, com a regulamentação do Conselho Federal de Medicina, as ferramentas para transmissão de imagens devem ser robustas, garantir segurança e privacidade dos dados dos pacientes de ponta a ponta.

 

avancos da telemedicina radiologica

Os avanços da Telemedicina Radiológica


Até poucos anos atrás, a telemedicina só era utilizada em casos de emergência. Com a evolução da internet dentro do nosso dia a dia, a prática teve um avanço súbito. Em outras palavras, hoje é tão fácil enviar imagens de exames quanto enviar um e-mail com anexo. Além disso, um sistema de telerradiologia como o da STAR pode ser implantado em uma clínica em apenas 6 passos, não levando mais que algumas horas para ser efetivado. Acerca disso, estamos falando sobre a contratação, implantação, treinamento, alinhamento de protocolos, envio e recebimento dos exames.

E, neste caso, em específico, não necessariamente o médico pode solicitar uma primeira opinião. É comum que estimados médicos radiologistas procurem por uma segunda opinião para ajudar no diagnóstico. A opinião especializada é uma importante ferramenta para ser integrada à equipe.

Como já falamos sobre os benefícios da telemedicina radiológica aos pacientes e aos radiologistas, também vale ressaltar as vantagens às clínicas e hospitais. Isso, principalmente para as pequenas organizações, que por motivos financeiros ou de logística, não podem contar com mais de um médico radiologista. A telemedicina radiológica pode evitar custos extras e ainda transformar custos fixos em variáveis (sob demanda). De mais a mais, a clínica ou hospital ainda pode disponibilizar um vasto portfólio de serviços especializados e intensificar a qualidade da prestação destes. Tudo isso em virtude da contratação de uma empresa de telerradiologia que disponha de uma equipe formada por radiologistas especializados nas melhores instituições.

Portanto, fato é que podemos considerar que o avanço da telemedicina radiológica pode abrir novas portas para a Medicina, especificamente para o tratamento e diagnóstico de muitas doenças.

 

futuro da telemedicina e radiologia

O futuro da união entre a Telemedicina e a Radiologia


A pandemia da Covid-19 revolucionou a história e isso dispensa comentários. Acelerou ainda mais a integração digital de um mundo que já vinha passando por uma era informatizada. Se estendeu por todos os setores, principalmente o da saúde. Por isso, a telemedicina foi uma das grandes peripécias para enfrentar este cenário. Isso porque, enquanto a Covid-19 governa todas as manchetes, outras doenças e lesões continuam acontecendo.

Em termos financeiros, desde a entrega digital de serviços médicos até a educação em saúde, a telemedicina cresceu como uma indústria. Segundo a IBISWorld, em 5 anos, o setor cresceu em 30,4% nos EUA. No Brasil, com a regulação durante a pandemia da modalidade teleconsulta, o salto deve ter sido ainda maior.

Por um lado, podemos ver como uma ascensão forçada devido às necessidades. Isto é, uma ferramenta que foi integrada com o objetivo de proteger os profissionais médicos da exposição ao Covid-19. Por outro, dispensando os números caóticos, podemos observar a experiência adquirida. Isso porque, encontramos formas para combater o vírus que podem ser utilizadas também para combater outras doenças.

Enfim, concluímos que, apesar do crescimento, ainda temos um cenário tênue a frente. O assunto enfrenta muitas discussões entre profissionais, executivos e pacientes. Muitos modelos de negócio, por exemplo, não estão completamente preparados para esse avanço. Muitos pacientes, não estão habituados a utilizarem todas as ferramentas digitais.

O que podemos afirmar é que, a telemedicina e a radiologia formaram um casamento de longa data. Existem muitas barreiras a serem vencidas pela telemedicina radiológica, mas, também, muitos benefícios a serem conquistados.

 


Leia também


 

Referências

Wen, C. L. (2008). Telemedicina e telessaúde–um panorama no Brasil. Informática Pública10(2), 7-15.

Penna, G. (2016). Telemedicina no atendimento pré-hospitalar de urgência: Revisão da literatura e implantação de um projeto piloto. Latin American Journal of Telehealth3(1).

Lima, C. M. A. D. O., Monteiro, A. M. V., Ribeiro, É. B., Portugal, S. M., Silva, L. S. X. D., & João Junior, M. (2007). Videoconferências: sistematização e experiências em telemedicina. Radiologia Brasileira40(5), 341-344.

Monteiro, M. H. G. C. F. (2008). A Telemedicina como um vector de profunda transformação no espaço da saúde e do bem estar. In VI Congresso Português de Sociologia-Mundos Sociais: saberes e práticas.

Urtiga, K. S., Louzada, L. A., & Costa, C. L. B. (2004). Telemedicina: uma visão geral do estado da arte. São Paulo-SP: Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM).

 


 

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Primeiro aparelho portátil de RM na história está em fase de estudos nos EUA

Publicado na revista JAMA Neurology, um estudo recente realizado em pacientes de uma unidade de UTI hospitalar mostra resultados promissores com o teste do primeiro aparelho portátil de ressonância magnética (RM) na história. 

O dispositivo inovador detectou com eficácia anormalidades cerebrais em quase todos os pacientes estudados, abrindo caminho para novas capacidades de diagnóstico à beira do leito.

Desenvolvido pela empresa Hyperfine, o sistema de imagem por RM no POC (ponto de atendimento ao paciente, do inglês Point of Care) foi revelado pela primeira vez em 2019. Segundo a empresa de tecnologia em saúde, O dispositivo é 20 vezes mais barato, usa 35 vezes menos energia e é 10 vezes mais leve que os atuais aparelhos de ressonância magnética.

 

Vantagens comparado aos aparelhos tradicionais


Os aparelhos tradicionais de RM são dispositivos grandes e caros, exigindo salas personalizadas para conter os poderosos campos magnéticos usados ​​para a geração de imagens. Até recentemente, a perspectiva de um aparelho de ressonância magnética portátil era inimaginável. Mas, os avanços recentes no poder da computação permitiram que as imagens fossem produzidas usando ímãs menores.

aparelho de rm

Os campos magnéticos usados nos aparelhos de ressonância magnética são quantificados com uma unidade de medida chamada Tesla (T). Para comparação, a maioria dos aparelhos atuais dependem de ímãs poderosos variando de 1,5 T a 3 T. O novo aparelho portátil da Hyperfine usa um ímã significativamente menor de apenas 0,064 T.

Isso significa que o aparelho pode ser facilmente manuseado ao lado do leito do paciente, sem implementar medidas de proteção no ambiente ao redor. O aparelho também usa menos eletricidade do que os grandes aparelhos de ressonância magnética, permitindo que seja alimentado, simplesmente, por uma tomada de parede padrão.

Os pesquisadores da Yale Medicine testaram a eficácia do aparelho em 30 pacientes internados na UTI de neurociência do Hospital Yale New Haven, nos Estados Unidos. Segundo os profissionais, o aparelho detectou, em 29 dos pacientes, uma variedade de anormalidades que vão desde tumores cerebrais até AVCs.

 

Aparelho portátil de RM contra a Covid-19


O estudo também aproveitou a oportunidade para estudar os efeitos neurológicos do COVID-19 em 20 pacientes internados em terapia intensiva. Dada essa natureza, esses pacientes geralmente não podem ser transportados para salas de RM para realização de exames de imagem. Portanto, essa análise de prova de conceito sugere que a portabilidade do aparelho POC permite que muitos mais pacientes sejam investigados. 8 dos 20 pacientes com COVID-19 mostraram anormalidades neurológicas agudas associadas à doença.

 

Lançamento do Aparelho Portátil de RM


Entretanto, mais testes são necessários antes que o aparelho seja lançado comercialmente para a prática clínica e mais estudos precisarão comparar diretamente esses resultados de ressonância magnética POC com os resultados de ressonância magnética convencional.

Porém, a empresa Hyperfine é clara ao afirmar que este novo aparelho não foi projetado para ser um substituto às imagens tradicionais de ressonância magnética e sim complementar essas ferramentas de diagnóstico.

Se efetivamente validado em testes posteriores, o aparelho portátil oferecerá novas e grandes oportunidades de diagnóstico para os médicos. Por exemplo, em situações de terapia intensiva o aparelho permite uma avaliação rápida de lesões neurológicas e a nova capacidade de coletar medições em série, introduzindo perfis de imagem temporal do mesmo paciente ao longo de vários dias ou semanas.

Além disso, a mobilidade do aparelho também permite um melhor diagnóstico em ambientes rurais ou remotos. Os desenvolvedores levantaram a hipótese de até mesmo integrar o aparelho em ambulâncias para avaliações móveis de pacientes. Isso poderia oferecer aos paramédicos, por exemplo, a capacidade de diagnosticar um AVC antes mesmo de o paciente chegar ao hospital.

 


Leia também


 

O novo estudo foi publicado na revista JAMA Neurology.

 

 

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